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2026/01/18

O Amor o Vinho e as Rosas na poesia de Camões, saboreados com muita arte de Francisco Simões




"Ilha dos Amores", por Francisco Camões
desenho utilizado na capa da antologia Com Vinho e Rosas... 

  Com vinho e rosas:  

O AMOR O VINHO E AS ROSAS
na poesia de Luís Vaz de Camões

  antologia de homenagem aos 450 anos da Ilha dos Amores  

VÍDEO & LIVRO


O vídeo [9:00 min] apresenta a leitura 
de excertos da poesia de Luís de Camões presente na antologia 
Com vinho e rosas: 
o amor o vinho e as rosas na poesia de Luís Vaz de Camões 
– Homenagem aos 450 anos da Ilha dos Amores
organizada por Gonçalo Salvado
com desenhos de Francisco Simões 
e apresentada por por Maria João Fernandes
na coleção LUMEN Pintura Poesia Vinho
10 jun. 1022

Poemas ditos por 

Francisco Simões, Gonçalo Salvado e Maria Paula Mendes

Realização:

Filme e montagem de Henrique Calvet
exceto auto-filmagem de Francisco Simões

As filmagens foram efetuadas 
junto à "Ilha dos Amores e Ninfas" no Parque dos Poetas, em Oeiras, 
na Livraria Sá da Costa, em Lisboa 
e no atelier de Francisco Simões, no Funchal.





para saber +


in Luís de Camões - Diretório de camonística, 17.11.2024

in Gonçalo Salvado Poeta, 31.12.2023






Redação: 18.01.2026

2025/09/30

Amor e tragédia nas viagens de Camões, pelo agrupamento Sete Lágrimas



 “Tin-Nam-Men ou a Gruta de Patane” 
(Amor e tragédia nas viagens de Camões)

 ESPETÁCULO MUSICAL 

pelo grupo Sete Lágrimas


Com itinerância
Ver infra o CALENDÁRIO de CONCERTOS


O agrupamento Sete Lágrimas:

Filipe Faria e Sérgio Peixoto - direção artística
Filipe Faria - voz, percussão
Sérgio Peixoto - voz
Tiago Matiasvihuela, guitarra barroca, guitarra romântica, tiorba
Juan de la Fuente - percussão
 
Sete Lágrimas


CALENDÁRIO de CONCERTOS


2026

jan. 2026

2026.01.24, sábado | às 21h30 | No TMO Teatro Municipal de Ourém, Ourém.


2025

nov. 2025
  • 2025.11.11, terça-feira | em Ourém.



out. 2025
  • 2025.10.17, sexta-feira | em Idanha-a-Nova.
  • 2025.10.05, domingo | em Mafra. 
  • 2025.10.04, sábado | às 19h | No Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa. - no âmbito da parceria com a RidMusa - Rede Informal para a Difusão da Música Antiga.
  • 2025.10.01, quarta-feira | às 21h30 | Noa Igreja Matriz (antiga) de Famalicão.
set. 2024

  • 2025.10.17, quarta-feira | em Évora.
  • 2025.19.12, sexta-feira | em Lisboa.

2024

out. 2024
  • 2024.10.10 | às 21:00 | Na Igreja de São Francisco, em Bragança. - No âmbito do Bragança ClassicFestFestival Internacional de Música.

2022

  • 2022.07.03, domingo, às 19h00 | No Convento dos Capuchos, freguesia de Caparica e Trafaria, Almada | Espetáculo intitulado: "Amor e tragédia nas viagens de Camões - “Tin-Nam-Men ou a Gruta de Patane”. - O programa era diferente do programa atual do concerto de Bragança.


SINOPSE

"Conta a lenda que estando Camões desterrado em Macau se recolheu na Gruta de Patane, escutando o eco dos seus sonhos e do seu desespero, para escrever a grande epopeia d’Os Lusíadas que contava a história do seu povo. 

Ao partir conheceu uma nativa de Patane, Tin-Nam-Men (Dinamene), por quem se apaixonou. Partindo com o poeta na Nau de Prata irromperam pelos mares do sul quando foram assolados por uma grande tempestade. A Nau de Prata estava condenada a afundar-se, embarcaram as mulheres num batel e os homens salvaram-se a nado. 

