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2026/04/12

O Túmulo de Camões, romance de António Trabulo


“O Túmulo de Camões”

por António Trabulo

Porto: Fronteira do Caos, set. 2012.
 
183 p. (24 cm)



Apresentação da obra:

10 NOV. 2012, sábado | às 16h30

Na Casa da Cultura - Sala José Afonso. em Setúbal

Entrada gratuita

O esplendor e a decadência do Império Português

"Este romance cruza Os Lusíadas com a Peregrinação.

Os marinheiros portugueses instalaram-se em reinos distantes. Depois de passarem além da Tapobrana, saquearam e mataram. Afonso de Albuquerque foi um génio da guerra no mar. Com uma centena de navios e, quanto muito, dois milhares de homens sob as suas ordens, fechou as portas do Índico para o Pacífico, o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico. Todos os impérios foram do mal e os conquistadores foram sempre odiados.

Luís de Camões ilustrou uma das faces da epopeia. Glorificou a Expansão portuguesa, que está na origem do colonialismo. Cantou os feitos heroicos, a honra e a coragem. Ao embarcar para o Oriente, levava na bagagem o conhecimento da literatura greco-romana. Valorizou-se, no contacto com povos diferentes e atingiu um sentimento de pertença universal. Se tivesse permanecido em Lisboa, não teria podido aliar ao seu talento a vivência que humanizou Os Lusíadas.

Fernão Mendes Pinto terá ido mais além. Pôs a descoberto o lado escuro da navegação e da conquista. Retratou os seus compatriotas tal como eram, com as qualidades e os defeitos ampliados pela exaltação da época.

As duas obras completam-se e permitem uma visão mais lúcida do Império Português do Oriente e, talvez, de nós próprios."
Sinopse
na Wook


Restam os versos de Camões

"A quem pertencem os restos mortais guardados na sepultura de Camões? A determinação de Maria Helena em obter uma resposta leva-a a reviver, através das memórias de António de Faria de Sousa, o esplendor e a decadência do Império Português.

O último romance de António Trabulo cruza Os Lusíadas com a Peregrinação. A meio milénio de distância, a História é difícil de julgar… A glória apaga-se. A beleza permanece, desde que seja escrita, pintada ou esculpida.

Perdeu-se o Império. Restam os versos e a língua de Camões, uma das mais utilizadas no mundo."
7 nov. 2012



António Trabulo
[© Foto no Facebook do Município de Setúbal]
n. Almendra, Foz Coa, jul. 1943 
Escritor e neurocirurgião aposentado.

Fez os ensinos primário e secundário em Sá da Bandeira (Lubango), em Angola. 
Licenciou-se em Medicina em Coimbra e especializou-se em Neurocirurgia. 
Cumpriu o serviço militar no navio hospital Gil Eannes. 
A sua carreira médica decorreu nos hospitais de S. José e dos Capuchos.

Reside há mais de 40 anos na cidade de Setúbal.
Foi presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos (SOPEAM).

A sua obra reparte-se pela ficção, biografia e ensaio.
Destacamos os títulos mais ligados ao universo literário:
Eu, Camillo (2006); O túmulo de Camões (2012);
Ofício de Contar (2014); Bocage no Oriente (2015). 

para saber +


bio na editora On y va






Redação: 12.04.2026

2026/03/06

António Lobo Antunes, Sôbolos rios que vão


   António Lobo Antunes: fotobiografia   
de Tereza Coelho. 2.ª ed., Lisboa: D. Quixote, 2004.

António Lobo Antunes  

Lisboa, 1942 - Lisboa, 2026


António Lobo Antunes
  Sôbolos rios que vão: romance  
Edição ne varietur de acordo com a vontade do autor. 
 Rev. filológica António Bettencourt. 
Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2010.
199 p. (24x16 cm)

fragmentos da sua vida

"Entre os últimos dias de março e os primeiros de abril de 2007, 
depois de uma operação grave, o narrador, 
entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos, 
recupera fragmentos da sua vida e das pessoas que a atravessaram: 
os pais e os avós, a vila da sua infância, a natureza da serra, os amores e desamores. 
Como um rio que corre, vamos vivendo com ele as humilhações da doença, 
a proximidade da morte, e o chamamento da vida."

rios, camonianos, antunianos

"é um livro que, tendo um tema sinistro (a ameaça da morte por cancro), 
se escreve de modo excepcionalmente claro, quase luminoso; 
[…] um livro maravilhosamente bem escrito […]. 
Estes rios, camonianos, antunianos, são no fundo 
o grande rio que não pára, não se extingue, 
o rio do pensamento e da arte, da matéria das Humanidades 
que permite a pulsação desalienada no quotidiano, 
e por isso o título contém esses “rios que vão”, cuja água corre sempre, 
como a escrita de grandes autores."
Maria Alzira Seixo
JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias

«Neste livro, que arranca no primeiro dia de Primavera, 
metáfora e enredo são um só: 
o fio de vida que vai da nascente à foz.»
Rui Catalão
in: Jornal Público


