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2026/08/22

Ah! Minha Dinamene!, levado à cena pelo Teatro Estúdio Fontenova




  Ah! Minha Dinamene!  

  ESPETÁCULO TEATRAL  

Texto: Luísa Monteiro
investigação: José Luís Neto
Encenação: José Maria Dias
Composição Musical: Jorge Salgueiro

23 AGO. 2018 - Estreia | às 19h00
No Festival Internacional de Teatro de Setúbal - Festa do Teatro

Violoncelista: Marco Madeira
Coro: Carolina Ferreira, Eduardo Dias, Patrícia Paixão

 Interpretação: 
Graziela Dias, Carolina Ferreira, Rafaela Bidarra, Patrícia Paixão 

Espaço Cénico e Desenho de Luz: José Maria Dias

Figurinos: Zé Nova
Execução de Figurinos: Gertrudes Félix

 Fotografia: Leonardo Silva
Design gráfico: Fernando Carvalho
Vídeo: Leonardo Silva e Hugo Andrade

Operação Técnica: Leonardo Silva e Eduardo Dias
Assistência Técnica: Cosmin Nicolae

Frente Casa: Carina Sobrinho e Micaela Castanheira

Produção executiva: Patrícia Paixão

Estrutura Financiada por: 
República Portuguesa – Cultura
DGARTES – Direcção-Geral das Artes 
e Câmara Municipal de Setúbal
Com o apoio da Fundação Buehler- Brockhaus.

Produção:

Teatro Estúdio Fontenova (TEF)

As mulheres abandonadas e o exílio

"Tal como um pequeno grão, uma vez triturado, é parte da farinha que faz o pão, os anseios e liberdades das mulheres, alimentam a mó da sociedade patriarcal para fazer o pão que o Diabo amassou que as próprias hão de comer. Sobre mulheres, aquelas que não podiam fugir às inevitabilidades da sobrevivência, abandonadas e obrigadas a escolher entre a fé e a prostituição".

Com texto original de Luísa Monteiro, a partir da investigação histórica de José Luís Neto e das Cartas de Perdão do séc. XV apresentadas a D. João II pelas centenas de mulheres condenadas ao exílio, "Ah! Minha Dinamene" tem a singularidade de parte da narrativa ser deixada em aberto e, posteriormente, ser escrita por um autor da cidade onde o espetáculo ocorrer, com interpretação de uma atriz local, envolvendo a comunidade, a história e gentes de onde estiver em cena. 

Para Lisboa, o texto e encenação serão de Ricardo Cabaça, com interpretação da atriz Cirila Bossuet, dando voz às mulheres angolanas presas e torturadas pela Inquisição, acusadas de feitiçaria e blasfémia."
Sinopse
reprod. em in DGARTES


 “Ah! Minha Dinamene!”, Teatro Estúdio Fontenova – integral 
No Youtube, vídeo - 58:14

 AGENDA 


 2019 

MARÇO

27 MAR. 2019 - Dia Mundial do Teatro
Em Albufeira.

 2 MAR. 2019 | às 21h00 
No Periferias - Festival Internacional de Artes Performativas, em Sintra.
org. Chão de Oliva.

FEVEREIRO

1 e 2 FEV. 2029 | 21h30
No espaço Escola de Mulheres [Clube Estefânia]
Rua Alexandre Braga, 24A - Lisboa

JANEIRO

31 JAN. 2019 | 21h30
No espaço Escola de Mulheres
Clube Estefânia - Rua Alexandre Braga, 24A
1150-004 Lisboa

 2018 

SETEMBRO

20, 21, 22 e 23 SET. 2018 | às 21H30
23 SET. 2018, domingo | às 17h00 - Sessão extra
Nas morras do forte de S. Filipe, em Setúbal

AGOSTO

 24 e 25 AGO. 2018 | às 19h

23 AGO. 2018 - Estreia | às 19h00
No Festival Internacional de Teatro de Setúbal - Festa do Teatro

texto: Luísa Monteiro | investigação: José Luís Neto | encenação: José Maria Dias
figurinos: Zé Nova | música: Jorge Salgueiro | violoncelo: Marco Madeira
imagem: Leonardo Silva | apoio vocal: Eduardo Dias
interpretação de Carolina Ferreira, Graziela Azenha Dias, 
Patrícia Pereira Paixão e Rafaela Bidarra.

