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2026/08/19

SOLEDAD TENGUO DE TI - Musiques de la Renaissance portugaise pelo Ensemble Céladon



 Capa do álbum: Azulejos policromáticos do Palácio dos marqueses de Fronteira, Lisboa  

  SOLEDAD TENGUO DE TI  
 Musiques de la Renaissance portugaise 

Álbum com música renascentista de Portugal.
Paris: Arion Music, 2006

"Enregistrement realisé du 30 août au 3 septembre 2005
au château de Chalain d'Uzore"

pelo Ensemble Céladon

Direção artística por Paulin Bündgen

Paulin Bündgen: contratenor
Florence Bolton: viola
Eleanor Lewis: viola
Luc Gaugler: Viol
Rémi Cassaigne: guitarra e alaúde medieval
Florent Marie: guitarra e alaúde medieval
Ludwin Bernaténé: percussão

Anne Delafosse Quentin: Conselheira Artística
Thierry Bardon: gravação e edição de som
Olivier Cornemillot / ARION: Conceção gráfica




FAIXAS

«"SOLEDAD TENGUO DE TI" - Musiques de la Renaissance Portugaise


2 - Dipues vienes delhaldea (poema de Andrade de Caminha)
5 - Na fomte esta Lianor (mote também glosado por Camões)
10 - Quero mir morar al monte (poema de Nuno Álvares Pereira)
12 - Em mi gram suffrimento (poema de Juan Fernández de Heredia)
15 - Puestos estan frente a frente (poema de Andrade de Caminha)
17 - Passame por Dios barquero (poema de Pedro de Escobar)
19 - Minima dos olhos verdes (instrumental); (mote também glosado por Camões)
22 - Soledad tenguo de ti (versão instrumental)
23 - Nam vos acabeis tam çedo (poema de Trozilho)




Ensemble Céladon 
Paulin Bündgen, contratenor e diretor artístico
Marie-Frédérique Girod, soprano | Myriam Bis Cambreling & Stéphan Dudermel, violonos
Nolwenn Le Guern - Viola de Gamba e "vièles à archet" | Caroline Huynh Van Xuan, orgão
©️ Foto: Bertrand Pichene no Facebook do Ensemble Célon.

para saber +





Ensemble Céladon








Redação: 18.08.2026

2023/03/04

CAMONISTA - Vítor Serrão













Vítor Serrão, 1952-
Historiador de arte, professor, camonista



"Homem de causas e sonhos, sempre. Operário de memórias empenhado no estudo do Património cultural e de todas as Artes, micros e macros, eruditas ou periféricas.
Admirador de Fernão Gomes, o pintor, e de Luís de Camões, o poeta que escreveu:
“Olhai como Amor gera, num momento / de lágrimas de honesta piedade, / lágrimas de imortal contentamento”. 
Autorretrato


Vítor Manuel Guimarães Veríssimo Serrão licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1975), é mestre em História da Arte pela UNOVA de Lisboa, com a dissertação O Maneirismo e o estatuto social dos pintores portugueses (1982) e doutorado na mesma área pela Univ. de Coimbra, tendo defendido a tese A pintura proto-barroca em Portugal, 1612-1657 (1992).

É Professor Catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirige o ARTIS - Instituto de História da Arte (ARTis-IHA) e as revistas do Instituto, ARTIS – Revista de História da Arte e Ciências do Património (impressa, desde 2002) e a ARTis ON (online, desde 2015) .

Dedica-se à história da pintura portuguesa dos sécs. XVI-XVIII, à Teoria da Arte e da Imagem, à Iconologia e á área da Gestão Integrada do Património Cultural.

Vítor Serrão é autor de diversos livros, textos científicos e catálogos de exposições sobre arte portuguesa do Renascimento, do Maneirismo e do Barroco. Autor de numerosos textos em atas de congressos, boletins e revistas da especialidade, realizou conferências em universidades portuguesas e estrangeiras. Colaborou no vol. II – Do “Modo” Gótico ao Maneirismo da História da Arte Portuguesa dirigida por Paulo Pereira (Círculo de Leitores, 1995).











ARTIS, s. 2, n.º 5 – Renascimento(s)Lisboa, 2017





CAMONIANA


CAMÕES:
altos cumes, Scabelicastro e correlatos
Vítor Serrão e Mário Rui Silvestre
Chamusca: Cosmos, 2024.

  • (2019) Primeiros tratados de pintura. – Coord. Patrícia Monteiro, Vítor Serrão; versão dos textos latinos José Carlos Lopes de Miranda. Lisboa: Círculo de Leitores.











