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2026/08/18

Revista de Estudos Camonianos - Número extra, "Ternate 2022" (2026)

  

 Revista de Estudos Camonianos 
 Número extra, "Ternate 2022" (2026) 

 Revista académica de camonística 


Uma edição da RCnA&A, em Macau,
com direção de 


Edição:


O número extra da  Revista de Estudos Camonianos (REC), editada em Macau pela Rede Camões na Ásia & África (RCnA&A), realizado em 2022 na ilha de Ternate, na Indonésia, reúne as atas do Congresso Internacional 450 anos de 'Os Lusíadas', com foco na receção da obra, tradução para línguas do Sudeste Asiático e a presença histórica de Camões na Ásia. 

Organizado pela RCnA&A, o volume destaca-se por abordar o colecionismo camoniano e incluir vídeos das comunicações realizados na Indonésia. Para mais detalhes, visite Rede Camões na Ásia & África.

Segundo o seu diretor, Felipe de Saavedra,"embora os autores tivessem recebido as suas separatas em 2022, a dispersão e provisoriedade desses trabalhos foram agora superadas com a reunião definitiva e oficial do acervo num número especial de 2026 da Revista de Estudos Camonianos («Ternate 2022»), garantindo finalmente à comunidade académica o acesso coeso e permanente à produção científica do evento."


 TEXTOS 


ALOCUÇÕES OFICIAIS

S. M. o Rei de Ternate

Reitor da Universitas Khairun

EDITORIAL

Felipe de Saavedra

ARTIGOS

Maria do Céu Fraga

Barbara Spaggiari

Fábio Vianna Peres

Gil Clemente Teixeira

Regina Célia Pereira da Silva

Vitor Amaral de Oliveira

José Carlos Canoa


Uma revista académica inteiramente dedicada à Camonística

"A Revista de Estudos Camonianos (R.E.C.) de Macau, é uma publicação anual em formato digital da Rede Camões na Ásia & África, que organizou já quatro congressos internacionais de Camonística, em Ternate/Jakarta (2022), Macau (2024), Moçambique (2025), e Goa (2026).

Há duas décadas que não se publicava uma revista académica inteiramente dedicada aos Estudos Camonianos. O número inicial da R.E.C. saiu em dezembro de 2025, com autores de cinco países e regiões: Macau, Goa, Indonésia, Moçambique e Brasil.

A nível global, a Revista vem reforçar a projeção da Camonística nos debates académicos sobre literatura e história. Para cumprir esta agenda científica, publica trabalhos de investigação originais nos domínios da especialidade e afins – literatura, história, retórica, biografia, humanidades, ciências, artes visuais e cénicas dos séculos XV a XVII, Ásia e África portuguesas, e os modelos clássicos e medievais relevantes para o Renascimento."




para saber +



in e-CAM, 28.02.2026





Redação: 17.08.2026

2026/07/27

Os Lusíadas – edição bilingue Português - Chinês


  Os Lusíadas / de Luís de Camões  

 Edição bilingue: português - chinês 


Macau: IPOR / Lisboa: INCM, 2026

Conceção gráfica: Víctor Hugo Marreiros
Design gráfico: Bibito

Com ilustrações de 
Victor Hugo Marreiros, Inês Oliveira, Carlos Marreiros, 
Emílio Remelhe, João Jorge Magalhães, Gémeo Luís,
Ling Ge, Mariana Rio, Pakeong Sequeira Fortes, 
José Manuel Saraiva, Guilherme Un Vai Meng

Com textos prefaciais de 
Patrícia N. Quaresma, Diretora do IPOR
Duarte Azinheira, Administrador Executivo da INCM
Alexandre Leitão, Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong
José Augusto Cardoso Bernardes, Comissário-Geral da Estrutura de Missão
Florbela Paraíba, Presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I. P.

E com notas finais, de cada canto,
em português e em chinês.

