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2026/05/10

Grande Edição Comentada e Ilustrada de Os Lusíadas por A Bela e o Monstro edições e o jornal Público



Os Lusíadas - Grande Edição 
Comentada e Ilustrada

FASCÍCULO 0 - Introdução + OFERTA DE CAPA


Com duas versões à escolha:

Os Lusíadas - Grande Edição Comentada e Ilustrada 
 Com capa de José de Guimarães
Colecção Completa: 10 fasc. + capa | €135,90


Os Lusíadas - Grande Edição Comentada e Ilustrada
Com capa de Júlio Pomar
Colecção Completa: 10 fasc. + capa | €135,90

Edição:

em parceria com o jornal Público.
Com o apoio do Camões, I.P., RTP, UCCLA 
e o patrocínio dos Museus e Monumentos de Portugal, 
Município de Porto de Mós e Garland.

Uma edição especial, criativa e apaixonante

"Esta edição especial — única na forma, no conceito e no espírito 
— convoca vozes e mãos de todos os cantos do mundo onde se fala português. 
Cada um dos dez cantos da epopeia é interpretado, com imaginação e profundidade, 
por escritores, artistas plásticos e estudiosos da lusofonia, 
que aceitaram o desafio de dialogar com Camões e trazer novas luzes à sua obra maior.
Comentários, ensaios inéditos, poemas e interpretações visuais, 
criados expressamente para esta edição, 
convidam o leitor a uma redescoberta envolvente e plural. 
São fruto de uma total liberdade criativa e entrega apaixonada, 
que revelam a vitalidade contemporânea da língua e obra de Camões."



"500 anos depois… Camões volta com companhia.
Prepara-te para uma edição d’Os Lusíadas  como nunca viste antes.
Provocadora. Livre. Criativa.
Uma viagem pelas margens da língua portuguesa e da imaginação, 
onde o presente encontra novas vozes e mãos 
para ressignificar a memória viva de Camões."

In A Bela e o Monstro, 10.06.2025

É uma edição de muito grande qualidade

"É uma edição de muito grande qualidade, Os Lusíadas em fascículos publicados mensalmente pelo Público. Uma boa surpresa que fica para a longa história das edições do poema.

Editado por João Pinto de Sousa (A Bela e o Monstro) em co-autoria literária com o livreiro bibliógrafo Luís Gomes, agora em Óbidos, reúne canto a canto comentários especializados e ilustrações inéditas de 12 artistas do espaço lusófono (uma boa ideia) de Francisco Vidal no fascículo zero a Gabriela Carrascalão - o comissário para as artes visuais é Ricardo Barbosa Vicente. Além de muita iconografia histórica, e, a abrir, dois retratos de Camões por Júlio Pomar e José de Guimarães. 

Começou a ser distribuído a 26 de julho e irá até março de 2026, em suaves prestações mensais de 6,90€ (salvo o fasciculo zero com a capa) ou a col. completa por 135,90.
E são 3500 exemplares de tiragem, apenas.

Colaborei com a cedência do "Luis de Cá", de 1973, que foi muito mais tarde uma serigrafia (Ed. La Différence, Atelier Arcay, Paris, 2001)."
Alexandre Pomar

Como adquirir?

Pré-reserva da edição completa 
através da Loja do Público.

O envio CTT será efectuado mensalmente 
após a data de lançamento de cada fascículo 
no último sábado de cada mês

Data de lançamento de cada fascículo:

28/06/2025
Fascículo 0 - introd. + capa

26/07/2025 | Fascículo 1
30/08/2025 | Fascículo 2
27/09/2025 | Fascículo 3
25/10/2025 | Fascículo 4
29/11/2025 | Fascículo 5
27/12/2025 | Fascículo 6
31/01/2026 | Fascículo 7
28/02/2026 | Fascículo 8
28/03/2026 | Fascículo 9
25/04/2026 | Fascículo 10


Fascículo 0

Com comentários de Anxo Angueira e Paulina Chiziane, 
prefácio de José Augusto Cardoso Bernardes 
Comissário das Comemorações dos 500 Anos de Camões.
introdução de Isabel Almeida, 
e ilustrações de Francisco Vidal.

Camões é nosso

"Antes de entrar nos cantos da epopeia, abrimos espaço para a pergunta mais urgente: De quem é Camões?

No Fascículo 0 da Grande Edição Comentada e Ilustrada d’Os Lusíadas, inauguramos a nossa viagem com textos inéditos de Paulina Chiziane e Anxo Angueira, que interrogam a figura de Camões a partir das margens geográficas, linguísticas e históricas da lusofonia.

