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2026/07/05

El Rei Seleuco - um divertimento de Camões



        El REI SELEUCO       
  um divertimento de Camões  

Texto de Luís de Camões

Com encenação e dramaturgia
de São José Lapa

Dias 11, 12 | 17, 18, 19 | 24, 25, 26 JUL. 2026 - às 20h

Nas Aguncheiras | Teatro

entradas: 10€

reservas + info: 


Organização:

Direção de São José Lapa
Integra a programação da 
Estrutura de Missão das Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões


Elenco de el Rey Seleuco de Luis de Camões:

Encenação, dramaturgia: São José Lapa
Reescrita do prólogo: João Paiva
Cenografia, sonoplastia: Inês Lapa Lopes

Voz Off Trovejante, Representadora: São José Lapa
Mordomo: Adérito Lopes
Moço Lançarote/ Porteiro: Guilherme Macedo
Martim/ Pajem: Luís Gaspar
El-Rei Seleuco: Diogo Dória
Rainha Estratónica: Inês Lapa Lopes
Príncipe Antíoco: João Cabral
Leocádio: Luís Gaspar
Moça/Frolalta: Carolina Vasconcelos Lapa
Físico: Juan Goldín-Pagés

Música : Alexandra; Ariel Lapa Cardoso
Clown: Tânia Safaneta
Luzes: Catarina Côdea
Styling: São José Lapa
Implantação e montagem: Rui Pedro Cardoso
Operação e montagem: Alberto Lopes
Fotografia e design gráfico: Álvaro Rosendo
Acolhimento e Frente Casa: Joana Botelho, Rui Pedro Cardoso
Estagiária Assistente de Produção: Leonor Andrade e Silva Lopes
Apoio aos ensaios-Lisboa: Museu de Macau

Elenco de el Rey Seleuco de Camões | © Imagem no Facebook de São José Lapa


"Uma peça plena de diversão e humor, e uma experiência singular, 
marcada pela beleza da natureza, a celebração do exterior, do campo, do amor, 
tal como Camões tantas vezes nos deixou nas suas Éclogas e demais poesia."
Adérito Lopes

O teatro com divertimento

"El Rei Seleuco, um divertimento de Camões mostra-nos a inesperada decisão d' El Rei Seleuco perante uma muito difícil escolha, suportado pela emoção e pela razão. 

A peça replica o costume de representar autos em pátios de casas particulares lisboetas e o espectáculo propõe-se a um divertissement “Porque um auto enfadonho traz mais sono consigo que ũa pregação comprida.” 

Todos os autos de Camões provém de mitos, mitos que se perpetuam, como este que tinha sido tratado por Plutarco no Renascimento. A jovem esposa do velho rei Seleuco é desejada pelo filho deste, Antíoco. Para evitar uma crise dinástica e, dado que a rainha Estratónica também ama o príncipe Antíoco, o que fará o nosso rei?

Um espectáculo memorável num local que põe em diálogo a acção e a força da natureza. Uma encenadora que nos envolve no seu olhar divertido e assertivo sobre as personagens. Personagens que nos devolvem em cena a nossa humanidade estilhaçada em experiências e passados, que se revelam nos cruzamentos e encontros visíveis no palco. 

Atores fantásticos e super equipa que também nos deliciam com as suas decisões. Uma peça plena de diversão e humor, e uma experiência singular, marcada pela beleza da natureza, a celebração do exterior, do campo, do amor, tal como Camões tantas vezes nos deixou nas suas Éclogas e demais poesia."
15 jun. 2026


para saber +


Inês Lapa Lopes | Facebook, 24.11.2025

Cooperativa cultural 
que se inspira e trabalha perto do Cabo Espichel
dirigido por São José Lapa


in e-CAM, 22.11.2025








Redação: 4.07.2026

2026/06/06

"Enfatriões" de Luís de Camões pelo Teatro Maizum



  ENFATRIÕES de Luís de Camões  

  TEATRO  

Espetáculo integrado no programa oficial das comemorações
do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões

