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2026/08/21

Camões pelo escultor Euclides Vaz



           Há décadas que a estátua de Camões acolhe quem visita a BNP em Lisboa            
© Imagem divulgada no Facebook da BNP, 19.08.2026

Luís de Camões, o Poeta

"À entrada do anfiteatro, no jardim da Biblioteca Nacional de Portugal, quatro estátuas, representativas de figuras maiores da cultura portuguesa, recebem os visitantes. Fernão Lopes, da autoria de Joaquim Martins Correia, simboliza a Crónica enquanto género literário; Gil Vicente, de Joaquim Correia, evoca o Teatro; Luís de Camões, da autoria de Euclides Vaz, representa a Poesia; e, Eça de Queirós, de Álvaro de Brée, simboliza o Romance.

Integradas no programa decorativo modernista do edifício, coordenado pelo arquiteto Raul Lino, estas esculturas de granito distinguem-se pela robustez dos volumes e por uma linguagem estilizada e geometrizada, característica da produção artística das décadas de 1950 e 1960. Talhadas em blocos de granito, as quatro figuras afirmam-se pela solidez e pela ideia de permanência que o próprio material transmite."
Biblioteca Nacional de Portugal


 Luís de Camões, por Euclides Vaz | 1969 
Escultura em granito.
Obra executada por encomenda direta.
Localizaçã atual: Biblioteca Nacional de Portugal (BNP).
© Imagem divulgada na Wiki Commons.

 Luís de Camões, por Euclides Vaz | 1961 
Escultura em gesso, assinada e datada de 1961.
Localizaçã atual: Museu Marítimo de Ílhavo (MMI).
© Imagem divulgada por Ana Maria Lopes
no blogue Marintimidades, 10.11.2020


Medalha do IV Centenário da morte de Luís de Camões, 1980, por Euclides Vaz
(Medalha que faz parte de um conjunto de medalhas de diversos artistas)
Imagem em Fundo de Numismática "Luís Pinto Garcia", no Facebook, 30.09.2025.



Retrato de Euclides Vaz, c.1940, por Manuel Alves de San Payo
Euclides Vaz
Ílhavo, 10.11.1916 – Banzão (Colares), 10.02.1991
 Escultor português.

Depois do Liceu em Aveiro, frequentou a Escola de Belas Artes no Porto,
tendo-se licenciado em Escultura em Lisboa, em 1945.
Foram seus mestres Simões de Almeida (Sobrinho) e Salvador Barata Feyo. 

Lecionou no ensino técnico-profissional, 
nas escolas Afonso Domingues e António Arroios, na zona de Lisboa,
e em 1958 ingressou como professor na ESBAL, em Lisboa, 
onde permaneceria até 1985, data da sua.

Executou obras importantes (monumentos, estátuas) 
por concurso e por encomenda direta.
Na numismática executou várias medalhas (ver, por ex.,  a medalha comemorativa 
do IV Centenário da morte de Luís de Camões, 1980) e moedas.

Estendeu a sua acção a Portugal e às antigas colónias 
de Angola, Cabo Verde, Guiné, Macau e Moçambique.

Foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem da Instrução Pública, em 31.08.1957,
 e laureado com os prémios Ruy Gameiro e Soares dos Reis. 

para saber +


Euclides Vaz | Facebook

(Várias fotografias da estátua de Camões na BNP)

no Facebook da BNP, 19.08.2026

in e-CAM, 25.10.2025





Redação: 20.08.2026

2026/07/26

O Camões espiritual de Cristina Leiria

 

MONUMENTO A CAMÕES

PROJETO DE ESCULTURA

da autoria de Cristina Leiria

OUTONO DE 2026

Promoção:

Câmara Municipal de Constância
Com o apoio da Estrutura de Missão para as comemorações do
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões

O Camões místico e religioso

Segundo Cristina Rocha Leiria, autora de obras públicas de projeção internacional, como a icónica estátua da Deusa Kun Iam e o Centro Ecuménico em Macau, o seu projeto da estátua dedicada a Luís de Camões, "assenta numa visão inédita e diferenciadora do Poeta", pois a "maioria da iconografia camoniana ao longo dos séculos representou Luís de Camões na sua faceta épica, épico-guerreira ou lírico-romântica". Em contraste, a sua "propoposta rompe com esse paradigma tradicional ao focar-se na última fase de vida do Poeta: o Camões introspetivo, místico, espiritual e despojado".

