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2026/05/24

No rasto de Luís de Camões, exposição na BNP



   No Rasto de Luís de Camões   

  EXPOSIÇÃO  

Com curadoria de 
de Vanda Anastácio

5 MAI. 2026 | às 10h00 - Inauguração
Patente até 15 SET. 2026

Vários espaços (pisos 1 e 2) da BNP, em Lisboa

Organização:

Coordenação geral:
 Diogo Ramada Curto e Paula Gonçalves

Curadoria:  Vanda Anastácio

Comissão Científica:
Cristina Costa Gomes, Hervé Baudry, Isabel Almeida, 
João Carlos Garcia, Joaquim Caetano, Luís Mendonça de Carvalho, 
Maria da Glória Santana Paula, Maria de Lurdes Correia Fernandes, 
Rui Manuel Loureiro, Rui Magno Pinto, 
Teresa Nobre de Carvalho e Tiago C. P. Reis Miranda 

Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões 
– Comissário-Geral: J. A. Cardoso Bernardes

Produção executiva: 
Serviço de Atividades Culturais e Relações Públicas / BNP
Apoio à produção: 
Direção de Serviços Bibliográficos Gerais, 
Direção de Serviços de Coleções Especiais, 
Divisão de Administração Geral, 
Serviço de Conservação das Coleções / BNP

Design expositivo e reabilitação: Francisco Aires Mateus
Design gráfico: Atelier Pedro Falcão
Montagem e instalação: sTRIPELINE
Produção gráfica: vpRint 


 CATÁLOGO 

No rasto de Camões - [Catálogo]
ed. Vanda Anastácio
Lisboa: BNP, 2026

ÍNDICE

Luís de Camões e as vocações de Portugal, p. 2
Margarida Balseiro Lopes

Prefácio, p. 13
Diogo Ramada Curto

Apresentação, p. 17
Vanda Anastácio

ensaios 

Revelar para expor. Um rasto, p. 19
Ricardo Carvalho

Tanto que de sua vida se acha incerto..., p. 25
Carlos Bobone

O rival de Camões, p. 33
Vanda Anastácio

Poesia, voz, música, manuscrito, impresso, p. 45
Sheila Moura Hue

A inflação dos textos, p. 55
Zulmira C. Santos

Aproximações ao cânone lírico de Camões, p. 61
Luís Sá Fardilha

As cartas
Tiago C. P. dos Reis Miranda, p. 69

As edições de Os Lusíadas: de 1572 a 1612, p. 77
Hélio J. S. Alves

Os Lusíadas e a viagem marítima, p. 83
Jorge Semedo de Matos

Espaços orientais no percurso de Luís de Camões, p. 93
Rui Manuel Loureiro

Luís de Camões e a China, p. 99
Cristina Costa Gomes

Luís de Camões e as plantas: natureza e simbolismo, p. 107
Luís Mendonça de Carvalho

Evocações musicais de Camões, p. 119
Rui Magno Pinto

A morte de Camões, de Sequeira, no Salon de 1824, p. 133
Patrícia Telles

Roteiro, p. 145

Vanda Anastácio

Catálogo

p. 251 - 384

Siglas e abreviaturas

p. 385


 EXPOSIÇÃO 


“No Rasto de Luís de Camões” 

"é uma grande exposição que procura dar a ver 
o modo como a memória de Luís de Camões se foi construindo ao longo do tempo. 
Uma revisitação da vida e da obra do poeta, que põe em evidência 
as inovações técnicas e científicas que a sua obra convoca."
Biblioteca Nacional de Portugal

A exposição está organizada em quatro núcleos
e "aborda as dificuldades em reconstituir a sua biografia, 
a identificação da sua obra, o contexto científico e tecnológico do Renascimento 
e a presença de Camões na música, 
através de partituras inspiradas na sua vida e nos seus versos."


        5 de maio de 2026 - Dia da inauguração das duas exposições na BNP       
📹  Vídeo, 2:24
Lisboa, BNP, inauguração das exposições camonianas
"No Rasto de Luís de Camões" e "Onde Terá Segura a Curta Vida?"

