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2025/11/10

CAMONISTA - Luiza Nóbrega

© Conteúdo integrante desta exposição.






















Luiza Nóbrega
Camonista, investigadora, escritora, pintora e professora.
Residente no Porto/Portugal.
luiza14 @ gmail.com




Luíza Maria Andrade Nóbrega possui formação em Direito (1970, Universidade Federal do Rio Grande do Norte [UFRN], Natal, Brasil) e Artes Plásticas; é mestre em Literatura Brasileira (1984, U. Brasília), doutora em Literatura Portuguesa (1996, UFRJ/U.NOVA de Lisboa), tendo realizado um pós-doc sobre Os Lusíadas (2008, U. Évora e U. NOVA) e um pós-doc em Literatura Brasileira (U. degli Studi di Perugia).

Dedicou-se à leitura e análise semântica dos discursos poéticos e especializou-se na obra dos poetas Luís de Camões e Lêdo Ivo. Tem colaborado em diversos periódicos brasileiros e internacionais e participado em encontros académicos e eventos de caráter literário. Como professora na UFRN, lecionou nos departamentos de Letras e Artes, tendo ministrado cursos sobre poesia e Os Lusíadas para estudantes em graduação e pós-graduação.

Como pintora, realizou diversas exposições no Brasil e no exterior.



COM CAMÕES NA UFF
"Na Federal Fluminense, em Niterói, estive diversas vezes, sempre para transmitir minhas teses sobre Camões e Os Lusíadas; fosse no curso que dei a doutorandos e mestrandos na Literatura Portuguesa, fosse em várias edições do colóquio Um Dia de Camões [...]".





CAMONIANA

  • (2024) Camões e Baco entre Ocidente e Oriente, in Felipe de Saavedra / RCnA&A (org.) Congresso Internacional Meio Milénio de Camões, Macau: Rede Camões na Ásia & África.
  • (2018) A fábrica e a música d’ Os Lusíadas: a combinatória semântica, instrumento básico na composição do poema camoniano, Colóquio/Letras, n.º 197 – número dedicado a Camões (jan.-abr. 2018), Lisboa: FCG, 39-51.
  • (2017) Baco: o herói dissidente d’Os Lusíadas: (carta aberta de uma camoniana aos leitores de Camões), in Musa Rara [revista online], Brasil, 18/02/2017.
  • (2016) A egípcia linda e não pudica: Cleópatra e a desejada parte oriental n’Os Lusíadas”, Colóquio/Letras, n.º 191 (jan.-abr. 2016), Lisboa: FCG, 137-147.
  • (2015) Luso-Liso-Lois-Luís: a dissidência lúdico-linguística subliminar n’Os Lusíadas, Colóquio/Letras, n.º 188 (jan.-abr. 2015), Lisboa: FCG, 177-184.
  • (2015?) Camões em diálogo franco [resposta a um estudo de Luís Maffei], in Mallarmargens: revista de poesia e arte contemporânea [online], 2.04.2015 [data de redação do texto].

Luiza Nóbrega

No Reino da Água o Rei do Vinho

submersão dionisíaca e transfiguração trágico-lírica d’ Os Lusíadas.

Natal: EDUFRN / Academia Norte-riograndense de Letras, 2013.
– 581 p. (24 cm).

    1. Recensão crítica por Martín López-Vega, in Colóquio/Letras, n.º 189 (maio 2015), 257-260. - [PDF]. / Reed. do texto publicado na revista Abril da UFF, vol. 6, n.° 13 (nov. 2014), 151-154. - [PDF].
    2. "Comentário a o Canto Molhado" por Silvina Rodrigues Lopes, Texto que é prefácio da ed. de 2013 de No Reino da Água o Rei do Vinho.



Luiza Nóbrega

 O canto molhado 

metamorfose d’Os Lusíadas

(leitura do poema como poema)

Lisboa: Publidisa - AQVA, 2008.

  • (2008) Navegante navegado: canto da ninfa-sereia e paixão dionisíaca d’Os Lusíadas, Românica, n.º 17 (2008), Lisboa: Dep. de Literaturas Românicas - FLUL, 229-245. – [Com ed. em 2002].
  • (2008) Liber Pater: o louvor de Baco da Antiguidade Greco-Latina ao Renascimento luso-italiano, Biblos: Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vol. 6 (2008), Coimbra: FLUC, 119-134. - [Há separata].
  • (2006) A traça no pano: contradicção de Baco n’Os Lusíadas, in Luiz Vaz de Camões Revisitado. - Vol. VII: a special issue on Luís de Camões. Santa Barbara: Center for Portuguese Studies, 79-115.
  • (2004) ‘Os Lusíadas’: a desejada poesia?, Jornal Tribuna do Norte, 01.02.2004, Caderno ‘Quadrante’, Natal, RN, p. 6.






