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| Diogo Ramada Curto durante uma sessão sobre Camões na BNP © Foto no Facebook de Miguel de Carvalho. |
Diogo [Sassetti] Ramada Curto
n. Lisboa, 22.04.1959 - f. Lisboa, 11.04.2026
Historiador, professor e atual Diretor-Geral da BNP.
É licenciado em História pela FLUL (1981)
e doutorado em Sociologia Histórica pela FCSH, UNL (1995),
com a tese A cultura política em Portugal (1578-1642).
Docente na FCSH/UNL desde 1981,
onde é Professor Catedrático no Dep. de Ciências Políticas.
Foi professor da Cátedra Vasco da Gama em
"História da Expansão Europeia"
no Instituto Universitário Europeu, em Florença (200-2008)
e professor visitante em várias universidades estrangeiras:
Brown, Yale, King's College-Londres, EHESS-Paris,
e Universitat Autònoma de Barcelona.
Os seus principais interesses de investigação situam-se
na área da cultura política, história do livro,
história global, colonialismo, imperialismo e escravatura.
Co‑fundou a colecção "Memória e Sociedade" da Difel (1988)
e participou na criação da colecção "História e Sociedade" das Edições 70 (2010).
na Wiley-Blackwell Encyclopaedia of Empire (4 vols.), dir. John Mackenzie.
É responsábel pela Biblioteca Casa Cadaval, em Muge,
e escreve regularmente na imprensa.
Questionava as ideias recebidas
"Excelente historiador, contribuiu de forma decisiva para a revolução da historiografia portuguesa a partir dos anos de 1980. Distinguiu-se pela abordagem interdisciplinar, tendo integrado a reflexão filosófica e sociológica na pesquisa histórica, enquanto estabelecia a ligação com os estudos literários.
Sentia-se tão à vontade nos séculos XVI e XVII, onde iniciou a sua pesquisa sobre a cultura política, como no século XX, onde se envolveu na história do colonialismo.
Era um frequentador diário de bibliotecas e arquivos. Foi diretor da Biblioteca Nacional de Portugal desde 2024 e Professor na Universidade Nova de Lisboa, onde começou a lecionar em 1981. Foi Professor no Instituto Universitario Europeu durante oito anos e professor visitante nas universidades de Brown, São Paulo, e Yale.
Tinha uma enorme capacidade de leitura e constituiu uma das maiores bibliotecas privadas em Portugal.
Não tinha limites na sua sede de conhecimento e questionava de forma sistemática as ideias recebidas. Não tinha filtros e dizia exatamente o que pensava, uma atitude naturalmente provocadora numa sociedade convencional e largamente conformista. Exerceu uma enorme influência nas novas gerações, que tinham muito poucas referências deste calibre em Lisboa."
Francisco Bethencourt
"Onde terá segura a curta vida?
Camões e a vida como viagem"
Coordenação de Diogo Ramada Curto.
Curadoria de Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale.
Desenho expositivo de Francisco Aires Mateus.
Design do Atelier Pedro Falcão.
A exposição integra-se no programa das Comemorações do
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões,
uma iniciativa do Ministério da Cultura.
Camões: Ciclo de Debates na BNP
23 OUT. 2024 - JUN. 2025, às quartas-feiras | às 17h00 | Auditório da BNP
Coordenação: Diogo Ramada Curto
Comissão científica: José A. Cardoso Bernardes,
Isabel Almeida, Vanda Anastácio, Maria de Lurdes C. Fernandes
O ciclo de 9 debates que decorrerá de outubro de 2024 a junho de 2025 reunirá cerca de 30 especialistas, nacionais e estrangeiros, do mundo académico e não académico, para discutir a vida e a obra de Luís de Camões.
Trailer da entrevista de Diogo Ramada Curto ao jornal "Público", 2023 | Vídeo, 1:28
As dúvidas de Camões sobre o expansionismo dos portugueses
"Podemos falar de heróis, mesmo de “heróis do mar”, quando falamos de história no século XXI. Mas não estejam à espera que o historiador Diogo Ramada Curto, um colunista que gosta de uma boa polémica, evoque os chamados “descobridores” como os seus “heróis do mar”.
Luís de Camões, autor de Os Lusíadas, surge como um dos heróis da História Trágico-Marítima, ao lado de homens como Fernão Mendes Pinto. Mostram uma grande tenacidade no seu percurso de vida, mas também foram capazes de expressar dúvidas acerca do processo de expansão imperial em que se viram envolvidos. Um pensamento dissidente."
OBRA
- (2025) Camões, o poeta que o Estado Novo afidalgou, E - A revista do Expresso, edição 2745, 6.06.2025, 30-35.
- (2025) Exposição: "Onde terá segura a curta vida?: Camões e a vida como viagem". - 11 a 21 de abril de 2025, no Ségur Hall, da Sede da UNESCO, em Paris, França; 10 de jun. a 6 set. 2025, na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa. - Coordenação de Diogo Ramada Curto. Curadoria de Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale. Desenho expositivo de Francisco Aires Mateus. Design do Atelier Pedro Falcão. - A exposição integra-se no programa das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, uma iniciativa do Ministério da Cultura de Portugal.
