“O Túmulo de Camões”
por António Trabulo
Porto: Fronteira do Caos, set. 2012.
183 p. (24 cm)
Apresentação da obra:
10 NOV. 2012, sábado | às 16h30
Na Casa da Cultura - Sala José Afonso. em Setúbal
Entrada gratuita
O esplendor e a decadência do Império Português
"Este romance cruza Os Lusíadas com a Peregrinação.
Os marinheiros portugueses instalaram-se em reinos distantes. Depois de passarem além da Tapobrana, saquearam e mataram. Afonso de Albuquerque foi um génio da guerra no mar. Com uma centena de navios e, quanto muito, dois milhares de homens sob as suas ordens, fechou as portas do Índico para o Pacífico, o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico. Todos os impérios foram do mal e os conquistadores foram sempre odiados.
Luís de Camões ilustrou uma das faces da epopeia. Glorificou a Expansão portuguesa, que está na origem do colonialismo. Cantou os feitos heroicos, a honra e a coragem. Ao embarcar para o Oriente, levava na bagagem o conhecimento da literatura greco-romana. Valorizou-se, no contacto com povos diferentes e atingiu um sentimento de pertença universal. Se tivesse permanecido em Lisboa, não teria podido aliar ao seu talento a vivência que humanizou Os Lusíadas.
Fernão Mendes Pinto terá ido mais além. Pôs a descoberto o lado escuro da navegação e da conquista. Retratou os seus compatriotas tal como eram, com as qualidades e os defeitos ampliados pela exaltação da época.
As duas obras completam-se e permitem uma visão mais lúcida do Império Português do Oriente e, talvez, de nós próprios."
Sinopse
na Wook
Restam os versos de Camões
"A quem pertencem os restos mortais guardados na sepultura de Camões? A determinação de Maria Helena em obter uma resposta leva-a a reviver, através das memórias de António de Faria de Sousa, o esplendor e a decadência do Império Português.
O último romance de António Trabulo cruza Os Lusíadas com a Peregrinação. A meio milénio de distância, a História é difícil de julgar… A glória apaga-se. A beleza permanece, desde que seja escrita, pintada ou esculpida.
Perdeu-se o Império. Restam os versos e a língua de Camões, uma das mais utilizadas no mundo."
7 nov. 2012
António Trabulo
[© Foto no Facebook do Município de Setúbal]
n. Almendra, Foz Coa, jul. 1943
Escritor e neurocirurgião aposentado.
Fez os ensinos primário e secundário em Sá da Bandeira (Lubango), em Angola.
Licenciou-se em Medicina em Coimbra e especializou-se em Neurocirurgia.
Cumpriu o serviço militar no navio hospital Gil Eannes.
A sua carreira médica decorreu nos hospitais de S. José e dos Capuchos.
Reside há mais de 40 anos na cidade de Setúbal.
Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos (SOPEAM).
A sua obra reparte-se pela ficção, biografia e ensaio.
Destacamos os títulos mais ligados ao universo literário:
Eu, Camillo (2006); O túmulo de Camões (2012);
Ofício de Contar (2014); Bocage no Oriente (2015).
para saber +
bio na editora On y va
Redação: 12.04.2026