Com encenação e dramaturgia 
de Silvina Pereira

3 JUN. 2026 | 17h30 - 18h00

Na Biblioteca Nacional de Portugal em Lisboa

Cenas de Enfatriões, de Luís de Camões
apresentadas na IX Reunião Internacional de Camonistas
 "O tempo de Camões, Camões no nosso tempo" 

 10 a 13 JUN. 2026 | às 21h00, e também às 17 nos dias 11 e 12 (5ª e 6ª feiras)
No Auditório Camões (Liceu Camões)

19 a 21 JUN. 2026 | às 21h00, exceto no dia 21, domingo, às 17h
No Auditório Santa Joana Princesa. 

Cenografia de José Manuel Castanheira
Figurinos de Maria Luiz
Assistência de encenação de Margarida Rosa Rodrigues 
Direção de produção de Júlio Martín da Fonseca. 

Elenco:
Eduardo Frazão, Gabriel de Castilho, Jan Gomes, 
Lita Pedreira, Miguel Vasques, Paulo Matos, Pedro Saavedra, 
Susana Sá e Tiago de Almeida.

Produção:

Teatro Maizum 
Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões


A "Comédia dos Enfatriões" de Luís de Camões,
com encenação e dramaturgia de Silvina Pereira
é um espetáculo integrado no programa oficial das comemorações
realiza uma leitura contemporânea da obra de Camões.

Cena de "Enfatriões", de Luís de Camões pelo Teatro Maizum
no dia 3 de junho de 2026, quarta-feira, c.18h00,
no âmbito da IX Reunião Internacional de Camonistas
 "O tempo de Camões, Camões no nosso tempo" 
© Fotos divulgadas 
no Facebook por Luís de Camões 500
ou no site oficial Camões 500 Anos.

A dramaturgia e o espetáculo

Ao Dudas, que connosco
partilhou a magia da criação.
In memoriam

"Como não podia deixar de ser, em os Enfatriões de Camões, Deuses e Homens partilham desígnios desiguais; o desejo e a vontade omnipotente dos primeiros e a vulnerabilidade dos segundos. Ao homem, "esse bicho da terra tão pequeno", é-lhe dado ser posto à prova face às intempéries que o fado lhe reservou. É desigual e injusto esse encontro. Para a humanidade, que não passa de um joguete nas mãos do destino, há dor de ausência e, para os Deuses, o gozo da posse.

Mas, do que nos fala o dramaturgo ao inscrever a metamorfose de Júpiter no general Anfitrião, ou Mercúrio em Sósia, roubando-lhes o corpo, o gesto e a voz, usurpando-lhes a identidade, do seu próprio eu, da sua pessoa? Onde pode "acolher-se um fraco humano" contra a prepotência divina toda poderosa?

Escreveu Vasco Graça-Moura que em Camões se encontra "um sentido muito agudo do absurdo e do desconcerto do mundo". Justamente, na peça Enfatriões, é-nos mostrado esse mal-estar, esse dissídio existencial. Ainda que Júpiter, sob o manto diáfano do desejo, se diga rendido ao poder inelutável do Amor, essa rendição amorosa é passageira e falsa, prevalecendo a mentira e o ardil para alcançar os seus intentos.

Mas, porque de teatro se trata, como mostrar essa pequena "grande máquina do mundo" lusitanizada por Camões? A visão astronómica geocêntrica camoniana dá lugar aqui a um micro-mundo de palco, uma geometria de pequena escala. 

O espaço cénico socorre-se de um mínimo de elementos. A alegoria do Amor como pano de fundo: um rectângulo usado sucessivamente como ante-câmara, cama, mesa de repastos, onde se ama e come; um poliedro evocando o mundo divino; e um triângulo estilizado alusivo à nau de Anfatrião, no caso, às velas latinas portuguesas do século XVI. Nestes três espaços distintos, prefigura-se a organização do espaço cénico serliano para a comédia, conhecido no Renascimento.

As opções da encenação quanto ao jogo e movimento dos atores foram trabalhados na perspetiva de uma contenção de cena e contra-cena quase cinéfila. Uma poesis dramática ao serviço das palavras, um poderoso motor de ação, criador e refletor de um desconcertante mar de sentidos complexos, sobrepostos, que desafiam e perturbam o nosso entendimento.