ÁLBUM


Ah Minha Dinamene! | 2018 | © Foto por Leonardo Silva.
Ah Minha Dinamene! | 2018 | © Foto por Francisco Ferreira
No Clube Estefânia, acolhimento Escola de Mulheres - Oficina de Teatro, 2019
© Foto de Leonardo Silva, no Facebook.


para saber +


in Cardápio [online], 19.09.2018


+ 351 927 718 386 | + 351 265 233 299







Redação: 21.08.2026

2018/11/15

Arte e Humanismo em português com Francisco de Holanda



"Sob a chama da candeia, Francisco de Holanda e os seus livros"

EXPOSIÇÃO

Comissariada por Sylvie Deswarte-Rosa, CNRS / IHRIM


15 NOV. 2018 (Inauguração, às 18h00) - 19 FEV. 2019

Na Sala de Exposições – Piso 2, da BNP, em Lisboa






Comemorando os 500 anos do nascimento de Francisco de Holanda,
esta exposição reúne as fontes e a historiografia da obra 
desta grande figura do Renascimento em Portugal.



"Partindo de obras preservadas na BNP, que pertenceram a Francisco de Holanda e têm anotações de sua mão, realiza-se esta exposição evocativa do quinto centenário do seu nascimento.

Francisco de Holanda (Lisboa, ca 1518-1584) é mais do que apenas um iluminador. Adquiriu, desde jovem, uma visão global do mundo, observando o seu pai, António de Holanda, a iluminar os planisférios e as cartas náuticas de Lopo Homem. Possuidor de uma sólida formação humanista adquirida na corte do rei de Portugal, D. João III, aventurou-se no mundo das ideias, o que é raro entre os chamados «mecânicos» das artes visuais. Francisco de Holanda foi sobretudo um criador, capaz de repensar cada tema, através da análise das suas fontes primordiais.

Desde a sua redescoberta até à primeira metade do século XIX, suscitou inúmeras polémicas. Despertaram interesse nos estudiosos as suas relações com Miguel Ângelo durante a sua viagem a Itália (1538-1540), testemunhadas nos Diálogos de Roma e nos desenhos das Antigualhas.

Hoje em dia, porém, ganhou uma independência e um estatuto próprios, sendo considerado um vanguardista, mercê das imagens extraordinárias da Criação do mundo e do seu tratado Da pintura antigua (1548), não publicado em vida, imagens e textos invulgarmente precursores de outros de criadores muito mais tardios. Cinquenta anos antes dos teóricos italianos, Francisco de Holanda introduz, pela  primeira vez num tratado artístico, a teoria neoplatónica da idea (Da pintura antigua, I, cap. 15, «Da idea, que cousa é na Pintura»). Nele confere uma perspetiva mundial à sua análise, encontrando a própria arte divina da Pintura antigua, verdadeira prisca pictura, no mundo inteiro (Da pintura antigua, I, cap. 13, «Como os preceitos da Pintura Antigoa forão por o mundo»).

Francisco de Holanda é assim, na sua especificidade, um dos principais representantes do Renascimento português, emergente na idade dos Descobrimentos, lado a lado com o poeta Luís de Camões, com o navegador D. João de Castro, com o matemático e cosmógrafo Pedro Nunes, com o naturalista Garcia da Orta e com o historiador D. João de Barros. É, pois, tempo de lhe conferir o lugar que é indiscutivelmente seu."








"Francisco de Holanda em Évora. Nascimento de um artista humanista: 1534-1537 / 1544-1545" 

EXPOSIÇÃO

29 DEZ. 2019 - 31 MAR. 2020

No Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora
 




Catálogo [PDF]




Arte e Humanismo em português

"Francisco de Holanda (1517-1584) 
foi o nosso maior pensador no campo da Teoria das Artes 
e, no contexto da Europa do seu tempo, um escritor de absoluta vanguarda. 
Artista com imensa produção teórica, de raíz neoplatónica, 
e com obra significativa no campo da iluminura e no desenho 
(ainda que, como pintor e arquitecto, deixasse escasso trabalho reconhecível), 
assume-se como um dos corifeus da arte portuguesa de sempre."
in Vitor Serrão | Facebook, 19.12.2029






