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2026/08/27

Agenda Camões 500 anos



  V Centenário  
  do Nascimento de  
  Luís de Camões  


  o antes, o durante e o depois da efeméride   
2027 (integral) 👈

2026 (integral) 👈
10 JUN. 2026
JUN. 2026 | MAI. 2026 | ABR. 2026
MAR. 2026 | FEV. 2026 | JAN. 2026

2025 (integral) 👈

2024


2025/04/21

Vida e morte nos navios da Expansão Portuguesa, por Marco Oliveira Borges



Entre o céu e o inferno: 
vida e morte nos navios da Expansão Portuguesa (1497-1655)

Marco Oliveira Borges

Lisboa: Crítica, 2023

Col. "Crítica Portugal" | 354, [3] p., 16 p. il. (24cm)

Distinguido com 
pela Academia Portuguesa de História


Entre o céu e o inferno


"Uma viagem empolgante de Lisboa até à Índia 
vivendo todos os perigos e tormentas que viveram 
soldados, tripulantes, mulheres, escravos nos séculos XV- XVII.

Quem eram as pessoas que embarcavam na Carreira da Índia? 
Com que motivos? 
Como viviam dentro das naus? O que comiam? 
Quais os perigos que enfrentavam?

Estas são algumas das questões desenvolvidas neste livro que, 
numa visão conjunta até agora inexistente, analisa a vida a bordo dos navios 
que permitiram a expansão marítima e o desenvolvimento do Império Português. 

Marco Oliveira Borges, historiador e investigador das temáticas relacionadas 
com os Descobrimentos e a Expansão Europeia dos séculos XV-XVII, 
leva-nos a bordo da Carreira da Índia, dando voz 
a escravos, mulheres, soldados, marinheiros e outros tripulantes, 
para ficarmos a conhecer o quotidiano dentro dos navios da Expansão Portuguesa.

Ao longo destas páginas, o autor aborda temas como 
a perceção que o homem tinha do mar e o medo dos naufrágios,
a tipologia, a degradação e a sobrecarga dos navios,
a composição social, a alimentação, a higiene, as doenças e os acidentes a bordo,
as práticas religiosas, os passatempos, as diversões, a sexualidade 
e, por fim, as tensões e os conflitos que tinham lugar em plena travessia interoceânica. 

Uma viagem que durava cerca de seis meses,
onde os tripulantes e os passageiros enfrentavam 
o medo de um mar feroz, a morte e a incerteza de chegar ao seu destino."

Da Sinopse da editora Crítica / PlanetadeLivros 





Nasceu em Cascais, em 1984. 
É doutorado em História  com a tese
O trajecto final da carreira da Índia na torna-viagem (1500-1640): 
problemas da navegação entre os Açores e Lisboa: acções e reacções.
2 vols., Lisboa: FLUL, 2020.
É investigador integrado do Centro de História da Universidade de Lisboa 
e membro efetivo da Academia de Marinha. 
A sua investigação incide em temáticas relacionadas com 
os Descobrimentos e a Expansão Europeia dos séculos XV-XVII.




para saber +

Marco Oliveira Borges - Historiador | Facebook







Redação: 20.04.2025

2024/09/06

Do amor e da glória em Camões, concerto de Rui de Luna celebrando os 500 anos de Camões

𝑂𝑠 𝑑𝑖𝑎𝑠 ℎ𝑎́ 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑎 𝑎𝑙𝑚𝑎 𝑚𝑒 𝑡𝑒𝑚 𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜
𝑈𝑚 𝑛𝑎̃𝑜 𝑠𝑒𝑖 𝑞𝑢𝑒̂, 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑎𝑠𝑐𝑒 𝑛𝑎̃𝑜 𝑠𝑒𝑖 𝑜𝑛𝑑𝑒;
𝑉𝑒𝑚 𝑛𝑎̃𝑜 𝑠𝑒𝑖 𝑐𝑜𝑚𝑜; 𝑒 𝑑𝑜́𝑖 𝑛𝑎̃𝑜 𝑠𝑒𝑖 𝑝𝑜𝑟𝑞𝑢𝑒̂.
Luís Vaz de Camões







