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2026/08/04

Camões na Banda Desenhada


      Camões na Banda Desenhada       

  EXPOSIÇÃO 

Concepção e Criação de GICAV 
– Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu

Organização:

GICAV – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu

   Lembrar Camões na banda desenhada   

"No dia 10 de junho, evoca-se se mais um aniversário do falecimento do Poeta dos poetas da História de Portugal, quando exalou o seu último (e amargurado) suspiro: Luiz Vaz de Camões.

Deixou uma herança magnífica para a posteridade: a epopeia Os Lusíadas; uma vasta, maravilhosa e invejável poesia lírica (o livro Rimas); e, pelo menos, três peças teatrais (Filodemo, Auto de El-Rei Seleuco e Anfitriões). Parnaso, [talvez] um outro livro de rimas, foi-lhe criminosamente roubado quando vivia, na miséria, na cidade-ilha de Moçambique...

Sua sofredora mãe, Ana de Sá e Macedo, e o lendário e fidelíssimo "escravo" Jau (ou Jarco, como se cita numa versão mexicana), terão sobrevivido ao seu passamento.

Onde estão os seus ossos?... Ninguém sabe! Aquele belo túmulo no Mosteiro dos Jerónimos (onde tanto "chefe-de-estado" vai cerimoniosamente depôr uma coroa de flores e fazer uma insensível e hipócrita vénia), se tem lá algum esqueleto é, de certeza, de um qualquer ilustre desconhecido. Camões não está lál...

Admirado pelo mundo inteiro (pelo menos pelos "Lusíadas"), tem estátuas em Portugal, Brasil, Moçambique, Goa, Angola, Macau...

E pela Literatura mundial, não faltam obras alusivas via teatro, romances e ensaios.
No Cinema, regista-se um filme de luxo, Camões, realizado por Leitão de Barros em 1946, com a magistral interpretação do nosso saudoso actor António Vilar.

Luiz Vaz de Camões, português aosoluto, atrevido, corajoso, espadachim, namoradeiro, valente soldado (que até perdeu um olho ao Norte de Marrocos), amigo de de paródias, sempre apaixonado por esta ou aquela, várias vezes conheceu a prisão ou o degredo. Viveu também em Marrocos, Goa, Macau e Moçambique, tendo sofrido um dramático naufrágio quando regressava de Macau para Goa, na costa do Camboja.

A "Santa Inquisição" e alguns poetas rivais e invejosos, tiveram-no sempre "à perna". Mas foi ele que ficou, magnífico, para sempre!

Está bem lembrado pela nossa (e não só) Banda Desenhada. Ora vejamos, nesta exposição, o que nos foi possível apurar até agora..."
Luiz Bella
no 1.º painel da exposição

   agenda de exibições   

A exposição Camões na Banda Desenhada percorrerá em itinerância diversas escolas, associações e autarquias.

  2026  


Em Sátão
19 JUN. a 21 AGO. 2026 |  das 9h30 às 17h30
Inauguração: 19 jun., às 14h30 Patente: de 19 jun. a 21 ago. 2026
Na Biblioteca Municipal de Sátão




Torredeita, município de Viseu
jan. - mar. 2026 | Na sala estúdio da 

  2025  


Patente: até ao dia 2 dez. 2025
na Escola Secundária Alves Martins


Em Viseu
10 ago. 2025 | às 15 horas
Patente: de 10 ago. a 21 set. 2025
No Pavilhão Multiusos da Feira de S. Mateus, em Viseu

Em Moura
25 mai. a 1 jun. 2025
No Cine-Teatro Caridade, em Moura
Inserida na 44.ª edição da Feira do Livro de Moura.

Durante a Feira do Livro de Moura, no dia 31 de maio, sábado, às 16:30, 
foi apresentado o fanzine 
Camões na obra de Carlos Alberto Santos e Lembranças de Carlos Alberto 
Com texto de João Manuel Mimoso
que aborda a vasta obra do artista sob o signo de Camões. 
48 págs., profusamente ilustradas.
Uma edição da Câmara de Moura.