A peça será executada em bronze e certamente terá a marca estilística do trabalho de Cristina Leiria. 

Constância Vila Poema!

 "Estou em Constância nas celebrações a Luís de Camões 
a quem eu gostaria de homenagear com uma Estátua 
representando a fase Asceta antes da sua Viajem Definitiva …"
Cristina Leiria

   A ESCULTORA   

Cristina Rocha Leiria
Arquiteta e Escultora

n. Lisboa, 25 abr. 1946
e viveu em Moçambique entre os 2 e os 17 anos.

Formada em arquitetura na ESBAL, em Lisboa,
e em planeamento urbanístico na University College, em Londres.
Aprofundou estudos sobre Feng Shui, em Macau, China e Japão, 
e Eletromagnetismo, em França.

Trabalhou como arquiteta no Reino Unido, Moçambique, Rodésia, 
África do Sul, Portugal e Macau e tem-se dedicado também 
à escultura e à cerâmica desde 1992.

Assim, paralelamente à arquitetura, retomou a escultura 
iniciada desde adolescente, começando por criar 
os protótipos para "Elan de Mãe" e "Presépio Holístico".

As suas esculturas são concebidas a partir do barro 
e passadas posteriormente para outras escalas
em, entre outros materiais, cristal, bronze, prata, estanho e pedra.

Desde 1995, muitas das suas obras
(cerca de  "200 peças únicas e 16 temas de esculturas reproduzidas em série") 
têm sido editadas em cristal pelo renomado Grupo Vista Alegre/Atlantis.

Em 1999, Cristina Leiria concretizou o Centro Ecuménico Kun Iam,
o qual espelha a "absoluta congruência entre os objectivos 
espirituais, sociais e arquitetónicos" da artista (Prof. Fernando A. B. Pereira).
O Centro foi erguido sobre uma ilha artificial criada para o efeito no Rio das Pérolas, 
em Macau, onde se ergue a imponente estátua em bronze da Deusa Kun Iam.

"O seu trabalho tem tido sempre como objectivo
a harmonização do espaço humano, tanto público como privado, 
através de um espírito de simplicidade, traçando linhas suaves e envolventes, 
convidativas a momentos de contemplação e reflexão sobre a paz e o amor."

Cristina Leiria concebe e produz 
a sua obra com um espírito aberto ao amor e à concórdia.

A humanização da vida urbana pela arte pública

“A sua obra cresce no seio de diversos temas 
como a Vida, o Amor, a Família, o Mar, o Divino… 
todos unidos por uma invisível linha de coerência universal 
e expressa em formas depuradas que falam a todos a mesma linguagem, 
feita de amor, equilíbrio e de serenidade."

Prof. Fernando António Baptista Pereira


  ÁLBUM DA OBRA MONUMENTAL  


“Coração”, integrante da escultura "No Coração de Maria", 2012  - por Cristina Leiria 
foi escolhido como símbolo do Centenário das Aparições em Fátima, em 2017.

  "No Coração de Maria", 2012 - Estátua - por Cristina Leiria  
Estátua com luz, 3 m, madeira, polímeros e espelhos.
No Convívio de St. Agostinho, Basílica da Santíssima Trindade
no Santuário de Fátima.