O rasto longo e profundo de Camões

"Poucos autores terão deixado um rasto tão longo e tão profundo na memória coletiva como Luís Vaz de Camões.

Os primeiros usos coletivos da biografia e da obra camonianas datam do início do século XVII, do tempo da Monarquia Dual. Aos olhos dos primeiros biógrafos do poeta, Os Lusíadas apareciam como um símbolo, as façanhas narradas eram prova da vocação heroica de Portugal e Luís de Camões era o representante das virtudes desejadas para a pátria anexada.

A associação entre a figura de Camões e Portugal deixou um longo rasto na memória cultural. A plasticidade do mito camoniano e a imprecisão dos contornos históricos da personagem sobre a qual este foi sendo construído parecem ter garantido a longevidade da sua memória.

Ao longo do século XX, por exemplo, Luís de Camões e a sua poesia foram apropriados por forças políticas e por ideários antagónicos: representantes do Estado Novo sugeriram leituras ditatoriais, neocolonialistas e misóginas dos seus versos, enquanto os seus opositores adaptavam os poemas camonianos a letras de canções contestatárias que reclamavam a liberdade e anunciavam a Revolução.

O rasto deixado por Luís de Camões parece indicar que cada época criou um Camões à sua medida e cada comunidade de língua portuguesa projeta na sua figura e nas leituras das obras que escreveu as suas próprias dores, anseios e angústias.

A exposição No Rasto de Luís de Camões procura pôr em evidência diferentes aspetos da figura do poeta e dos significados que convoca."
Vanda Anastácio
Curadora da exposição


4 GRANDES NÚCLEOS TEMÁTICOS 

A exposição está organizada em quatro núcleos:

Núcleo I - O rasto biográfico
A dificuldade em construir uma biografia fidedigna do Poeta 
a partir de dados e documentos escassos.

Núcleo II - O rasto bibliográfico
A dificuldade em identificar o que o Poeta escreveu.

Núcleo III - Ciência, tecnologia e inovação no tempo de Camões
Relatar, medir e experimentar o mundo.
Recorda aspetos do desenvolvimento científico e tecnológico do Renascimento 
que a obra camoniana convoca.

Núcleo IV - Camões na música
Sublinha a pujança da produção musical inspirada 
na biografia e nos versos de Camões.


 Núcleos I e II
O rasto biobibliográfico 

A Vida e a Obra do Poeta


Núcleo I - O rasto biográfico

A dificuldade em construir uma biografia fidedigna do Poeta 
a partir de dados e documentos escassos.

"Quase tudo o que se sabe acerca da biografia de Luís Vaz de Camões é incerto. Desconhece-se o lugar onde nasceu, há dúvidas sobre as suas relações familiares e são múltiplas as conjeturas sobre os pormenores da sua trajetória. Muitas perguntas acerca do modo como terá adquirido os conhecimentos que as suas obras revelam, sobre quem seriam as personagens com quem se relacionou e até sobre a extensão real das suas deambulações pela África e pela Ásia continuam sem resposta. 

A incerteza paira também sobre a sua obra. Se é certo que Luís Vaz de Camões é o autor de Os Lusíadas, já é mais difícil determinar com precisão quantos poemas escreveu e quais lhe podem ser efetivamente atribuídos. 

Ainda assim, o poeta e a sua poesia estão muito presentes na memória coletiva dos falantes do português, que usam com frequência expressões cunhadas nos seus versos sem disso terem consciência. Objeto de múltiplos investimentos simbólicos, ao longo do tempo Luís de Camões foi sendo construído como um lugar de memória e um ponto de convergência da memória comum dos povos de língua portuguesa."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.
© Imagem divulgada pelo Museu Nacional de Arte Antiga 
no Facebook, 23.04.2026

Núcleo II - O rasto bibliográfico

A dificuldade em identificar o que o Poeta escreveu.