   FICHA TÉCNICA   

A exposição reuniu 22 painéis ilustrativos 
os quais integram cerca de três dezenas de obras de autores 
que, em Portugal e além-fronteiras, 
retratam a vida e a obra do poeta, 
com especial destaque para a obra Os Lusíadas.
Autores portugueses:
José Ruy, José Garcês, Artur Correia, Fernando Bento, 
Eugénio Silva, Carlos Alberto Santos, Jorge Miguel e Luís Afonso, 
Versões internacionais 
provenientes da Bélgica, do Brasil e do México. 

Para além da BD, foram evocadas coleções de cromos
capas e outras publicações.

Comissariado / Curadoria: Juliana Ferreira
Produção Executiva: Nuno Correia
Montagem: José Machado, Juliana Ferreira, Nuno Correia
Projeto Gráfico: Juliana Ferreira
Impressão: Papiro
Fotografia e Vídeo: Juliana Ferreira
Comunicação e Imprensa: Cadeira Amarela


   ACERCA   

Camões lembrado pela BD

"Mas foi ele que ficou, magnífico para sempre! 
Está bem lembrado pela nossa (e não só) Banda Desenhada. 
Ora vejamos nesta exposição o que nos foi possível apurar."
Luiz Beira

Descobrir o universo camoniano de uma forma surpreendente!

"Integrada nas comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões 
e fruto de uma parceria entre o Município de Sátão e o GICAV, 
esta exposição reúne 22 painéis ilustrados e comentados, 
apresentando praticamente todas as referências de obras ilustradas 
e de banda desenhada dedicadas ao poeta e à sua obra.
Uma oportunidade para descobrir como a literatura e a banda desenhada se cruzam, 
dando a conhecer o legado de Camões de forma acessível e envolvente."
Município de Sátão

"Através da linguagem dinâmica e acessível da nona arte, 
a autarquia oferece a todos os visitantes uma oportunidade única 
para redescobrir o legado camoniano.
A mostra abriu portas na passada sexta-feira na Biblioteca Municipal, 
integrando as comemorações dos 500 anos do nascimento do poeta. 
Propriedade do GICAV, esta é considerada a maior exposição em BD 
sobre o autor a nível nacional e internacional."
Município de Sátão

"Esta é a maior exposição em banda desenhada, realizada a nível nacional e internacional, comemorativa dos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões. 
É composta por 22 painéis ilustrados e comentados, 
onde é referido Camões e a sua obra poética.
Os satenses, bem como os visitantes do concelho de Sátão, 
têm uma excelente oportunidade para conhecer – através da banda desenhada 
– a vida e obra do maior poeta de Portugal, Luís Vaz de Camões."
Município de Sátão

  ÁLBUM  


 © Algumas das fotos estão disponíveis no Facebook do Município de Sátão.


para saber +


Alive FM, no Facebook, 1.08.2026

Divulgando Banda Desenhada
Blogue da autoria de Geraldes Lino & Pedro Lino

F. Cleto e Pina
in Jornal de Notícias [online], 9.08.2025

in e-CAM, 3.08.2026








Redação: 3.07.2026


2026/07/05

A Ilha dos Amores de Kit Man Leong



  ILHA DOS AMORES / 愛情島  

   EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE PINTURA   
   DE KIT MAN LEONG / 梁潔雯   

Com curadoria de Carlos Marreiros

Assinalando o 10 de Junho - Dia de 
Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

3 JUN. 2026, quarta-feira, às 18h30  - Inauguração / 開幕儀式
Patente de 3 jun. a 6 de jul. 2026
Todos os dias das 12h às 19h / Segundas das 15h às 19h