 "Barco à Vela", 2007 - Estátua em bronze sobre uma onda em mármore - por Cristina Leiria 
Bronze polido, 3 m, e base de pedra mármore.
Obra criada para a Celebração do Centenário da ISAF
International Sailing Federation, na Marina de Cascais

 "Vela ao Vento", 2003 - Estátua em bronze patinado - por Cristina Leiria 
Bronze patinado, 2,70 x1,30 x 12 m
Colocada numa rotunda à entrada de Tavira

 "Elan de Mãe", 2003 - Estátua em pedra - por Cristina Leiria 
Em pedra branca, 2 x 2 x 5,20 m
No Parque Marechal Carmona, em Cascais. 

 "Rosto de Kun Iam", 2000 - Estátua em bronze - por Cristina Leiria 
Estátua em bronze, 1,20 x 1,00 x 1,50 m
Oferta feita à Câmara Municipal de Cascais
para o Parque Municipal Marechal Carmona

 "Kun Iam e Flor de Lótus", 1999 - Estátua em bronze - Cristina Leiria 
Estátua em bronze polido, 1,70 x 1,70 x 2,70 m
No jardim da Casa de Macau, em Lisboa. 

 "St. António e o Menino", 2002 - Estátua em aço - por Cristina Leiria 
Estátua em aço corten, 2 m
No Hospital dos Capuchos, em Lisboa. 

CENTRO ECUMÉNICO KUN IAM - Macau, 1999 - Projeto de Cristina Leiria
Construído sobre uma ilha artificial no Rio das Pérolas em Macau, China
Com estátua em bronze com 20 m assente em
Edifício arquitetural – Flor de Lotus, 19 x 19 x 37 m

 "Família holística", 1994 - porcela | "Família cósmica", 1995 - resina 
 - por Cristina Leiria 
Protótipos para estátuas a serem inseridas no espaço público.

para saber +


Cristina Rocha Leiria | Facebook

crisrochlei : Cristina Rocha Leiria | Instagram







Redação: 26.07.2026

2026/02/19

Monumento a Luís de Camões pelo escultor Vítor Bastos

 

Monumento a Luís de Camões, 2011
Foto do fotógrafo Osvaldo Gago, disponível na Wikipedia

  MONUMENTO A LUÍS DE CAMÕES  

  Praça Luís de Camões  

da autoria do escultor
Vítor Bastos

Estátua do poeta português, em bronze, com 4 metros de altura.

Luís de Camões (n. 25.02.1524/25 - Lisboa, 10.06.1579/80) é retratado de pé, vestido a rigor com traje renascentista. Ostenta na cabeça a coroa de louros dos poetas e heróis; a mão esquerda empunha a espada de soldado, cuja ponta da lâmina assenta no chão; A mão esquerda, junto ao peito, segura a sua obra-prima, a epopeia Os Lusíadas (1572). Com a perna esquerda avançada, numa pose altiva e segura - essa posição um pouco militar já tem sido motivo de crítica - própria de um herói ousado, que navegou além-mar e escreveu a epopeia dos lusitanos. Junto ao seus pés, atrás, uma resma de livros simbolizando a cultura e o saber.

A estátua assenta sobre um pedestal, octaédrico, de mármore branco, com 7,5 metros de altura. Este está rodeado por oito estátuas de pedra de lioz, de 2,40 metros de altura. Essas esculturas circundantes representam figuras notáveis da história, das letras e da ciência portuguesas: os cronistas/historiadores Fernão Lopes (1418-1459), Gomes Eanes de Zurara, cronista (1410-1474), Fernão Lopes de Castanheda (c.1500-1559) e João de Barros (c1496-1570); o matemático Pedro Nunes (1502-1578); os poetas Vasco Mouzinho de Quevedo (c.1570-c.1619), Jerónimo Corte Real (1533-1588) e Francisco de Sá de Meneses (1600-1664).
Estas figuras sucedem-se ao longo da dinastia de Avis: umas são testemunhas da grandeza da pátria: Fernão Lopes, Azurara, João de Barros, Castanheda, Pedro Nunes, e outras da sua decadência: Quevedo, Corte-Real e Sá de Menezes.