Aparição de Cristo à Virgem: Fernão Gomes

Vítor Serrão
Porto: Santa Casa da Misericórdia do Porto, 2017.





  • (2015) Artes por terras de Nun'Álvares: pintores e obras dos séculos XVI a XVIII na sertã e em Proença-a-Nova. – Com Ana Maria Farinha; pref. José Eduardo Franco. Lisboa: Theya: Instituto Europeu de Ciências da Cultura: Padre Manuel Antunes.
  • (2013) Impactos do Concílio de Trento na arte portuguesa entre o Maneirismo e o Barroco (1563-1750), in O Concílio de Trento (1545-1563). – [Actas do Seminário no âmbito das comemorações dos 450 anos sobre a clausura do Concílio de Trento, 1563-2013]. Cord. José Pedro Paiva. Lisboa: Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, p. 101-129.
  • (2013) As preparações na pintura portuguesa: séculos XV e XVI. – Atas do Colóquio Internacional, 28-29 jun. 2013, Lisboa, MNAA. Coord. conjunta com Vanessa Antunes e Ana Isabel Seruya.
  • (2012) O Túmulo de D. Jerónimo Mascarenhas no Bom Jesus de Goa e a tónica do sincretismo na Índia portuguesa ao tempo dos Filipes: ourivesaria, escultura, pintura, in Actas do Congresso Goa: Passado e Presente. Lisboa: Univ. Católica Portuguesaa, p. 37-73.
  • (2012) Ecumenismo imagético e trans-contextualidade na arte portuguesa do século XVI: representações de asiáticos no ‘Pentecostes’ do pintor António Leitão em Freixo de Espada-à-Cinta / Ecumenism in images and trans-contextuality in Portuguese 16th century art: Asian representations in Pentecostes by the painter António Leitão in Freixo de Espada à Cinta – Bulletin of Portuguese-Japanese Studies, n.º 20, Paris, p. 125-165.
  • (2010) A pintura maneirista e proto-barroca, 1550-1700. – Vol. XI da col. Arte Portuguesa: da Pré-História ao Século XX, dir. Dalila Rodrigues; José Pessoa. Lisboa: Jornal de Notícias.
  • (2010) «’Acordar as cores...’: os pigmentos nos contratos de pintura portuguesa dos séculos XVI e XVII», in The Materials of the Image / As Matérias da Imagem. Coord. Luís Urbano Afonso, Série Monográfica «Alberto Benveniste», n.º 3, Cátedra de Estudos Sefardsitas «Alberto Benveniste», p. 97-132.








O largo tempo do Renascimento:
arte, propaganda e poder


Simpósio Internacional
Coord. 
Maria José Redondo Cantera, Vítor Manuel Guimarães, Veríssimo Serrão.

Casal de Cambra: Caleidoscópio; Lisboa: Centro de História da Universidade, 2008.













A Trans-memória das Imagens:
estudos iconológicos de pintura portuguesa 
(séculos XVI-XVIII)


Vítor Serrão
Chamusca: Cosmos, 2007.




  • (2008) O Fresco Maneirista em Vila Viçosa, Parnaso dos Duques de Bragança (1540-1640). – Ed. Fundação da Casa de Bragança, Lisboa.
  • (2007) [verbetes], in Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th centuries. – catálogo da exposição. Washington: Sacker Gallery.










Vol. III – O Renascimento e o Maneirismo
– Vítor Serrão

in História da Arte em Portugal
– Dir. Carlos Alberto Ferreira de Almeida e José-Augusto França
Lisboa: Presença, 2022.



  • (2000) História e restauro do retábulo da capela-mor do Mosteiro dos Jerónimos. – Com Carmen Olazabal Almada e Luís Figueira: Lisboa: IPPAR.
  • (1998) André de Padilha e a pintura quinhentista, entre o Minho e a Galiza. Lisboa: Estampa.





A pintura maneirista em Portugal: a arte no tempo de Camões

– Catálogo de exposição realizada no Centro Cultural de Belém, Lisboa, 1995.

511 pp.; il. cor. ; 31 cm.

Vítor Serrão, Annemarie Jordan-Gschwend; Francisco Faria Paulino

Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos, 1995.
– Galardoado com o Prémio Nacional APOM.