Haverá um dia em que o Repertório Clássico Português será entendido e defendido como um tesouro nacional. Um teatro que dialoga ao mais alto nível com a literatura, as artes plásticas, a música e a ciência. Um teatro fonte de conhecimento que, à época e agora, ajuda a clarificar com toda a propriedade o mundo só formalmente longínquo do nosso século XVI.

Até lá, carreguemos a nossa pedra de Sísifo, na esperança de que não seja em vão o esforço. Para já, comemoremos com paixão os 500 anos do nascimento do poeta, pondo em cena o seu magnífico quanto estonteante teatro.

Vos valete et plaudite
Silvina Pereira
Lisboa, 12 de maio de 2026
Da folha de sala, BNP, 3.06.2026

Amor humano e divino

"Na tentativa de impedir que os portugueses alcancem o Oriente, Baco chega a invocar, como perigo maior, a subordinação dos deuses aos humanos. O que representava uma ameaça intolerável para a divindade opositora d'Os Lusíadas (VI, 29) é, contudo, tido como um princípio de ampliação justo e positivo, que atravessa toda a obra de Camões.

O móbil principal do Auto dos Enfatriões parece ser esse mesmo: na sua força e na sua substância, o amor de Júpiter por Alcmena não é diferente do afeto incontrolado que aproxima os mortais.

As perguntas implícitas do poeta parecem ainda não ter encontrado resposta: «Para mal ou para bem dos deuses?» «Para bem ou para mal dos humanos?»

Essas mesmas perguntas encontram eco especial no Teatro Maizum e no trabalho da encenadora e estudiosa Silvina Pereira: um grupo e uma figura que, como poucos em Portugal, mantém com a dramaturgia quinhentista uma proximidade especial, feita de muita competência, perseverança e rara devoção."
José Augusto Cardoso Bernardes
Comissário-geral para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões
Da folha de sala, BNP, 3.06.2026

Uma reflexão acerca do Amor e da Identidade

"O auto dos Enfatriões dramatiza o mito do nascimento de Hércules. Segundo a mitologia, este herói nascera da paixão de Júpiter por Alemena, uma mulher casada e virtuosa que aquele consegue enganar trocando o seu aspecto pelo do marido, Anfitrião, ausente na guerra.
A intriga da peça complica-se com a chegada deste último, que se apercebe da traição de que foi vitima, mas acaba por se ver obrigado a resignar-se perante a inocência de Almena e a omnipotência do deus.
Na peça do autor de Os Lusíadas é desenvolvida uma reflexão acerca de dois problemas fundamentais: o carácter inelutável do amor e o questionamento da identidade."
Vanda Anastácio

A "Trilogia Dramática Camoniana" apresentada nos Clássicos em Cena 2024
pelo Teatro Maizum, imagem no Facebook da companhia, 26.11.2024

para saber +


Agenda Cultural Lisboa, 2024

António Marujo





Redação: 10.05.2026

2026/04/20

A Verdadeira História de Dinamene, teatro inspirado na vida de Camões e representado por estudantes chineses em Macau


  A verdadeira história de Dinamene  

TEATRO

pelos estudantes do 3.º ano 
da cadeira de Leituras em Português I
da Faculdade de Estudos Internacionais.

Dramaturgia e encenação
coordenadas pelo Professor Felipe de Saavedra.