António Lobo Antunes
  Sôbolos rios que vão  
Rio de Janeiro: Alfaguara, 2010.

uma prosa que foge da linearidade

"Entregue à fraqueza do corpo após a retirada de um tumor maligno, 
o narrador desta história de fundo autobiográfico 
passa os dias sofrendo com as dores e humilhações da doença. 
Lembrando-se dos caminhos trilhados até então, 
como a ingenuidade e as descobertas da infância, 
a vila em que morou e os ares da serra, 
a convivência com os avós 
e as cartas não correspondidas pela menina que amava, 
ele narra suas experiências de vida, em contraste à angústia diante à morte. 
António, entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos,
recupera fragmentos da sua vida e das pessoas que a atravessaram. 
Como um rio que corre, assim como no trecho de Camões - que dá título ao romance -, 
o leitor vive com ele as angústias em relação à doença, 
a proximidade da morte e o chamado da vida. 
Sôbolos rios que vão é um romance único, 
narrado de forma vigorosa - uma prosa que foge da linearidade, 
possibilitando que tempos distintos se misturem naturalmente entre as vozes dos personagens. 
Nele, Lobo Antunes revela a memória 
como uma valiosa herança para se lidar com o presente e superar os seus males. 
Em sua narrativa, o autor português insere o leitor em momentos de desesperança 
que se intercalam com a nostalgia do que viveu e imaginou."
in Amazon.com / Ed. brasileira


António Lobo Antunes
  By the Rivers of Babylon  
English translation by Margaret Jull Costa.
Yale University Press, US, 2023

an unexpected polyphony of voices and places 

"A profound and genre-defying work of literature about love, death, and illness 
from one of Portugal’s most celebrated writers"

Incapacitated after the removal of a malignant tumor, the narrator, António, 
spends his days in a Lisbon hospital enduring the humiliations of severe illness. 
As he drifts in and out of consciousness, 
he revisits fragments of his life and the people who passed through it. 
He recalls the village where he lived as a child 
near the Mondego River amid the eucalyptus and pines, 
his parents and grandparents 
and their tight-knit community of potato farmers and tungsten miners, 
and the woman he loved
—an unexpected polyphony of voices and places 
sounding in sharp counterpoint to debilitating pain.
 
By the Rivers of Babylon conjures the past and the present all at once, 
revealing the power of memory to embolden us in the face of extraordinary suffering. 
This is António Lobo Antunes’s homage to the beauty of a cherished life 
in its confrontation with imminent death.
 
“One of the essential writers of our tormented times.”
Alberto Manguel
in: Times Literary Supplement
 
“Little prepares one for this extraordinary book, 
in which each chapter, covering a single day, and lasting a single sentence, 
offers a teeming stream of consciousness...
Even pain is alive, and alive is the word for this book, alive and enduring.”
Michael Autrey
in: Booklist

  A OBRA  


O Tamanho do Mundo, 2022
As Outras Crónicas, 2023 | Diccionario da Linguagem das Flores, 2020
As Crónicas, 2021
*
A Última Porta Antes da Noite, 2018 | A Outra do Margem do Mar, 2019
Até que as Pedras se Tornem mais leves que a Água, 2017
Para Aquela Que Está Sentada no escuro à Minha Espera, 2016
 Caminho como uma Casa em Chamas, 2014 | Da Natureza dos Deuses, 2015
Comissão das Lágrimas, 2011 | Não é Meia Noite Quem quer, 2012
Quarto Livro de Crónicas, 2011 | Quinto Livro de Crónicas, 2013
Sôbolos Rios Que Vão, 2010
*
O Arquipélago da Insónia, 2008 | Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?, 2009
Terceiro Livro de Crónicas, 2006 | O Meu Nome é Legião, 2007
Eu Hei-de Amar Uma Pedra, 2004 | Ontem Não te Vi em Babilónia, 2006
Segundo Livro de Crónicas, 2002 | Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo, 2003
Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura, 2000 | Que Farei Quando Tudo Arde?, 2001
*
O Esplendor de Portugal, 1997 | Exortação aos Crocodilos, 1999
A Morte de Carlos Gardel, 1994 | Livro de Crónicas, 1995 | Manual dos Inquisidores, 1996
Tratado das Paixões da Alma, 1990 | A Ordem Natural das Coisas, 1992
*
Auto dos Danados, 1985 | As Naus, 1988
Conhecimento do Inferno, 1980 | Explicação dos Pássaros, 1981 | Fado Alexandrino, 1983
*
Memória de Elefante – 1979 | Os Cus de Judas – 1979


para saber +


Carla Alves Ribeiro
in Diário de Notícias, 5.03.2026
Diário de Notícias

Mariana Andrade da Cruz
in: Letrónica, Porto Alegre, vol. 7, n.º 2 (jul.-dez. 2014), 934-948.






Redação: 5.03.2026

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