Este primeiro fascículo propõe um prólogo coletivo à leitura da obra, com textos inéditos de uma das mais reconhecidas autoras moçambicanas e do destacado autor galego, bem como uma introdução da camonista Isabel Almeida, prefácio a cargo de José Augusto Cardoso Bernardes, e ilustrações de Francisco Vidal.

Este é o ponto de partida de uma edição que não pretende fixar significados, mas abrir caminhos. Um reencontro coletivo entre geografias distantes que partilham a mesma pergunta: de quem é, afinal, Camões?
A resposta é o nosso ponto de partida: Camões é nosso.

Fascículo 0 da Grande Edição Comentada e Ilustrada d’Os Lusíadas disponível a partir do dia 28 de junho nas bancas com o Público. Pré-reserva de edição completa disponível através do link na bio."
A Bela e o Monstro

Fascículo 1 - Canto I

"Camões invoca as Tágides 
e apresenta a missão épica de cantar os feitos heróicos
dos portugueses, desde logo por Vasco da Gama. 

No Olimpo, os deuses discutem o destino dos Lusos: 
Baco opõe-se-lhes por inveja, Vénus protege-os por amor ao heroísmo. 
O poema propõe-se como um instrumento de consagração da identidade nacional, 
exaltando o valor, a fé e o engenho como virtudes fundadoras. 

O fascículo conta com os contributos dos portugueses 
Afonso Cruz, Hélia Correia, Lídia Jorge, António Carlos Cortez e António Faria."


Fascículo 2 - Canto II

"Os portugueses enfrentam hostilidades em Mombaça, 
onde são vítimas de conspirações árabes incitadas por Baco. 
Vénus intervém junto de Júpiter, 
e Mercúrio avisa Vasco da Gama a tempo, salvando a frota. 
Em Melinde, os nautas são finalmente bem recebidos, 
preparando-se o relato da história de Portugal. 

O fascículo reúne também textos dos moçambicanos 
Luís Carlos Patraquim, Hirondina Joshua e Álvaro Fausto Taruma, 
ilustrados por Eugénia Mussa."

"O Canto II leva a armada de Vasco da Gama 
entre tempestades, presságios e o encontro com o Adamastor.

Com comentários de 
Álvaro Fausto Taruma, Hirondina Joshua e Luís Carlos Patraquim, 
e ilustrações de Eugénia Mussa."
in A Bela e o Monstro | Facebook, 29.08.2025

 

Fascículo 3 - Canto III

"Vasco da Gama começa a relatar a história de Portugal ao rei de Melinde, 
traçando uma linhagem de heróis, desde os fundadores até aos reis da expansão. 

O canto celebra a memória como fonte de identidade 
e como bússola para a acção ética e política. 

Os macaenses 
Yao Jingming, Miguel Senna Fernandes, Carlos Morais José e Ana Jacinto Nunes 
colaboram neste terceiro fascículo."


Fascículo 4 - Canto IV


"Camões evoca o período entre 1383 e 1497, 
narrando a história da 2.ª Dinastia até à partida de Vasco da Gama. 

De grande relevo é o sonho profético de D. Manuel, 
onde o Rio Ganges anuncia, como providencial, a missão divina dos portugueses. 

A narrativa, feita na voz do próprio Gama, dá conta dos preparativos da viagem. 
O canto termina com a fala crítica do Velho do Restelo, 
símbolo da razão e da memória, denunciando 
a vaidade e a corrupção associadas ao império e à fama ilusória. 

O fascículo 4 reúne os contributos dos artistas são-tomenses 
Conceição Lima, Orlando Piedade [comentários] 
e René Tavares [ilustração]."


Fascículo 5 - Canto V

"O episódio do Adamastor, titã simbólico 
que personifica os medos e obstáculos do desconhecido, 
está no centro deste canto. 

Após a profecia onírica do Canto IV, 
surge agora uma nova profecia, dita pela criatura monstruosa 
que Vasco da Gama encontra ao dobrar o Cabo das Tormentas. 
Adamastor, símbolo da natureza indomável e da paixão desmedida, 
conta a sua origem trágica. 

Este confronto marca a prova iniciática da viagem: 
só enfrentando este “monstro interior” é possível transcender 
a condição humana e alcançar o destino da missão. 

Nas últimas estrofes do canto, o Poeta lembra amargamente 
a falta de incentivo à poesia, em Portugal, 
e reafirma a sua decisão de, contra ingratidões e indiferenças, 
levar avante o projecto épico. 

Os cabo-verdianos Dina Salústio, José Luiz Tavares, 
Germano Almeida, Kiki Lima e Yuran Henrique 
assinam textos e ilustrações neste fascículo."