A traça no pano: contradicção de Baco n’Os Lusíadas

Tese de Doutoramento elaborada na U.NOVA com orient. de Silvina Rodrigues Lopes;  
defendida na UFRJ, com orient. de Jorge Fernandes da Silveira. 

– RJ: Univ. Federal do Rio de Janeiro, Fac. de Letras, Dep. de Letras Vernáculas, 2001. 

– 488 f. : il. (30 cm); Bibliografia : f. 475-488.



  • (1999) Navegante Navegado: do Oriente desejado ao desejo orientalizado, a sintaxe reversiva da descoberta, in Literatura e Pluralidade Cultural. Lisboa: Colibri.
  • (1998) A Desejada Parte Oriental: combinatórias poéticas de uma metáfora d’Os Lusíadas a Invenção de Orfeu, in Cânones e Contextos: anais do V congresso da ABRALIC. Rio de Janeiro: ABRALIC.
  • (1992) Poética oceânica: duas chaves para compreender Os Lusíadas, Cerrados – Revista do Departamento de Letras da UnB, Ano 1, n.º 1 (1992), Brasilia: UnB, 24-26.



Navegar é preciso e viver também é preciso.
Porque viver é navegar. Seguir, seguir. 
Vencidas as borrascas, ancorar no porto duma 
cidade pequena e sossegada, depois aportar 
a uma cidade grande e cinza, de ar infectado por miasmas, 
demorar-se aqui e ali menos ou mais, até 
o dia do desembarque. E aí, como disse Pascal, 
não desembarcamos: somos desembarcados.

Luiza Nóbrega, texto e pintura




Redação: 31.12.2023

2022/10/28

A Fundação Biblioteca Nacional do Brasil celebra os 450 anos d’Os Lusíadas de Luís de Camões com uma exposição e conferências

450 anos d’Os Lusíadas, de Luís de Camões

- Conferências e Exposição -


Dia 18 de novembro de 2022

No Espaço Cultural Elizeu Visconti da BN (a exposição)
No Auditório Machado de Assis / ao vivo através do canal da FBN no YouTube (as conferências)

Organização:




No ano em que se celebram os 450 anos da publicação da edição “prínceps” de Os Lusíadas / 1572-2022, de Luís de Camões, a Fundação Biblioteca Nacional brasileira realiza uma “mostra comemorativa” que expõe obras camonianas do acervo de Obras Raras da Biblioteca, incluindo o conhecido exemplar da 1ª edição. As portas estarão abertas gratuitamente ao público, que poderá visitar a exposição a ocorrer no Espaço Cultural Elizeu Visconti da Biblioteca Nacional.

A exposição será combinada com uma jornada de palestras sobre a importância de Camões para a língua portuguesa, o seu valor histórico e literário, realçando também o “seu elevado alcance e transcendência”.




 


PROGRAMAÇÃO

18.11.2022


10:00 às 16:00 – Inauguração da Exposição, com peças do acervo da BN, como a edição de 1572


11:00 – Conferência: A importância histórica e filológica de Camões / ou: A estética camoniana do duplo. - VÍDEO, por Amós Coelho da Silva



14:30 – Performance artística: Declamações da poesia camoniana. - VÍDEO, por Tony Correia


16:00 – Conferência: Os Lusíadas, a cultura lusófona e a atualidade de Camões / ou: Luís de Camões e o seu tempo -VÍDEO, por Sidney Silveira






Para saber +



Biblioteca Nacional do Brasil

2016/09/02

Luís de Camões, disciplina optativa ensinda na UF no Brasil, por Marcelo Sandmann



Luís de Camões 

Centro de Estudos Portugueses, da Universidade Federal do Paraná, Brasil
Setor de Ciências Humanas, Coord. de Letras

HL090, disciplina optativa - área Literatura Portuguesa

2016-17

por Marcelo Corrêa Sandmann



Programa:

Leitura integral e discussão de Os Lusíadas, de Luís de Camões. 

Além da obra em si e de sua contextualização no Portugal do século XVI, serão também abordadas suas conexões com as epopeias de Homero e Virgílio, que lhe servem de modelo, bem como outros autores e obras da Antiguidade Greco-Latina, além das crônicas historiográficas medievais e renascentistas portuguesas, fonte da matéria histórica reelaborada pelo poeta em sua epopeia. 

Pretende-se também tratar de alguns textos e autores de momentos posteriores da literatura em língua portuguesa que dialogam com a épica camoniana, como Mensagem, de Fernando Pessoa, Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, e textos de Carlos Drummond de Andrade, Haroldo de Campos, José Paulo Paes, Herberto Helder, Ruy Belo, Jorge de Sena, entre outros.


Conteúdos (continuação):
Discussão dos Cantos V a X de Os Lusíadas, com apresentação de seminários pelos alunos.







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