No Albergue SCM, A2 Gallery

Organização / 主辦機構

CAC - Circulo dos Amigos da Cultura de Macau / 澳門文化體學會
Com o patrocínio de
Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da RAEM
e o apoio Institucional  do Albergue SCM


  Inauguração de “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in TDM, no Facebook, 3.06.2026 | 🎥 Vídeo, 00:31

Uma nova exposição individual

"This exhibition exhibits 28 Gongbi paintings, 
including my new epic large-scale artpiece "The Regret of Love" 
and the poetic "The Isle of Loves".
Kitman Leong

A arte como uma ponte entre civilizações

"Esta exposição individual [...] apresenta a visão criativa de Kitman Leong, uma jovem e talentosa artista, membro do CAC e Professora de Belas Artes na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. 

A coleção de pinturas chinesas centra-se na estadia de Luís de Camões em Macau e nas imagens vividas do seu poema épico Os Lusíadas. Inspirando-se na ilha mítica - a artista captura sua essência através de sua técnica delicadamente requintada. 

As obras de Leong dialogam com a interação entre "Oriente" e "Ocidente", tal como se manifesta em Macau, funcionando como uma ponte entre duas civilizações distintas. Por meio de sua arte, a artista explora a imaginação humana compartilhada de um "paraíso ideal", revelando os fios comuns que unem as tradições culturais do Oriente e do Ocidente.

Realizada em celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, esta exposição constitui uma homenagem sincera ao rico património cultural de Portugal."
Do cartaz da exposição

  O PROCESSO DE CRIAÇÃO  


  “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in CAC - Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, no Facebook

  “Ilha dos Amores”, exposição individual de Kit Man Leong  
in CAC - Círculo dos Amigos da Cultura de Macau, no Facebook


  AS OBRAS CAMONIANAS  

   Ilha dos Amores / 《愛情
島》/ Isle of Loves | 2026   
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 /  Mineral pigments on silk
D80 cm
2026

 O Arrependimento do Amor / 《愛的遺憾》/ The Regret of Love | 2026 
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 / Mineral pigments on silk
400 x 180 cm

"O arrependimento do Amor" / "The Regret of Love"

"The centrepiece of the exhibition is The Regret of Love (O Arrependimento do Amor), a monumental painting measuring 400 by 180 centimetres, executed with mineral pigments and silver foil on silk. The work depicts the tragic 1558 shipwreck on the Mekong River, an event in which legend has it that Camões salvaged his manuscript of Os Lusíadas from the waves but was unable to save his Eastern lover.

Rather than adopting a traditional macroscopic view of the sea, Leong employs a micro-level perspective to examine the disaster. The composition meticulously details the structural mechanics, internal decks, and rigging of the listing Portuguese vessel. This intricate layout aligns with the traditional Chinese landscape painting philosophy of ke ju ke you (可居可遊, literally “inhabitable and wanderable”), creating a visual space that feels structurally traversable to the observer. The narrative imagery depicts Camões submerged in turbulent waves while hoisting his scroll to safety, juxtaposed against his lover floating weightlessly beneath the surface surrounded by rising air bubbles and sinking letters.

[...] In a deliberate nod to the traditional Chinese Yaji (雅集, literally “elegant gathering”) - a historical gathering where artists and scholars collaborated on poetry and painting – the artwork integrates classical Portuguese verses directly onto the silk medium. [...]"

"Ilha dos Amores" / “Island of Loves”

"Complementing the large-scale The Regret of Love, the exhibition features a singular circular silk painting titled Ilha dos Amores (“Island of Loves”), measuring 80 cm in diameter. This framed piece, in a traditional Chinese round-screen format, presents a detailed Gongbi landscape of the mythical paradise. A large, steep mountain of stylised blue-green rock, dotted with sparse trees, dominates the right side. On a central golden sandy plain, dozens of miniature figures, rendered in meticulous detail, interact. In a unique fusion, these figures, with Camões standing at the top of the mountain, are dressed in classical 16th-century Portuguese and European attire, navigating and congregating within the idyllic scene. The composition visually realises the idealised island paradise described in Cantos IX and X of Os Lusíadas, symbolising a moment of intercultural harmony and peaceful co-existence."