"A primeira edição de Os Lusíadas, publicada em 1572, apresenta caraterísticas intrigantes. O pormenor mais visível surge logo na portada, que ostenta, ao centro, um pelicano ferindo o peito com o bico para alimentar os filhos com gotas do seu próprio sangue. 
[...] Em alguns exemplares de Os Lusíadas, os elementos decorativos da portada encontram-se invertidos: nuns exemplares a figura do pelicano tem a cabeça inclinada para o lado direito do observador e noutros exemplares a cabeça está inclinada para o lado esquerdo.

A composição do texto oferece, também, variantes ortográficas e textuais. Manuel Faria e Sousa (1590–1649) considerava que a obra teria tido tal êxito que, no mesmo ano, teriam sido feitas duas edições. Estudiosos posteriores sugeriram que poderia ter havido uma edição «pirata» ou uma contrafação, realizada por motivos comerciais, para tirar partido da fama de Luís de Camões e d’ Os Lusíadas.

Uma terceira hipótese propõe que se trate, simplesmente, do resultado do próprio processo de edição: os lapsos eram corrigidos à medida que as folhas iam sendo impressas, mas as folhas já impressas eram aproveitadas e incorporadas nos exemplares.

Ainda hoje a discussão continua acesa entre os estudiosos."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.



Núcleo III - Ciência, técnica e inovação

Relatar, medir e experimentar o mundo.
Recorda aspetos do desenvolvimento científico e tecnológico do Renascimento 
que a obra camoniana convoca.

"Luís Vaz de Camões viveu uma época fascinante do ponto de vista do desenvolvimento da ciência, da técnica e da inovação.

A Europa do Renascimento assistiu à expansão da imprensa de tipos móveis, ao alargar dos limites da geografia do mundo, aos grandes avanços da astronomia, da botânica e das ciências médicas.

A ciência atual é devedora desse surpreendente mundo novo onde as antigas crenças, as leituras dos filósofos, as convicções alimentadas por séculos de lendas em circulação na tradição oral e as leituras literais dos textos bíblicos conviviam com os avanços científicos que os desafiavam através da experiência direta e da observação."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.
© Imagem divulgada pelo Museu Nacional de Arte Antiga 
no Facebook, 23.04.2026

Núcleo IV - Camões na música

Sublinha a pujança da produção musical inspirada 
na biografia e nos versos de Camões.
"A música inspirada em temas camonianos comprova a universalidade do imaginário associado a Luís de Camões.

A partir do século XIX, compositores e libretistas de renome, em Portugal, França e Itália — como Domingos Bomtempo (1775–1842), Gaetano Donizzetti (1797–1848), ou Jakob Meyerbeer (1791–1864) e Eugène Scribe (1791–1861) —, colocaram o poeta no centro das suas criações.

O rasto de Luís de Camões na música portuguesa prolongou-se até aos nossos dias. Grandes compositores contemporâneos — como Vianna da Motta (1868–1948), Luís de Freitas Branco (1890–1955), Fernando Lopes-Graça (1906–1994), Joly Braga Santos (1924–1988) ou António Victorino de Almeida (n. 1940) e César Viana (n. 1963) — criaram música a partir deste universo simbólico. Nem a música popular escapou ao seu fascínio, do fado à canção contestatária."
Vanda Anastácio
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.



para saber +


Exposição na BNP, em Lisboa 
Folha de Sala [PDF] | Mapa [PDF] | Cartaz [PDF]

in Biblioteca Nacional de Portugal | Facebook, 28.04.2026

in Sapo.pt, 28.04.2026


PROGRAMA OFICIAL: Comemorações V Centenário Luís de Camões (set. 2024 a out. 2026):
no site oficial Camões 500 Anos.



Redação: 28.04.2026, atualização a 24.05.2026

2026/01/20

As Mulheres no tempo de Camões

 

        As Mulheres no Tempo de Camões        

   DEBATE / MESA-REDONDA   



10 FEV. 2026 | às 17h30 - 19h00 

No Auditório da BNP, em Lisboa

Entrada livre

Organização:


 O que sabemos sobre as mulheres do tempo de Camões? 


