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2026/09/13

The Elvas Project / Projecto Elvas, volumes 1 e 2, dos Sete Lágrimas




 Projecto Elvas  / The Elvas Project 

  Hexalogia dedicada ao Cancioneiro de Elvas (séc. XVI)  
  Hexalogy dedicated to the Cancioneiro de Elvas (16th century)  

Dois volumes dedicados ao Cancioneiro de Elvas
manuscrito português do séc. XVI 
BME Ms. 11793 / P-Em 11793.

Volume 1, 2025 | Volume 2, 2026


Direcção artística: 
Filipe Faria e Sérgio Peixoto

Filipe Faria : voz, viola de mão, percussão
Sérgio Peixoto voz: voz
Tiago Matias: guitarra barroca, teorba, vihuela
Pedro Castro: flautas, baixão


Um projecto
Arte das Musas
Em parceria com Município de Idanha-a-Nova
e UNESCO Creative City of Music

Uma hexalogia dedicada ao Cancioneiro de Elvas (séc. XVI)

"Dividido em duas partes, o projeto [...] canta as 65 canções profanas conservadas no códice: vilancetes (ou vilancicos), cantigas, tercetos e outras formas poético-musicais (volumes 1 a 3) e propõe nova música, de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, para os 36 romances, glosas, vilancetes e cantigas que aí se encontram sem música (volumes 4 a 6)."

Primeira Parte: volumes 1-3
As 65 canções profanas: vilancetes, cantigas, tercetos e outros.

Segunda Parte: volumes 4-6
Nova música, de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, 
para os 36 romances, glosas, vilancetes e cantigas.


"A Arte das Musas apresenta Projecto Elvas, Vol. 1
o 17.º título da discografia do consort Sete Lágrimas 
e o primeiro volume de uma hexalogia dedicada ao Cancioneiro de Elvas (s. XVI), 
um dos quatro cancioneiros musicais ibéricos renascentistas que chegaram até nós."

Nomeado como Melhor Álbum de Música Clássica/Erudita 
nos Prémios Vodafone PLAY, em 2025

"Digressão de lançamento do 19.º título da discografia de Sete Lágrimas 
The Elvas Project/Projecto Elvas, Vol. 2
o segundo volume da hexalogia dedicada ao Cancioneiro de Elvas".


© Foto no Facebook dos Sete Lágrimas

O 'Cancioneiro de Elvas'

"Ontem, em Elvas, tivemos a oportunidade de visitar o livrinho que nos ocupa, desafia... abana... há 27 anos, e ao qual ainda dedicaremos, pelo menos, os próximos cinco anos de Sete Lágrimas...

O Cancioneiro de Elvas, manuscrito português do terceiro quartel do século XVI (BME Ms. 11793/P-Em 11793), é um maravilhoso livrinho de 145 × 96 mm e um dos quatro cancioneiros portugueses do século XVI que chegaram até nós, a par do Cancioneiro de Paris (Ms. Masson 56, École des Beaux-Arts, Paris), do Cancioneiro de Lisboa (Ms. CIC 60, Biblioteca Nacional de Lisboa) e do Cancioneiro de Belém (Ms. 3391, Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, Lisboa).

Este projecto maior — a hexalogia, intitulada The Elvas Project, dedicada à integral do Cancioneiro de Elvas (séc. XVI) — começou em 2025 e terminará em 2030 com a edição do sexto volume!

Obrigado à Dra. Tânia Rico, responsável técnica da Biblioteca Municipal de Elvas, pelo convite, acolhimento, parceria e amizade... Temos a sensação de que ainda agora começámos!"
Sete Lágrimas

 AGENDA DE CONCERTOS | 2026 

 The Elvas Project, Vol. 2 

SET. 2026

18 set. 2026 | 21h30
Sé Catedral, Idanha-a-Velha

19 set. 2026 | 15h30
Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, Évora

OUT. 2026

03 out. 2026 | 21h00
Convento dos Capuchos, Almada

04 out. 2026 | 12h00
Casa do Infante, Porto

09 out. 2026 | 21h30
Convento de Cristo, Tomar

NOV. 2026

13 nov. 2026 | 12h00
Centro Cultural de Belém, Lisboa


 AGENDA DE CONCERTOS | 2025 

 The Elvas Project, Vol. 1 

Digressão de Lançamento

JUL. 2025

18 jul. 2025 | 21h30
Centro Cultural Raiano, Idanha-a-Nova

19 jul. 2025 | 17h30
Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, Évora