  1. Convite da exposição "Sob a chama da candeia: Francisco de Holanda e os seus livros" realizada na BNP, em Lisboa, de 15 nov. 2018 a 16 fev. 2019.
  2. "Quinto Dia", por Francisco de Holanda, in De Aettatibus Mundi Imagines, BNE, Madrid.
  3. "Retrato", por Francisco de Holanda, in De Aettatibus Mundi Imagines, BNE, Madrid.
  4. Convite pata o lançamento do «Roteiro Francisco de Holanda em Évora: nascimento de um humanista 1534-1537/1544-1545», no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, 17.05.2024, com apresentação a cargo de Pedro Flor, Historiador de Arte, Prof. na U. Aberta.

para saber +



Lucinda Canela
in Ípsilon, revista do jornal O Público, 10.02.2020

Nuno Pacheco
in Ípsilon, revista do jornal O Público, 20.12.2018

in Património Cultural, DGPC, Agenda 












Redação: 29.12.2024

2018/10/20

A dança no "Auto do Labirinto ou Labirinto do Amor"




AUTO DO LABIRINTO (OU LABIRINTO DO AMOR)


XX ENCONTRO DE MÚSICA ANTIGA DE LOULÉ ‘FRANCISCO ROSADO’ 

20 OUT. 2018 | 21h30

 Igreja Matriz de Loulé 

Com duração de 70 minutos


Coprodução:






DEDICATÓRIA

"Este projeto nasceu de um reiterado incentivo do nosso saudoso colega e amigo – Francisco Rosado – para produzirmos um espetáculo que juntasse teatro, música e dança renascentista. 
Criar as condições para um tal empreendimento não era (e continua a não ser) tarefa fácil, pelo que infelizmente não conseguimos levá-lo a bom porto em vida do Francisco, desaparecido precocemente. 
Foi inspirados por ele, e pela sua enorme dedicação à divulgação da música antiga no Algarve, que criámos o Auto do Labirinto. Certamente sentiremos a sua presença discreta no dia da estreia, a ele dedicada."








SINOPSE

"Com base num extraordinário repertório dramático quinhentista, 
os personagens – eleitos entre os pares amorosos, 
o sedutor, a alcoviteira e outros que medram no Paço ou no terreiro – 
terão os seus serões de corte povoados por danças baixas e altas 
– pavana, galharda, tordião… – revelando os seus dotes coreográficos e musicais.
Não faltam os instrumentos de corte e de folia, 
indispensáveis para a dança ou para a serenata ao luar."

ESTRUTURA:

I Casamento vs. convento
II Amores desejados… amores frustrados…
III Devaneios oníricos
IV Recebimento & louvores a Vénus








FICHA ARTÍSTICA:

Interpretação cénica, vocal e coreográfica:

Catarina Costa e Silva (soprano)
Daniela Leite Castro (contralto)
Thiago Vaz Cruvinel (tenor)
Tomé Azevedo (barítono)

Instrumentistas:

Diana Pinto (flauta renascentista)
Maria Correia (guitarra barroca)
Manuel Branco (alaúde renascentista)
Claudia Fischer (viola da gamba)
Isabel Monteiro (flauta e percussão)
Direção cénico-coreográfica
Catarina Costa e Silva


Texto e direção musical:

Isabel Monteiro


Figurinos:

Thiago Vaz Cruvinel



PEÇAS MUSICAIS:

[por ordem de execução]

Pues que ya nunca nos veis, J. del Encina
Aquele cavaleiro, Anónimo, Canc. Elvas [música]
Tourdion, P. Attaingnant
Volte, M. Praetorius
Senhora, bem poderey, Anónimo, Canc. Elvas
Folia/ La cara cosa, Anónimo
Je sens sur mon ame plouvoir, G. Costeley
Il estoit une fillette, C. Janequin
Ronde ‘Il estoit une fillette’, T. Susato
De vos e de mim naceo, Anónimo, C. Elvas
Pois amor é um labirinto, J. del Encina (música)
Baste ya, sus no cantemos, B. de Cárceres, ‘La trulla’
Pavane, P. Attaingnant
Gaillarde, P. Attaingnant