Camões, de braço no ar, segurando Os Lusíadas, nadou para terra, mas o barco onde seguia a linda Tin-Nam-Men foi engolido pelas ondas."
in Algarve Vivo, 1.10.2025

PROGRAMA


Tin-Nam-Men ou a Gruta de Patane

Amor e tragédia nas viagens de Camões

O dia de hoje

"Quanto mais pode a fé que a força humana"
          Os Lusíadas, Canto III, est. 111

1. Na fomte está Lianor, Villancico anónimo (s. XVI)
2. Senhora del mundo, Vilancico anon. (s. XVI)
3. Endechas a Bárbara escrava, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre Luiz de Camões (s. XVI)

A partida

"Que, nos perigos grandes, o temor
É maior muitas vezes que o perigo"
Os Lusíadas, Canto IV, est. 29

4. Fandango, Tiago Matias (n. 1979)
5. Hashivenu (liturgia tradicional judaica)

A viagem

"E à terra que se não deixa salgar, que se lhe há-de fazer? "
Sermão de Santo António aos Peixes (1654) de Pe. António Vieira (1608-1697)

"Acabemos de nos desenganar, antes que se acabe o tempo."
Sermão de Dia de Ramos (1656) de Pe. António Vieira

6. Amor loco, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre anónimo (s.XVI)
7. Folia, Gaspar Sanz (ca.1640-1710)
8. A força de cretcheu, Eugénio Tavares (1867-1930)
9. Muwashah, Al-Andalus/Middle East (IX/X c.)
10. Tarantella, Trad. (Itália), arr. Tiago Matias
11. Pues que veros, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto de vilancico anónimo (s. XVI)

A permanência

"E quando foi ao p.ro de abril desaparecemos de Malaqua [Macau] e asy fomos ao longuo da costa até a Ilha q se chama pulo pisão onde estiuemos de todo perdidos com hūa muj.to grande trouoada q nos deu e em tanta man.ra q se noso snõr não fora seruido de se faser a vella em pedaços acabada era a viagem com a vida de nos todos."
 Peregrinação (1614) de Fernão Mendes Pinto (c.1509-1583)

"E conhecendo hum daquelles, que como mayoral ou mestre da musica gouerna os outros, o Gaspar de Meirelez, lançou mão por elle para tanger, & metendolhe na mão hūa viola lhe disse, rogote que cantes o mais alto que puderes, porque te ouça este defunto q aquy leuamos, porque te affirmo que vay muyto triste pela saudade que leua de sua molher & de seus filhos a que em estremo era affeiçoado [...]."
Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto

12. Es tan grave mi tormento, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre Pêro de Andrade Caminha (s. XVI)
13. Bastiana, Tradicional (Macau/China)
14. Ko le le mai, Tradicional (Timor)
15. Takeda no komoriuta, Tradicional (Japão)
16. Farar far, Tradicional (Goa/Índia) 

“Tin-Nam-Men ou a Gruta de Patane”

Introdução ao Programa

"O presente programa tem como mote os amores, reais ou lendários, de Luís de Camões por uma jovem chinesa, durante a estada do poeta em Macau.

A crer no relato histórico (conquanto não se saiba se ele foi, já então, ficcionado), os sentimentos que os uniam eram fortes, ao ponto da jovem ter acompanhado o poeta na viagem deste de regresso a Goa. Acontece que a embaracação naufragou junto ao delta do rio Mekong (sul do Vietname) e a jovem acabou por perecer nesse naufrágio. Ela está por isso ligada ao famoso episódio em que Luís de Camões, tentando salvar-se, mantém ao mesmo tempo um braço levantado, segurando a saca onde trazia o manuscrito d’Os Lusíadas!