25 jul. 2025 | 21h30
Convento de Cristo, Tomar

26 jul. 2025 | 18h30
Casa do Infante/Museu do Porto, Porto

SET. 2025

13 set. 2025 | 16h30
Mosteiro de Alcobaça, Alcobaça

14 set. 2025 | 17h00
Igreja do Convento de S. João Evangelista, Carmelitas, Aveiro


The Elvas Project, Vol. 2 [Livro e CD], 2026 / Sete Lágrimas, Dir. Filipe Faria & Sérgio Peixoto

 The Elvas Project / Projecto Elvas, Vol. 2 

Lista completa das 22 faixas do álbum The Elvas Project, Vol. 2 
do ensemble português Sete Lágrimas,
criada a partir do canal oficial do projeto no YouTube.

The Elvas Project, Vol. 2

1. Aquella voluntad q̅ se á rendido | Áudio, 02:45
2. No piensẽ q̅ a d'acabar | Áudio, 03:32
3. Parti ledo por te ver | Áudio, 02:41
4. Azme Amor el mal q̅ puedes | Áudio, 03:10
5. Tu gitana q̅ adeuinas | Áudio, 02:07
6. Cuẏdados meus taõ cuidados | Áudio, 01:47
7. No veros ẏ dessearvos | Áudio, 01:28
8. Que dizen allá Paschual | Áudio, 01:23
9. Perdido polos meus olhos | Áudio, 02:05
10. Testou minha ventura | Áudio, 03:05
11. Con mi dolor ẏ tormẽto | Áudio, 01:29
12. Ia naõ podeis ser cõtentes | Áudio, 02:21
13. De vos y de mi q̅xoso | Áudio, 02:34
14. Que sẽtis coraçõ mio | Áudio, 03:01
15. Mirad q̅ negro amor, ẏ q̅ nonada | Áudio, 01:55
16. Señora bem ponderey | Áudio, 02:18
17. El q̅ ama no descãsa | Áudio, 02:10
18. Naõ podem meus olhos veruos | Áudio, 02:25
19. Por amores me perdi | Áudio, 02:44
20. Despososse tu amiga | Áudio, 03:12
21. Quedo triste receloso | Áudio, 01:50
22. Mas deueis aquiẽ os sirue | Áudio, 02:58

The Elvas Project, Vol. 1 [Livro e CD], 2025 / Sete Lágrimas, Dir. Filipe Faria & Sérgio Peixoto

 The Elvas Project / Projecto ElvasVol. 1 

Lista completa das 22 faixas do álbum The Elvas Project, Vol. 1 
do ensemble português Sete Lágrimas,
criada a partir do canal oficial do projeto no YouTube.

The Elvas Project, Vol. 1

1. Venid a sospirar al verde prado | Áudio, 01:39
2. Las tristes lagrimas mias | Áudio, 02:30
3. Ala villa voẏ | Áudio, 02:13
4. Ado estás alma mia | Áudio, 02:35
5. Pues quexar se | Áudio, 04:12
6. Oigan todos mi tormẽto | Áudio, 01:37
7. Quierese morir Anton | Áudio, 03:54
8. Porq̅ me não ves Ioãna | Áudio, 03:27
9. No tienen vado mis males | Áudio, 03:25
10. Ojuelos graciosos | Áudio, 03:04
11. Llenos de lagrimas tristes | Áudio, 03:47
12. Se do mal q̅ me q̅reis | Áudio, 02:33
13. Bendito sea aquel dia | Áudio,0 3:24
14. Sempre fiz vossa võtade | Áudio, 01:52
15. Quiẽ cõ veros pena ẏ muere | Áudio, 01:36
16. Perdi a esperãça | Áudio, 01:17
17. Señora aũq̅ no os miro | Áudio, 02:13
18. Ya cantan los gallos | Áudio, 01:40
19. Que he o q̅ vejo | Áudio, 01:11
20. Secarõme los pesares | Áudio, 05:05
21. Todo me cãsa ẏ me pena | Áudio, 01:42
22. Por vna sola vez | Áudio, 02:11

 ÁLBUM 


Concerto "Projecto Elvas/The Elvas Project, Vol. 1" dos Sete Lágrimas, ITomar, 25.07.2025
Concerto "Projecto Elvas/The Elvas Project, Vol. 1" dos Sete Lágrimas, Idanha-a-Nova, 18.07.2025



para saber +



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Redação: 13.09.2026

2026/09/12

Monumento a "Luís de Camões" em Leiria, por Fernando Marques



© Foto por Marcos Muge

  "Luis de Camões", 1980  

 MONUMENTO COMEMORATIVO 

 Portugal - Escultura e pedestal em betão
 por Fernando Marques
localizada no Jardim Luis de Camões, em Leiria.