Estátuas, de pedra de lioz, de 2,40 m. de altura, de figuras notáveis da cultura portuguesa.
Imagem em tripadvisor.pt

Esta galeria de figuras do monumento 
está individualizada no álbum que se apresenta abaixo.

  Breve história do monumento  

Em julho de 1854, a Câmara de Lisboa expropria os terrenos em frente das ruínas do Palácio do duque de Lafões. 

Em 12 de junho de 1860, lança-se a subscrição para erguer uma estátua ao grande poeta (Cf. Archivo Pittoresco, Lisboa, vol. IV, n.º 22, 1861, p. 169-175), a qual foi presidida pelo duque de Saldanha. Em 1960, o escultor Vítor Bastos concebe o modelo da estátua para essa subscrição (CF. ibidem, p. 170, nota 1). O conjunto escultórico será projetado, pois, a partir de 1860, ano em que então Praça do Loreto recebe o nome de "Praça Luís de Camões" (out. 1960). 

Em 28 de junho de 1862, é lançada a primeira pedra da obra adjudicada a Vítor Bastos, que fará a sua estreia na escultura monumental.

Será em 9 de outubro de 1867 que o monumento será inaugurado, na presença do Rei Dom Luís e de seu pai Dom Fernando, Rei consorte.

O monumento a Luís de Camões foi custeado por subscrição pública e prepara e antecede as comemorações do tricentenário da morte do Poeta. "Grande homem", Camões será celebrado nos moldes do culto a um santo, tal como Petrarca em Itália (1874), Voltaire em França (1878) e Calderon de La Barca em Espanha (1881) (Cf. Moncóvio, 2015: 256, nota 1212).

A cerimónia de inauguração do monumento foi um evento grandioso, com a agora Praça Luís de Camões toda engalanada e animada por bandas militares, a que ocorreu uma multidão patriótica curiosa. Nela participaram figuras de relevo da monarquia, como o rei D. Luís e o seu pai.

Já na década de 90 nosso século, houve a necessidade de intervir no monumento a Camões devido ao risco de colapso da estrutura. "As obras de consolidação e restauro do monumento" foram complexas. Em 2001 o monumento a Camões foi reinstalado, com cerimónias aparatosas. Conheça todo o processo no vídeo (duração: 33:12) do Arquivo Municipal de Lisboa. Veja também aqui uma imagem espantosa (de João Carlos Santos) da estátua jazendo no solo num artigo do historiador Diogo Ramada Curto.

Inauguração do Monumento a Luís de Camões, 1867
Gravura a preto & branco
da coleção do fotógrafo e colecionador Eduardo Portugal (1900-1958)
in: Arquivo Municipal de Lisboa, Cota: POR060176

  O ESCULTOR  

Imagem (pormenor) in O Occidente, 1 jul. 1894
   Vítor Bastos   
Escultor e pintor português
n. Lisboa, c. 1829-34 – m. Lisboa, 17.06.1894

António Victor Figueiredo de Bastos estudou na Academia Real das Belas Artes em Lisboa (1845-1852) e concluiu o curso com a tela "Amor e Psiché", que esteve presente na 3.ª Exposição Trienal dessa Academia. Completará ainda em França e em Itália a sua formação artística.
É no período da Academia de Belas-Artes de Lisboa, em que era apenas pintor, que Vítor Bastos se liga ao grupo de românticos que virá a ser retratado por João Cristino da Silva na pintura Cinco Artistas em Sintra (1855).

Foi  professor de Desenho na Universidade de Coimbra  (1854-) e de Escultura na Academia lisboeta (1860-). Vítor Bastos obteve a cátedra de Escultura com a obra "Adónis partindo para a caça ao javali". Pertenceu à comissão para a reforma do ensino artístico criada em 1870 pela Academia de Belas-Artes de Lisboa.