Coedição e Promoção:

Com o apoio do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong,
da Estrutura de Missão das Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões
e do Camões – Instituto de Cooperação e Línguas, I. P.
E a colaboração da Fundação Oriente 
e da Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. 

Uma edição comemorativa de várias datas

Assinalando os 500 anos do nascimento do poeta Luís de Camões,
este é um lançamento editorial também de grande relevância cultural 
para o contexto de Macau e para as relações luso-chinesas. 

A publicação desta edição bilingue (português - mandarim) da obra-prima de Camões
constitui, pois, um marco importante na tradução literária e no intercâmbio cultural
e pretende igualmente assinalar os 25 anos da constituição da R.A.E. de Macau
e os 45 anos das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China.

Edição comercial: 300 ou 500 exemplares


Edição especial:

 Um livro em capa dura 
e uma caixa protetora do volume.

Com 10 separadores que são obras de arte 
de autores de Portugal e de Macau/China.

Versão da obra em português:

Lição textual baseada em Os Lusíadas / Luís de Camões
Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1972
Edição com leitura, prefácio e notas de Álvaro Júlio da Costa Pimpão.
2.ª ed., 1989, com apresentação de Aníbal Pinto de Castro.
3.ª ed., Lisboa: Instituto Camões, 1992. | 4.ª ed., 2000
Reed., Lisboa: INCM, 2025 - ed. lit. de José Augusto Cardoso Bernardes.

Versão da obra em chinês: 

Lição textual chinesa (mandarim simplificado) baseada em 
[Canção dos Lusitanos = Os Lusíadas] / Luís de Camões. 
Beijing: China Federation of Literature Publishing Company
[Federação das Associações Artísticas e Literárias da China], 1995.
- Tradução de Zhang Weimin.
- Reed., Beijing: CFLPC, em  coed. com a Fundação Oriente, 1998.
- Reed., Chengdu: Sichuan Literature and Art Publishing House / 
Macau: Instituto Cultural do Governo da R.A.E.M., 2019.


   ILUSTRAÇÕES   


  Canto I - “LVSÎADAS”, arte digital  
por Victor Hugo Marreiros

  Canto II - “Leda Armada”, grafite, pastel seco e digital  
por Inês Oliveira

 Canto III - “Vénus e as Nereidas salvam os portugueses de uma emboscada” 
desenho a tinta da China, colorido digitalmente
por Carlos Marreiros

  Canto IV - “ER_LCIII”, grafite  
 por Emílio Remelhe

  Canto V - “Maresia”, Caneta Nanquim, colorido digitalmente  
por João Jorge Magalhães

  Canto VI - “Os LUSÍADAS de Luís de Camões”, recorte em papel craft  
por Gémeo Luís

  Canto VII - “Utopia”, pintura digital  
por Lin Ge

  Canto VIII - [sem título], pintura manual com caneta digital  
por Mariana Rio 

  Canto IX - “The Lusitania Chart: Dream of Canto VIII”, desenho digital  
por Pakeong Sequeira Fortes

  Canto IX - “Canto IX”, digital em procreate  
por José Manuel Saraiva

  Canto X - “Camões em Macau”, tinta da China sobre papel  
por Guilherme Ung Vai Meng, 


para saber +



in Casa da Moeda







Redação: 27.06.2026

2026/07/26

O Camões espiritual de Cristina Leiria

 

MONUMENTO A CAMÕES

PROJETO DE ESCULTURA

da autoria de Cristina Leiria

OUTONO DE 2026

Promoção:

Câmara Municipal de Constância
Com o apoio da Estrutura de Missão para as comemorações do
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões

O Camões místico e religioso

Segundo Cristina Rocha Leiria, autora de obras públicas de projeção internacional, como a icónica estátua da Deusa Kun Iam e o Centro Ecuménico em Macau, o seu projeto da estátua dedicada a Luís de Camões, "assenta numa visão inédita e diferenciadora do Poeta", pois a "maioria da iconografia camoniana ao longo dos séculos representou Luís de Camões na sua faceta épica, épico-guerreira ou lírico-romântica". Em contraste, a sua "propoposta rompe com esse paradigma tradicional ao focar-se na última fase de vida do Poeta: o Camões introspetivo, místico, espiritual e despojado".