A escultura "Luís de Camões" 
da autoria de Fernando Marques (1934-2017)
começou a ser modelada em 1979
foi inaugurada em 10 de junho de 1980, 
no âmbito das comemorações do Dia de 
Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
e também assinalando o IV centenário da morte do Poeta.


Da maquete em barro à estátua em betão

"Esta é a maqueta em barro que ainda se encontra no atelier do escultor. Após o 25 de abril de 1974, [...] [o novo regime consagrou o 10 de Junho como o "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas".]

O Escultor Fernando Marques soube que no ano de 1980 as comemorações se [...] [renovavam] e que, no dia que se seguia à obtenção desta informação, se realizaria uma reunião na Camara Municipal de Leiria, na qual se iriam organizar os festejos. Lembrou-se que seria oportuno propor à câmara a execução de uma estátua para colocar no jardim da cidade. 

Executou então uma pequena maqueta, em barro, pois não tinha tempo para que esta fosse terminada noutro material. No dia seguinte, colocou a maqueta em barro ainda fresco dentro de uma caixa e apresentou a maqueta e a proposta durante a reunião. 

A estátua foi modelada em barro e passada para betão, pois era a solução mais económica. Foi inaugurada no dia 10 de Junho de 1980 pelo Senhpr Presidente da República, General Ramalho Eanes."
Texto e © imagem de Paula Marques

© Foto por Marcos Muge


© Foto no Facebook de Fernando Marques
Fernando Marques
[Fernando Alves Pereira Marques]
n. Leiria, 30.10.1934 — 2017
Escultor e pintor português.

Para além de outras formações (por exemplo, 
tirou o curso de topografia em 1960 e o Curso de Desenho em 1967),
em 1976, iniciou a frequência da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa,
tendo-se formado em Escultura.
Foi aluno do escultor Luís Fernandes e do Pintor/Escultor Narciso Costa.

Estreou-se precocemente no mundo das artes: 
em 1947 iniciou a sua participação em concursos de pintura.
Ao longo da sua vida desenvolveria o seu trabalho na pintura, 
no desenho, na ilustração, no cartoon, no design gráfico e na escultura. 
Todavia, a escultura seria eleita a sua forma de expressão artistística.

De 1954 a 1975, viveu em Angola onde, paralelamente à pintura e à escultura,
desenvolveu outras actividades e profissões: foi cantor (1955-1959),
locutor e produtor de programas de rádio (1956-1973), 
topógrafo (em 1960, tirou o curso de topografia), 
ilustrador de livros e outras publicações (1960-).
Sempre ligado ao ensino, entre 1962 e 1975, trabalhou como docente 
na Escola Industrial e Comercial Artur de Paiva, no Lubango.
Foi proprietário e Director do Colégio Nuno Alvares, no Lubango,
entre 1967 e 1973.

A sua obra encontra-se representada em Portugal 
(Ourém, Fátima, Santarém, Leiria, Tomar, 
e no estrangeiro (Lubango e Namibe, em Angola).


para saber +










Redação: 12.09.2026

2026/09/06

Praça Luís de Camões


 Praça de Camões. - Tela, óleo, por Abel Manta 
No CAM da Fundação Calouste Gulbenkian

 Praça Luís de Camões 



"E tu, nobre Lisboa, que no mundo
Facilmente das outras és princesa"

"Quem assim enalteceu Lisboa foi Camões, o homem que, por cantar Portugal como nenhum outro, foi alcandorado aos cimos da glória. Menos de cem anos após a sua morte (que ocorreu em 1580) era já reconhecido como sendo o "poeta nacional". 

A cidade onde viveu parte da sua vida, que deu à estampa a sua obra cimeira, Os Lusíadas, e onde morreu e está sepultado, não lhe regateou homenagens: em 1867 foi-lhe erigida uma estátua na praça que leva o seu nome e, no terceiro centenário da sua morte, em 1880, os seus presumíveis ossos foram trasladados para um magnífico túmulo no Mosteiro dos Jerónimos."
Luís Miguel Carneiro
Fotografias de Arquivo Municipal de Lisboa / Paulo Guedes / Praça Luís de Camões/ AMLSB/PAG/000460
Ana Luísa Alvim | CML

ICONOGRAFIA



 Vista da Praça Luís de Camões numa madrugada no Solar dos Poetas 


 Praça Luís de Camões, 2016 
© Foto no Facebook do Bairro Alto Hotel, 16.04.2016.