Chamava-se esta jovem Tin-Nam-Men, nome que tem uma curiosa semelhança com ‘Tiananmen’, topónimo que, como sabemos, significa ‘Porta da Paz Celestial’ ou ‘Porta da Pacificação Celestial’ – e, pesem as diferenças linguísticas Pequim/Cantão, o nome dela significaria algo de parecido. Certo é que o seu nome foi vertido como Dinamene, o que a identificou com a ninfa marinha da Ilíada homérica, identificação esta provavelmente póstuma, por via de ter Tin-Nam-Men morrido afogada. O nome dela surge associado – e assim imortalizado – a dois sonetos do poeta: ‘Ah! Minha Dinamene!’ e ‘Quando de minhas mágoas’ e é evocado na redondilha 'Sôbolos rios que vão', esta de cariz elegíaco pela sua morte [Nota 1: O nome dela é referido por Diogo do Couto (c. 1542-1616), amigo do poeta, historiador e guarda-mor da Torre do Tombo de Goa, mas não há certeza se se trata de um relato histórico fidedigno ou da fixação por escrito de uma fantasia poética de Camões].

Contextualizando: Camões esteve em Macau, crê-se que entre 1563 e 1565, ou seja, uma mera década após o estabelecimento dos primeiros portugueses na península [Nota2: A presença regular de portugueses nas costas da China dá-se a partir de 1513, com Jorge Álvares.] que viria a ser possessão portuguesa até 20 de dezembro de 1999.

Camões já estava no Oriente desde o Outono de 1553 [Nota 3: Considerando que Camões só regressaria à metrópole em Abril de 1570 e tomando os anos que esteve nas praças portuguesas em Marrocos (mormente Ceuta), ele passou mais de metade da sua vida adulta fora de Portugal continental!] e, baseado em Goa, ali desempenhou o seu ofício primeiro, o de soldado, ao serviço da Armada do Índico, com a qual percorreu a maior parte das costas desse oceano. Foi para Macau desempenhar um cargo administrativo e ali ficou associado à Gruta de Patane (hoje, parte do Jardim Luís de Camões), onde, reza a história, terá escrito boa parte do seu poema épico [Nota 4: Na verdade, Camões deverá ter concebido o seu poema logo desde a longa viagem para a Índia e adiantado a sua redação quando em Goa.].

O programa do agrupamento Sete Lágrimas empreende uma evocação dessa longa estada de Camões no Oriente e cruza-a com uma panorâmica da disseminação portuguesa por essas partes do mundo, desde Moçambique até ao Japão e a Timor.

Ao mesmo tempo, incorpora o que seria a mundivisão de Camões quando partiu rumo à Índia, impregnada das músicas populares do seu país, das músicas de corte, e das culturas e tradições mediterrânicas, incluindo as de matriz muçulmana e sefardita.

Temos por isso a presença tutelar de excertos d'Os Lusíadas, mas que coexistem com pedaços dos Sermões do Padre António Vieira – outra figura maior da nossa cultura que viveu a maior parte da vida fora de Portugal (e da Europa) – e com passagens da famosa Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto.

A componente musical intenta captar o que seria a ‘sonovisão’ de Camões, da época em que viveu, dos lugares por onde passou e dos ambientes que frequentou.

É assim que ouviremos, desde logo, vilancicos: um género musical (profano e, sobretudo, religioso) endógeno da Península Ibérica, que gozou de enorme popularidade até ao início do séc. XVIII, aí se individualizando os ‘vilancicos negros’, cujo texto procurava imitar a pronúncia do português (ou do castelhano, ou do latim) pelos escravos negros trazidos para a Europa ou levados para o Brasil/a América, sendo que também a música incorporava alguns aspectos das suas práticas musicais. Os que hoje ouviremos provêm de arquivos ou foram reconstruídos ‘ex novum’ por Filipe Faria e Sérgio Peixoto. Aquele intitulado ‘Minina dos olhos verdes’ é uma referência à nossa Tin-Nam-Men, que, segundo consta, teria uns lindos olhos dessa cor.

Também ouviremos romances (de tema amoroso ou mais narrativo), incluindo os da tradição sefardita peninsular; cantos religiosos; músicas populares do espaço mediterrânico (Andaluzia, Reino de Nápoles); e temas da música tradicional de Goa, Macau, Timor e Japão.

Um retrato-relance, enfim, dos complexos e multicontinentais processos de aculturação, miscigenação (étnica e cultural), sincretismo e multiculturalismo que se produziram na vigência do Império Português e das várias diásporas que no seu interior ocorreram. Hoje já lá vai o Império, mas esses processos continuam, fertéis, inventivos e enriquecedores como sempre."