"No que diz respeito à informação disponível sobre as mulheres, o século de Camões pode ser visto como uma época de abundância de informação. Para as mulheres portuguesas do século XVI, além de discursos e representações masculinas produzidos sobre elas, podemos contar com textos e representações produzidos pelas próprias. 

A relativa abundância de vestígios da presença de mulheres instruídas no universo cortesão português, e as menções a nomes femininos que figuram em epígrafes de poemas de Luís de Camões estimularam as conjeturas dos seus biógrafos, que lhe atribuíram numerosos relacionamentos amorosos. 

Mas... o que sabemos sobre as mulheres do tempo de Camões?"

in Agenda da BNP


 PROGRAMA 


Modelos e desvios comportamentais femininos

por Maria de Lurdes Correia Fernandes, FLUP

"O comportamento feminino, a sua educação, os papéis 
e o lugar reservado às mulheres na sociedade renascentista
foram assuntos debatidos e regulados 
por pensadores e teólogos do século de Camões. 

Que comportamentos se esperavam das mulheres? 
De que mulheres se ocupam os preceptistas? 
O que sabemos sobre a forma como 
as mulheres reais receberam estas directivas?"

Cristianismo e virtudes femininas no século de Camões

por Cristina Costa Gomes, FLUL

"Se percorrermos os escritos dos humanistas 
e eclesiásticos contemporâneos de Camões 
verificamos que a concepção cristã que define o estatuto da mulher 
valoriza a castidade e continência como as suas principais virtudes. 
À mulher era exigido acima de tudo 
o recato, o pudor, o silêncio e a sujeição ao sexo masculino, 
manuscrito conservado na Biblioteca Nacional de Portugal, 
dedicado pelo humanista Diogo de Sá, em 1557, à rainha D. Catarina

Mas, apesar de aparentemente se enquadrarem 
nas regras que ao seu estado lhes competia, 
algumas mulheres do tempo de Camões ousaram ter voz."

Aproximação à escrita das mulheres do século de Camões

por Vanda Anastácio, FLUL

"O que sabemos nós sobre as mulheres que escreveram no século de Camões? 
Que testemunhos sobre a escrita das mulheres se conhecem para esta época? 
Que textos de autoria feminina chegaram até aos nossos dias?

Estas perguntas conduzem-nos a interrogar 
os silêncios da historiografia literária 
e a repensar o que sabemos sobre 
mulheres produtoras de textos no século XVI."

Fonte: Agenda da BNP



para saber +



Vanda Anastacio | Facebook, 18.01.2026







Redação: 18.01.2026

2025/07/09

“A LUÍS DE CAMÕES”, escultura de Rui Sanches



“A LUÍS DE CAMÕES”

ESCULTURA

madeira e mármore

da autoria de Rui Sanches



"Esta escultura pretende ser uma homenagem a Luís de Camões  no ano do V centenário do seu nascimento.

Na minha opinião Camões era um ser dividido: entre o mundo antigo, dos cavaleiros que fizeram Portugal, com a sua coragem e os seus códigos de honra, e o mundo novo, dos comerciantes “sem escrúpulos”, gananciosos e exploradores; entre a concepção humanista do Renascimento neoplatónico e a repressão e a treva da contrarreforma; entre a noção que tinha do seu valor como poeta e a realidade da pouca recetividade dos meios “que contavam” que teve durante a vida.

A cegueira do olho direito e a deformação dessa metade da cara, causada por um acidente de guerra ao serviço da Coroa, é uma metáfora dessa condição “fragmentada”, arruinada, do seu ser.

A composição junta uma série de elementos que referem aspectos que encontro na obra e na personalidade do poeta. As representações desses aspectos aparecem reunidos como numa colagem, onde cada fração mantém a sua identidade e, simultaneamente, faz parte de um todo coerente. 