Concerto realizado a 10 JUN. 2023 no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa
assinalando o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
in Ars Luminae Agency | Canal do Youtube, 2.10.2023



Do amor e da glória em Camões

OBRA MUSICAL


Texto: Luís de Camões

Música e direção musical: Rui de Luna

Diseur: Natália Luiza

Piano: Rui de Luna | Violino: Marcos Lázaro | Percussão:  Ivo Mé

Sonoplastia: João Mendes




Produção:






"2024 - 500 anos do nascimento de LUIZ VAZ DE CAMÕES.
Escolheu-se começar o ano, 18, 19 e 20 de Janeiro no TMERIDIONAL, 
com o CONCERTO FALADO, “ DO AMOR E DA GLÓRIA EM CAMÕES”, 
comemorando através da música e da poesia, 
o POETA intrinsecamente ligado ao dia de Portugal. 

Este concerto é uma criação de Rui de Luna 
que assina também a composição musical e interpretação ao piano, 
acompanhado por Marcos Lázaro no violino. 
Eu, ficarei com as palavras escolhidas da lírica camoniana. 
Esta será uma parceria da ARS LUMINAE e TMERIDIONAL. 
Começar o ano com poesia?"

Natália Luiza Figueiredo Campos 


🎼 
"Um espectáculo de 𝗺𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 e 𝗽𝗼𝗲𝘀𝗶𝗮 especialmente criado para 
celebrar os 𝟱𝟬𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 de 𝗟𝘂𝗶́𝘀 𝗩𝗮𝘇 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗺𝗼̃𝗲𝘀, 
o poeta imortal que deu voz à alma lusitana

Sobre textos seleccionados a partir da extensa obra de Luís Vaz de Camões, 
Rui de Luna, o conhecido barítono e compositor português, 
vestiu de música as palavras, e delas fez um programa fascinante que, 
partindo dos Lusíadas, percorre a lírica do poeta que melhor cantou a alma lusitana.

Nesta viagem embarcam também a grande Natalia Luiza Figueiredo Campos, 
que dá voz à poesia de Camões, e o violinista Marcos Lázaro."

Ars Luminae



"E eis que os 500 anos de Camões, 
são celebrados com pompa e circunstância, no meu Douro Superior.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa recebe dia 9 de Junho às 21.30h o 
9.º concerto do "Do amor e da glória em Camões".

Depois de estrear no Mosteiro dos Jerónimos em junho passado e 
de já ter passado pelo Teatro Meridional, MAAT, pelos Paços do Concelho de Lisboa e outras salas do nosso país e antes de partir em tournée internacional, 
aqui vamos até ao maravilhoso Douro de ouro.

Para os amigos que estiverem a norte, não percam este concerto!
[...] Com a nossa magistral actriz Natália Luiza a vestir a palavra de Camões.
Produção Ars Luminae
Concerto da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa."

Rui de Luna







  1. Rui [Castilho] de Luna. - Fotografia in Ars Luminae no Facebook.
  2. Natália Luiza [Figueiredo Campos]. - Fotografia in Ars Luminae no Facebook.
  3. Marcos Lázaro. - Fotografia in Ars Luminae no Facebook.
  4. Ivo Mé [Santos]. - Fotografia no seu perfil no Facebook.
  5. Concerto 2 AGO. 2024, no  Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial , Beja.
  6. Concerto 22 JUN. 2024, na Igreja dos Agostinhos, em Vila Viçosa. | Pelo barítono Rui de Luna, com a Banda da Armada - Portugal, sob a direcção do maestro Samuel Pascoal. Org. Fundação da Casa de Bragança.
  7. Concerto 9 JUN. 2024, às 21h30, no auditório do Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa.
  8. Concerto 10 de MAI. 2024, às 21h, na Sala do Arquivo do Paços do Concelho, Lisboa. | O concerto integra o programa de celebrações camonianas promovido pela Câmara Municipal de Lisboa.
  9. Concerto 14 DEZ. 2023, às 21h30, Concerto de Natal, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, Carnaxide, Câmara Municipal de Oeiras. | Imagem video de Rui Catalão, com o apoio da Biblioteca Nacional de Portugal, que gentilmente cedeu as imagens das primeiras edições das obras de Camões.
  10. Concerto de 10 JUN. 2023, no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, Lisboa. | Vídeo.
  11. Concerto de 24 MAR. 2023, às 17h30, no Teatro Viriato, Viseu. | Concerto integrado a 3.ª edição do "Dizer Poesia".
  12. Concerto de 14 MAR. 2023, às 21.30, no MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia - Lisboa, na exposição Plug-in de Joana Vasconcelos. | O espectáculo imersivo decorre sob a "Valkyrie Octopus" (2015), uma das monumentais esculturas de Joana Vasconcelos.
  13. Concerto 18, 19 e 20 JAN. 2023, às 21h, no Teatro Meridional, Poço do Bispo, em Lisboa. - Início das celebrações camonianas deste projeto musical.