Espetáculo realizado no âmbito do 
Festival da Cultura em Língua Portuguesa
edição de  2026


16 ABR. 2026 | 13h00 - 15h00

Sala N317 da Univ. de Ciências e Tecnologia de Macau (UCTM)

Organização:

Faculdade de Estudos Internacionais


ELENCO


Dina: Cecília / Luís: Adriano
Noivo chinês: Ivo / Noiva chinesa: Tadiana / Homem chinês: Alex
Capitão do barco chinês: Ivo / Capitão do barco português: Sílvia
Marinheiro 1: Raquel / Marinheiro 2: Vânia / Marinheiro 3 | Elizabete
Transeunte de Goa 1 | Nádia / Transeunte de Goa 2 | Aurora
António | Leonardo

ARGUMENTO


O Naufrágio e a Esperança
A história começa com um grupo de náufragos chineses e uma jovem chamada Dina isolados após um terrível acidente marítimo. Enquanto os outros desesperam, Dina mantém a fé de que reencontrará o seu amor: um poeta português chamado Luís, que conheceu em Macau. Ela revela que abdicou de um casamento rico e arranjado pela família para seguir o seu coração.

A Jornada para Goa
O grupo é resgatado por um capitão que os leva para Malaca. Sem dinheiro para seguir viagem até à Índia, onde espera encontrar Luís, Dina usa o seu talento: ela canta poemas escritos pelo amado para entreter a tripulação e conseguir a passagem gratuita para Goa. Durante a viagem, a sua voz e as canções encantam os marinheiros. 

O Milagre do Reencontro
Já em Goa, Dina procura desesperadamente por Luís. Ela encontra António, o fiel servo do poeta, que lhe revela que o seu senhor está mergulhado numa profunda depressão, acreditando que a sua amada morreu no naufrágio.
Dina é levada até Luís, provocando um choque inicial seguido de uma alegria imensa ao perceberem que ambos sobreviveram. O clímax ocorre quando Dina revela o "maior presente" que lhe traz: ela está grávida de um pequeno Luisinho. 
A história termina com uma nota de esperança e de renovação, com Luís celebrando o facto de ter recuperado a mulher da sua vida e ganhado um filho, prometendo que a família nunca mais se separará.


  TEXTO  

A Verdadeira História 


ATO I

Homem chinês: Estamos presos aqui neste fim do mundo!
Noiva chinesa: O que faremos?
Noivo chinês: Calma, vai aparecer ajuda.
Noiva chinesa: E se ninguém vier?
Dina: Não desanimem, Luís está à minha espera.
Homem chinês: Quem é Luís?
Dina: É o meu amor, um poeta. Juro que o encontrarei, irei atrás dele pelo mundo todo!

Homem chinês: Conta-nos a tua história.
Dina: A minha família queria que eu casasse com um homem muito rico.
Noiva chinesa: E então?
Dina: Eu disse à minha irmã para ser ela a casar com ele, porque eu vivi um grande amor com um estrangeiro em Macau.
Noivo chinês: Um português?
Dina: Sim, o Luís. Nunca pensei que um homem pudesse ser tão bom.
Noivo chinês: O que está errado com os homens??!
Noiva chinesa: Eu sou muito feliz com o meu noivo, e casar-nos-emos assim que sairmos daqui.
Dina: Que sorte tu tens! Eu terei de ir à procura do meu noivo até à Índia. Espero que ele ainda não tenha partido para Portugal.
Homem chinês: Por que gostas tu tanto dele?
Dina: Ele escreveu muitos poemas para mim. Disse que o meu rosto é mais belo do que as montanhas e o mar.

Capitão: Olá! Vocês estão bem? Precisam de viajar para fora daqui, não é?
Dina: Sim! Nós somos náufragos!
Homem chinês: Sobrevivemos a um terrível naufrágio.
Noivo chinês: Outros também escaparam, mas perdemo-nos todos e ninguém sabe que estamos vivos.
Capitão: Venham comigo! Eu levo-vos para Malaca.
Todos: Obrigado! Muito obrigado!

ATO II

Dina: Capitão, posso embarcar convosco para Goa?
Capitão: Claro, mas... tu tens dinheiro para a passagem?
Dina: Não tenho... mas eu canto muito bem.
Marinheiro 1: Então canta para nos entreteres durante a viagem!
Marinheiro 2: Sim! Assim podes embarcar de graça!
Dina: Com todo o prazer! Eu canto poemas de um grande poeta da vossa terra.

Dina: 
O mar me traz, o mar me leva, 
A saudade de ti, minha luz,
Não há farol que mais me ilumine
Que o olhar teu, no fundo da escuridão.

