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2026/10/28

Amor & Entendimento, exposição camoniana em Macau de Pedro Proença

 

  Amor & Entendimento  
  Luís Vaz de Camões  
  Comemorações do V Centenário  

 Cerimónia de Inauguração da Exposição 

de Pedro Proença, 

28 OUT. 2026, quarta-feira | às 18h30
Patente de 28 out, a 6 dez. 2026
Todos os dias, das 12h às 19h | às 2.ª-feiras, das 15h às 19h

Na Galeria A2 do Albergue da Santa Casa da Misericórdia, em Macau

Organização:


"segundo o amor tiverdes, 
tereis o entendimento de..." versos e aguarelas

A exposição dá a ver 54 aguarelas do artista português Pedro Proença
inspiradas na obra poética de Luís de Camões.
Na série Babel & Sião, o artista faz alusão às célebres redondilhas de Camões 
"Sôbolos rios que vão", semelhante a um testamento poético do fim da sua vida.

"Embora não acompanhe o pathos pessimista do poeta sinto-me embriagado pelo estilo, e nas composições arquitetónicas aqui presentes uso o tema para compor com o descalabro, o desequilíbrio, como se o pensamento fosse émulo do mundo, entre a catástrofe e o seu contrário, num equilíbrio difícil, e, no entanto, naturalíssimo. 
E esse equilibrismo é também o do entendimento amoroso (e não só), o da concatenação fremente das coisas, numa espécie de mistura entre arte e natura, onde se possa achar a alegria em tudo perfeita e cheia (Camões)."
Pedro Proença, o artista
do Catálogo, p. 25-26.

"É no diálogo com as redondilhas de “Babel e Sião” que a exposição atinge o seu fulcro. Sobre os rios que vão / Por Babylonia, me achei,..., o choro do poeta pela pátria do Amor perdida, por essa bela de Macau que ficou nas águas, encontra nas aguarelas de Pedro Proença um eco visual.
O artista capta com mestria a dualidade camoniana: o movimento expansivo do épico e o recolhimento doloroso do elegíaco.
Babel é a derrocada. Sião está sempre mais além. Visitar a exposição é testemunhar o naufrágio e o resgate. Entre a Babel que nos dispersa e a Sião que nos demanda, o olhar de Pedro Proença revivifica o dilema, devolvendo-o nas cores das aguarelas."
Felipede de Saavedra, historiador
do Catálogo, p. 17-18.

Os espaços lusófonos em diálogo intecultural 

"esta exposição promove o diálogo intercultural entre Macau e as comunidades de língua portuguesa, incentivando a reflexão sobre temas universais de amor, empatia e compreensão humana que transcendem barreiras linguísticas e geográficas."
Carlos Marreiros, presidente do CAC
do Catálogo, p. 9-10.

  O ARTISTA  

     Pedro Proença     

n. Lubango, Angola, 1962
é um pintor, ilustrador, tradutor, autor de poesia, ficção e ensaio.
Atualmente, vive e trabalha em Lisboa.

Estudou na Sociedade Nacional de Belas-Artes em Lisboa
e licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, em 1986. 

Tendo começado a expor  individualmente desde 1984, a sua obra 
foi amplamente premiada e está representada em coleções públicas e privadas,
em Portugal e no estrangeiro.

Entre outros trabalhos públicos, é autor 
da calçada junto ao Oceanário no Parque das Nações, em Lisboa.

Como camonista, ilustrou uma parte da epopeia de Camões
"A ilha dos amores"
Sintra: Colares Editora, 1994.

e ilustrou integralmente
OS LUSÍADAS de Luís de Camões
Lisboa: Expresso, 2003.
Série de 10 volumes, com comentários de José Hermano Saraiva
e complementada por 10 contos originais de escritores portugueses e do espaço lusófono.
Esta obra foi reeditada em 2 vols.: Seleções do Reader’s Digest, 2007.

Aquando da ilustração de "Os Lusíadas",
o artista criou um alfabeto ilustrado para essa mesma edição.

  O CATÁLOGO  

Amor & Entendimento: 
Luís Vaz de Camões: Comemorações do V Centenário. 
Exposição de Pedro Proença

Curadoria: Carlos Marreiros
Textos de: Carlos Marreiros; Filipe de Saavedra; Pedro Proença.

Coordenador Geral: Carlos Marreiros, Presidente do CAC
Director de Planeamento: Edmond Fan Io For
Diretora de Produção: Karena Lao Chi Kio
Produção: Shine Chan Un Chio, Ivan Cheong Ut Teng
Design Gráfico: Albergue SCM - CI

Macau: Círculo de Amigos da Cultura de Macau, out. 2026.