CRIAÇÃO BASEADA NAS SEGUINTES OBRAS:

[por ordem alfabética]

Auto da Ciosa, António Prestes
Auto da Natural Invenção, António Ribeiro Chiado
Auto das Capelas, anónimo
Auto de D. André, anónimo
Auto dos Escrivães do Pelourinho, anónimo
Cena Policiana, Anrique Lopes
Conselhos pera bem casar (Trovas), Baltasar Dias
Eufrosina, Jorge Ferreira de Vasconcelos
Farsa penada, anónimo
Filodemo, Luis de Camões
João Barbato a Violante de Meira (Trovas), Cancioneiro Geral
Malícia das Mulheres (Trovas), Baltasar Dias
Quem tem farelos?, Gil Vicente








para saber +

Auto do Labirinto, in Portingaloise

Auto do Labirinto, no Linkedin

Auto do Labirinto (teaser), in Portingaloise, canal do Youtube

Auto do Labirinto (rehearsal teaser), in Portingaloise, canal do Youtube









La Portingaloise

"O primeiro registo escrito de
dança com identidade portuguesa conhecido
é uma melodia de bassedanse designada La Portingaloise
presente no famoso Manuscrito de Basses Danses
da Biblioteca Real de Bruxelas (Ms. 9085),
documento de uso pessoal
da Rainha Margarida de Áustria no séc. XV."




2017/01/24

"A Viagem da Camélia" de Jun Shirasu

 

"A Viagem da Camélia"

EXPOSIÇÃO DE AZULEJO E GRAVURA


de Jun Shirasu

Curadoria de
 Galeria Ratton | Ana Viegas | Tiago Montepegado

24 JAN. - 28 ABR. 2027 | Na Galeria Ratton, em Lisboa

Inauguração: 24 jan. 2017


Assinalando a comemoração do 30.º aniversário da Galeria Ratton
Rua da Academia das Ciências 2C, Lisboa




JUN SHIRASU, "A Viagem da Camélia"

24 jan. - 28 abr. 2017 | Na Galeria Ratton, em Lisboa
Inauguração: 24 jan. 2017, terça-feira

"Este ano a Galeria Ratton inicia a comemoração do seu 30.° aniversário com A Viagem da Camélia de Jun Shirasu - um mural azulejar de 0,98 x 19,60 m que narra a estória dessa grande aventura dos navegadores portugueses.

A exposição apresenta ainda um conjunto de azulejos avulso intitulado "Diário Gráfico" e 4 painéis onde o imaginário e as memórias de viagem estão presentes. Uma série de " falsos azulejos", levam-nos às origens dos primeiros trabalhos do artista enquanto gravador.

No Outono de 2016, dando continuidade há longa relação de trabalho com Jun Shirasu, a Galeria Ratton convida o artista para uma residência artística de 3 meses, com o apoio da Fundação Oriente.

Desta residência artística na Oficina Ratton resulta o mural em azulejo onde é ilustrada a Viagem da Camélia, elemento fundador deste projecto e personagem principal da exposição que inaugura terça-feira, dia 24 de Janeiro às 19h na Galeria Ratton.

Se com Bartolomeu Cid dos Santos ficou registada, em 1998 na Estação Ferroviária do Pragal, a chegada dos portugueses ao Japão, a Viagem da Camélia de Jun Shirasu quer festejar simbolicamente o encontro, agora em sentido contrário, entre estes dois países.

Especialista na história do azulejo, Prof. José Meco comenta com a sua visão muito própria a obra de Jun Shirasu."
Do cartaz da Exposição


 "A Viagem da Camélia" de Jun Shirasu. - Vila Nova de Gaia, 2018 | Vídeo, 01:50
Caleria Ratton | Facebook, 13.06.2018



Projeto geral e produção: Galeria Ratton / Ratton Cerâmicas
Intervenção artística em azulejo: Viagem da Camélia, do artista: Jun Shirasu
Projeto de arquitetura, em Vila Nova de Gaia: Joana Almendra
Fotografias de C. M. de Vila Nova de Gaia /  Ratton Cerâmicas




JUN SHIRASU, "Azulejo em Viagem 1998 > 2015"

26 jan. - 19 mar. 2017 | No Museu Oriente, em Lisboa
Inauguração: 26 jan. 2017, quinta-feira | 18.30

"Através de 144 obras em azulejo e gravura, incluindo painéis de grandes dimensões, 
esta exposição aborda cronologicamente a relação dinâmica e progressiva 
entre o artista japonês Jun Shirasu, Galeria Ratton e a tradição portuguesa da azulejaria."