A peça será executada em bronze e certamente terá a marca estilística do trabalho de Cristina Leiria. 

Constância Vila Poema!

 "Estou em Constância nas celebrações a Luís de Camões 
a quem eu gostaria de homenagear com uma Estátua 
representando a fase Asceta antes da sua Viajem Definitiva …"
Cristina Leiria

   A ESCULTORA   

Cristina Rocha Leiria
Arquiteta e Escultora

n. Lisboa, 25 abr. 1946
e viveu em Moçambique entre os 2 e os 17 anos.

Formada em arquitetura na ESBAL, em Lisboa,
e em planeamento urbanístico na University College, em Londres.
Aprofundou estudos sobre Feng Shui, em Macau, China e Japão, 
e Eletromagnetismo, em França.

Trabalhou como arquiteta no Reino Unido, Moçambique, Rodésia, 
África do Sul, Portugal e Macau e tem-se dedicado também 
à escultura e à cerâmica desde 1992.

Assim, paralelamente à arquitetura, retomou a escultura 
iniciada desde adolescente, começando por criar 
os protótipos para "Elan de Mãe" e "Presépio Holístico".

As suas esculturas são concebidas a partir do barro 
e passadas posteriormente para outras escalas
em, entre outros materiais, cristal, bronze, prata, estanho e pedra.

Desde 1995, muitas das suas obras
(cerca de  "200 peças únicas e 16 temas de esculturas reproduzidas em série") 
têm sido editadas em cristal pelo renomado Grupo Vista Alegre/Atlantis.

Em 1999, Cristina Leiria concretizou o Centro Ecuménico Kun Iam,
o qual espelha a "absoluta congruência entre os objectivos 
espirituais, sociais e arquitetónicos" da artista (Prof. Fernando A. B. Pereira).
O Centro foi erguido sobre uma ilha artificial criada para o efeito no Rio das Pérolas, 
em Macau, onde se ergue a imponente estátua em bronze da Deusa Kun Iam.

"O seu trabalho tem tido sempre como objectivo
a harmonização do espaço humano, tanto público como privado, 
através de um espírito de simplicidade, traçando linhas suaves e envolventes, 
convidativas a momentos de contemplação e reflexão sobre a paz e o amor."

Cristina Leiria concebe e produz 
a sua obra com um espírito aberto ao amor e à concórdia.

A humanização da vida urbana pela arte pública

“A sua obra cresce no seio de diversos temas 
como a Vida, o Amor, a Família, o Mar, o Divino… 
todos unidos por uma invisível linha de coerência universal 
e expressa em formas depuradas que falam a todos a mesma linguagem, 
feita de amor, equilíbrio e de serenidade."

Prof. Fernando António Baptista Pereira


  ÁLBUM DA OBRA MONUMENTAL  


“Coração”, integrante da escultura "No Coração de Maria", 2012  - por Cristina Leiria 
foi escolhido como símbolo do Centenário das Aparições em Fátima, em 2017.

  "No Coração de Maria", 2012 - Estátua - por Cristina Leiria  
Estátua com luz, 3 m, madeira, polímeros e espelhos.
No Convívio de St. Agostinho, Basílica da Santíssima Trindade
no Santuário de Fátima.