 Homenagem a Luís de Camões no dia 10 de Junho de 1951 
© Foto no Facebook do Bairro Alto Hotel, 10.06.2009.


   Praça Luís de Camões, 1906   
Fotografia de Arquivo Municipal de Lisboa  | CML
 Paulo Guedes / Praça Luís de Camões / AMLSB/PAG/000460


Legenda do monumento, em tripadvisor.pt

 Praça e monumento a Luís de de Camões, 1868 
Foto por Moreira


Inauguração do Monumento a Luís de Camões, 1867
Gravura a preto & branco
da coleção do fotógrafo e colecionador Eduardo Portugal (1900-1958)
in: Arquivo Municipal de Lisboa, Cota: POR060176





 Vista de cima das ruínas 
© Foto da ilustração no Facebook do Bairro Alto Hotel, 12.10.2009.



 Ruínas do Palácio postas a descoberto nas escavações 
© Foto da ilustração no Facebook do Bairro Alto Hotel, 12.10.2009.


 Fachada do Palácio que dava para o Largo Igrejas do Loreto e da Encarnação 
© Foto da ilustração no Facebook do Bairro Alto Hotel, 12.10.2009.



 ANTOLOGIA POÉTICA 


MONUMENTO A CAMÕES

Luís Vaz de Camões
foi soldado e poeta
conheceu luxos e grilhões
Numa vida repleta

galanteador e aventureiro
terá acabado na indigência
não obstante ser obreiro
de criação de grande ciência

figura ímpar da literatura
o seu valor só foi reconhecido
como grande da cultura
já depois de ter falecido

em 1867 regista-se a inauguração
de um núcleo escultórico, monumento
Que foi por pública subscrição
custeado a cem por cento

Victor Bastos foi o escultor
De uma obra não consensual
compunham o grupo promotor
Braga, Ortigão, Martins, Deus e Quental

No alto do pedestal
está em bronze a escultura
representando o poeta imortal
em quatro metros de altura

Rodeado por oito figuras
de gente de sabedoria
representam essas esculturas
notáveis da ciência e da poesia

Na Praça sobre o olhar de Camões
a vida é de grande agitação
quantas rimas, sonetos e canções
lhe inspirariam tanta animação.

Luís Fernando Lopes
in "Quiosque da Sorte"
publicado no Capeia Arraiana, 27.07.2022



REFERÊNCIAS

  • Curto, Diogo Ramada (2024) “Camões no nosso tempo e no seu”, Revista Expresso, 27.12.2024.
  • Ferreira, Rafael Laborde & Victor Manuel Lopes Vieira (1985) Estatuária de Lisboa. Lisboa: Amigos do Livro.
  • Figueiredo, Paula (2009) Monumento a Luís de Camões, in SIPA, Direção-Geral do Património Cultural / Ministério da Cultura online, 2009.
  • LISBOA, Câmara Municipal de (2001) Praça Luís de Camões. – “Autor do texto”: Luís Miguel Carneiro; pref. João Soares, “fotografias”: Bárbara Marques e arquivos vários da CML. – Col. “Lisboa porta a porta”, n.º 23, Lisboa: C. M. L., 2001. – [59, [4] p. : il. ; 15 cm].

para saber +


in e-CAM, 19.02.2026

in e-CAM, 20.08.2026

Luís Fernando Lopes
in Capeia Arraiana, 27.07.2022




Redação: 6.08.2026

DINAMENE, DINAMENES - A musa asiática celebrada

   "Viagem para Goa", 2026, por Tiago Côrte-Real   

  Um drama amoroso e poético camoniano  
  recriado ao longo do tempoe  


A relação entre Luís de Camões e a jovem chinesa Dinamene que este amou durante a sua estadia no Oriente, concretamente em Macau, e que terá perecido no naufrágio do Mekong — constitui um episódio bastante debatido da vida e também da obra do poeta.

Episódio com traços romanescos, ele inpirou e continua a inspirar numerosas recriações poéticas, ficcionais, dramáticas e também artísticas, como a música e as artes plásticas.

Objeto de artigos e de breves monografias, atualmente está a ser estudado por jovens investigadores, de origem chines e portuguesa, nas suas dissertações académicas.