  • (1995) Diogo Teixeira, Fernão Gomes e o "decoro tridentino": a "pittura senza tempo" em Portugal, in História da Arte Portuguesa. Vol. II - Do "modo" gótico ao maneirismo. Lisboa: Círculo dos Leitores.
  • (1993) A igreja, in Hospital Real de Todos-os-Santos: séculos XV a XVIII: catálogo. – Org. Museu Rafael Bordalo Pinheiro; dir. Paulo Pereira; textos Ana Cristina Leite et al.. Lisboa: Câmara Municipal. – [103, [1] p.; il. (28 cm) + maqueta de armar em cartão, em bolsa resguardo].
  • (1991) O pintor António Campelo e o triunfo do maneirismo no Portugal de 1550 a 1580. S.l.: s.n.
  • (1989) Estudos de pintura maneirista e barroca. Lisboa: Caminho, 1989.
  • (1989) O rosto de Camões: Fernão Gomes, pintor maneirista de "bravo talento", in Oceanos, n.° 1 (jun. 1989), 27-29.
  • (1989) Estudos de pintura maneirista e barroca. Lisboa: Caminho.
  • (1986) História da Arte em Portugal. Vol. VI. – O Maneirismo. Lisboa. Publicações Alfa.
  • (1983) O Maneirismo e o estatuto social dos pintores portugueses. Lisboa: INCM. – Prémio Nacional José de Figueiredo da Academia Nacional de Belas-Artes.
  • (1982) A Pintura Maneirista em Portugal. Lisboa: ICALP. – Col. Biblioteca Breve. / 2.ª ed., 1991.
  • (1981) Os tectos maneiristas da igreja do Hospital Real de Todos-os-Santos, 1580-1613.  - Com Dagoberto Markl, in Sep. do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, III série, 86, p. 161-215.


Fernão Gomes e o retrato de Camões

Textos introd. Vítor Serrão, Vasco Graça Moura


Lisboa: CNCDP; Fundação Oriente; INCM, 1989

48, [6] p. : il., [32] facsimil. ; 47 cm



 







2021/04/29

Repensar o escritor Sá de Miranda e o Renascimento literário em Portugal – Colóquio internacional, abril 2021











COLÓQUIO INTERNACIONAL
REPENSAR SÁ DE MIRANDA E O RENASCIMENTO

29 e 30 de abril de 2021

“Francisco de Sá de Miranda foi um dos vultos estelares da literatura portuguesa. Profundamente admirado pelas principais vozes poéticas do seu tempo, devemos a Sá de Miranda não somente a introdução do dolce stil nuovo em Portugal, mas também uma obra valiosíssima para se perceber a constelação cultural do Renascimento.”

O Centro de Estudos Mirandinos (CEM) organizou o Colóquio Internacional que se propôs “revisitar criticamente a obra do grande escritor, nas suas várias modalidades expressivas e na riqueza dos caminhos temáticos que nela se percorrem, bem como analisar, em sede tanto filosófica como estética, o Renascimento enquanto expressão de uma nova forma de conceber e ver o mundo.”

Comissão Organizadora: 

Sérgio Guimarães de Sousa (Universidade do Minho)
João Paulo Braga (Universidade Católica)
Luciana Braga (Centro de Estudos Mirandinos)
Anabela Costa (Biblioteca Francisco de Sá de Miranda)

Contactos: 

CENTRO DE ESTUDOS MIRANDINOS
Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda
Largo D. Gualdim Pais, n.º 19
4720-013 Amares
Telef. +351 253 995 182
coloquio.mirandino@gmail.com 
cem@biblioamares.pt 


1.º dia – 29 de abril de 2021 (quinta-feira)

10h00 – 10h35: Sessão de Abertura
Moderação: Patrícia Monteiro
  • Manuel Moreira, Presidente da Câmara Municipal de Amares 
  • Sérgio Guimarães de Sousa, Diretor do Centro de Estudos Mirandinos – CEM 
  • António Amaro, Diretor do Centro de Formação do Alto Cávado
Cláudia Souto: Declamação de poemas de Sá de Miranda