Marinheiro 3: Que voz linda!
Marinheiro 1: E que poemas maravilhosos!
Capitão: Que bom canto! Cantemos juntos!

Amor é fogo que arde sem se ver, 
É ferida que dói e não se sente, 
É um contentamento descontente,
E dor que desatina sem doer.


ATO III

Dina: Desculpa, conheces Luís, um poeta português?
Goês 1: Não conheço. 
Goês 2: Nós estamos com pressa, desculpa.
António: Luís? Poeta? Ele é o meu senhor!
Dina (com os olhos brilhantes): De verdade? Podes levar-me até ele?
António: Ele está muito triste, a amada dele morreu num naufrágio a caminho daqui.
Dina: Eu tenho notícias da amada dele para lhe dar!
António: De verdade?! Então vem comigo.

Luís: António, deixa-me sozinho, não tragas ninguém aqui, só quero que me deixes chorar!
António: Senhor, esta jovem chegou agora de Malaca e traz notícias importantes da China.
Dina: Luís!!!!!!... Minha vida, meu Amor!!
Luís: Dina!!? És tu? Mas tu não morreste?
Dina: Sou eu. E venho trazer-te um grande presente.
Luís: Um presente? Tu és o maior presente que eu posso receber.
António: É como se o meu senhor voltasse a querer viver!
Dina: Luís, eu estou grávida do nosso filho!
António: Um filho? Um Luisinho?
Luís: Graças sejam dadas a Deus!
António: Deus é grande!
Luís: Eu pensava que perdera a pessoa mais importante da minha vida, e no final ganhei duas.
António: Eu cuidarei bem do menino, nós os três nunca mais nos separaremos!

FIM

 ÁLBUM 


para saber +









Redação: 17.04.2026

2026/03/29

O espetáculo “Acontece Camões” na Universidade Nova

 

  “Acontece Camões”  

  ESPETÁCULO  

Dramaturgia e encenação de Paulo Filipe Monteiro
com participação de atores portugueses conhecidos.

24 mar. 2026, às 2100 - Estreia
A primeira de 15 sessões

No Auditório 1, Torre A, da FCSH da U. NOVA

Na estreia, participaram, entre outros,
Beatriz Batarda, Cláudia Madeira, Rui Vieira Nery e Cristina Benedita, 
os quais deram voz e corpo ao espetáculo multifacetado.

Organização:

NOVA FCSH
Com o apoio da Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.

 AGENDA 



JUL. 2026




JUN. 2026

 Espectáculo “Acontece Camões” 
 Com Lídia Franco, Paulo Filipe Monteiro, João Nogueira e Huba 

30 de junho, terça, às 19 horas
No auditório da SPA: Auditório Maestro Frederico de Freitas, em Lisboa.

28 de junho, domingo, às 17 h | No Teatro Lua Cheia, Lisboa/Carnide

24 de junho, domingo, às 19h00 | No Auditório da SPA 

10 DE JUNHO, quarta - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 
às 16h | No Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.

ABR. 2026

15 e 16 de abril | No Liceu Camões

MAR. 2026

24 mar. 2026, às 2100 - Estreia
No Auditório 1, Torre A, da FCSH da U. NOVA
na Av. de Berna, em Lisboa.



"Isto está a ser épico. Ou lírico. Ou delírico. 
Na Nova FCSH, 21 alunos e alumni (doutoramento, mestrado, licenciatura) 
e 10 professores, juntos a experimentar com Camões, 
a respirar com ele, a grande inspiração!"
Paulo Filipe Monteiro
Facebook, 19.03.2026

uma celebração viva e coletiva da obra camoniana

"Concebido e organizado por Paulo Filipe Monteiro, o evento propõe uma celebração viva e coletiva da obra camoniana, através de leituras, interpretações e intervenções que cruzam literatura, teatro e reflexão crítica.

Ao longo da noite, diferentes vozes darão vida a textos de Camões numa sessão marcada pela descoberta e pela surpresa, que inclui a leitura de obras menos conhecidas do poeta e um percurso que ultrapassa a língua portuguesa, refletindo a dimensão universal da sua escrita. 