O regresso aos clássicos e ao sentido do épico

“𝐷𝑜 𝐴𝑚𝑜𝑟 𝑒 𝑑𝑎 𝐺𝑙𝑜́𝑟𝑖𝑎 𝑒𝑚 𝐶𝑎𝑚𝑜̃𝑒𝑠”, 𝑐𝑜𝑚 𝑅𝑢𝑖 𝑑𝑒 𝐿𝑢𝑛𝑎 𝑛𝑜 𝑝𝑖𝑎𝑛𝑜, 𝑞𝑢𝑒 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑛𝑎 𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑜𝑠𝑖𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑒 𝑎 𝑑𝑖𝑟𝑒𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑚𝑢𝑠𝑖𝑐𝑎𝑙, 𝑒 𝑐𝑜𝑚 𝑁𝑎𝑡𝑎́𝑙𝑖𝑎 𝐿𝑢𝑖𝑧𝑎, 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑒𝑐𝑙𝑎𝑚𝑎, 𝑒 𝑀𝑎𝑟𝑐𝑜𝑠 𝐿𝑎́𝑧𝑎𝑟𝑜, 𝑛𝑜 𝑣𝑖𝑜𝑙𝑖𝑛o [atualmente o espetáculo conta com Ivo Mé na percussão], 𝑒́ 𝑢𝑚𝑎 𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑠𝑢𝑏𝑙𝑖𝑚𝑒 𝑑𝑒𝑠𝑠𝑒 𝑒𝑥𝑒𝑟𝑐í𝑐𝑖𝑜 ℎ𝑜𝑗𝑒 𝑡𝑎̃𝑜 𝑟𝑎𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑔𝑖𝑟 𝑎̀𝑠 𝑑𝑒𝑓𝑖𝑛𝑖𝑐̧𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑜 𝑚𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎̂𝑛𝑒𝑜 𝑒 𝑚𝑒𝑟𝑔𝑢𝑙ℎ𝑎𝑟 𝑛𝑜 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐𝑖𝑎𝑙, 𝑛𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑒 𝑛𝑜 𝑒𝑠𝑝𝑎𝑐̧𝑜 𝑓𝑜𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑢𝑚.