  ÁLBUM  


  Lusíadas 13 - Aguarela sobre papel, 30 x 42 cm, 2026 - de Pedro Proença  
© Fotos da e-CAM.


para saber +


Pedro Proença | Facebook

Andreia Sofia Silva
in Hoje Macau, Eventos, 27.10.2026, p.12-13

Catarina Pereira
in Jornal Tribuna de Macau [online], 27.10.2026, p. 6

in e-CAM, 7.07.2024

in e-CAM, 10.06.2021





Redação: 27.10.2026, atualizado em 28.10.2026


2026/07/05

A Ilha dos Amores de Kit Man Leong



  ILHA DOS AMORES / 愛情島  

   EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE PINTURA   
   DE KIT MAN LEONG / 梁潔雯   

Com curadoria de Carlos Marreiros

Assinalando o 10 de Junho - Dia de 
Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

3 JUN. 2026, quarta-feira, às 18h30  - Inauguração / 開幕儀式
Patente de 3 jun. a 6 de jul. 2026
Todos os dias das 12h às 19h / Segundas das 15h às 19h

No Albergue SCM, A2 Gallery

Organização / 主辦機構

CAC - Circulo dos Amigos da Cultura de Macau / 澳門文化體學會
Com o patrocínio de
Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da RAEM
e o apoio Institucional  do Albergue SCM


  Inauguração de “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in TDM, no Facebook, 3.06.2026 | 🎥 Vídeo, 00:31

Uma nova exposição individual

"This exhibition exhibits 28 Gongbi paintings, 
including my new epic large-scale artpiece "The Regret of Love" 
and the poetic "The Isle of Loves".
Kitman Leong

A arte como uma ponte entre civilizações

"Esta exposição individual [...] apresenta a visão criativa de Kitman Leong, uma jovem e talentosa artista, membro do CAC e Professora de Belas Artes na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. 

A coleção de pinturas chinesas centra-se na estadia de Luís de Camões em Macau e nas imagens vividas do seu poema épico Os Lusíadas. Inspirando-se na ilha mítica - a artista captura sua essência através de sua técnica delicadamente requintada. 

As obras de Leong dialogam com a interação entre "Oriente" e "Ocidente", tal como se manifesta em Macau, funcionando como uma ponte entre duas civilizações distintas. Por meio de sua arte, a artista explora a imaginação humana compartilhada de um "paraíso ideal", revelando os fios comuns que unem as tradições culturais do Oriente e do Ocidente.

Realizada em celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, esta exposição constitui uma homenagem sincera ao rico património cultural de Portugal."
Do cartaz da exposição

  O PROCESSO DE CRIAÇÃO  


  “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in CAC - Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, no Facebook

  “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in CAC - Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, no Facebook


  AS OBRAS CAMONIANAS  

   Ilha dos Amores / 《愛情
島》/ Isle of Loves | 2026   
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 /  Mineral pigments on silk
D80 cm
2026

 O Arrependimento do Amor / 《愛的遺憾》/ The Regret of Love | 2026 
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 / Mineral pigments on silk
400 x 180 cm

"O arrependimento do Amor" / "The Regret of Love"

"The centrepiece of the exhibition is The Regret of Love (O Arrependimento do Amor), a monumental painting measuring 400 by 180 centimetres, executed with mineral pigments and silver foil on silk. The work depicts the tragic 1558 shipwreck on the Mekong River, an event in which legend has it that Camões salvaged his manuscript of Os Lusíadas from the waves but was unable to save his Eastern lover.

Rather than adopting a traditional macroscopic view of the sea, Leong employs a micro-level perspective to examine the disaster. The composition meticulously details the structural mechanics, internal decks, and rigging of the listing Portuguese vessel. This intricate layout aligns with the traditional Chinese landscape painting philosophy of ke ju ke you (可居可遊, literally “inhabitable and wanderable”), creating a visual space that feels structurally traversable to the observer. The narrative imagery depicts Camões submerged in turbulent waves while hoisting his scroll to safety, juxtaposed against his lover floating weightlessly beneath the surface surrounded by rising air bubbles and sinking letters.

[...] In a deliberate nod to the traditional Chinese Yaji (雅集, literally “elegant gathering”) - a historical gathering where artists and scholars collaborated on poetry and painting – the artwork integrates classical Portuguese verses directly onto the silk medium. [...]"

"Ilha dos Amores" / “Island of Loves”

"Complementing the large-scale The Regret of Love, the exhibition features a singular circular silk painting titled Ilha dos Amores (“Island of Loves”), measuring 80 cm in diameter. This framed piece, in a traditional Chinese round-screen format, presents a detailed Gongbi landscape of the mythical paradise. A large, steep mountain of stylised blue-green rock, dotted with sparse trees, dominates the right side. On a central golden sandy plain, dozens of miniature figures, rendered in meticulous detail, interact. In a unique fusion, these figures, with Camões standing at the top of the mountain, are dressed in classical 16th-century Portuguese and European attire, navigating and congregating within the idyllic scene. The composition visually realises the idealised island paradise described in Cantos IX and X of Os Lusíadas, symbolising a moment of intercultural harmony and peaceful co-existence."

William Chan
in The Macao Post Daily, 11.06.2026


  ÁLBUM  


As fotografias estão divulgadas pela artista e pelo CAC no Facebook. 
Algumas são de nosssa autoria / e-CAM
e podem igualmente ser divulgadas livremente.

para saber +


William Chan

As pregas do interstício, a llha dos Amores de Leong Kit Man
Estudo introdutório do catálogo da exposição, p. 23-26.

[Lam Kong Chuen]
in 奧門心報 [Notícias do Coração do Macau], 9.06.2026
[Reprod. do texto inicial do catálogo]

in All in Fun, 6.06.2026

Andreia Sofia Silva 








Redação: 21.06.2026