 "Barco à Vela", 2007 - Estátua em bronze sobre uma onda em mármore - por Cristina Leiria 
Bronze polido, 3 m, e base de pedra mármore.
Obra criada para a Celebração do Centenário da ISAF
International Sailing Federation, na Marina de Cascais

 "Vela ao Vento", 2003 - Estátua em bronze patinado - por Cristina Leiria 
Bronze patinado, 2,70 x1,30 x 12 m
Colocada numa rotunda à entrada de Tavira

 "Elan de Mãe", 2003 - Estátua em pedra - por Cristina Leiria 
Em pedra branca, 2 x 2 x 5,20 m
No Parque Marechal Carmona, em Cascais. 

 "Rosto de Kun Iam", 2000 - Estátua em bronze - por Cristina Leiria 
Estátua em bronze, 1,20 x 1,00 x 1,50 m
Oferta feita à Câmara Municipal de Cascais
para o Parque Municipal Marechal Carmona

 "Kun Iam e Flor de Lótus", 1999 - Estátua em bronze - Cristina Leiria 
Estátua em bronze polido, 1,70 x 1,70 x 2,70 m
No jardim da Casa de Macau, em Lisboa. 

 "St. António e o Menino", 2002 - Estátua em aço - por Cristina Leiria 
Estátua em aço corten, 2 m
No Hospital dos Capuchos, em Lisboa. 

CENTRO ECUMÉNICO KUN IAM - Macau, 1999 - Projeto de Cristina Leiria
Construído sobre uma ilha artificial no Rio das Pérolas em Macau, China
Com estátua em bronze com 20 m assente em
Edifício arquitetural – Flor de Lotus, 19 x 19 x 37 m

 "Família holística", 1994 - porcela | "Família cósmica", 1995 - resina 
 - por Cristina Leiria 
Protótipos para estátuas a serem inseridas no espaço público.

para saber +


Cristina Rocha Leiria | Facebook

crisrochlei : Cristina Rocha Leiria | Instagram







Redação: 26.07.2026

2026/07/05

A Ilha dos Amores de Kit Man Leong



  ILHA DOS AMORES / 愛情島  

   EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE PINTURA   
   DE KIT MAN LEONG / 梁潔雯   

Com curadoria de Carlos Marreiros

Assinalando o 10 de Junho - Dia de 
Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

3 JUN. 2026, quarta-feira, às 18h30  - Inauguração / 開幕儀式
Patente de 3 jun. a 6 de jul. 2026
Todos os dias das 12h às 19h / Segundas das 15h às 19h

No Albergue SCM, A2 Gallery

Organização / 主辦機構

CAC - Circulo dos Amigos da Cultura de Macau / 澳門文化體學會
Com o patrocínio de
Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da RAEM
e o apoio Institucional  do Albergue SCM


  Inauguração de “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in TDM, no Facebook, 3.06.2026 | 🎥 Vídeo, 00:31

Uma nova exposição individual

"This exhibition exhibits 28 Gongbi paintings, 
including my new epic large-scale artpiece "The Regret of Love" 
and the poetic "The Isle of Loves".
Kitman Leong

A arte como uma ponte entre civilizações

"Esta exposição individual [...] apresenta a visão criativa de Kitman Leong, uma jovem e talentosa artista, membro do CAC e Professora de Belas Artes na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. 

A coleção de pinturas chinesas centra-se na estadia de Luís de Camões em Macau e nas imagens vividas do seu poema épico Os Lusíadas. Inspirando-se na ilha mítica - a artista captura sua essência através de sua técnica delicadamente requintada. 

As obras de Leong dialogam com a interação entre "Oriente" e "Ocidente", tal como se manifesta em Macau, funcionando como uma ponte entre duas civilizações distintas. Por meio de sua arte, a artista explora a imaginação humana compartilhada de um "paraíso ideal", revelando os fios comuns que unem as tradições culturais do Oriente e do Ocidente.