"Entre naufrágios anunciados e o encontro com Adamastor, 
Camões escreve a fronteira entre o medo e o mito. 
O Canto V leva-nos ao centro da tormenta, 
onde sentimos a viagem a tornar-se lenda.

De Cabo Verde, Dina Salústio, Germano Almeida e José Luiz Tavares 
comentam esta travessia intensa e luminosa, 
acompanhados pelas ilustrações de Yuran Henrique."
in A Bela e o Monstro | Facebook, 25.11.2025

Fascículo 6 - Canto VI

"Depois do episódio de Adamastor, 
a viagem prossegue desde Melinde até Calecute. 

Vasco da Gama ascende de herói histórico a símbolo mítico.

Entretanto, ocorre um novo Consílio dos Deuses: 
Baco, avô simbólico dos portugueses, tenta impedir o sucesso luso, 
instigando Neptuno a desencadear uma tempestade.

Enquanto isso, Fernão Veloso conta a aventura cavaleiresca dos Doze de Inglaterra.
 
No final da história, desencadeia-se uma terrível tormenta, 
que cessará com a intervenção de Vénus.

O Poeta faz-se ouvir no termo do canto, 
numa reflexão sobre o heroísmo. 

Neste fascículo, os escritores guineenses 
Ernesto Dabó e Odete Semedo dialogam com este canto, 
ilustrado por Nu Barreto."

Fascículo 7 - Canto VII

"Vasco da Gama e a sua frota chegam finalmente à Índia, mais precisamente a Calecute. 
O rei local, o Samorim, recebe os portugueses com curiosidade,
mas também com desconfiança. 

Baco, temendo que os portugueses se estabeleçam,
convence os mercadores mouros a difamá-los, 
acusando-os de serem piratas e sem intenções legítimas de comércio. 

Este canto simboliza o início de uma nova fase da epopeia, 
onde os desafios políticos e comerciais serão tão difíceis quanto os perigos da navegação. 

O fascículo que marca a chegada à Índia 
conta com contributos que vêm de Goa, 
pela mão e pena de Ave Cleto Afonso, Valentino Viegas 
e pela arte de Subodh Kerkar."

Fascículo 8 - Canto VIII

Lançamento em 28.02.2026


"O Canto VIII evoca os heróis da história de Portugal 
através da descrição das bandeiras da armada de Vasco da Gama, 
ligando-os a Luso, mítico filho de Baco. 
A exaltação heróica contrasta com a traição que os portugueses enfrentam na Índia,
orquestrada por Baco, temeroso de perder o culto oriental. 
No fim, Camões interrompe a narração para lamentar a corrupção. 
É um canto onde a memória gloriosa se cruza com a crítica amarga ao presente. 

No fascículo 8, as palavras dos angolanos 
Ana Paula Tavares, José Luís Mendonça e Pepetela 
surgem lado a lado com a arte expressiva de Cristiano Mangovo."

Fascículo 9 - Canto IX

Lançamento em 28.03.2026


"Baco incita os indianos a resistirem aos portugueses, 
mas Vénus intervém, e com o seu filho Cupido/Eros prepara 
a Ilha dos Amores como recompensa para os navegadores. 

A tensão mítica reflecte a tensão política. 
O poeta não deixa de semear lições e fazer apelos 
em prol da qualidade ética e moral da acção humana. 
O amor e a sensualidade, tantas vezes reprimidos, 
surgem como forma de comunhão e reconhecimento da virtude. 

Camões celebra o heroísmo através da união entre o prazer e o saber. 

O canto IX é reinterpretado pelas vozes dos brasileiros 
Alexei Bueno e Silviano Santiago 
e é ilustrado por Cássio Markowski."
Com introdução por Isabel Almeida.

Fascículo 10 - Canto X

Lançamento em 25.04.2026



"Na Ilha dos Amores, conjugam-se a união erótica 
e a visão profética das glórias e desgraças futuras de Portugal. 
A deusa Tétis revela o futuro império, exaltando conquistas, 
mas alertando para a decadência moral. 

O canto final, o mais longo d’Os Lusíadas
funde erotismo, conhecimento e crítica ética. 

O fascículo 10 conta com os contributos dos timorenses 
Luís Cardoso de Noronha, Benjamim Corte-Real e Gabriela Carrascalão. 

A encerrar, o posfácio é da autoria de José Pires Laranjeira 
e de Isabel Almeida."