William Chan
in The Macao Post Daily, 11.06.2026


  ÁLBUM  


As fotografias estão divulgadas pela artista e pelo CAC no Facebook. 
Algumas são de nosssa autoria / e-CAM
e podem igualmente ser divulgadas livremente.

para saber +


William Chan

As pregas do interstício, a llha dos Amores de Leong Kit Man
Estudo introdutório do catálogo da exposição, p. 23-26.

[Lam Kong Chuen]
in 奧門心報 [Notícias do Coração do Macau], 9.06.2026
[Reprod. do texto inicial do catálogo]

in All in Fun, 6.06.2026

Andreia Sofia Silva 








Redação: 21.06.2026

2026/06/28

“Camões: vida, obra y pervivencia em la cultura hispánica”, exposição na Biblioteca Nacional de Espanha



  “Camões: vida, obra y pervivencia  
  em la cultura hispánica”  

 EXPOSIÇÃO 

Comissariada por Aurelio Vargas Díaz-Toledo
com o apoio de Ruth Martínez Alcorlo.

Patente entre 22 out. 2026 [data a confirmar] e fev. 2027
Na Biblioteca Nacional de Espanha, em Madrid

A inaguração, provavelmente no dia 22 de outubro,
terá como convidados especiais 
a Casa Real Espanhola e o Presidente da República Portuguesa.



No âmbito das políticas culturais, os Ministros da Cultura de Portugal e de Espanha, Dalila Rodrigues e Ernest Urtasun, assinaram um Memorando de Entendimento durante a Cimeira Luso-Espanhola, que se realizou em Faro em outubro de 2024, para reforçar a cooperação entre a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e a Biblioteca Nacional de Espanha (BNE).

Uma das iniciativas de realização conjunta será a exposição comemorativa do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões na Biblioteca Nacional de Espanha, a qual dispõe de um importante acervo camoniano.

AUDIOVISUAL IMERSIVO

No registo audiovisual, enquanto passam imagens relacionadas com a obra de Camões e Portugal ouvirse-ão poemas camonianos ditos por estudiosos e figuras públicas, de que se indicam os nomes seguintes como prováveis.
Textos poéticos em português ditos por
o Presidente da República, os Reis de Espanha, o Embaixador de Portugal em Espanha, José Augusto Cardoso Bernardes, Joaquim Ramos, Helena Silva, Filipa Soares, Lurdes Correia Fernanders, José Meirinhos, Zulmira Santos, Felipe de Saavedra, Isabel Almeida, Vanda Anastácio, Rita Marnoto, Adma Muhana, Marcelino de Castro, Isabel Rio Novo, José Camões, Márcia Arruda Franco, Sheila Moura Hue, Pedro Saavedra, João Frederico Lourenço, Silvina Pereira, Rebeca Hernández, Ana Rita Gonçalves, Barbara Fraticelli, Catarina Coimbra de Matos, Mafalda Sollari Allegro, Marta López Vilar, Anita Martins, Nuno Alexandre Gonçalves Mota, Luiza Nobrega, Bruno Martinho, Ilda dos Santos, Lênia Márcia de Mongelli, Aude Plagnard, Ângela Fernades, José Carlos Ribeiro Miranda, Joana Gomes, Filipe Alves Moreira, Fernanda Pereira Mendes, Mariana Leite, Pedro Monteiro, Maria do Rosário Ferreira, Thais Samora, Alexia Dotras Bravo, José Carlos Canoa.
Textos poéticos em espanhol ditos por
José Manuel Lucía Megías, Ruth Martínez Alcorlo, Francisco Sáez Raposo, Carmen Vaquero Serrano, Aurelio Vargas Díaz-Toledo, Ruth Fine, Alba Diz Villanueva, José Ignacio Díez, James Nelson Novoa, Isabel Soler, Miguel Ángel T. Fuentes, Leticia Eirín García, Luis Pabli Nuñez, Maria Jesús Lacarra, José Arágueés, José Miguel Matínez Torrejón, Ana Isabel López-Salazar, Fernando Bouza Álvarez, Cristina López Alcaide, Juan Carrasco González, Bernardo García García, Marta Haro Cortés, Carlos Alvarez Ezquera, Marifé Santiago, Gerardo Pérez Barcala, Juan Carlos Pantoja Rivero.