Realizada em celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, esta exposição constitui uma homenagem sincera ao rico património cultural de Portugal."
Do cartaz da exposição

  O PROCESSO DE CRIAÇÃO  


  “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in CAC - Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, no Facebook

  “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in CAC - Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, no Facebook


  AS OBRAS CAMONIANAS  

   Ilha dos Amores / 《愛情
島》/ Isle of Loves | 2026   
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 /  Mineral pigments on silk
D80 cm
2026

 O Arrependimento do Amor / 《愛的遺憾》/ The Regret of Love | 2026 
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 / Mineral pigments on silk
400 x 180 cm

"O arrependimento do Amor" / "The Regret of Love"

"The centrepiece of the exhibition is The Regret of Love (O Arrependimento do Amor), a monumental painting measuring 400 by 180 centimetres, executed with mineral pigments and silver foil on silk. The work depicts the tragic 1558 shipwreck on the Mekong River, an event in which legend has it that Camões salvaged his manuscript of Os Lusíadas from the waves but was unable to save his Eastern lover.

Rather than adopting a traditional macroscopic view of the sea, Leong employs a micro-level perspective to examine the disaster. The composition meticulously details the structural mechanics, internal decks, and rigging of the listing Portuguese vessel. This intricate layout aligns with the traditional Chinese landscape painting philosophy of ke ju ke you (可居可遊, literally “inhabitable and wanderable”), creating a visual space that feels structurally traversable to the observer. The narrative imagery depicts Camões submerged in turbulent waves while hoisting his scroll to safety, juxtaposed against his lover floating weightlessly beneath the surface surrounded by rising air bubbles and sinking letters.

[...] In a deliberate nod to the traditional Chinese Yaji (雅集, literally “elegant gathering”) - a historical gathering where artists and scholars collaborated on poetry and painting – the artwork integrates classical Portuguese verses directly onto the silk medium. [...]"

"Ilha dos Amores" / “Island of Loves”

"Complementing the large-scale The Regret of Love, the exhibition features a singular circular silk painting titled Ilha dos Amores (“Island of Loves”), measuring 80 cm in diameter. This framed piece, in a traditional Chinese round-screen format, presents a detailed Gongbi landscape of the mythical paradise. A large, steep mountain of stylised blue-green rock, dotted with sparse trees, dominates the right side. On a central golden sandy plain, dozens of miniature figures, rendered in meticulous detail, interact. In a unique fusion, these figures, with Camões standing at the top of the mountain, are dressed in classical 16th-century Portuguese and European attire, navigating and congregating within the idyllic scene. The composition visually realises the idealised island paradise described in Cantos IX and X of Os Lusíadas, symbolising a moment of intercultural harmony and peaceful co-existence."

William Chan
in The Macao Post Daily, 11.06.2026


  ÁLBUM  


As fotografias estão divulgadas pela artista e pelo CAC no Facebook. 
Algumas são de nosssa autoria / e-CAM
e podem igualmente ser divulgadas livremente.

para saber +


William Chan

As pregas do interstício, a llha dos Amores de Leong Kit Man
Estudo introdutório do catálogo da exposição, p. 23-26.

[Lam Kong Chuen]
in 奧門心報 [Notícias do Coração do Macau], 9.06.2026
[Reprod. do texto inicial do catálogo]

in All in Fun, 6.06.2026

Andreia Sofia Silva 








Redação: 21.06.2026

2026/05/16

A Gruta de Camões no Ta-ssi-yang-kuo: archivos e annaes do Extremo Oriente Portuguez editados por J. F. Marques Pereira

 

  Ta-ssi-yang-kuo:  
  archivos e annaes do Extremo Oriente Portuguez  

Colligidos, coordenados e anotados 
por
J[oão] F[eliciano] Marques Pereira

Lisboa: Typ. da Companhia Nacional Editora, 1899-1903.

🔗
Há exemplares digitalizados da revista
 na BNP em Lisboa (em formato pdf e para consulta online),
desde a série 1, vol. 1, n.º 1 (1899) até à série 2, vol. 4, n.º 6 (1903).
e na Biblioteca Virtual de Macau (para consulta online).
   TA-SSI-YANG-KUO  [Grande Reino do Mar do Ocidente] 
– Arquivos e anais do Extremo-Oriente português   
ed. literária original de J. F. Marques Pereira. 