Referências a um corpo, dividido, que é "apenas" um busto, a uma mesa de trabalho, livros arrumados, sólidos platónicos, em materiais mais ou menos perenes, pernas-árvores, espaços fechados, espadas ou raios, tudo encimado por uma esfera branca, puro astro que guia (ou esmaga?)."
Biblioteca Nacional de Portugal | Facebook, 8.07.2025





para saber +


in CVC do Camões, I.P. - Biografias (em língua inglesa)






Redação: 9.07.2025

2025/07/08

Podcast: Camões: 500 Anos de História e de Lenda



Camões: 500 Anos de História e de Lenda

PODCAST BNP/EXPRESSO


 10 a 22 JUN. 2025 | Sempre às terças-feiras

Apps de podcast e nos sites do Expresso



"Camões: 500 anos de História e de Lenda" 
é um convite à descoberta e à celebração de 
uma das maiores figuras da literatura lusófona. 

Ouça no site do Expresso ou 
na sua plataforma de podcasts preferida
 a partir de 10 de junho."


Uma viagem sonora

Meio milénio depois do nascimento de Camões, o Expresso convida-o a redescobrir o maior poeta da lusofonia. 

"Quem foi, afinal, Camões? Um génio literário? Um aventureiro? Ou um mito construído ao longo do tempo? 

Neste podcast especial, gravado na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), damos voz a um ciclo de debates que mergulham na biografia, na obra e nos enigmas que ainda hoje rodeiam o autor de OS LUSÍADAS."


PROGRAMA

 
 PODCAST
Moderação de Diogo Ramada Curto, diretor da BNP e historiador
com o escritor e ensaísta João Pedro George.

 PODCAST
Moderação do historiador João Alves Dias
com a professora Vanda Anastácio e o livreiro e biógrafo Carlos Bobone

 PODCAST
Moderação de Cristina Costa Gomes
com os professores José Augusto Cardoso Bernardes e Rui Mateus
Áudio, 01:15:10

 PODCAST
Moderação de Rui Loureiro
com António Vasconcelos de Saldanha e Cristina Costa Gomes.

 PODCAST
Moderação: Vanda Anastácio
com a encenadora Silvina Pereira e o investigador José Camões.

 PODCAST
Moderação: Zulmira Santos
com os investigadores Luís Sá Fardilha e Micaela Ramon.

 PODCAST
22 jul. 2025 | Episódio  7 - Como lemos Camões hoje? 
Moderação: Isabel Almeida
Com os investigadores Filipa Araújo e Hélio Alves 



para saber +

in BNP, Eventos

Biblioteca Nacional de Portugal | Facebook, 6.06.2025


in SIC Notícias, 8.07.2025







Redação: 9.06.2025, atualizado em 9.07.2025

2025/06/02

Mesa-redonda: "Debater Camões no Cinema"

Debater Camões no Cinema

MESA-REDONDA


6 JUN. 2025 | às 17h00 | Sala Multimédia, BNP, em Lisboa


Entrada livre

Organização:

Biblioteca Nacional de Portugal
Com o apoio da Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões

O encontro reunirá vários investigadores:
José Manuel de Vasconcelos, Vice-Presidente da APE
Luís Trindade, U.NOVA, IHC
Maria do Rosário Lupi Bello, U. Católica
Mariana Pinto dos Santos, U. NOVA, FCSH
Ricardo Vieira Lisboa, programador 
Sérgio Dias Branco, U. Coimbra

para discutir como e através de que estratégias 
o cinema tratou a figura do poeta Luís de Camões.


“À pala de Camões”

Ao mesmo tempo, decorre na Cinemateca, em junho,
o ciclo de cinema intitulado 




para saber +


in BNP, Agenda

in Biblioteca Nacional de Portugal | Facebook, 2.06.2025






Redação: 2.05.2025

2025/04/05

Oficina de paleografia e dição: "Decifrar o século de Camões"

"Decifrar o século de Camões"

OFICINA DE PALEOGRAFIA E EDIÇÃO da BNP

CURSO PRESENCIAL


 6 MAI. - 3 JUN. 2025 | Na 17h30-19h30
(16 horas – Sessões de 2 horas)

Na Sala de Formação da Biblioteca Nacional de Portugal
(Modalidade presencial)

Destinatários: 

Bibliotecários, arquivistas, investigadores, 
professores, estudantes do ensino superior, 
museólogos, genealogistas, técnicos de turismo cultural 
e a todos os interessados em Paleografia e Edição de textos.