Catálogo da exposição organizada em 2023
por Aurelio Vargas Díaz-Toledo e Barbara Fraticelli (textos).
Grafismo: IPM Comunicación
Castilla-La Mancha: Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha, 2022.


para saber +



Programação da Estrutura de Missão [pdf]

in Revista Comunidades Portuguesas [online], 27.10.2024


in e-CAM, 13.01.2023





Redação: 3.11.2024, atualizado em 27.06.2026.

2026/06/16

Camões na Academia Nacional de Belas Artes


  Camões na Academia  

  CELEBRAÇÕES CAMONIANAS  


16 JUN. 2026, terça-feira | às 15h

Na Academia Nacional de Belas Artes, em Lisboa

Organização:

Academia Nacional de Belas Artes

CONVITE

"O Presidente da Academia Nacional de Belas Artes, Professor Arquitecto Doutor Alberto Reaes Pinto, tem a honra de convidar V.ª Ex.ª a assistir às iniciativas que assinalam as Celebrações Camonianas que irão decorrer na sua sede, no próximo dia 16 de junho de 2026.

Honra-nos com a Sua presença o Comissário-geral das Comemorações Nacionais dos 500 Anos do Nascimento de Luís de Camões, Professor Doutor José Augusto Cardoso Bernardes.

O Programa das Jornadas tem início às 15h, e inclui um Ciclo de Conferências pelos Académicos Professor Doutor Vítor Serrão, Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira, Professor Doutor Rui Vieira Nery, Professor Doutor Arq. Manuel Couceiro da Costa e Professor Doutor Paulo Monteiro.

Pelas 17h30 terá lugar a inauguração da Exposição Camões na Academia, com obras de artistas académicos contemporâneos."


 PROGRAMA 

15h00 - Ciclo de Conferências

acerca da importância histórica, artística e cultural do Poeta
por 
Professor Doutor Vítor Serrão
Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira, 
Professor Doutor Rui Vieira Nery, 
Professor Doutor Arq. Manuel Couceiro da Costa 
e Professor Doutor Paulo Monteiro.


17h30 | Na Galeria da ANBA

Inauguração da Exposição 
Camões na Academia

A exposição apresenta obras de desenho, gravura, pintura,
escultura, medalhística e banda desenhada, 
inspiradas na vida e obra doe Camões
de artistas académicos contemporâneos:

Albuquerque Mendes, António Quadros Ferreira,
Carlos Amado, Clara Menéres, Emília Nadal,
Fernanda Pissarro, Gil Teixeira Lopes, Guilherme Parente,
Hélder Batista, Hugo Ferrão, João Abel Manta, João Duarte,
Joaquim Correia, Joaquim Lima Carvalho, José João de Brito,
José de Guimarães, Lagoa Henriques, Marques,
Soares Branco, Vítor Santos.