Nova ed., em 2 volumes, em dez. 1984,
pela Dir. dos Serviços de Educação e Cultura / AHM, 
Série I - vols. I e II / Série II, vols. III e IV. 

Nova ed., em 3 volumes, 
cooeditada pela DSEJ / Fundação Macau, 
em dez. 1995.
"Introdução" | Leitura online

Nota à ed. de 1995:
"Com exepção da "Introdução", os dois primeiros volumes da presente edição reproduzem a edição anterior, de dezembro de 1984, da responsabilidade da então designada Direcção dos Serviços de Educação e Cultura (Arquivo Histórico de Macau), a qual, por sua vez, era reprodução fiel do original editado em Lisboa, em 1900 pela antiga Casa Bertrand - José Bastos, livreiro-Editor.
O 3.º volume é editado agora pela 1.ª vez e contém os números da Revista publicados entre 1863 e 1866.
Os microfilmes dos 3 volumes foram cedidos pelo Instituto Cultural de Macau (Arquivo Histórico de Macau)."

 O PROGRAMA DA REVISTA 

"A revista tem por títuto Ta-ssi-yang-kuó [...] e o sub-título Archivos e Annaes do Extremo-Oriente Portuguez e constituirá uma especie de repositório de documentos antigos, inéditos ou não, relativos à expansão portuguesa nessa parte do mundo, e bem assim de estudos, monografias, apontamentos, sobre a história, civilização, etnografia, filologia, linguística, folclore, usos e costumes de todos esses povos que estiveram ou estão em contacto com os portugueses, como, por exemplo, os chins, os malaios, os siameses, os japoneses, etc.; constituindo, por assim dizer, um arquivo de notícias ou de dados curiosos que ou estão espalhados por diversas obras, algumas raras e difíceis de adquirir, ou por manuscritos, a maior parte inéditos, das bibliotecas e arquiivos nacionais.

E, quando for oportuno, e se tiverem estabelecido relações entre esta revista e os atuais centros da vida portuguesa no Extremo-Oriente, haverá uma resenha de todo o movimento atual desses núcleos de portugueses ou de descendentes de portugueses que existem ainda em Macau, Hong-Kong, Timor, Malaca, Singapura, Siam, Manila, e em certos portos da China e do Japão. Enfim, será uma espécie dessas revistas ou arquivos publicados na Índia por Cunha Rivara, Nery Xavier, etc., mas elaborado sob um ponto de vista mais moderno e abrangendo todas as manifestações da vida, quer passada, quer presente, desses povos, nas suas relações connosco, e a influência recíproca que deles recebemos ou que sobre eles exercemos por intermédio dos nossos beneméritos missionários, soldados, marinheiros e comerciantes. E, para amenizar (condição essencial a toda a publicação, que pretenda ser bem aceita pelo público), será acompanhada de gravuras, vistas, estampas, representando munumentos, retratos, plantas de cidades, povoações e fortalezas, fac-similes de documentos raros, produtos da fauna e flora; usos e costumes, etc. Enfim todos os atrativos duma publicação moderna e que constitua no género uma novidade entre nós.

Agora, que o público, a legião dos estudiosos e os elementos oficiais nos auxiliem dentro das suas competências para que o Ta-ssi-yang-kuo prospere e se desenvolva e se torne em pouco tempo num verdadeiro arquivo de documentos, de factos históricos e de dados valiosos sobre o que Portugal tem praticado e pratica nessas longes terras, que vão desde a Índia aos confins da Oceania.
Esse auxílio será a única e verdadeira recompensa que ambicionamos, por termos metido ombros a uma tão arrojada tentativa."
J. F. Marques Pereira
"Razão da tentativa"
in Ta-ssi-yang-kuo, Série 1.ª, vol. 1.º, n.º 1 (out. 1899), p. 12-13