Imagens da cerimónia de apresentação da "Grande Edição...", 1 jul. 2025
📷 Luís Silva / Mosteiro dos Jerónimos
que contou com a presença de
a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, 
o Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, 
o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Jorge de Albuquerque Veiga, 
o Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, Alexandre Pais, 
a Diretora do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Margarida Donas Botto, 
o Comissário-Geral da Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís Camões 500, José Augusto Cardoso Bernardes, 
a Administradora do jornal Público, Cristina Soares | o Editor, João Pinto de Sousa 
e a Professora Universitária e Camonista, Isabel Soares. 
O evento contou ainda com uma actuação musical dos The Suma.



Imagens de publicidade, no Facebook de A Bela e o Monstro


para saber +


"500 anos depois… Camões volta com companhia"
In A Bela e o Monstro, 10.06.2025


Reprodução da página promocional do Público
in Alexandre Pomar




Redação: 11.06.2025, atualizado em 9.05.2026

2026/04/07

Camões por José de Guimarães


   Camões III   


Tapeçaria de Portalegre que evoca Luís de Camões
200x140 cm
obra da autoria de José de Guimarães 
© Imagem em  



Camões por José de Guimarães


EXPOSIÇÃO

27 nov. 2025 a 15 mar. 2026
Nave Central do Panteão Nacional, em Lisboa

Obra que é propriedade da Caixa Geral de Depósitos 

Camões por José de Guimarães

"Celebrando os 500 anos do nascimento de Luís de Camões, o Panteão Nacional apresenta, em parceria com a Caixa Geral de Depósitos, uma tapeçaria da autoria de José de Guimarães – Camões III - que evoca esta figura incontornável da literatura portuguesa, homenageada neste monumento em forma de cenotáfio.

Produzida pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, esta peça, de autoria de José de Guimarães, está na sala de reuniões do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos. Temos a rara oportunidade de a poder apreciar no Panteão Nacional, onde Luís de Camões é um dos Portugueses homenageados."
Panteão Nacional


pseudónimo de José Maria Fernandes Marques
n. Guimarães, 1936. 

Licenciou-se em engenharia, em 1965.
Estreou-se como artista, expondo pela primeira vez, em Angola, em 1967.
Regressa a Portugal em 1974 e é bolseiro da Gulbenkian em 1977/78.
Em 1992, começou a colaborar com a 
Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.

Participou na XVI Bienal de São Paulo (1981),
na exposição no Musée d´art moderne de la Ville de Paris (1988),  
na Nationalgalerie de Berlim (1991)
 e com uma retrospectiva no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (1992). 

A sua obra integra colecções públicas e privada europeias e japonesas. 



para saber +


José de Guimarães [Artistas ativos]
in Manufactura de Tapeçarias de Portalegre






Redação: 7.04.2026

2023/03/03

A monstruosidade do Adamastor, ou a interpretação plástica e crítica contemporâneas







ADAMASTOR, Nomen gigantis

sobre uma escultura popular de José de Guimarães


Vasco Graça Moura


Porto: Edições Afrontamento, 2000

32 x 27,5 cm.
álbum de 72 pp.

Ilustrado com desenhos e fotografias a cores 
sobre papel couché.





Texto de 
sobre uma escultura popular de 
acompanhado por 
esboços e fotografias de obras deste






“A iconografia tradicional do Adamastor representa-o como uma criatura enorme de vulto humano e disforme, emergindo pesadamente das águas revoltas, numa aura sinistra. Os artistas seguiram mais ou menos à letra a descrição camoniana da figura colossal. O resultado não vai por vezes sem recordar certas esculturas no interior das grutas maneiristas italianas, confirmando inquietantes seres de forma humana obtida a par das concreções geológicas da pedra, mais ou menos adaptadas pela mão dos artistas, e de que o próprio Camões pode aliás ter conhecido representações em gravuras e desenhos, como é muito provável que tenha conhecido por idêntica via processo de agregação de elementos de vária ordem para compor figuras antropomórficas, semelhantes aos de Arcimboldo, como pode supor-se pelo retrato de Tritão no canto VI (17-19).” 
"[...] José de Guimarães é, de há muito, um leitor e um intérprete plástico de Camões. Mas até agora, ele tinha ido buscar ao poeta uma temática e uma emblemática para os registos exuberantes da sua pintura. Com o Adamastor, José de Guimarães vai antes buscar a Camões a ideia geral de uma figura, um príncipio de monstruosidade e gerador de monstruosidades, que depois combina com outros elementos, literários e extras-literários.” 
VASCO GRAÇA MOURA






José de Guimarães foi o autor da escultura 
"Adamastor", 1999
encomendada para celebrar 
o Festival dos Oceanos no Parque das Nações.






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