- (2024) "Comemorar Camões: Porquê? Para quê?" - 1.ª sessão de "Camões: Ciclo de Debates na BNP", moderada por Diogo Ramada Curto, e com as intervenções de João Pedro George e Vanda Anastácio. Lisboa, BNP, 23 out. 2024.
- (2024) "Camões no seu tempo e no nosso", conferência proferida como Comissário-Geral adjunto da Comissão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões e Diretor-Geral da BNP, na Apresentação do Programas das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, no Auditório da BNP, em Lisboa, 14 nov. 2024, quinta-feira, às 17h00.
- (2020) "1572 Camões, as armas e as letras e o choque e civilizações", in História global de Portugal. Lisboa: Temas e Debates, 397-401.
- (2020) O Colonialismo Português em África: de Livingstone a Luandino. Lisboa: Edições 70.
- (2020) Imperial culture and colonial projects: the Portuguese-speaking world from the fifteenth to the eighteenth centuries. Berghahn Books.
- (2015) Livros dos séculos XVI a XVIII da Biblioteca do Ministério dos Negócios Estrangeiros. - Diogo Ramada Curto, Paula Gonçalves. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal : Instituto Diplomático.
- (2011) O Império Marítimo Português, 1415-1825 / C. R. Boxer. - Introd. Diogo Ramada Curto; trad. Inês Silva Duarte; rev. Pedro Bernardo. Lisboa: Edições 70.
- (2011) A cultura política no tempo dos Filipes (1580-1640). Lisboa: Edições 70.
- (2009) Cultura imperial e projetos coloniais: séculos XV a XVIII. Campinas: Unicamp.
- (2009) A expansão marítima portuguesa, 1400-1800. Dir. Francisco Bethencourt, Diogo Ramada Curto; trad. Miguel Mata ; rev. Alda Rodrigues. Lisboa : Edições 70.
- (2007) Portuguese Oceanic Expansion, 1400-1800. Cambridge: Cambridge University Press.
- (2007) Cultura escrita (séculos XV a XVIII). Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
- (2007) As gentes do livro: Lisboa, século XVIII. - Diogo Ramada Curto et al.; ed. Biblioteca Nacional de Portugal. Lisboa: BNP.
- (2003) Bibliografia da história do livro em Portugal: séculos XV a XIX. Coord. Diogo Ramada Curto; textos de Paula Gonçalves et al.. Lisboa: Biblioteca Nacional.
- (2003) La cartografia europea tra primo Rinascimento e fine dell'Illuminismo: atti del convegno internazionale: The Maing of European Cartography, Firenze, BNCF-EUI, 13-15 Dicembre 2001; a cura di Diogo Ramada Curto, Angelo Cattaneo, André Ferrand Almeida. - Firenze: Leo S. Olschki. - Col. "Studi / Accademia toscana di scienze e lettere La Colombaria", 213. - XXIII, 425p., [32] p. il. : col., mapas (24x17cm). - Inclui o catálogo da exposição .
- (1998) O tempo de Vasco da Gama. - Dir. Diogo Ramada Curto; ed. lit. Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Lisboa: Difel: CNCDP.
- (1996) Littératures de large circulation au Portugal (XVIe-XVIIIe siècles). - Sep. Colportage et Lecture Populaire, A. 1996, Paris: IMEC, 299-328.
- (1994) A cultura política em Portugal (1578-1642): comportamentos, ritos e negócios. - Tese dout. Sociologia Hist., 2 vols., Lisboa: Univ. Nova Lisboa.
- (1993) A Capela Real: um espaço de conflitos: séculos XVI a XVII, [Separata da] Revista da Faculdade de Letras. Línguas e Literaturas, anexo V, Espiritualidade e Corte em Portugal, sécs. XVI-XVIII, Porto, 144-154
- (1990) Livros quinhentistas portugueses na Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa. - Iintrod. José V. de Pina Martins; catalogação e notas bibliográficas por Francisco Bethencourt e Diogo Ramada Curto. Lisboa : A.C.L..
- COMEMORAR CAMÕES: PORQUÊ? PARA QUÊ?, 1.ª sessão de "Camões: Ciclo de Debates na BNP", 23.10.2024, como moderação de Diogo Ramada Curto e as intervenções de João Pedro George e Vanda Anastácio.
para saber +
Diogo Ramada Curto | Ciência Vitae
in Biblioteca Nacional de Portugal | Facebook,
Isabel Salema e Joana Gonçalves
Diogo Ramada Curto é o quarto entrevistado da série Os Desafios da Liberdade
a pretexto do 33.º aniversário do PÚBLICO.
in Público [online], 19.03.2023.
in Expresso [online], 12.04.2026
Redação: 7.06.2025, atualizado em 12.04.2026
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