A mostra integra ainda obras de banda desenhada de 

Amanda Baeza, Daniela Vicioso, Fernando Bento,
José Ruy, José Smith Vargas, Miguel Rocha,
Pedro Moura, Susa Monteiro, Vítor Péon.


para saber +


Academia Nacional de Belas Artes | Facebook, 15.06.2026


in Notícias ao minutos, 15.06.2026





Redação: 15.06.2026

2026/05/24

No rasto de Luís de Camões, exposição na BNP



   No Rasto de Luís de Camões   

  EXPOSIÇÃO  

Com curadoria de 
de Vanda Anastácio

5 MAI. 2026 | às 10h00 - Inauguração
Patente até 15 SET. 2026

Vários espaços (pisos 1 e 2) da BNP, em Lisboa

Organização:

Coordenação geral:
 Diogo Ramada Curto e Paula Gonçalves

Curadoria:  Vanda Anastácio

Comissão Científica:
Cristina Costa Gomes, Hervé Baudry, Isabel Almeida, 
João Carlos Garcia, Joaquim Caetano, Luís Mendonça de Carvalho, 
Maria da Glória Santana Paula, Maria de Lurdes Correia Fernandes, 
Rui Manuel Loureiro, Rui Magno Pinto, 
Teresa Nobre de Carvalho e Tiago C. P. Reis Miranda 

Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões 
– Comissário-Geral: J. A. Cardoso Bernardes

Produção executiva: 
Serviço de Atividades Culturais e Relações Públicas / BNP
Apoio à produção: 
Direção de Serviços Bibliográficos Gerais, 
Direção de Serviços de Coleções Especiais, 
Divisão de Administração Geral, 
Serviço de Conservação das Coleções / BNP

Design expositivo e reabilitação: Francisco Aires Mateus
Design gráfico: Atelier Pedro Falcão
Montagem e instalação: sTRIPELINE
Produção gráfica: vpRint 


 CATÁLOGO 

No rasto de Camões - [Catálogo]
ed. Vanda Anastácio
Lisboa: BNP, 2026

ÍNDICE

Luís de Camões e as vocações de Portugal, p. 2
Margarida Balseiro Lopes

Prefácio, p. 13
Diogo Ramada Curto

Apresentação, p. 17
Vanda Anastácio

ensaios 

Revelar para expor. Um rasto, p. 19
Ricardo Carvalho

Tanto que de sua vida se acha incerto..., p. 25
Carlos Bobone

O rival de Camões, p. 33
Vanda Anastácio

Poesia, voz, música, manuscrito, impresso, p. 45
Sheila Moura Hue

A inflação dos textos, p. 55
Zulmira C. Santos

Aproximações ao cânone lírico de Camões, p. 61
Luís Sá Fardilha

As cartas
Tiago C. P. dos Reis Miranda, p. 69

As edições de Os Lusíadas: de 1572 a 1612, p. 77
Hélio J. S. Alves

Os Lusíadas e a viagem marítima, p. 83
Jorge Semedo de Matos

Espaços orientais no percurso de Luís de Camões, p. 93
Rui Manuel Loureiro

Luís de Camões e a China, p. 99
Cristina Costa Gomes

Luís de Camões e as plantas: natureza e simbolismo, p. 107
Luís Mendonça de Carvalho

Evocações musicais de Camões, p. 119
Rui Magno Pinto

A morte de Camões, de Sequeira, no Salon de 1824, p. 133
Patrícia Telles

Roteiro, p. 145

Vanda Anastácio

Catálogo

p. 251 - 384

Siglas e abreviaturas

p. 385


 EXPOSIÇÃO 


“No Rasto de Luís de Camões” 

"é uma grande exposição que procura dar a ver 
o modo como a memória de Luís de Camões se foi construindo ao longo do tempo. 
Uma revisitação da vida e da obra do poeta, que põe em evidência 
as inovações técnicas e científicas que a sua obra convoca."
Biblioteca Nacional de Portugal

A exposição está organizada em quatro núcleos
e "aborda as dificuldades em reconstituir a sua biografia, 
a identificação da sua obra, o contexto científico e tecnológico do Renascimento 
e a presença de Camões na música, 
através de partituras inspiradas na sua vida e nos seus versos."