Neste verbete, daremos conta de alguns nomes de autores e títulos de obras nessas várias áreas.


PARA UMA CONSTITUIÇÃO DO CORPUS DINAMENIANO
EM CAMÕES



Os sonetos (inventariados por Afrânio Peixoto)
Outros géneros cultivados por Camões?




Luís de Camöes
Dinamene : Alma minha gentil 
"estudo de Afrânio Peixoto seguido de 44 poesias de Luís de Camões"
1.ed., Lisboa: Oficinas Gráficas da Bibiblioteca Nacional, 1926
[169, [7] p. : il. ; 18 cm]

Luís de Camões
Dinamene: celebrada serás sempre em meu canto
Introd. e notas de Afrânio Peixoto 
Sep. [100 exemplares] da Revista da Academia Brasileira, vol. 17, p. 261-327.
Rio de Janeiro: Benjamim Costallat & Miccolis, 1925
[70, [2] p. ; 24 cm].


ESTUDOS

  • Azevedo Filho, Leodegário A. de (2019) Dinamene: alma minha gentil, que te partiste.  Rio de Janeiro: ABRAFIL [Revista da Academia Brasileira de Filologia], 2009. - [60 p. ; 21 cm].
  • Correia, João Frade (1946) Dinamene ou o drama psicológico de Camões. S.l. : s.n. [Castelo Branco: Tip. Semedo]. - [110, [1] p. ; 20 cm].
  • Gonçalves, Luiz da Cunha (1951) Quem era a "Alma minha gentil" e a "Dinamene" de Camões. - Sep. Memórias Classe Letras, 5. - Lisboa: Academia da Ciências. - [14, [1] p. ; 24 cm].
  • Ribeiro, Eduardo (2021) Camões e a moça china, Fénix – Revista dos Amigos do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro, Anual, n.º 1 (2021), p. 24-26.

OBRAS LITERÁRIAS e ARTÍSTICAS


 LITERATURA 



Maicon Tenfen
Dinamene
Projeto gráfico de 
Vilmar Schuetze e Jean Valim; 
ilustrações de Rubens Belli.
Ituporanga, Santa Catarina, Brasil: Ronin / Ed. Salto Grande Ltda, 2021.

Ver e-CAM.



Carlos Morais José
O Arquivo das Confissões: Bernardo Vasques e a Inveja: romance
Macau: Livros do Oriente, 2016.
2.ª ed., Lisboa: Arranha Céus, set. 2018.
Trad. para língua inglesa:
The Archive of Confessions: Bernardo Vasques and Envy
Trad. David Brookshaw. Macao: PraiaGrande Edições, 2019.

Ver e-CAM.


Mário Cláudio
Os naufrágios de Camões: romance.
Lisboa: Dom Quixote, 2016.

Maria João Lopo de Carvalho
 Até que o amor me mate: as mulheres de Camões
Amadora: Oficina do Livro, 2016.


Antônio R. Amaral
Camões e Dinamene. - [Drama em 3 atos].
Cenários e gravuras desenhados por Vicente Passos. 
S.l.: s.n. [ed. de autor?], s.d. [1947].
[54, [10] p. : il. ; 20 cm].

Cf. nótula sobre a obra na secção "No Mundo das Letras",
em "Letras e Artes", Suplemento de "A Manhã"
Rio de Janeiro, Ano 2, n.º 46, 29.06.1947, p. 3. | [PDF]


Poesia
Guilherme de Almeida | © Foto na Casa Guilherme de Almeida
"Sonetos a Dinamene" de Guilherme de Almeida 
O poeta brasileiro Guilherme de Almeida 
recriou e dialogou com a estética de Camões, 
especialmente na obra Camoniana (1956).
Em 1945, tinha publicado na revista luso-brasileira Atlântico 
um conjunto de seis sonetos
dedicados inteiramente a Dinamene.
Reproduzimo-los abaixo.

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 ICONOGRAFIA 




 “Dinamene a Musa Chinesa de Camões”, 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:
Ver e-CAM, 26.08.2026



 O Arrependimento do Amor - pormenor com o afogamento de Dinamene 
《愛的遺憾》/ The Regret of Love | 2026  
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 / Mineral pigments on silk

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       Sete Mulheres, Sete Musas: Lírica de Camões       
Obra de BD - 72 p., a cores (16,8x24,4cm), capa mole com badanas.
Com argumento de Pedro Moura
e ilustração de Amanda Baeza, Daniela Viçoso, Miguel Rocha, Jorge Marinho, 
José Smith Vargas, Pedro Moura, Rita Mota e Susa Monteiro.
Textos de Cátia Verguete, Alexandra Lourenço Dias e Janek Scholz.
Editoras: A Seita, Comic Heart: jun. 2025
Coleção Comic Heart

Produção: A Seita | Comic Heart

No âmbito de um projeto e com o apoio do Camões - Centro de Língua Portuguesa 
no King's College em Londres.