Bernardo Mariano



para saber +


Sete Lágrimas, no Instagram | Sete Lágrimas, no Facebook

Arte das Musas | Arte das Musas, no Instagram







Redação: 22.06.2024, atualizado em 1.10.2025

2025/05/25

Conferência "Camões, "um épico de outrora"?" pela Professora Isabel Almeida

 

Camões, "um épico de outrora"?

CONFERÊNCIA COMEMORATIVA

por Isabel Almeida
 Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

18 OUT. 2021 | Às 15h15 | No auditório da Escola Secundária de Camões

Organização:

Escola Secundária Camões



Aqui se escreverão novas histórias

Os Lusíadas, Canto VII, est. 55.

"2022 é um Ano Camões, o ano em que se celebram 450 anos da primeira edição de Os Lusíadas, considerado o maior poema épico em língua portuguesa. É neste contexto, e aproveitando o lema do plano anual de atividades, que me permito deixar três apontamentos para comemorar os 112 anos da Escola Secundária de Camões: perceber o que nos move, incentivar a mudança e estimular o debate num ano em que mais do que nunca, abrir a escola é abrir o mundo.

Temos todas as razões para comemorar a existência da escola e do nosso patrono. Destarte vimos convidar-vos a estarem presente na conferência comemorativa com a preleção da Professora Isabel Almeida, que vamos realizar no dia 18 de outubro de 2021, pelas 15h15, no auditório da Escola Secundária de Camões."
João Jaime Pires
Diretor da Escola Secundária de Camões


para saber +

APEE Escola Secundária Camões | Facebook, 15.11.2021

(Lisboa, ES Camões, 210 mai. 2025)
in Luís de Camões - Diretório de Camonística

in Luís de Camões - Diretório de Camonística




Redação: 25.05.2025

2024/08/20

"A maravILHA dos Amores" de Maria Antónia Jardim



"A maravILHA dos Amores"

de Maria Antónia Jardim


17 MAR. 2022 | às 18h00

No Centro de Documentação, da Fundação Casa de Macau, em Lisboa


Apresentação do livro "A Maravilha dos Amores", de Maria Antónia Jardim, 
por Clara de Almeida










"Será Portugal, um tapete voador, mágico que nos leva a mundos por explorar? 
Que nos inicia e incita a novas Descobertas? A Novos Arcanos?

Assim entendeu Camões, quando escreveu Os Lusíadas, há precisamente 450 anos!

Através da Viagem, os portugueses, como observa Camões, foram “compassando o Universo”. 

E a Ilha do Amores é, a representação de um centro iniciático, sem dúvida a representação do centro supremo. 
Portugal e a Ilha constituirão, segundo o Poeta, 
o Sol e o Foco em torno dos quais se movimenta o Sonho de uma Humanidade renascida.

Luís de Camões compara o chão da Ilha a um tapete persa, mas 
que o excede em beleza, força e sabedoria.  Três Pilares Salomónicos ancestrais e que
apontam para a evolução espiralada dos valores particulares em valores universais.
 (...)

Na sequência do meu trabalho artístico- alquímico que é transformar os meus quadros em Jóias, 
cujo tema tem vindo a ser simbolicamente a Portugalidade e celebrar os escritores portugueses, 
é evidente que Camões tinha que estar representado.

Neste caso, a jóia camoniana nasce da minha interpretação da sua obra, quer lírica, quer épica, em que o olhar é soberano e o Amor é sublimado. 
Camões vê a nossa História com o coração e por isso o olho e o coração se fundem na Jóia que o celebra.
 Olho / Peixe, signo de um Portugal místico navegante, 
desejoso de conhecimento, de uma dupla viagem: física e espiritual; alquímica!

Os Lusíadas atravessam mares com o corpo, alma e espírito, com 
uma visão metafísica que transporta o leitor para um mundo onde deuses e  humanos comungam entre si. 
Na escrita  camoniana, ver claramente visto, é ver com o coração, mais longe, como o Principezinho. 
Magicamente, a ilha dos Amores simboliza o Amor em ascensão 
ao Bem que constroi uma nova Humanidade.
 