        5 de maio de 2026 - Dia da inauguração das duas exposições na BNP       
📹  Vídeo, 2:24
Lisboa, BNP, inauguração das exposições camonianas
"No Rasto de Luís de Camões" e "Onde Terá Segura a Curta Vida?"

O rasto longo e profundo de Camões

"Poucos autores terão deixado um rasto tão longo e tão profundo na memória coletiva como Luís Vaz de Camões.

Os primeiros usos coletivos da biografia e da obra camonianas datam do início do século XVII, do tempo da Monarquia Dual. Aos olhos dos primeiros biógrafos do poeta, Os Lusíadas apareciam como um símbolo, as façanhas narradas eram prova da vocação heroica de Portugal e Luís de Camões era o representante das virtudes desejadas para a pátria anexada.

A associação entre a figura de Camões e Portugal deixou um longo rasto na memória cultural. A plasticidade do mito camoniano e a imprecisão dos contornos históricos da personagem sobre a qual este foi sendo construído parecem ter garantido a longevidade da sua memória.

Ao longo do século XX, por exemplo, Luís de Camões e a sua poesia foram apropriados por forças políticas e por ideários antagónicos: representantes do Estado Novo sugeriram leituras ditatoriais, neocolonialistas e misóginas dos seus versos, enquanto os seus opositores adaptavam os poemas camonianos a letras de canções contestatárias que reclamavam a liberdade e anunciavam a Revolução.

O rasto deixado por Luís de Camões parece indicar que cada época criou um Camões à sua medida e cada comunidade de língua portuguesa projeta na sua figura e nas leituras das obras que escreveu as suas próprias dores, anseios e angústias.

A exposição No Rasto de Luís de Camões procura pôr em evidência diferentes aspetos da figura do poeta e dos significados que convoca."
Vanda Anastácio
Curadora da exposição


4 GRANDES NÚCLEOS TEMÁTICOS 

A exposição está organizada em quatro núcleos:

Núcleo I - O rasto biográfico
A dificuldade em construir uma biografia fidedigna do Poeta 
a partir de dados e documentos escassos.

Núcleo II - O rasto bibliográfico
A dificuldade em identificar o que o Poeta escreveu.

Núcleo III - Ciência, tecnologia e inovação no tempo de Camões
Relatar, medir e experimentar o mundo.
Recorda aspetos do desenvolvimento científico e tecnológico do Renascimento 
que a obra camoniana convoca.

Núcleo IV - Camões na música
Sublinha a pujança da produção musical inspirada 
na biografia e nos versos de Camões.


 Núcleos I e II
O rasto biobibliográfico 

A Vida e a Obra do Poeta


Núcleo I - O rasto biográfico

A dificuldade em construir uma biografia fidedigna do Poeta 
a partir de dados e documentos escassos.

"Quase tudo o que se sabe acerca da biografia de Luís Vaz de Camões é incerto. Desconhece-se o lugar onde nasceu, há dúvidas sobre as suas relações familiares e são múltiplas as conjeturas sobre os pormenores da sua trajetória. Muitas perguntas acerca do modo como terá adquirido os conhecimentos que as suas obras revelam, sobre quem seriam as personagens com quem se relacionou e até sobre a extensão real das suas deambulações pela África e pela Ásia continuam sem resposta. 

A incerteza paira também sobre a sua obra. Se é certo que Luís Vaz de Camões é o autor de Os Lusíadas, já é mais difícil determinar com precisão quantos poemas escreveu e quais lhe podem ser efetivamente atribuídos. 

Ainda assim, o poeta e a sua poesia estão muito presentes na memória coletiva dos falantes do português, que usam com frequência expressões cunhadas nos seus versos sem disso terem consciência. Objeto de múltiplos investimentos simbólicos, ao longo do tempo Luís de Camões foi sendo construído como um lugar de memória e um ponto de convergência da memória comum dos povos de língua portuguesa."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.
© Imagem divulgada pelo Museu Nacional de Arte Antiga 
no Facebook, 23.04.2026

Núcleo II - O rasto bibliográfico

A dificuldade em identificar o que o Poeta escreveu.