10h40 – 11h20: Conferência plenária
Moderação: Sérgio Guimarães de Sousa
  • Figuras que geram consenso: o caso de Sá de Miranda, Professor José Cardoso Bernardes, Universidade de Coimbra.
11h25 – 13h05
Moderação: Isidro Araújo
  • 11h25 – 11h45: Comunicação 1 – O encantador de serpentes, a sereia e a senhora: a imagética de Sá de Miranda no Cancioneiro Geral, Isabel Morán Cabanas
  • 12h00 – 12h20: Comunicação 2 – Conselhos aos príncipes: as perspetivas de Maquiavel e de Sá de Miranda, Rodrigo Valverde Denubila
  • 12h35 – 12h55 - Comunicação 3 – Eu não venho a vós voando: reflexões sobre a Fama a partir da obra de Sá de Miranda, Micaela Ramon
13h10 – 14h15: ALMOÇO
14h15 – 17h35
Moderação: Jorge Brandão
  • 14h15 – 14h35 – Comunicação 4  – Famílias desavindas: Sá de Miranda reeditado, José Camões e Filipa de Freitas
  • 14h50 – 15h10 – Comunicação 5  – Revisitar a figura de Cleópatra em Portugal no século XVI: textos e contextos, Paula Almeida Mendes
  • 15h25 – 15h45 – Comunicação 6  – A revisitação de Sá de Miranda nos poemas de Maria Teresa Horta e Ana Luísa Amaral, Gabriela Silva
  • 16h05 – 16h25 – Comunicação 7  – “Falta sexo em Camões” (falta?): em torno de uma crônica mal disposta e da necessidade de uma resposta, Jorge Vicente Valentim
16h45 – 17h20: Conferência de Encerramento do 1.º dia
Moderação: Luciana Braga
  • Sá de Miranda: a função social da literatura, a dimensão cívica do poeta e a contraideologia, Maria Luísa de Castro Soares

2.º dia – 30 de abril de 2021 (sexta-feira)

10h05 – 10h45: Conferência plenária
Moderação: Dr. Luís Mira
  • Apógrafos parisienses de Francisco de Sá de Miranda: sobre livros manuscritos de poesia, Marcia Arruda Franco
10h55 – 13h00
Moderação: Anabela Costa
  • 10h55 – 11h15 - Comunicação 8  – A receção e tradução de Sá de Miranda nos países de língua alemã, Orlando Grossegesse
  • 11h40 – 12h00 - Comunicação 9 – Nem «tudo são palavras vãs»: as palavras-símbolo e as principais ocorrências na obra de Sá de Miranda, Luciana Braga
  • 12h20 – 12h40 - Comunicação 10 – “Queriendo los poetas dar pintura”: a poesia de Sá de Miranda em diálogo com os Emblemata de Alciato, Filipa Araújo
13h00 – 14h15: ALMOÇO
14h15 – 17h35
Moderação: Luciana Braga
  • 14h15 – 14h35 – Comunicação 11 – Figurações do campo: diálogos entre Sá de Miranda e Cesário Verde, Patrícia de Resende
  • 14h55 – 15h15 – Comunicação 12  – Sá de Miranda, Rodrigues Lobo e os “filósofos de surrão e cajado”, Paulo Silva Pereira
  • 15h35 – 15h55 – Comunicação 13 – Sá de Miranda e a Arcadia, André Corrêa de Sá
  • 16h15 – 16h35 – Comunicação 14 – A doutrina “económica” e os temas do De re rustica em Sá de Miranda, Ricardo Hiroyuki Shibata
16h55 – 17h25: Conferência plenária
Moderação: Sérgio Guimarães de Sousa
  • Sá de Miranda, figura tutelar dos poetas da geração de Camões, Vanda Anastácio
17h40 – 18h00
Moderação: Isidro Araújo
  • Apresentação do livro: Obra Completa de Francisco de Sá de Miranda, Sérgio Guimarães de Sousa, João Paulo Braga, Luciana Braga

18h00 – 18h10: ENCERRAMENTO










2017/03/01

Nas ruas da Lisboa renascentista - uma coletânea de estudos sobre "a cidade global"

THE GLOBAL CITY

on the streets of Renaissance Lisbon


Edited by Annemarie Jordan Gschwend and K. J. P. Lowe.

London: Paul Holberton Publishing, 2015


A recente identificação da Rua Nova dos Mercadores – principal artéria comercial e financeira na Lisboa Renascentista – por Annemarie Jordan Gschwend e K.J.P. Lowe, em duas pinturas do século XVI, foi o ponto de partida para o retrato de uma cidade global no início do período moderno…