O Coração possui o Olho que, por sua vez, vê com Amor e Sabedoria 
e assim cartografa um Novo Mundo!"

Maria Antónia Jardim | Facebook, 5.12.2021






Livro e Jóia de Maria Antónia Jardim celebram Camões

  1. A maravILHA dos Amores (Porto: Lápis Lazulis, 2022), de Maria Antónia Jardim.
  2. A jóia de Camões - Canto IX, por A. SINAI / Maria Antónia Jardim.
  3. Na Fundação Casa de Macau, apresentação da  "Jóia de Camões" e do  livro "A maravILHA dos Amores", a autora e artista com Clara de   Almeida. - Imagem em Maria Antónia Jardim | Facebook, 19.03.2022
  4. Na Fundação Casa de Macau, a autora e apresentadora das obras. - Imagem em Maria Antónia Jardim | Facebook, 19.03.2022
  5. O livro e a jóia de Maria Antónia Jardim foram apresentados por Nassalete Miranda em 12.03.2022. - Imagem em Jose Diogo David | Facebook, 12.03.2022.
  6. O livro e a jóia de Maria Antónia Jardim foram apresentados no Ateneu Comercial do Porto, em 12.03.2022. - Imagem em Jose Diogo David | Facebook, 12.03.2022.




para saber +


Fundação Casa de Macau | Facebook, 8.03.2022


Isabel Ponce de Leão
in Revista MEER, 10.08.2014.









Redação: 20.08.2024

2024/03/21

Apresentação de Os Lusíadas na escola e na Sociedade – 450 anos



OS LUSÍADAS

na escola e na Sociedade

450 anos


 Coordenação dos Professores Doutores:
Maria do Céu Fraga, Rui Tavares de Faria e Madalena Teixeira da Silva

Ponta Delgada: Letras Lavadas edições - Centro de Estudos Humanísticos da  Universidade dos Açores, 2024







EVENTO: apresentação do livro

21 MAR. 2024, às 18h30
Cavalariças, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada

Apresentação por João Bosco Mota Amaral 


No dia 21 de março, Dia Mundial da Poesia, foi lançado o livro 'Os Lusíadas' na Escola e na Sociedade. 450 anos", coordenado pelos Professores Doutores Maria do Céu Fraga, Rui Tavares de Faria e Madalena Teixeira da Silva, do Centro de Estudos Humanísticos - CEHu Universidade dos Açores, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. A sessão teve lugar nas Cavalariças e contou com a apresentação do Doutor João Bosco Mota Amaral.


"Para assinalar os 450 anos da publicação de Os Lusíadas, o Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores, em parceria com o Centro de Literatura Portuguesa e a Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, tomou a iniciativa de organizar o colóquio “Os Lusíadas na escola e na sociedade”.
Este Colóquio teve lugar em Ponta Delgada, de 26 a 28 de outubro de 2022. Integrou o evento um grupo de investigadores e docentes universitários portugueses, dos quais se destacam renomados estudiosos da obra camoniana, que pretendem chamar a atenção para a presença constante da epopeia de Camões na sociedade e na escola de Portugal. Assim, as comunicações proferidas pelos oradores visam fazer o balanço crítico dos estudos camonianos mais recentes e estabelecer as possibilidades da sua repercussão no ensino de “Os Lusíadas”.
Este livro consiste, precisamente, nas comunicações proferidas no referido colóquio."



"Tal como sucedeu no passado, os portugueses de hoje (de certo modo, também os brasileiros) continuam a aproveitar todas as oportunidades para celebrar Camões, em geral, e a epopeia que nos deixou, em particular. Nas universidades e nas escolas, pelo menos.
Uma circunstância tão invulgar (não ocorre com nenhum outro escritor nem com nenhum outro livro escrito em português) obriga a indagar sobre os motivos que estarão na sua origem. Porque comemoramos nós Os Lusíadas, sendo certo que o tempo das epopeias parece ter passado há muito tempo? Podemos ser ainda mais concretos nas interrogações: porque evocamos um livro publicado há quatro séculos? Porque não emudeceu ainda essa obra, de leitura tão difícil e exigente?
De forma direta ou indireta, o volume que agora se publica procura responder a estas questões."
José Augusto Cardoso Bernardes