 A SECÇÃO CAMONIANA DA REVISTA 

"Hei de ver se, com tempo e vagar, ou se Deus me favorecer, conseguirei obter os esclarecimentos de que necessito. Mas, não quero deixar passar o primeiro aniversário da morte de Camões, depois da fundação desta revista, sem inaugurar, pelo menos, uma secção especialmente destinada a reunir todas as impressões que os escriptores nacionaes e estrangeiros teem publicado sobre a celebre e historica gruta de Macau, acompanhando-as de estampas, reproduções de gravuras ou photographias, representando essa encantadora estancia em diversas épocas em que foi mais ou menos favorecida pelas belezas naturais ou pelos cuidados ou abandono dos respetivos proprietários.

Publicou há anos a Sociedade de Geografia de Lisboa no fascículo n.° 2 da 12.ª série (1893) do seu Boletim, o Ábum da Gruta de Camões, cópia enviada pelo governo à mesma sociedade por ocasião de preparar a reunião do congresso internacional dos orientalistas em Lisboa (1892). São trechos (não todos) em prosa e verso escritos por diversos visitantes da gruta num álbum pertencente ao sr. Lourenço Marques, antigo proprietário da gruta e da respetiva quinta.

Todos esses trechos e ainda outros que não apareceram no Boletim, publicarei nesta secção; mas o meu principal intuíto é coligir aqui tudo quanto têm dito sobre a gruta em suas obras, os diversos escritores nacionais e estrangeiros. Para isso tenho já apontados muitos trechos que irão sucessivamente aparecendo, sem ordem cronológica, para não demorar a sua publicação — demora que se daria se eu tivesse primeiro de coligir tudo quanto houvesse sobre o assunto e depois publica-lo segundo a ordem dos anos em que appareceram esses trechos."
J. F. Marques Pereira
"A gruta de Camões: impressões e reminiscências" - I, com 3 gravuras.
in Ta-ssi-yang-kuo, Série I, vol. II, n.º 9 (jun. 1900), p. 530.


   A gruta de Camões: 
   impressões e reminiscências   

A presença de Camões na revista

 João Feliciano Marques Pereira, editor literário da revista Ta-Ssi-Yang-Kuo 
(1989-1903), nela publicará uma série de artigos sobre  
"impressões e reminescências" em torno de "a gruta de Camões".

Apresentamos a lista, o mais exaustivamente possível, 
dos números contendo artigos sobre o tema da Gruta de Camões.

1.
J. F. Marques Pereira
"A gruta de Camões: impressões e reminiscências" - I, com 3 gravuras.
in Ta-ssi-yang-kuo, Série I, vol. II, n.º 9 (jun. 1900), p. 525-543

2.
J. F. Marques Pereira
"A gruta de Camões: impressões e reminiscências" - II, com 1 gravura.
in Ta-ssi-yang-kuo, Série I, vol. II, n.º 10 (jul. 1900), p. 613-619

[1901?]

3.
J. F. Marques Pereira
"A gruta de Camões: impressões e reminiscências" - com 2 gravuras.
in Ta-ssi-yang-kuo, Série II, vol. III, n.º 1 (1902), p. 31-38

4.
J. F. Marques Pereira
"A gruta de Camões: impressões e reminiscências" - com 4 gravuras.
in Ta-ssi-yang-kuo, Série II, vol. III, n.º 2 (1902), p. 82-91

5.
J. F. Marques Pereira
"A gruta de Camões: impressões e reminiscências" - com 3 gravuras.
in Ta-ssi-yang-kuo, Série II, vol. III, n.º 6 (1902), p. 383-391

6.
J. F. Marques Pereira
"A gruta de Camões: impressões e reminiscências" - com 4 gravuras.
in Ta-ssi-yang-kuo, Série II, vol. IV, n.º 4 (1903), p. 674-683



[...]
J. F. Marques Perreira
n. Macau, 17.05.1863 - f. Macau, 7.06.1909
Ofial do Ministerio da Marinha e Ultramar,
professor, jornalista, investigador e divulgador da história de Macau 
e da presença dos portugueses na China.
Camonista.

