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2026/05/05

O Camões irreverente de Amaro della Quercia



   o Camões irreverente de Amaro della Quercia   



Cego de um olho, e o outro já cansado,
canta um império em carne apodrecida;
não há na pátria honra, só ferida,
nem verso que resgate o chão vendido.

Louro na testa, lama no destino,
poeta a escrever sobre o próprio engano,
que o reino que cantou, vil e profano,
lhe cospe hoje o nome em desatino.

A.Q.

Facebook, 30.04.2026



A VIDA DE CAMÕES