Vítor Bastos é conhecido sobretudo como o escultor que foi o autor do "Monumento a Luís de Camões" (1867) na praça com o seu nome, no centro histórico da capital portuguesa. No entanto, realizou muitos outros trabalhos de escultura monumental. Por exemplo, em 1872, colaborou na decoração escultórica do Arco da Rua Augusta em coautoria com ao lado de Calmels. Assim, executou as estátuas de figuras históricas  (Vasco da Gama, Viriato, Marquês de Pombal, D. Nuno Álvares Pereira) e alegóricas (rios Tejo e Douro) para o referido arco triunfal.
Tradução do texto inscrito no topo do arco: 
“Às virtudes dos maiores, para que sirva a todos de ensinamento”
Foto de Luís Fernando Lopes
Arco triunfal da Rua Augusta, em Capeia Arraiana, 12.11.2025


Uma obra digna e proporcionada

"Vítor Bastos viajou de propósito em Itália e em França para se compenetrar da responsabilidade inédita no Portugal do século XIX […].

A sua obra teve a dignidade conveniente e foi bem proporcionada, na praça com prédios de (então) três andares de cércea e cujo desnível foi compensado na terraplanagem protegida por gradeamento (gradeamento aproximado também teve a estátua originalmente) e por uma breve escadaria sobre a rua do Alecrim, de modo a que praça e monumento se mostrassem cenograficamente na enfiada do Chiado [...].

Em torno da estátua de quatro metros de altura, nos ângulos do pedestal oitavado, oito outras estátuas se perfilam, marcando uma cadeia de gerações antes e depois do poeta, conforme seleção realizada por uma comissão de letrados e artistas que se decidiram pelas figuras de Fernão Lopes, Azurara, João de Barros, Castanheda, Quevedo, Corte-Real, Sá de Miranda, cronistas e poetas, mais o matemático Pedro Nunes"
José-Augusto França
Lisboa: história física e moral
Lisboa: Livros Horizonte, 2008, p. 594-5.
(2.ª ed., 2009)

Eça e a estátua triste de Camões

“Estavam no Loreto; e Carlos parara, olhando, 
reentrando na intimidade daquele velho coração da capital. 
Nada mudara. A mesma sentinela sonolenta rondava 
em torno à estátua triste de Camões.”
Eça de Queirós
In: Os Maias: episódios da vida romântica, 1888


Legenda do monumento, em tripadvisor.pt

Praça e monumento a Luís de de Camões, 1868
Foto por Moreira

Monumento a Camões - vista da parte traseira da estátua do Poeta
Imagem em tripadvisor.pt

Monumento a Camões - vista da parte lateral esq. da estátua do Poeta
Imagem em tripadvisor.pt

Fernão Lopes, historiador (1418-1459)

Gomes Eanes de Zurara, cronista (1410-1474)

Vasco Mouzinho de Quevedo, poeta (c.1570-c.1619)


Fernão Lopes de Castanhedahistoriador (c.1500-1559)

 
João de Barroshistoriador (c1496-1570)

Pedro Nunesmatemático (1502-1578)

Jerónimo Corte Real, poeta e pintor (1533-1588)

Francisco de Sá de Meneses, poeta (1600-1664)

Imagens disponíveis na Wikipedia no verbete em inglês 
e vários em português.


   Praça Luís de Camões, em Lisboa  

Cartaz do evento organizado pela C.M.L. 
Programa das comemorações camonianas.



para saber +


in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.06.2024

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.06.2024

Paula Figueiredo 
in SIPA, Direção-Geral do Património Cultural / Ministério da Cultura  
online, 2009

Rafael Laborde Ferreira & Victor Manuel Lopes Vieira
Estatuária de Lisboa. 
Lisboa: Amigos do Livro, 1985.