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      "Perda de amor", 2020 - Aguarela por Scarlett Ma     
que ilustra  a sua obra: Para Camões: um diálogo com o poeta 
através da música e da pintura, atravessando 400 anos     
         致賈梅士 /    用樂與繪,與詩人跨越400年的心靈對話    
Livro e CD.
Edição, ilustração, compilação de Scarlett Ma / Ma Ying Ying / 馬 瑩瑩
Composição e interpretação das canções do CD da obra por Scarlett Ma.
O seu livro-CD ilustrado reúne vários poemas e canções
algumas destas inspiradas e outras traduzidas
dos sonetos de Luís de Camões.
Tradução: Cindy Yan.
Macau: Instituto Cultural de Macau, set. 2020
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  Camões e Dinamene, 2017 - de José de Guimarães  
Serigrafia: papel Artesanal, color, 56 x 71 cm.
Lisboa : Centro Português de Serigrafia.
© Imagem no CPS.


  Ah minha Dinamene..., 1982 - de José de Guimarães  
1 gravura: serigrafia, papel, color. ; 75x56 cm.
A obra está catalogada em 
Volta ao mundo: obra gráfica = Around the world: graphic works
de José de Guimarães, com textos Raquel Henriques da Silva.
Lisboa: INCM - BNP, 2019, p. 158.
© Imagem na plataforma P55.ART.


"Luís de Camões", 2007 - Ilutração de Danuta Wojciechowska
in Ana Oom - Luís de Camões, da Col. "Nomes com história"
Lisboa: Zero a Oito, 2007.

 TEATRO 


AH! MINHA DINAMENE! 

TEATRO | 2018
Obra com encenação de José Maria Dias, 
música de Jorge Salgueiro, violoncelo Marco Madeira.
Produção: 
Teatro Estúdio Fontenova.
in e-CAM, 21.08.2026


 MÚSICA 


Ah! Minha Dinamene!
 de Jorge Salgueiro, 
op. 264, poema de Luís Vaz de Camões. 
Palmela: Jorge Salgueiro, 2018.
DINAMENE 2 |  No Youtube, vídeo - 03:29
Composto para a criação do Teatro Estúdio Fontenova AH! MINHA DINAMENE! 
com encenação de José Maria Dias, 
música de Jorge Salgueiro, violoncelo Marco Madeira.


Canção "Dinamene
Faixa 2 da trilha Sonora de "A página perdida de Camões" 
letra por Luciano Milici
cantada pela Banda Polifônicos.
No Youtube, vídeo - 04:08

Dinamene 

Não reclame, alma minha
se meu beijo é salgado e mortal
a vida ensina,
porcelana da China,
que a eternidade é feita de sal

Dinamene, minha Dina
Dinha minha...menina

Não suspire, alma minha
quando ouvir minha voz cantar
poemas e cenas
coisas pequenas
que não explicam o que é amar

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,

Repousa lá no Céu eternamente

E viva eu cá na terra sempre triste.

Não demore, alma minha
quando nosso barco naufragar
no rio infinito
da ninfa e do mito
um dia poderei voltar

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Não me esqueça, alma minha
daquele rock dançado a dois
do rio chinês
do amor português
que foi seu, nessa vida e depois

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Poster do "filme" na página de fâs do Facebook, 5.07.2012

Ver e-CAM1 e e-CAM2


 FILMOGRAFIA 



O poeta Luís de Camões e Dinamene, personagens do filme "Taprobana", 2014

TAPROBANA

CURTA-METRAGEM
Portugal: 23 min; Super-16 mm transferido para HD/cor.
Realização de Gabriel Abrantes
Com Jani Zhao, Natxo Checa, João Pedro Vale, Alexandre Melo.
Produção: A Mutual Respect Productions | Portugal
Vimukthi Jayasundara | Sri Lanka
CPH DOX:LAB | Dinamarca.
Ver e-CAM









Redação: 21.08.2026, atualizado a 6.09.2026