"Filodemo" de Luís de Camões
TEATRO
Texto de CamõesCom encenação de Pedro Penim / Teatro Nacional D. Maria II
Texto de Camões
Com encenação de Pedro Penim / Teatro Nacional D. Maria II
"Chegados a 2026, o D. Maria II apresenta 'Filodemo',
convidando a redescobrir aquele que é para vários especialistas em literatura portuguesa
[...] o texto teatral mais conseguido de Camões, pelo seu equilíbrio dramático,
personagens bem construídas, diálogos naturais e elegância literária."
27 MAR. 2026 | Estreia
No Teatro Nacional D. Maria II
Duração: 1h45
Produção:
Teatro Nacional D. Maria II
Texto de uma obra dramática
de Luís de Camões
Com encenação
de Pedro Penim
Interpretação:
Ana Coimbra, Ana Tang, Bernardo de Lacerda,
Guilherme Arabolaza, João Grosso, José Neves, June João,
Mariana Magalhães, Stela, Vítor Silva Costa.
Figurinos: Aldina Jesus
Desenho de luz: Daniel Varela
Desenho de som: Margarida Pinto
Sonoplastia: João Neves, Rui Dâmaso
Vídeo: André Dinis Carrilho
Assistência de encenação: Joana Brito Silva
AGENDA
27 mar - 18 abr 2026
qua – qui (às 20h), sex (às 21h), sáb (às 19h), dom (às 16h).
Na Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda, em Lisboa
As sessões de 27, 28 e 29 de março são de entrada livre
(exclusivamente para a sessão desse dia)
mediante o levantamento de bilhetes a partir das 13h do próprio dia,
na bilheteira nos Jardins do Bombarda.
Limite de 2 bilhetes por pessoa,
sujeito à lotação disponível.
4 de abril
Conversa com artistas após o espetáculo
12 de abril.
Sessão com Língua Gestual Portuguesa.
24 ABR. 2026
No Auditório Municipal Beatriz Costa, Mafra.
15 MAI. 2026
Casa da Cultura, em Ílhavo / 23 Milhas.
5 JUN. 2026
Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, Matosinhos
Resistir à disforia presente com um auto de Camões
"Pedro Penim reencena Filodemo, de Luís de Camões, com estreia marcada para o dia 27 de março, nos Jardins do Bombarda (Lisboa).
Trata-se de uma comédia pastoril, povoada por pastores e ninfas que vivem amores ingénuos, feitos de enganos e revelações.
Um retrato distante e anacrónico de convenções amorosas que já não reconhecemos como nossas. A partir dessa dissonância temporal, Penim propõe uma encenação que confronta a inocência do texto com as urgências do presente.
Num tempo em que certos discursos procuram cristalizar o passado e transformá-lo num instrumento de exclusão, o diálogo com os clássicos torna-se um gesto de resistência."
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'Filodemo' - um clássico em diálogo com o presente
"Filodemo é uma das raras incursões de Luís de Camões no teatro. Escrita provavelmente na juventude do autor, é uma comédia pastoril situada num mundo rural idealizado, habitado por pastores e ninfas que vivem amores ingénuos, feitos de enganos e revelações.
O seu universo é tudo menos atual, um retrato distante, quase anacrónico, das convenções e dos modos de amar de outro tempo. Mas é precisamente nessa distância que se abre um espaço fértil para a invenção: olhar de novo para o que nos é estranho para compreender o que em nós permanece igual.
Pedro Penim parte dessa dissonância temporal para propor uma encenação que confronta a inocência do texto com as urgências do presente. Num tempo em que certos discursos procuram cristalizar o passado e transformá-lo em instrumento de exclusão, o diálogo com os clássicos torna-se um gesto de resistência. Reencenar Filodemo é, assim, mais do que celebrar o génio de Camões: é afirmar que o teatro continua a ser um lugar de disputa simbólica, de reapropriação e de liberdade.
Entre a poesia e o jogo cénico, Filodemo celebra o reencontro entre a palavra de Camões e o palco contemporâneo, um diálogo entre a distância e a presença, entre o passado que nos funda e o presente que o reinscreve."
Alice Azevedo
encenadora e atriz
Tiremos os clássicos dos altares
"Mas Auto de Filodemo não é uma grande obra. Não é uma epopeia, não é Portugalidade no seu auge. É tão simplesmente uma comédia pastoril. Só vem manchada por ter sido escrita por Camões – como se isso a tornasse conservadora, ou aborrecida, ou nacionalista, ou tudo o mais que os séculos e os esforços da propaganda fizeram de Camões.
Mas neste Filodemo, o passado não é convocado como nostalgia, nem como ilustração de uma ancestralidade fixa. Torna-se antes, nesta encenação, local de tensão. Ao invés de deixar “os clássicos” lá atrás, como passado fixo que deve ser bajulado e adorado acriticamente, falta-nos reinscrevê-los no imaginário do nosso presente. Revisitá-los, pensá-los. Retirá-los das mãos de quem os usa como arma de arremesso contra liberdades, e pô-los no meio da praça, para toda a gente os ver, os ler. Tiremos os clássicos dos altares onde lhes é prestado culto, e dos museus onde a arte vai para morrer, e vamos fazer teatro. Volta, Camões, estás perdoado."
Alice Azevedo
encenadora e atriz
Folha de sala, pdf e online.
📹 FILODEMO | Vídeo: 00:20
no Youtube.
© Pedro Macedo - Framed Films, TNDM II.
📹 Behind the scenes: Filodemo | Vídeo: 03:53
no Youtube.
© Pedro Macedo - Framed Films, TNDM II.
para saber +
Atrás da Cena - "Filodemo"
(Camões e o Teatro)
Programação do Teatro Nacional D. Maria II
Folha de sala, pdf e online.
Redação: 2.02.2026, atualizado em 29.03.2026