"uma retrospectiva da obra em azulejo e algumas gravuras. 
Os núcleos são documentados com textos informativos, fotografias e vídeo. 
O texto de apresentação é de Maria Antónia Pinto de Matos, 
directora do Museu Nacional do Azulejo."
Do cartaz da Exposição


"Enquadrada pela secular ligação entre o Japão e Portugal, a exposição “Azulejo em viagem 1998>2015” propõe [...] uma abordagem cronológica, organizada em cinco núcleos, da relação dinâmica e progressiva do artista Jun Shirasu com o nosso país e a tradição da azulejaria. 

A exposição constrói um percurso através das obras em azulejo e gravura, integrando também materiais gráficos, filmes e textos críticos que documentam o processo de exploração criativa de Jun Shirasu em azulejo, iniciado em 1998 a convite da Galeria Ratton e do artista Bartolomeu Cid dos Santos, seu professor de gravura na Slade School, em Londres, para o apoiar na intervenção artística em azulejo para a Estação Ferroviária do Pragal. 

Momento simbólico desta exposição é a apresentação de um painel de Bartolomeu Cid dos Santos que, tendo por base os textos de Fernão Mendes Pinto, narra a chegada dos portugueses ao mar da China e ao Japão. No total, são apresentados nesta exposição 36 painéis de azulejo (incluindo grandes formatos), 96 azulejos individuais e 12 gravuras em técnica mista."









2016

6 mar. 2026, segunda-feira | às 10h00 | Na Casa Andresen, Porto
Semana das Camélias | XXII Exposição de Camélias do Porto

José Meco conduziu a viagem 
através de um mural azulejar com c. 20 metros de comprimento.

"Foi com especial encanto que assisti 
à realização dos painéis de azulejos de 
A Viagem da Camélia, do pintor japonês Jun Shirasu, 
nos quais a vinda do Japão para Portugal da camélia 
(ou japoneira, como é geralmente designada na região norte) 
é descrita numa imaginação poética e intemporal extremamente fantasiosa, 
através de painéis na maior parte duplos e centrados por dois círculos 
com temática e decoração complementares, 
dispostos da direita para a esquerda conforme a escrita japonesa. 

Nesta sequência interligam-se a História do Japão e 
de toda a expansão portuguesa para o Oriente, 
a partir da viagem inaugural de Vasco da Gama para a Índia, em 1498, 
até às conquista de Goa (1510) e de Malaca (1511) por Afonso de Albuquerque, 
a fixação na Ilha e na costa de Moçambique, Mombaça, Quíloa, 
Golfo Pérsico, India, Ceilão, Sião, Tailândia, Indonésia, Molucas, Timor, 
China (nomeadamente a partir da fixação em Macau, em 1557) 
e Japão onde, nos anos 40 do século XVI, vários portugueses, 
entre os quais Fernão Mendes Pinto, chegaram à ilha de Tanegashima, 
seguidos pelos missionários, nomeadamente Francisco Xavier, desembarcados em Kagoshima, iniciando-se as conversões ao catolicismo em Yamagawa e em Yamagushi, 
culminando na instalação dos jesuítas em Nagazaqui, em 1569, 
que lhes foi doada em 1580."

José Meco
Texto de apresentação da exposição



1998

Jun Shirasu recebeu um convite da Galeria Ratton para dar apoio na realização da intervenção artística em azulejo para a estação Ferroviária do Pragal. O convite pare também do artista Bartolomeu Cid dos Santos, que fora seu professor de gravura na Slade School, em Londres:

"Em 1998 Bartolomeu Cid dos Santos foi convidado a intervir na estação ferroviária do Pragal. Tomou a decisão de fazer uma homenagem a Fernão Mendes Pinto narrando em azulejo a chegada dos portugueses ao Japão. 