𝑆𝑜𝑏 𝑎 𝑏𝑎𝑡𝑢𝑡𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜 𝑒 𝑎𝑐𝑙𝑎𝑚𝑎𝑑𝑜 𝑏𝑎𝑟í𝑡𝑜𝑛𝑜, 𝑠𝑜𝑚𝑜𝑠 𝑙𝑒𝑣𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑒𝑥𝑝𝑒𝑟𝑖𝑒̂𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑛𝑠𝑎 𝑖𝑚𝑒𝑟𝑠𝑎̃𝑜 𝑛𝑢𝑚𝑎 𝑜𝑏𝑟𝑎 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑎 𝑝𝑜𝑒𝑠𝑖𝑎, 𝑠𝑒𝑗𝑎 𝑎 𝑒́𝑝𝑖𝑐𝑎 𝑜𝑢 𝑙í𝑟𝑖𝑐𝑎, 𝑠𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑑𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑚 𝑎 𝑚𝑢́𝑠𝑖𝑐𝑎 𝑒 𝑣𝑜𝑧 𝑢́𝑛𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝑁𝑎𝑡𝑎́𝑙𝑖𝑎 𝐿𝑢𝑖𝑧𝑎. 𝐴𝑠𝑠𝑖𝑠𝑡𝑖𝑟 𝑎 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑡𝑎́𝑐𝑢𝑙𝑜 𝑒́ 𝑐𝑜𝑚𝑜𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒, 𝑣𝑖𝑏𝑟𝑎𝑛𝑡𝑒, 𝑒𝑚𝑜𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑛𝑡𝑒 𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑜𝑟. 𝐷𝑒𝑝𝑜𝑖𝑠 𝑑𝑒𝑠𝑡𝑎 𝑎𝑣𝑒𝑛𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑞𝑢𝑒 𝑒́ 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑠𝑡𝑖𝑟 𝑎 𝑡𝑎𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑒𝑛𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑠𝑠𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑗𝑢𝑛𝑡𝑜, 𝑝𝑒𝑟𝑔𝑢𝑛𝑡𝑎𝑚𝑜𝑠: 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑡𝑎̃𝑜 𝑚𝑎𝑙 𝑎 𝑜𝑏𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑚𝑜̃𝑒𝑠? 𝐶𝑜𝑚𝑜 𝑛𝑜𝑠 𝑑𝑒𝑖𝑥𝑎́𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑛𝑟𝑒𝑑𝑎𝑟 𝑛𝑢𝑚𝑎 𝑣𝑖𝑠𝑎̃𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑜 𝑐𝑎𝑡𝑎𝑙𝑜𝑔𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑑𝑜, 𝑛𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙𝑖𝑠𝑡𝑎 𝑒, 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑛𝑡𝑜, 𝑑𝑒𝑠𝑝𝑟𝑜𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑛𝑡𝑖𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜𝑠 𝑑𝑖𝑎𝑠 𝑑𝑒 ℎ𝑜𝑗𝑒?

“𝐷𝑜 𝐴𝑚𝑜𝑟 𝑒 𝑑𝑎 𝐺𝑙𝑜́𝑟𝑖𝑎 𝑒𝑚 𝐶𝑎𝑚𝑜̃𝑒𝑠” 𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎-𝑛𝑜𝑠, 𝑑𝑒 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎 𝑙í𝑚𝑝𝑖𝑑𝑎, 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑎𝑐𝑜𝑛𝑡𝑒𝑐𝑒 𝑎𝑝𝑒𝑛𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑚 𝑜𝑠 𝑐𝑙𝑎́𝑠𝑠𝑖𝑐𝑜𝑠, 𝑞𝑢𝑒 𝐶𝑎𝑚𝑜̃𝑒𝑠 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒 𝑒𝑥𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑒𝑠𝑠𝑒 𝑝𝑎𝑡𝑎𝑚𝑎𝑟 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑠𝑒 𝑒𝑛𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑚 𝑎𝑠 𝑖𝑑𝑒𝑖𝑎𝑠 𝑒 𝑎𝑠 𝑜𝑏𝑟𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑎̃𝑜 𝑝𝑒𝑟𝑑𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑚 𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜. 𝑂 𝑟𝑒𝑔𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜 𝑎̀ 𝑙𝑒𝑖𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑚𝑜̃𝑒𝑠, 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒𝑡𝑢𝑑𝑜 𝑎̀ 𝑙í𝑟𝑖𝑐𝑎, 𝑒́ 𝑢𝑚𝑎 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑜𝑠 𝑔𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑠 𝑑𝑟𝑎𝑚𝑎𝑠 𝑑𝑜 𝐻𝑢𝑚𝑎𝑛𝑜. 𝑆𝑒𝑗𝑎𝑚 𝑜𝑠 𝑔𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒𝑠 𝑑𝑖𝑙𝑒𝑚𝑎𝑠 𝑒𝑥𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠, 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑎 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑖𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑜 𝑛𝑜𝑣𝑜 𝑒 𝑜 𝑣𝑒𝑙ℎ𝑜, 𝑠𝑒𝑗𝑎 𝑜 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠 𝑒 𝑠𝑖𝑛𝑔𝑒𝑙𝑜 𝑎𝑚𝑜𝑟, 𝐶𝑎𝑚𝑜̃𝑒𝑠 𝑒́ 𝑚𝑎𝑡𝑒𝑟𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑖𝑑𝑎́𝑡𝑖𝑐𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑢𝑟𝑜 𝑏𝑜𝑚 𝑔𝑜𝑠𝑡𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑜𝑠 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 𝑛𝑒𝑠𝑠𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡𝑜̃𝑒𝑠 – 𝑠𝑖𝑚, 𝑝𝑜𝑟𝑞𝑢𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎𝑙𝑒́𝑚 𝑑𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡𝑜̃𝑒𝑠, 𝑎 𝑒𝑠𝑡𝑒́𝑡𝑖𝑐𝑎 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑛𝑜𝑠 𝑎𝑙𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎.
Paulo Mendes Pinto
O regresso aos clássicos e ao sentido do épico
JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, 12.06.2024, p. 29