Mais do que uma homenagem académica, Acontece Camões pretende mostrar como a obra camoniana continua a inspirar novas leituras, interpretações e formas de criação no século XXI.

A iniciativa conta com a participação de várias figuras do teatro e da cultura portuguesa, entre as quais Beatriz Batarda, Cláudia Madeira, Adriana Lopes, Rui Vieira Nery e Cristina Benedita.


 Entrevista ao encenador que apresenta o projeto “Acontece Camões” 
Episódio n.º 54 do programa “Duas de Prosa” de Filomena Crespo
na Antena 1. |  Áudio, 12:00
"A obra de Luís Vaz de Camões, poeta maior da língua portuguesa, 
ganha uma nova vida com um projeto que junta 
atores, estudantes, investigadores e membros da comunidade. 
O Pedro Miguel Ribeiro [encenador e professor] conta-nos tudo."


 ÁLBUM 



  • Imagem 1,2,3,4,5,6,7,8 - Imagens de alguns momentos do espetáculo Acontece Camões, estreado no dia 24 de março de 2026, às 21h, no Auditório 1, Torre A, da FCSH da U. NOVA, na Av. de Berna, em Lisboa.
  • Imagem 9 - Paulo Filipe Monteiro, professor e encenador. - Foto no seu perfil no Facebook.

para saber +


Luís de Camões 500 | Facebook, 27.03.2026








Redação: 29.03.2026; atualizado em 26.06.2026

FILODEMO de Luís de Camões levado à cena pelo Teatro Nacional D. Maria II


  "Filodemo" de Luís de Camões  

  TEATRO  

Texto de Camões
Com encenação de Pedro Penim / Teatro Nacional D. Maria II


"Chegados a 2026, o D. Maria II apresenta 'Filodemo', 
convidando a redescobrir aquele que é para vários especialistas em literatura portuguesa 
[...] o texto teatral mais conseguido de Camões, pelo seu equilíbrio dramático, 
personagens bem construídas, diálogos naturais e elegância literária."


27 MAR. 2026 | Estreia

No Teatro Nacional D. Maria II 

Duração: 1h45

Produção: 

Teatro Nacional D. Maria II

Texto de uma obra dramática

de Luís de Camões

Com encenação 

de Pedro Penim

Interpretação: 

Ana Coimbra, Ana Tang, Bernardo de Lacerda, 
Guilherme Arabolaza, João Grosso, José Neves, June João, 
Mariana Magalhães, Stela, Vítor Silva Costa.

Figurinos: Aldina Jesus
Desenho de luz: Daniel Varela
Desenho de som: Margarida Pinto
Sonoplastia: João Neves, Rui Dâmaso
Vídeo: André Dinis Carrilho
Assistência de encenação: Joana Brito Silva

  AGENDA  


27 mar - 18 abr 2026

qua – qui (às 20h), sex (às 21h), sáb (às 19h), dom (às 16h).
Na Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda, em Lisboa

As sessões de 27, 28 e 29 de março são de entrada livre
(exclusivamente para a sessão desse dia)
mediante o levantamento de bilhetes a partir das 13h do próprio dia, 
na bilheteira nos Jardins do Bombarda. 
Limite de 2 bilhetes por pessoa, 
sujeito à lotação disponível.

4 de abril 

Conversa com artistas após o espetáculo

12 de abril.

Sessão com Língua Gestual Portuguesa.

24 ABR. 2026

No Auditório Municipal Beatriz Costa, Mafra.

15 MAI. 2026

 Casa da Cultura, em Ílhavo / 23 Milhas.

5 JUN. 2026

Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, Matosinhos


Resistir à disforia presente com um auto de Camões

"Pedro Penim reencena Filodemo, de Luís de Camões, com estreia marcada para o dia 27 de março, nos Jardins do Bombarda (Lisboa). 
Trata-se de uma comédia pastoril, povoada por pastores e ninfas que vivem amores ingénuos, feitos de enganos e revelações. 