Coordenação:

de Cristina Costa Gomes e Vanda Anastácio

 Entrada livre 
com inscrição obrigatória

O número de vagas é limitado 
à capacidade da sala (25 pessoas).


"A Oficina de Paleografia e Edição da BNP propõe uma leitura do século de Camões com base em manuscritos de diferentes tipologias, pertencentes, na sua maior parte, ao acervo da Biblioteca Nacional de Portugal.

Os documentos escolhidos permitem simultaneamente uma viagem desafiadora de decifração de letras e o questionamento de temas que se inscrevem em múltiplos espaços de sociabilidade, de natureza institucional e cultural. 

A estratégia pedagógica assenta no cruzamento de metodologias de duas disciplinas complementares: a Paleografia e a Crítica Textual.

As sessões são constituídas por exercícios práticos de leitura comentada, transcrição paleográfica e abordagem de questões relacionadas com a edição de manuscritos do século de Camões, a partir de reproduções digitalizadas dos documentos originais."

Do Cartaz-Programa

 

PROGRAMA


1.ª Sessão
6 de maio | às 17h30
Paleografia e Edição
Objetivos e Métodos de duas disciplinas complementares.

2.ª Sessão
 8 de maio | às 17h30
A construção do Estado Moderno
Documentos oficiais (secretarias, chancelaria, contratos, tratados e manuscritos contabilísticos).

3.ª Sessão
13 de maio | às 17h30
A Corte
Com a participação de Luiz Fagundes Duarte.
Sociabilidades cortesãs 
(poesia e sociabilidade, nos cancioneiros de mão, cancioneiros musicais, 
novelas sentimentais e de cavalaria, cartas cortesãs e teatro).

4.ª Sessão
15 de maio | às 17h30
A Igreja
A Inquisição: controle de comportamentos e luta contra a heresia 
(censura de livros, pareceres e processos inquisitoriais).

5.ª Sessão
20 de maio | 17h30
A experiência da Expansão
Cartas de achamento, roteiros de viagem, relatos de viajantes, cartas de missionários.

6.ª Sessão
22 de maio | às 17h30
Embaixadas e Diplomacia
Correspondência diplomática, relatos de embaixadas e listas de presentes.

7.ª Sessão
27 de maio | às 17h30
A construção de um discurso oficial
Crónicas e cronistas, cartas de propaganda e panfletos manuscritos.

8.ª Sessão
 3 de junho | às 17h30
Onde estão as mulheres?
Cartas de autoria feminina, dedicatórias de obras e mecenato cultural, testamentos 
e outra documentação relativa a mulheres.




para saber +









Redação: 5.04.2024

2025/03/10

Conversa camoniana entre Marcia Arruda Franco e José Augusto Cardoso Bernardes

 

Conversas Camonianas

CONVERSA

entre Marcia Arruda Franco e José Augusto Cardoso Bernardes

 1.ª sessão do ciclo do de Conversas Camoniana
Org. Estrutura de Missão das para as Comemorações 
do V Centenário do Nascimento de Camões.

5 MAR. 2025 | 16h00-17h00 | Auditório da BNP, em Lisboa.

Entrada livre

Marcia Arruda Franco
professora da Universidade de São Paulo (USP)
e investigadora com obra publicada sobre Camões 
e outros autores do século XVI, 
publicou Camões e Garcia de Orta: em Goa e em Portugal (2019)
e as obras de assunto camoniano: 
Vidas de Camões no século XVII (2024)
e Cartas em Prosa e descrição do hospital de Cupido (2024).


José Augusto Cardoso Bernardes
Comissário-geral das Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Camões, 
conduz a conversa com 
a investigadora e camonista brasileira.