Estudou no Colégio Luso-Britânico em Lisboa
e licenciou-se em Letras. 

Seguiu uma carreira na administração pública,
desempenhando o cargo de oficial do Ministério da Marinha e Ultramar
(foi nomeado 2.º oficial em 17 de maio de 1888, com 25 anos;
mais tarde será promovido a 1.º oficial e chefe de secção). 
Foi também professor da Escola Superior Colonial, 
e, à semelhança do seu pai, dedicou-se também ao jornalismo.
Assim, colaborou no Jornal do Comércio
n'A Tribuna, n'A Luta e na Revista Colonial e Marítima.

Considerado o primeiro sinólogo português moderno, 
 em 1899, lançou a revista Ta-Ssi-Yang-Kuo:
Archivos e annaes do Extremo-Oriente português,
que se manterá ativa até 1903. 
O título foi inspirado no “seminário de interesses públicos locaes, litterario e noticioso” 
fundado pelo seu pai, em 1863, ano do nascimento de J. F. Marques Perreira.
Nas páginas da revista começou por divulgar estudos sobre o Oriente:
a cultura, civilização e atualidades da China,
historiando também os interesses portugueses nessas paragens.
É ainda nesta revista que reiterademente publica 
"impressões e reminescências" sobre "a gruta de Camões".

No final da sua vida, representou Macau no Parlamento
pelas listas do Partido Progressista  liderado por Francisco Joaquim Ferreirado Amaral, 
filho do governador João Maria Ferreira do Amaral. 

João Feliciano Marques Pereira 
foi membro honorário da Royal Asiatic Society;
titular da Société Asiatique de Paris;
vogal da Comissão Asiática da Sociedade de Geografia de Lisboa;
sócio efectivo da Société Géografique de Paris;
vogal da Secção de Arqueologia da Real Associação dos Arquitetos Arqueólogos Portugueses;  
sócio correspondente do Instituto Arqueológico e Geográfico de Pernambuco; entre outros. 

Os seus estudos consagrados ao Oriente foram devidamente reconhecidos
dentro e fora de Macau e será agraciado com o Grau de 
Oficial da Ordem de Santiago, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

para saber +

Alfredo Gomes Dias
in Dicionário Temático de Macau, Vol. IV, U. Macau, 2011, p. 1151. 
Reprod.online em Memória de Macau (atualizado em 3.11.2022).

JORJAZ, Jorge Forjaz
Famílias Macaenses, 
3 vols., Macau, 1996.

Padre Manuel Teixeira
Galeria de macaenses ilustres do século XIX
Macau, 1942, pp.  603-610, 

Padre Manuel Teixeira
Vultos Marcantes de Macau
Macau, 1982, p. 131. 

Acácio Fernando de Sousa
in RC - Revista de Cultura, Macau, out.-dez. 1998, p. 45-54.

Marcos Miguel Oliveira Couto 
tese, U. Porto.

Rafael Ávila de Azevedo
A Influência da Cultura Portuguesa em Macau, 
Lisboa: ICALP, Col. "Boblioteca Breve",1984

Acerca de Ta-Ssi-Yang-Kuo 

Alfredo Gomes Dias
“Ta-Ssi-Yang-Kuo”,
in MacaU, Macau, out. 1997 a dez. 1999.

Jorge Santos Alves
“Introdução”, in Ta-Ssi-Yang-Kuo 1899-1900
3 vols., Macau, 1995.

GARMES, Hélder 
A cultura sino-portuguesa no século XIX e o TA-SSi-YANG-KUO,
na revista Via Atlântica, USP, data?





Redação: 16.05.2026

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