Um retrato distante e anacrónico de convenções amorosas que já não reconhecemos como nossas. A partir dessa dissonância temporal, Penim propõe uma encenação que confronta a inocência do texto com as urgências do presente. 

Num tempo em que certos discursos procuram cristalizar o passado e transformá-lo num instrumento de exclusão, o diálogo com os clássicos torna-se um gesto de resistência."
Informação por e-mail / Newsletter

'Filodemo' - um clássico em diálogo com o presente

"Filodemo é uma das raras incursões de Luís de Camões no teatro. Escrita provavelmente na juventude do autor, é uma comédia pastoril situada num mundo rural idealizado, habitado por pastores e ninfas que vivem amores ingénuos, feitos de enganos e revelações. 

O seu universo é tudo menos atual, um retrato distante, quase anacrónico, das convenções e dos modos de amar de outro tempo. Mas é precisamente nessa distância que se abre um espaço fértil para a invenção: olhar de novo para o que nos é estranho para compreender o que em nós permanece igual. 

Pedro Penim parte dessa dissonância temporal para propor uma encenação que confronta a inocência do texto com as urgências do presente. Num tempo em que certos discursos procuram cristalizar o passado e transformá-lo em instrumento de exclusão, o diálogo com os clássicos torna-se um gesto de resistência. Reencenar Filodemo é, assim, mais do que celebrar o génio de Camões: é afirmar que o teatro continua a ser um lugar de disputa simbólica, de reapropriação e de liberdade

Entre a poesia e o jogo cénico, Filodemo celebra o reencontro entre a palavra de Camões e o palco contemporâneo, um diálogo entre a distância e a presença, entre o passado que nos funda e o presente que o reinscreve."
Alice Azevedo
encenadora e atriz

Tiremos os clássicos dos altares

"Mas Auto de Filodemo não é uma grande obra. Não é uma epopeia, não é Portugalidade no seu auge. É tão simplesmente uma comédia pastoril. Só vem manchada por ter sido escrita por Camões – como se isso a tornasse conservadora, ou aborrecida, ou nacionalista, ou tudo o mais que os séculos e os esforços da propaganda fizeram de Camões.

Mas neste Filodemo, o passado não é convocado como nostalgia, nem como ilustração de uma ancestralidade fixa. Torna-se antes, nesta encenação, local de tensão. Ao invés de deixar “os clássicos” lá atrás, como passado fixo que deve ser bajulado e adorado acriticamente, falta-nos reinscrevê-los no imaginário do nosso presente. Revisitá-los, pensá-los. Retirá-los das mãos de quem os usa como arma de arremesso contra liberdades, e pô-los no meio da praça, para toda a gente os ver, os ler. Tiremos os clássicos dos altares onde lhes é prestado culto, e dos museus onde a arte vai para morrer, e vamos fazer teatro. Volta, Camões, estás perdoado."
Alice Azevedo
encenadora e atriz
Folha de sala, pdf e online.


📹 FILODEMO | Vídeo: 00:20
no Youtube.
© Pedro Macedo - Framed Films, TNDM II.


📹 Behind the scenes: Filodemo | Vídeo: 03:53
no Youtube. © Pedro Macedo - Framed Films, TNDM II.


 ÁLBUM 


 Espetáculo "Filodemo" no Auditório Municipal Beatriz Costa, Mafra | 24 abr. 2026 
Todas as fotos são da autoria de
© Alexandrina Lourenço, editora do Camões digital.

para saber +



Atrás da Cena - "Filodemo"
(Camões e o Teatro)

Programação do Teatro Nacional D. Maria II

Folha de sala, pdf e online.