"A primeira edição de Os Lusíadas, publicada em 1572, apresenta caraterísticas intrigantes. O pormenor mais visível surge logo na portada, que ostenta, ao centro, um pelicano ferindo o peito com o bico para alimentar os filhos com gotas do seu próprio sangue. 
[...] Em alguns exemplares de Os Lusíadas, os elementos decorativos da portada encontram-se invertidos: nuns exemplares a figura do pelicano tem a cabeça inclinada para o lado direito do observador e noutros exemplares a cabeça está inclinada para o lado esquerdo.

A composição do texto oferece, também, variantes ortográficas e textuais. Manuel Faria e Sousa (1590–1649) considerava que a obra teria tido tal êxito que, no mesmo ano, teriam sido feitas duas edições. Estudiosos posteriores sugeriram que poderia ter havido uma edição «pirata» ou uma contrafação, realizada por motivos comerciais, para tirar partido da fama de Luís de Camões e d’ Os Lusíadas.

Uma terceira hipótese propõe que se trate, simplesmente, do resultado do próprio processo de edição: os lapsos eram corrigidos à medida que as folhas iam sendo impressas, mas as folhas já impressas eram aproveitadas e incorporadas nos exemplares.

Ainda hoje a discussão continua acesa entre os estudiosos."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.



Núcleo III - Ciência, técnica e inovação

Relatar, medir e experimentar o mundo.
Recorda aspetos do desenvolvimento científico e tecnológico do Renascimento 
que a obra camoniana convoca.

"Luís Vaz de Camões viveu uma época fascinante do ponto de vista do desenvolvimento da ciência, da técnica e da inovação.

A Europa do Renascimento assistiu à expansão da imprensa de tipos móveis, ao alargar dos limites da geografia do mundo, aos grandes avanços da astronomia, da botânica e das ciências médicas.

A ciência atual é devedora desse surpreendente mundo novo onde as antigas crenças, as leituras dos filósofos, as convicções alimentadas por séculos de lendas em circulação na tradição oral e as leituras literais dos textos bíblicos conviviam com os avanços científicos que os desafiavam através da experiência direta e da observação."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.
© Imagem divulgada pelo Museu Nacional de Arte Antiga 
no Facebook, 23.04.2026

Núcleo IV - Camões na música

Sublinha a pujança da produção musical inspirada 
na biografia e nos versos de Camões.
"A música inspirada em temas camonianos comprova a universalidade do imaginário associado a Luís de Camões.

A partir do século XIX, compositores e libretistas de renome, em Portugal, França e Itália — como Domingos Bomtempo (1775–1842), Gaetano Donizzetti (1797–1848), ou Jakob Meyerbeer (1791–1864) e Eugène Scribe (1791–1861) —, colocaram o poeta no centro das suas criações.

O rasto de Luís de Camões na música portuguesa prolongou-se até aos nossos dias. Grandes compositores contemporâneos — como Vianna da Motta (1868–1948), Luís de Freitas Branco (1890–1955), Fernando Lopes-Graça (1906–1994), Joly Braga Santos (1924–1988) ou António Victorino de Almeida (n. 1940) e César Viana (n. 1963) — criaram música a partir deste universo simbólico. Nem a música popular escapou ao seu fascínio, do fado à canção contestatária."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.



para saber +


Exposição na BNP, em Lisboa 
Folha de Sala [PDF] | Mapa [PDF] | Cartaz [PDF]

in Biblioteca Nacional de Portugal | Facebook, 28.04.2026

in Sapo.pt, 28.04.2026


PROGRAMA OFICIAL: Comemorações V Centenário Luís de Camões (set. 2024 a out. 2026):
no site oficial Camões 500 Anos.



Redação: 28.04.2026, atualização a 24.05.2026

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