  1. Cartaz-convite da sessão pública de lançamento do livro 'Os Lusíadas' na escola e na Sociedade: 450 anos, 21.03.2024.
  2. Imagem do Congresso "Os Lusíadas na escola e na sociedade”, Ponta Delgada, 26 a 28 de outubro de 2022.
  3. Cartaz da tertúlia Estação Poesia que assinala o V Centenário do nascimento de Camões e que integra no seu programa o lançamento do livro referido em 1.
  4. Sessão de autógrafos no lançamento do livro. - Imagem divulgada na página do Facebook da editora Letras Lavadas, 23.03.2024.
  5. Evento a decorrer nas instalações da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. - Imagem divulgada na página do Facebook da editora Letras Lavadas, 23.03.2024.







2023/03/01

Exposição Os Lusíadas por João Luiz Roth , ou itinerário de um desejo

 






Série Grandes Mestres no MASM: 

Os Lusíadas, por João Luiz Roth

EXPOSIÇÃO



Na Sala Iberê Camargo

De 23 nov. 2022  a  31 jan. 2023


Curadoria e expografia: 
Marcio Flores




A exposição "Grandes Mestres no Masm: Os Lusíadas, por João Luiz Roth" resulta da última série de obras (ou "estudos não verbais") produzida pelo artista visual João Luiz Roth como projeto para a obtenção do grau de doutor pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em 2004.


Partindo da iniciativa da Associação dos Amigos do Museu de Arte de Santa Maria (Amasm), a mostra permitiu expor cerca de 50 obras disponibilizadas pela família do renomado artista santa-mariense e teve a curadoria e expografia de Márcio Flores.


Foram produzidos um catálogo para a exposição e um vídeo sobre a produção da mesma, que contém depoimentos de familiares e amigos do artista.

A página WEB do artista contém o trabalho Os Lusíadas: Itinerário de um desejo que é uma síntese da sua tese de doutoramento em letras, com orientação da Professora Regina Zilbermann. O estudo é composto por uma narrativa não verbal que tem como inspiração a epopeia de Luís de Camões. São essas obras digitalizadas e acessíveis online que, com se refere supra, constituíram fisicamente a exposição do artista. Colocamos aqui a entrada para essa visita que, para além dos dois capítulos teórico-fundamentadores iniciais, obedece à estrutura conhecida do poema camoniano - dez cantos. Na leitura plástica de João Luiz Roth "cada canto também é composto por dez desenhos".






por João Luiz Roth






para saber +













2023/02/21

Entrevista a Luís de Camões, por Forum Estudante

 





Entrevista a Luís de Camões: «É tramado nadar só com um braço livre, digo-vos já»


O famoso autor d’Os Lusíadas aceitou receber-nos em sua casa, para nos falar um pouco dos seus projetos literários e contar-nos a sua vida repleta de aventuras.



Hoje em dia, é um dos autores mais consagrados da Língua Portuguesa. Como se sente, por ter mostrado «novos mundos ao mundo» neste campo?

Foi uma surpresa, devo dizer. Não estava à espera. Comecei a escrever aquilo por graça, para mostrar aos meus amigos, e às tantas alguém disse: «Pá, Luís, devias publicar isso!» e eu fiquei a pensar.

Como lhe surgiu a ideia para Os Lusíadas?

Eu sempre li muito e gosto muito dos mitos gregos e tal. Achei que a História de Portugal merecia um bocadinho de salero, um bocadinho de tcharan, e quis dar-lhe isso. E depois, bom, não estou a dizer que é preciso viver uma vida de aventuras pelo Oriente para ajudar à inspiração, mas também não atrapalhou (risos).


Fale-nos um pouco dessa vida de aventuras.
Não há muito a dizer. Isto é, a gente andava por Lisboa, a compor versos para as damas, pronto. Às vezes, havia um marido ou um pai ou um irmão que se chateava, havia confusão. Nada de mais, mas não recomendo, ainda assim. O problema era quando me metia à porrada. Por isso é que tive de ir para África e para a Índia.