Redação: 2.02.2026, atualizado em 29.03.2026

2025/12/23

Recital "Deitemos água pouca em muito fogo” pelo Teatro A Barraca





  “Deitemos Água Pouca em Muito Fogo”  

  RECITAL de PIANO e POESIA  

Com direção e dramaturgia de Maria do Céu Guerra
e música do maestro António Vitorino d’Almeida


9 JAN. 2026 - Estreia, 21h30 | Sala 1, Teatro A Barraca

9 jan. a 4 mar. 2026 | 21h30 | 80 minutos

Promoção:

Grupo de Acção Teatral A Barraca

Reservas e Informações: 

213965360 / 913341687

Compra de bilhetes em BOL.
Teatro Cinearte
Largo de Santos 2, 
1200-800 Lisboa, Portugal



  Ficha-técnica  

Direcção Artística, Criação e Dramaturgia: Maria do Céu Guerra 
Composição Musical e Interpretação: Maestro António Vitorino d’Almeida 

Com Maria do Céu Guerra, Sérgio Moras, Rita Lello, 
Gil Filipe, Vasco Lello, Érica Galiza, Manuel Petiz, Maria Baltazar. 

Espaço Cénico: Maria do Céu Guerra 
Iluminação: Vasco Lello e Maria Baltazar 
Ilustrações e Vídeo: Luís Henriques e Manuel Diogo 
Figurinos: José Manuel Costa Reis 
Montagem: Mário Dias 
Costureira: Elza Ferreira 
Produção: Manuel Petiz e Inês Costa 




Dar a ouvir a poesia de Camões

"Maria do Céu Guerra e o Maestro António Vitorino d’Almeida num recital imperdível para Piano e Vozes que vos dará a ouvir nosso maior poeta, Luís de Camões, a falar de si em diálogo com as palavras de outros autores que o interpelam, estimulando o público a amar o poeta, sabendo porquê.

É nos poemas líricos, nas Canções e sobretudo nos Sonetos que o nosso poeta se confessa em aventuras autobiográficas, cruzamo-los aqui com obras de poetas e escritores nossos contemporâneos como Herberto Hélder, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, João Pedro Grabato Dias, Ana Hatherly, José Saramago, Jorge de Sousa Braga, Miguel Torga, Manuel Alegre, Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill, Luís Filipe Castro Mendes, António Franco Alexandre, António Barahona, Fernando Assis Pacheco, António Ramos Rosa, Al Berto, Ernesto Mello e Castro, cujos textos interpelam a obra de Camões seja em tom de elogio, revolta ou desabafo.

Um espectáculo único apresentado em cinco sessões em que Maria do Céu Guerra, acompanhada por todo o elenco d’A Barraca, faz dialogar o Sec XVI e o Sec XX através do que de melhor tem a Poesia Portuguesa."


Camões nosso contemporâneo

"Em Deitemos Água Pouca em Muito Fogo A Barraca aborda uma parte da obra do poeta que ainda não tinha trabalhado, estimulando o público a amar o poeta, sabendo porquê através do cruzamento da sua obra com o que por ela sentem os poetas nossos contemporâneos.  

É nos poemas líricos, nas Canções e sobretudo nos Sonetos - forma lírica de maior prestígio, cultivada por Dante e Petrarca, em que todo o grande poeta tinha de se por à prova - que o nosso poeta fala de si, tal como fizeram Ovídio e outros poetas latinos. Escolhemos excertos da Canção X como hipotética moldura de vida do poeta. História de vida talvez muitas vezes inventada, e que a curiosidade, os séculos e o silêncio da História transformaram em realidade. Amor vivido/amor inventado, sempre mais verdade que mentira, mas também ele tão verdadeiro quanto a poesia pode ser.  

A Poesia de Luís de Camões é o melhor que ele nos legou. Quando o poeta na escrita aumenta o seu sofrer de amor, ou quaisquer maus tratos da vida, da fome ou do abandono são hiperbolizados, é mesmo assim que o queremos ler, porque foi assim que ele se quis dar a ler. Camões transgressor, o seu tão certo “secretário” não se obriga à confidência da biografia, mas à grandeza da criação."


  AGENDA dos ESPETÁCULOS  


"Deitemos água pouca em muito fogo" 
terá um total de 5 récitas até 4 de março:

9 e 10 jan. 2026 | às 21h30

13 e 14 fev. 2026 | às 21h30

4 mar. 2026  | às 21h30






para saber +


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A BARRACA Teatro | Facebook







Redação: 22.12.2025, atualizado em 2.01.2026

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