Diogo Ramada Curto
“Camões no nosso tempo e no seu”, 
in Revista Expresso, 27.12.2024

Maria Isabel Roque
in A.Muse.Arte, 10.06.2020/ 

V. a bela foto da autoria de Adriano Rodrigues/CNC
in Centro Nacional de Cultura

in Toponímia de Lisboa, 26.06.2018

Víctor Bastos | Wikipédia (em português)

António Víctor de Figueiredo Bastos | Wikipédia (em espanhol)

in Museu Virtual Belas-Artes, da U. Lisboa







Redação: 18.02.2026

2026/02/14

Camões por António Maria Ribeiro


  Luís de Camões, c. 1915-1930  
Escultura em bronze, com o poeta em corpo inteiro, 
com 45 cm de altura e 12,750 gr. de peso.
Não assinada, mas com autoria provável de António Maria Ribeiro.
Imagem en BestNet Leilões.


  Camões, escultura em bronze
peso: 12,750 gr; com placa identificativa na base.
Não assinada, mas com autoria provável de António Maria Ribeiro.

Fotografia da escultura por Neves Guimarães, Porto.



Retrato de António Maria Ribeiro ao lado da "Salva Vasco da Gama"
© Fotografia em Arquivo da CMM

ANTÓNIO MARIA RIBEIRO, 1889-1962
n. Freguesia de Cedofeita, Porto, 20 set. 1889 - m. Lisboa, 9 ago. 1962
Cinzelador, ourives, escultor e desenhador.

O seu avô paterno, António Ribeiro, era pintor, e um dos seus irmão, Eduardo Augusto também foi cinzelador.

Fez o curso da Academia Portuense de Belas Artes (1902-1905), atual Escola Superior de Belas Artes, e continuou a estudar a arte portuguesa, completando as suas leituras com visitas a museus e a monumentos portugueses e estrangeiros, principalmente em França e no Brasil.

Tendo começado a trabalhar como cinzelador desde muito novo, em 1914, registou a sua marca de ourives na Casa da Moeda. Em 1915 já o encontramos a trabalhar na Casa Reis & filhos, onde virá a ser diretor artístico e em atividade até 1923. Nesta qualidade e como artista, participou na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, de 1922, em que se comemorava o 1º centenário da Independência do Brasil.  A temática historicista desta casa, de foret inspiração manuelina, marcou o percurso artístico de António Maria Ribeiro. 

Desde muito jovem, o sucesso profissional permitiu-lhe constituir ao longo da vida uma vasto património que viria a perder, gradualmente, por ter optado por uma vida faustosa. No início da sua carreira, viajou muito ao Brasil, onde angariou muitos clientes e foi director artístico da Casa Reis & Filhos. A sua existência viria a estar dividida entre o Porto e Vila Nova de Gaia, onde tinha oficinas, uma delas com museu, e Lisboa, onde abre ao público uma sala de exposições de trabalhos em bronzeo Salão de Bronzes de Arte, na Rua Garrett, n.º 17, 1º esq. (desde início da década de 40). 

Após o seu falecimento, os seus bens profissionais foram vendidos de modo a ser possível pagar indemnizações aos operários e fechar as oficinas. É então que a maioria dos moldes foi destruída para não ser reutilizada.


...
por António Maria Ribeiro
Localizada no Real Gabinete Português de Leitura.


para saber +


Teresa Maria Pinto Trancoso
António Maria Ribeiro: cinzelador, ourives, escultor e desenhador portuense (1889-1962)
Pref. Gonçalo de Vasconcelos e Sousa
Porto: Universidade Católica, 2011
253 p. : il. | Bibliografia, p. 245-253

Teresa Maria Pinto Trancoso
"Um estudo sobre a obra de António Maria Ribeiro: 
cinzelador, ourives, escultor e desenhador portuense. 1889-1962"
Dissertação de Mestrado em Artes Decorativas
Lisboa: Universidade Católica Portuguesa, 2009.






Redação: 14.02.2026

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