E dá-se aí o famoso episódio do naufrágio, certo?
Ui, vocês não estão bem a ver. Trovões e relâmpagos, o mar revolto, uma grande confusão! O barco vai ao fundo e eu lanço-me ao mar, só com o meu manuscrito. É tramado nadar só com um braço livre, digo-vos já!


Quer dizer algumas palavras aos milhares de estudantes que, todos os anos, têm de ler os seus textos?

Bom, peço desculpa por qualquer coisinha… Olhem, não se preocupem muito com o verso heróico decassilábico, à medida que se lê uma pessoa habitua-se. E, para ser honesto, há algumas palavras que nem eu sei bem o que querem dizer.














2023/01/30

A VIAGEM DO ESPANTO revisitada em exposição 525 anos depois pela Matriz Portuguesa







Exposição Universal da Matriz Portuguesa

A VIAGEM DO ESPANTO

1.ª Expedição de Vasco da Gama. 525 Anos



Universal Exhibition of the Portuguese Matrix

THE VOYAGE OF AMAZEMENT

1st Expedition of Vasco da Gama. 525 Years




Museu do Oriente, Lisboa
19 jan. – 19 fev. 2023


Projeto concebido por João Micael

Coordenação:
João Micael e Angélica Santos
Matriz Portuguesa (MPADC)


"A Exposição Universal da Matriz Portuguesa [A VIAGEM DO ESPANTO: 1.ª Expedição de Vasco da Gama. 525 Anos] possui um âmbito universal sobre os Portugueses do Passado e do Presente, os Descobrimentos e a Expansão Marítima de Portugal, os seus feitos e o seu contributo para a Matriz e a Língua Portuguesa no Mundo, através do Conhecimento, Valor, Arrebatamento e do seu Relacionamento com outras Culturas e outras Gentes." - Matriz Portuguesa.


A Exposição foi inaugurada no dia 23 de janeiro de 2023, no Museu do Oriente, em Lisboa, Contou com as presenças de convidados oficiais e institucionais e amigos da Matriz Portuguesa. Conheça a inauguração através da página oficial da Matriz Portuguesa no Facebook.










OBJETIVOS DA EXPOSIÇÃO



“Divulgar o papel histórico de Portugal no Mundo através das suas relações históricas, culturais, económicas, diplomáticas e políticas.”


“Apoiar, ao nível cultural, a retoma do interesse turístico e institucional de Portugal.”


“Promover os interesses e valores de Portugal no espaço lusófono, europeu e mundial.”


“Criar percursos expositivos com conteúdos de teor cultural, científico e histórico, entre Portugal e o Mundo, disponibilizando uma ligação tecnológica para fomentar uma interacção com os públicos dos outros pontos do Mundo através de troca de impressões, ficheiros digitais de imagens e outros relativos à exposição e eventos que aí ocorram – criando as "Rotas da Matriz Portuguesa".”







ÁREAS DO SABER

[Clique no nome do autor para aceder ao conteúdo no site oficial da Exposição]


















A Viagem do Espanto. 1.ª Expedição de Vasco da Gama. 525 Anos. 

CATÁLOGO

Lisboa: Matriz Portuguesa, Associação para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento (MPADC), 2023.



Ed. João Micael

Autores das entradas no catálogo:

João Paulo Oliveira e Costa (A viagem do espanto, p. 20-59; Cronologia, p. 102-129)
Isabel Ponce de Leão, seleção de textos (Máquina do Mundo: transformações da cosmogonia, p. 60-65)
Annabela Rita (Língua Portuguesa: a extraordinária viagem da língua portuguesa pelo mar ao longo dos tempos, p. 66-101)
Deana Barroqueiro (Os Descobrimentos e a alimentação, p. 130-137)
João Micael (Panteão da Matriz Portuguesa, p. 138-153)







GALERIA DE IMAGENS:


Fonte:
© Fotografias de João de Sousa 
para Matriz Portuguesa (MPADC), 
divulgadas no Facebook.





















Expedição de Vasco da Gama é "Viagem de Espanto" no Museu do Oriente
A repórter Marta Pacheco visitou esta exposição 
e revela um pouco da espantosa viagem, 
com a ajuda do presidente da matriz portuguesa, João Micael.








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