"Onde terá segura a curta vida?
Camões e a vida como viagem"
EXPOSIÇÃO
Com curadoria de
Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale
Projeto de museografia de Francisco Aires Mateus
Coordenação de Diogo Ramada Curto
11 - 21 ABR. 2025 - Inauguração
No Ségur Hall, da Sede da UNESCO, em Paris, França
(outras datas, a confirmar: 14 abril, às 9:00 - 18 abril, até às 17:30)
5 MAI. 2026 | Pisos 1 e 3 da BNP
Na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa
Entrada livre
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| © Imagem do Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025 |
Dalila Rodrigues, Ministra da Cultura, na cerimónia de abertura em Paris.
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| © Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025 |
Na cerimónia de abertura em Paris, estiveram presentes
Diogo Ramada Curto (Comissário-gerais Adjunto das comemorações camonianas)
[...], Dalila Rodrigues (Ministra da Cultura)
José Augusto Cardoso Bernardes (Comissário-geral das comemorações camonianas)
[...], Joaquim Coelho Ramos (Comissário-geral Adjunto das omemorações)
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| © Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025 |
Na abertura em Paris, Dalila Rodrigues, a Ministra da Cultura de Portugal,
acompanhada pela equipa da curadoria, com direção de Diogo Ramada Curto:
Filipa Oliveira, Anísio Franco e Paulo Pires do Vale.
A vida como uma viagem insegura e breve
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida
Que não se arme, e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?
Luís de camões
𝑂𝑠 𝐿𝑢𝑠𝑖́𝑎𝑑𝑎𝑠, Canto I, est.106
“A vida de Luís de Camões (1524-1580), à imagem da sua obra mais conhecida, Os Lusíadas, foi marcada por travessias marítimas, deslocações e surpresas, erros e sorte, obstáculos e conquistas. Cheia de dobras, ao querermos aproximarmo-nos do seu rosto e dessa vida, percebemos que nos escapam no nevoeiro da história. No entanto, este é um traço reconhecível: é viajante e de um país que é cais, de partidas e chegadas.
Nesta exposição, ao pensar a vida como viagem, a partir da obra e da biografia de Camões, expomos a fragilidade humana e o naufrágio como possibilidade de cada existência em todos os tempos, mas também a necessidade de abrir os horizontes e descobrir outras visões do mundo, ter encontros inesperados, e exercitar a perseverança e a esperança que permitem continuar a navegar. Essa condição de viajante é tanto histórica como atual: deslocados, em busca de segurança nesse curto intervalo que é a vida.”
Ministério da Cultura de Portugal
"A vida de Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas,
foi marcada por viagens, incertezas e conquistas.
A exposição aborda a vida como travessia,
revelando a fragilidade humana, o risco de naufrágio
e a necessidade de perseverança, esperança e abertura ao mundo. "
Agenda da BNP
"Esta mostra insere-se nas Comemorações do
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões
e propõe uma reflexão sobre a viagem como condição da existência humana,
tendo a obra e a figura do poeta como eixo central."
"a exposição reúne um conjunto diverso de obras
que cruzam artes visuais, cinema, música e literatura."
"Através de uma abordagem multidisciplinar,
"Onde terá segura a curta vida?"
convida o público a redescobrir Camões como figura universal e intemporal,
propondo uma viagem sensorial, intelectual e emocional
em torno da fragilidade da existência, da errância e da construção de sentido."
Reportagem de Guilherme Monteiro sobre a Exposição na UNESCO
ÁLBUM
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© Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025 |
Alberto Carneiro

Escultura, 1993-94, obra de Alberto Carneiro.
Ângela Ferreira
Graça Castanheira
Horácio Frutuoso
José Almeida Pereira
Mário Linhares
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© Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025 |
Adrian Paci
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| Projetado filme da autoria de Adrian Paci que remete para as migrações |
Domingos Sequeira
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© Imagem do Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025 |
A obra "A Morte de Camões" da autoria de Domingos Sequeira.
foi evocada através da exposição de uma moldura vazia, visível na fotografia,
com as dimensões da pintura há muito desaparecida.
Jorge de Sena
"Camões Dirige-se aos seus contemporâneos"
poema dito pelo próprio.
Carminho
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© Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025 |
Pois meus olhos não cansam de chorar
Tristezas, que não cansam de cansar-me;
Pois não abranda o fogo em que abrasar-me
Pôde quem eu jamais pude abrandar;
Não canse o cego Amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me,
Enquanto me a voz fraca não deixar.
E se nos montes, rios, ou em vales,
Piedade mora, ou dentro mora Amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas,
Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas.
Soneto de Luís de Camões
e letra de fado
para saber +
“Onde terá segura a curta vida? Camões e a vida como viagem”
in V Centenário do nascimento de Luís de Camões, BNP
UNESCO, Evento
in Comissão Nacional da Unesco
in Câmara Municipal d eSanto Tirso, Notícias, 31.03.2025.
Redação: 7.04.2025, atualizado em 12.04.2026


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