Momentos do evento.
 - magens da  Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões
In Luís de Camões 500, no Facebook, 8.03.2025




para saber +

in Agenda, BNP.

in Luís de Camões - Diretório de Camonística

in Luís de Camões - Diretório de Camonística







Redação: 10.03.2025

2024/12/31

Ciclo de debates camonianos na BNP 2024-2025



Ciclo de debates camonianos na BNP 2024-2025

CICLO DE DEBATES / MESAS-REDONDAS


 23 OUT. 2024 - JUN. 2025

às quartas-feiras | às 17h00 | No Auditório da BNP

Entrada livre, 

também disponível online, no Google Teams.
+ info aqui.


O ciclo de 9 debates 
que decorrerá de outubro de 2024 a junho de 2025 
reunirá cerca de 30 especialistas, 
nacionais e estrangeiros, do mundo académico e não académico, 
para discutir a vida e a obra de Luís de Camões. 


Coordenação: 

Diogo Ramada Curto

Comissão científica: I

Isabel Almeida | Vanda Anastácio | José A. Cardoso Bernardes | Maria de Lurdes C. Fernandes







Formato das sessões:

"Estes debates terão lugar entre outubro de 2024 e junho de 2025, 
uma vez por mês, à quarta-feira, ao final da tarde. 
Não deverão exceder os 90 minutos, 
entre a apresentação do tema, as intervenções dos debatedores 
e a conversa alargada com o público."


Descrição:

"No âmbito das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, 
a Biblioteca Nacional de Portugal acolhe a realização de 
um ciclo de debates ou mesas-redondas 
destinados a envolver o público na discussão sobre 
os desafios colocados pela figura, a biografia e a obra de Luís de Camões. 

As sessões terão lugar no Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal 
e contarão com a presença de diversos especialistas."

"Os temas escolhidos procuram ir ao encontro dos interesses e das interrogações do público,
questionando os motivos da celebração da efeméride, 
revisitando aspetos históricos e pormenores lendários 
e atualizando ideias feitas sobre esta figura identitária 
a partir das investigações mais recentes.

Espera-se que a variedade e a atualidade dos assuntos em debate 
estimulem a participação alargada do público."





CALENDÁRIO do CICLO DE DEBATES




23 OUT. 2024

COMEMORAR CAMÕES: PORQUÊ? PARA QUÊ?

Moderador: Diogo Ramada Curto
Intervenientes:
João Pedro George | Vanda Anastácio




13 NOV. 2024

CAMÕES: ENTRE A HISTÓRIA E A LENDA

Moderador: João Alves Dias
Intervenientes:
Carlos Bobone | Vitalina Leal de Matos




11 DEZ. 2024

ENSINAR CAMÕES HOJE

Moderador: Margarida Braga Neves
Intervenientes:
José Cardoso Bernardes | Rui Mateus




22 JAN. 2025

CAMÕES E O ORIENTE

Moderador: Rui Loureiro
Intervenientes: 
Cristina Costa Gomes | Catarina Fouto




19 FEV. 2025

CAMÕES E O TEATRO

Moderador: Vanda Anastácio
Intervenientes: 
José Camões | Silvina Pereira


26 MAR. 2025

TEMAS E FORMAS DA POESIA CAMONIANA

Moderador: Zulmira Santos
Intervenientes: 
Luís Sá Fardilha | Micaela Ramon | Rita Marnoto


23 ABR. 2025

NOVAS PERSPECTIVAS SOBRE OS ESTUDOS CAMONIANOS

Moderador: Maria de Lurdes Correia Fernandes
Intervenientes: 
Hélio Alves | João Figueiredo | Filipa Araújo


21 MAI. 2025

DE LISBOA A GOA: O QUE CONTAM AS CARTAS DE CAMÕES

Moderador: Luiz Fagundes Duarte
e a intervenção de Filipe Saavedra e Gil Teixeira.


25 JUN. 2025

DE MÃO EM MÃO: A CIRCULAÇÃO DA POESIA CAMONIANA

Moderador: (...)
Intervenientes: 
José Miguel Martinez | José Cardoso Bernardes










para saber +
















Redação: 10.10.2024, atualizado em 22.10.2024

A VIDA DE CAMÕES