para saber +


Concerto realizado no dia 10 de Junho de 2023 no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa
assinalando o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Ars Luminae Agency | Canal do Youtube, 2.10.2023
 

José Carlos Canoa
n Luís de Camões - Diretório de Camonística, 5.09.2024

José Carlos Canoa
in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 16.06.2024










Redação: 6.09.2024

2024/07/07

Camões e a Lusofonia pelo projeto Borderlovers




MUNDOS DA LUSOFONIA, especial centenários

EXPOSIÇÃO DE PINTURA

do coletivo artístico Borderlovers

5 a 30 MAIO 2023 | das 14h00 às 19h00

No Halle des Chartrons, Place du marché des Chartrons, Bordéus

Organização: 

Projeto Borderlovers

Em colaboração e com o patrocínio do 

Consulado-Geral de Portugal em Bordéus







A exposição “Mundos da Lusofonia: especial centenários"  
tem curadoria do artista Pedro Amaral e 
foi apresentada pela primeira vez na Universidade do Luxemburgo, em 2021.

Nesta mostra de pintura, um coletivo de artistas 
composto por Carlos Farinha, Ivo Moreira, Mathieu Sodore, 
Nathalie Afonso, Pedro Amaral e Sidney Cerqueira,
presta homenagem a  cinco autores portugueses, 
cujo centenário do seu nascimento se celebrou em 2023: 
Eduardo Lourenço, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny, 
Natália Correia e Urbano Tavares Rodrigues.

O visitante encontra na exposição uma viagem iconográfica pela 
história dos autores e obras dos países lusófonos, em que poderá apreciar, 
entre outros, Camões, Camilo Pessanha, Florbela Espanca, 
Noémia de Sousa, Ondjaki, José Craveirinha, 
Clarice Lispector e Machado de Assis.

in site oficial do Projeto Borderlovers







1., 2., 3., 4. - Momentos da inauguração da exposição “Mundos da Lusofonia” do coletivo artístico Borderlovers, em Bordéus, no dia 5 de maio de 2023. - Fotografias no Facebook do Projeto Borderlovers, provavelmente da autoria de José da Silva.
5. - Cartaz da exposição, criado por Daniel do Nascimento.






para saber +

in site oficial do projeto Borderlovers, 5.05.2023.








Redação: 7.07.2024

2023/10/08

Camões e Chaves - o nascimento

Luís de Camões. Onde nasceu o autor de Os Lusíadas?

por Secundino Cunha


"AIguns especialistas apontam Lisboa como o lugar mais provável, outros Coimbra, mas apenas por o autor de 'Os Lusíadas' ter passado parte da sua con-urbada existência entre a capital, sede da Corte, e a "Rainha do Mondego", terra da universidade e do multisciente Mosteiro de Santa Cruz. Mas ultimamente têm surgido estudos e teses que apontam a aldeia de Vilar de Nantes, nos arredores de Chaves, como o sítio mais provável da natividade do homérico poeta, que vai fazer 500 anos dentro de poucos meses.

O total desconhecimento quanto ao lugar de nascimento de Camões tem a ver com o facto de, antes do Concílio de Trento, que decorreu entre1561 e 1575, não haver obrigatoriedade de assento de nascimentos e óbitos. Só boa parte das famílias nobres, por sua iniciativa, procediam a esses registos. Ora, Luís de Camões, que nasceu em 1524 (há quem defenda 1525 - como se vê nem a data de nascimento é uma certeza) não pertencia à alta nobreza e, como se sabe, chega, na sua obra lírica, a lamentar as suas despojadas origens.

