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Praça de Camões. - Tela, óleo, por Abel Manta No CAM da Fundação Calouste Gulbenkian |
Praça Luís de Camões
Facilmente das outras és princesa"
"Quem assim enalteceu Lisboa foi Camões, o homem que, por cantar Portugal como nenhum outro, foi alcandorado aos cimos da glória. Menos de cem anos após a sua morte (que ocorreu em 1580) era já reconhecido como sendo o "poeta nacional".
A cidade onde viveu parte da sua vida, que deu à estampa a sua obra cimeira, Os Lusíadas, e onde morreu e está sepultado, não lhe regateou homenagens: em 1867 foi-lhe erigida uma estátua na praça que leva o seu nome e, no terceiro centenário da sua morte, em 1880, os seus presumíveis ossos foram trasladados para um magnífico túmulo no Mosteiro dos Jerónimos."
Luís Miguel Carneiro
Fotografias de Arquivo Municipal de Lisboa / Paulo Guedes / Praça Luís de Camões/ AMLSB/PAG/000460
Ana Luísa Alvim | CML
ICONOGRAFIA
Vista da Praça Luís de Camões numa madrugada no Solar dos Poetas
© Foto no Facebook do Solar dos Poetas.
Homenagem a Luís de Camões no dia 10 de Junho de 1951
© Foto no Facebook do Bairro Alto Hotel, 10.06.2009.
Praça Luís de Camões, 1906
Fotografia de Arquivo Municipal de Lisboa | CML
Paulo Guedes / Praça Luís de Camões / AMLSB/PAG/000460
Reprod. no Facebook, 26.10.2014
Legenda do monumento, em tripadvisor.pt
Inauguração do Monumento a Luís de Camões, 1867
Gravura a preto & branco
da coleção do fotógrafo e colecionador Eduardo Portugal (1900-1958)
Vista de cima das ruínas
© Foto da ilustração no Facebook do Bairro Alto Hotel, 12.10.2009.
Ruínas do Palácio postas a descoberto nas escavações
© Foto da ilustração no Facebook do Bairro Alto Hotel, 12.10.2009.
© Foto da ilustração no Facebook do Bairro Alto Hotel, 12.10.2009.
ANTOLOGIA POÉTICA
MONUMENTO A CAMÕES
Luís Vaz de Camões
foi soldado e poeta
conheceu luxos e grilhões
Numa vida repleta
galanteador e aventureiro
terá acabado na indigência
não obstante ser obreiro
de criação de grande ciência
figura ímpar da literatura
o seu valor só foi reconhecido
como grande da cultura
já depois de ter falecido
em 1867 regista-se a inauguração
de um núcleo escultórico, monumento
Que foi por pública subscrição
custeado a cem por cento
Victor Bastos foi o escultor
De uma obra não consensual
compunham o grupo promotor
Braga, Ortigão, Martins, Deus e Quental
No alto do pedestal
está em bronze a escultura
representando o poeta imortal
em quatro metros de altura
Rodeado por oito figuras
de gente de sabedoria
representam essas esculturas
notáveis da ciência e da poesia
Na Praça sobre o olhar de Camões
a vida é de grande agitação
quantas rimas, sonetos e canções
lhe inspirariam tanta animação.
Luís Fernando Lopes
in "Quiosque da Sorte"
publicado no Capeia Arraiana, 27.07.2022
REFERÊNCIAS
- Curto, Diogo Ramada (2024) “Camões no nosso tempo e no seu”, Revista Expresso, 27.12.2024.
- Ferreira, Rafael Laborde & Victor Manuel Lopes Vieira (1985) Estatuária de Lisboa. Lisboa: Amigos do Livro.
- Figueiredo, Paula (2009) Monumento a Luís de Camões, in SIPA, Direção-Geral do Património Cultural / Ministério da Cultura online, 2009.
- LISBOA, Câmara Municipal de (2001) Praça Luís de Camões. – “Autor do texto”: Luís Miguel Carneiro; pref. João Soares, “fotografias”: Bárbara Marques e arquivos vários da CML. – Col. “Lisboa porta a porta”, n.º 23, Lisboa: C. M. L., 2001. – [59, [4] p. : il. ; 15 cm].
- Roque, Maria Isabel (2020) Monumento a Luís de Camões, in A.Muse.Arte, 10.06.2020.
para saber +
in e-CAM, 19.02.2026
in e-CAM, 20.08.2026
Luís Fernando Lopes
in Capeia Arraiana, 27.07.2022
Redação: 6.08.2026







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