Jun Shirasu na sua primeira intervenção em azulejo  desenhou com rigor os elementos japoneses bem como as primeiras palavras ditas nesse primeiro encontro.

Agora como então a Ratton convida Jun Shirasu a ilustrar em forma de estória a viagem de regresso dos portugueses, de Nagasaki até Vila Nova de Gaia, trazendo a Cameleira Japónica 
cujo exemplar mais antigo da Europa se encontra no Paço de Campo Belo."
Texto num dos painíes de azulejos da autoria de Jun Shirasu, 2017


Painéis de azulejos (1999), Estação Ferroviária do Pragal
por Bartolomeu Cid dos Santos e José Santa Bárbara.

"O autor do projecto arquitectónico das estações do Pragal até ao Fogueteiro, foi o arquitecto Motta Guedes. [...]. Procurou também, que houvesse sempre uma grande harmonia entre a arquitectura e a arte, podendo nesta estação contemplar um conjunto de painéis de azulejos inspirados na obra Peregrinação de Fernão Mendes Pinto (cronista que viveu e escreveu esta obra no Pragal) realizado pelo artista Bartolomeu Cid dos Santos (localizados na entrada principal da estação) e por José Santa Bárbara (painéis localizados na plataforma e no exterior da estação)."
In site da Fertagus: Pragal 






Jun Shirasu visita o trabalho de Andreas Stöcklein, em Setúbal
Imagem em Galeria Ratton | Facebook, 7.11.2016
Jun Shirasu
Nasceu em Tóquio, em 1965.
Formou-se na Musashino Art University (1990) 
e na UCL Slade School (1993). 
Foi professor nas universidade Palacký, UCL e MusashinoArt 
e trabalha em Ninomiya, Kanagawa desde 2023.

Exposições:
"Beleza Universal", eitoeiko, 2010.
"Entrance of the World", eitoeiko, 2011.
II Trienal Internacional de Gravura de Macau, 2015
"A Viagem da Camélia", RATTON, 2017.
"Cerimónia Azul", eitoeiko, 2020






  1. 2018 JUN SHIRASU: Intervenção artística em azulejo - "A Viagem da Camélia" - Edifício Praça da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, 2018. Projecto de arquitectura de Joana Almendra. - Imagem na Galeria Ratton.
  2. "Um navio português, com os mastros substituídos por uma cameleira / japoneira, parte da baía de Nagazaqui; em terra, representados à semelhança dos biombos, estão miúdos, monges, piratas, animais, objectos diversos. - Texto em Cosmovivências; fotogr. de Eva Maria Blum.
  3. "Parte outro navio português; a sua tripulação está representada como nos biombos Namban". - Texto em Cosmovivências; fotogr. de Eva Maria Blum.
  4. Conjunto mostrado na exposição "Azulejo em Viagem 1998 > 2015", no Museu do Oriente em Lisboa . - Imagem no Facebook Museu do Oriente, 24.01.2017.
  5. Conjunto de "Azulejo em Viagem 1998 > 2015", exposição patente de 26 jan. a 19 mar. 2017 . - Imagem no Facebook Museu do Oriente, 24.01.2017.
  6. Processo de colocação dos painéis de azulejos; na imagem, vê-se o artista Sun Shirasu. - imagem em O azulejo em viagem entre Portugal e Japão | E-Cultura, [2017].


para saber +


Jun Shirasu
Ensaio visual: A viagem da Camélia
in Camões - Revista de Letras e Culturas Lusófonas, n.º 28, 2024
O "ensaio visual" destaca de um painel de azulejos com c.20 metros de comprimento,
uma seleção conjuntos duplos de azulejos sobre: Japão | Macau | Mekong | Goa/Calicute
Ilha de Moçambique/Cabo da Boa Esperança | Casa de campo Belo, Portugal.
As fotos são da autoria de José Manuel Costa Alves (n. 1950 - f. 2025).
Lisboa, ed. Camões, I. P., com ilustrações de André Carrilho
p. 11-14.

in E-Cultura, [2017]

in Blogue Cosmovivências, 1.07.2017

in Terras de Gaia | Youtube, 28/06/2018








Redação: 8.06.2025