Sabe-se, no entanto, e isso está documentado nos arquivos da Arquidiocese de Braga, que os avós paternos do grande poeta residiram na aldeia flaviense de Vilar de Nantes e que lá, numa casa de granito ainda hoje conhecida como a "casa dos avós do Camões" , nasceram os seus oito filhos, entre os quais o pai do épico, Simão Vaz de Camões.

Os avós do poeta, Antão Vaz e Guiomar Vaz, seriam naturais de Coimbra e teriam, ainda jovens, rumado a terras do Norte de Portugal, devido a problemas com a justiça. Acontece que, em meados do século XV, D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I de Avis e primeiro duque de Bragança, criou, enquanto alcaide de Chaves, um couto de foragidos, como forma de combater a desertificação daquelas terras do Interior, confinantes com a Galiza. O que acontecia era que o alcaide perdoava penas leves a quem aceitasse fixar-se naqueles territórios.

O que dizem os arquivos?

Foi por essa via que os jovens Antão Vaz e Guiomar Vaz, recém-casados, cimentaram residência naquela região do País. Dizem os documentos da época que a este jovem casal foram concedidos alguns privilégios relacionados com a igreja de Vilar de Nantes, como, por exemplo, receber a "ração", que resultava dos impostos pagos pela restante população.

De resto, nos arquivos da Arquidiocese de Braga (na época abrangia todo o território correspondente às re-giões do Minho e de Trás--os-Montes) há documentos que comprovam que Simão Vaz de Camões, o pai do épico Luís, estudou nas escolas arquidiocesanas, onde obteve as designadas ordens menores, um grau eclesiástico abaixo de sacerdote. Significa que o pai do poeta era uma pessoa bastante culta para a época e que pode ter passado o interesse pelos estudos ao filho.

Posto isto, concluímos que os avós de Camões residiram em Chaves e que o pai de Camões nasceu e residiu em Chaves, na aldeia de Vilar de Nantes. E Luís Vaz de Camões? Bem, é possível que também tenha nascido neste lugar, mas não há forma de o confirmar. Até porque o pai, Simão Vaz de Camões casou com uma escalabitana - Ana de Sá. E se hoje Santarém fica longe de Chaves, imaginemos, não do ponto de vista geográfico, mas do ponto de vista do tempo e do modo de vencer uma distância de 380 quilómetros, como seria há 500 anos. Quer isto dizer que tanto Ana Sá pode ter ido para Chaves, como Simão Camões para Santarém. Ou os dois para Lisboa, para Coimbra ou para qualquer outra região do País.

Fugir da peste

Acontece que, nesses tempos de início do século XVI, a zona centro do País, com particular incidência em Lisboa, era assolada por uma epidemia de peste, causadora de muitas mortes e, por isso, é natural que o jovem casal tenha optado por se fixar no Norte, ficando, por um lado, próximo da família de um deles e, por outro, distante do terrível flagelo sanitário que grassava de Coimbra para baixo.

Dessa forma, há fortes probabilidades de Camões ter nascido na região que hoje forma o território do município de Chaves e, por maioria de razão, naaldeia de Vilar de Nantes.

E mesmo não tendo nascido nestas terras, pode aí ter residido algum tempo, já que, na sua obra poética, são referidas algumas localidades, como Vale de Lassa ou Monterrei, que pertencendo hoje ao território da Galiza, são muito próximas de Chavee, em algumas fases da História, terão integrado a jurisdição flaviense.

Certezas ninguém tem e dificilmente alguém terá. Aliás, os dedos de duas mãos chegam e sobram para contar os factos historicamente confirmados da vida e da geografia do grande poeta. Sabe-se que passou boa parte da juventude em Lisboa, que estudou em Coimbra (ou na
Universidade ou no Colégio de Santa Cruz), que em 1550 realizou a primeira milícia no Norte de África, onde perdeu um olho em contexto de campo de bata-ha, e que, regressado a Portugal, foi preso, em 1552, por ter agredido um arrieiro da Casa Real.