“Recently identified by the editors as the Rua Nova dos Mercadores, the principal commercial and financial street in Renaissance Lisbon, two sixteenth-century paintings, acquired by Dante Gabriel Rossetti in 1866, form the starting point for this portrait of a global city in the early modern period. Focusing on unpublished objects, and incorporating newly discovered documents and inventories that allow novel interpretations of the Rua Nova and the goods for sale on it, these essays offer a compelling and original study of a metropolis whose reach once spanned four continents.
The Rua Nova views painted by an anonymous Flemish artist portray an everyday scene on a recognisable street, with a diverse global population. This thoroughfare was the meeting point of all kinds of people, from rich to poor, slave to knight, indigenous Portuguese to Jews and diasporic black Africans.
The volume highlights the unique status of Lisbon as an entrepôt for curiosities, luxury goods and wild animals. As the Portuguese trading empire of the fifteenth and sixteenth century expanded sea-routes and networks from West Africa to India and the Far East, non-European cargoes were brought back to Renaissance Lisbon. Many rarities were earmarked for the Portuguese court, but simultaneously exclusive items were readily available for sale on the Rua Nova, the Lisbon equivalent of Bond Street or Fifth Avenue. Specialized shops offered West African and Ceylonese ivories, raffia and Asian textiles, rock crystals, Ming porcelain, Chinese and Ryukyuan lacquerware, jewellery, precious stones, naturalia and exotic animal by-products. Lisbon was also a hub of distribution for overseas goods to other courts and cities in Europe. The cross-cultural and artistic influences between Lisbon and Portuguese Africa and Asia at this date will be re-assessed.
Lisbon was imagined as the head of empire or caput mundi, while the River Tagus became the aquatic gateway to a globally connected world. Lisbon evolved into a dynamic Atlantic port city, excelling in shipbuilding, cartography and the manufacture of naval instruments. The historian Damião de Góis bragged of the “Tagus reigning over the world”. Lisbon’s fame depended on its river, an aquatic avenue that competed with the Rua Nova, providing a means of interaction, trade and communication along Lisbon’s coastline. Even for the cosmopolitan Góis, who travelled extensively for the Portuguese crown, Lisbon’s chaotic docks were worth describing. Of all the European cities he experienced, only Lisbon and her rival Seville could be “rightfully called Ladies and Queens of the Sea”. Góis contended that they had opened up the early modern world through circumnavigation.
Lisbon was destroyed in a devastating earthquake and tsunami in November 1755. These paintings are the only large-scale vistas of Rua Nova dos Mercadores to have survived, and together with the new objects and archival sources offer a fresh and original insight into Renaissance Lisbon and its material culture.”
In site da editora Paul Holberton Publishing.

Índice


Introduction
  • “Princess of the seas, queen of empire: configuring the city and port of Renaissance Lisbon”, Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe.


The maritime city
  • “Foreign descriptions of the global city: Renaissance Lisbon from the outside”, Kate Lowe.
  • “The global population in sixteenth-century Lisbon”, Kate Lowe.
  • Chinese commodities on the India route in the late sixteenth and early seventeenth century”, Rui Loureiro.
  • “Saved from the sea: the shipwreck of the Bom Jesus (1533) and its material culture”, Bruno Werz.


Bringing a street back to life
·      “Aquela grã Rua Nova”: Images of the Rua Nova in sixteenth-century Portuguese literature”, T.F. Earle.
·      “Reconstructing the Rua Nova: the life of a global street in Renaissance Lisbon”, Annemarie Jordan Gschwend.
·      “Global interiors on the Rua Nova in Renaissance Lisbon”, Hugo Miguel Crespo.
·      Olisipo, emporium nobilissimum: global consumption on the Rua Nova”, Annemarie Jordan Gschwend.

Material culture: case studies from West Africa, Brazil and Portuguese Asia
  • “Made in Africa: West African luxury goods for Lisbon’s markets”, Kate Lowe.
  • “On the Turkey in Rua Nova dos Mercadores”, Shepard Krech III.
  • “Rock crystal carving in Portuguese Asia: an archaeometric analysis”, Hugo Miguel Crespo.
  • “‘The Three Brothers’: Sixteenth-century Lacquered Indo-Persian shields or commodities for display? A case study”, Ulrike Körber.
  • “Some notes on the production of Christian sculpted ivories in the Estado da Índia”, Carla Alferes Pinto.


Epilogue
  • “The Rua Nova dos Mercadores paintings, Dante Gabriel Rossetti and the Victorian art dealer George Love: questions of provenance”,
 Annemarie Jordan Gschwend.


Documentary appendices




Vista da Rua Nova dos Mercadores, c. 1570-1619.
Rua Nova I - Rua Nova dos Ferros com a esquina do Largo do Pelourinho Velho;
Rua Nova II - Do Arco dos Barretes ao Arco dos Pregos;
De Autor flamengo desconhecido
Propriedade: Londres, Kelmscott Manor Collection
The Society of Antiquaries of London.



Referência do livro:

GSCHWEND, Annemarie Jordan e Kate K. J. P. Lowe, ed. (2015) The global city: on the streets of Renaissance LisbonLondon: Paul Holberton Publishing. – 240 p.; il. (28x24cm). – Ed. em capa dura, nov. 2015, ISBN 978 1 907372 88 9.

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