Documentada está ainda a sua partida para a Índia, a 24 de março de 1553, na nau 'São Bento', da armada de Fernão Álvares Cabral (filho do descobridor do Brasil), e o naufrágio que sofreu em finais da década, vindo de Goa sob prisão, e em que conseguiu salvar o manuscrito de 'Os Lusíadas' a nado. Sabe-se também que regressou à Pátria em 1570, que publicou 'Os Lusíadas' em 1571 [sic], com privilégio real concedido por D. Sebastião, e que morreu, vítima de peste, a 10 de junho de 1580. E, para além disso, que, numa das vezes que foi preso, esteve encarcerado numa cela da margem direita do rio Tejo, em Constância, onde hoje se ergue a Casa-Memória de Camões."

Secundino Cunha
(n. 1967) Jornalista, editor do 'Correio da Manhã'.
Autor de livros sobre escritores portugueses e as casas onde terão escrito a sua obra:
 Casas de Escritores no Minho (2007), Casas de Escritores no Douro (2011), 
Casas de Escritores no Alentejo (2012), Escritores a Norte (2015),
Eça de Queiroz e a Casa de Tormes (2014), Raul Brandão e a Casa do Alto (2018)
A Casa de Teixeira de Pascoaes (2027)







para saber +


Secundino Cunha
Luís de Camões. Onde nasceu o autor de 'Os Lusíadas'?
in Correio da Manhã, Especial Domingo, 8.10.2023
Reproduzido em Município de Chaves | Facebook, 14.10.2023












Redação: 14.09.2024

2023/10/07

Edição dos sonetos de Camões por Mauricio Matos e reedições de outros estudos

 

"O entendimento de meus versos: 

sonetos atribuídos a Luís de Camões entre 1595 e 1616"

Organização de Mauricio Matos



A obra está disponível 
para descarregar gratuitamente








A obra faz uma compilação dos sonetos atribuídos a Luís de Camões 
entre os anos de 1595 e 1616, ou seja: as chamadas primeira e segundas partes das Rimas.
Originalmente, os sonetos foram agrupados de acordo com a ordenação das Rhythmas (1595), publicadas quinze anos após a morte do autor por Fernão Rodrigues Lobo Soropita.

A atual edição, apenas  contendo os sonetos, 
organizada e anotada pelo professor Doutor Mauricio Matos,
contém o Prefácio de Soropita e 
reune as transcrições dos paratextos originais, da edição de 1595.

Esta última parte - a transcrição dos paratextos da edição de 1595,
por si só já valia o título agora publicado
pelo Professor Mauricio Matos. 









Já viu?
As segundas edições revistas das obras 
“Investigações camonianas (1998-2008)”
“Ao longo da ribeira: estudos de literatura portuguesa (2000-2010)”
escritas pelo professor Mauricio Matos, j
á estão disponíveis em formato digital e 
em acesso aberto no Repositório Institucional da UEA!

Os livros estão ligados a um tema em comum: o estudo da literatura portuguesa. 

Enquanto “Investigações camonianas (1998-2008)” reúne artigos acadêmico-científicos 
sobre o trabalho, a história e a vida do poeta português Luís de Camões, 

a obra “Ao longo da ribeira: estudos de literatura portuguesa (2000-2010)” apresenta ao leitor artigos diversos sobre épocas e autores distintos da literatura portuguesa dos séculos XVI e XX. 

Ricos em informação, os livros, em sua nova edição, buscam oferecer perspectivas sobre a literatura portuguesa, a pesquisa e autores de Portugal."










para saber +





MATOS, Mauricio, org., pref. e notas (2023) 
O entendimento de meus versos: sonetos atribuídos a Luís de Camões entre 1595 e 1616
Manaus (AM): Editora UEA.


MATOS, Mauricio
Investigações camonianas (1998-2008). 
2. ed. rev. Manaus: Editora UEA, 2022.

MATOS, Mauricio
Ao longo da ribeira: estudos de literatura portuguesa 2000-2010.
2. ed. rev. Manaus: Editora UEA, 2022.








Redação: 7.09.2024

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