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2026/06/06

Camões Sem Fim, Colóquio Internacional


  CAMÕES SEM FIM  

 COLÓQUIO 

Encerrando as comemorações do 
V centenário de nascimento de Luís de Camões

 22 e 23 JUN. 2026  | das 10h às 17h

No RGPL, Rio de Janeiro
R.  Luís de Camões, 30

Organização:

Gilda Santos / RGPL
com o apoioo da Estrutura de Missão 
para as Comemorações do 
V Centenário de Luís de Camões
"o encontro celebra o legado inesgotável do poeta, 
reunindo especialistas portugueses e brasileiros 
para refletir sobre sua permanência 
nas letras, nas artes e na memória"

  PROGRAMA  

1° dia
  22 jun. 2026, segunda-feira  

10h00
Abertura

10h30
   Painel 1  
Coordenação: 
Gilda Santos, UFRJ / RGPL

"Camões: sobre os rios que vão e o fio da memória"
Ana Paula Tavares
Escritora, Prémio Camões 2025

"A presença de Camões na arte do Brasil joanino"
Paulo Knauss
UFF / IHGB

14h00
   Painel 2  
Coordenação: 
Márcio Muniz, UFBA

"Aqui a terra espera: Camões e Saramago"
por Sara Grünhagen
U. Aberta

"...despois de ser morta foi Rainha": 
a Inês sem fim de Jorge de Sena, leitor de Camões"
por Rodrigo Xavier
UFRJ

15h30
   Painel 3  
Coordenação:
Mônica Fagundes, UFRJ

A morte de Camões: acerca de um topos da biografia camoniana
por Vanda Anastácio
U. Lisboa

"Até onde os olhos alcançam:
Camões e o triunfo imagético do imperador Maximiliano I"
por  Julio Bandeira
IHGB

CAMÕES SEM FIM
22 e 23 de junho de 2026
Real Gabinete Português de Leitura

2° dia
  23 jun. 2026, terça-feira  

10h30 
   Painel 4  
Coordenação:
Luis Maffei, UFF

"As Rimas de Camões: novos leitores, novos desafios?"
por Maria do Céu Fraga
U. Açores

"Leitura e censura de Camões em O Ateneu de Raul Pompeia"
por Gilberto Araújo
UFRJ

14h00
   Painel 5  
Coordenação:
Sofia Sousa e Silva, UFRJ

"O mundo dos cancioneiros"
por Isabel Almeida
U. Lisboa

"Camões nos palcos brasileiros"
por Márcio Muniz, UFBA

15h30
   Painel 6  
Coordenação:
Sérgio Nazar David, UERJ

"Camonianas no MHN"
por Cícero de Almeida
MHN

"Proposição e Anti-proposição n'Os Lusíadas"
Helena Buescu
U. Lisboa

16h30 

RECITAL 

Conjunto Música Antiga da UFF


para saber +


Luís de Camões 500 | Facebook, 5.06.2026

centrodeestudos_pplbpllb | Instagram, 12.03.2026




Redação: 5.06.2026

2026/05/15

Lire, traduire, éditer Camões aujourd'hui - o Congresso Internacional de Paris



 Lire, traduire, éditer Camões aujourd'hui 

 RENCONTRE INTERNATIONALE 

Commémorations des 500 ans de Luís de Camões (c. 1524-1580)


18 – 19 May 2026 | Mon, 09:00 – 17:00 Tue, 09:00 – 17:30

Salle Pessoa, Maison du Portugal - André de Gouveia, 
Cité internationale universitaire de Paris
7 P, boulevard Jourdan - 75014 Paris

Organização:

Chaire Solange Parvaux / CREPAL
En partenariat avec l
a Délégation en France de la Fondation Gulbenkian Paris.

Organisé avec l’appui de : 
Luís de Camões 500 - Estrutura da Missão para as 
Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões;
Commission Scientifique de l' Université Sorbonne Nouvellee;
Embaixada de Portugal em Paris et Camões - Centre culturel portugais à Paris.




Iniciativas camonianas do CREPAL

"À la suite de l’action "Camonianas, Lusitanas" réalisée en novembre 2024 avec l’Université de Harvard, le Crepal a organisé un cycle de conférences intitulé "Lire et Relire Camões" à l’Université Sorbonne Nouvelle, du 6 novembre au 4 décembre 2025. Ces initiatives ont bénéficié du soutien de l’Institut Camões.

Aujourd’hui, dans le cadre de la Chaire Solange Parvaux, le Crepal propose cette dernière rencontre autour de Camões, en partenariat avec la Délégation en France de la Fondation Gulbenkian Paris.

Intitulée « Lire, traduire, éditer Camões aujourd’hui », cette rencontre internationale s’inscrit dans la clôture des commémorations camoniennes. Au-delà d’un bilan sur la fortune plurielle de Camões en France, il s’agira d’analyser, de façon prospective, le phénomène des "commémorations" et de discuter la figure de Camões en tant que "lieu de mémoire". La France deviendra ainsi une plateforme d’observation des éditions, de la production scientifique, des traductions et de la diffusion des connaissances camoniennes auprès de publics divers (académiques, artistiques, société civile).

Le programme mettra notamment à l’honneur des lectures d’extraits de la nouvelle traduction française des Lusiades (prévue pour 2027), ainsi qu’une exposition bibliographique accompagnée du catalogue du fonds camonien de la Bibliothèque Gulbenkian. Enfin, des interventions et des tables rondes réunissant des acteurs de divers horizons interrogeront la contemporanéité de l’œuvre de Camões."



  PROGRAMME 

Programme à consulter et à télécharger sur le site.

Lundi 18 mai


9h. Accueil

9h30 – Ouverture de la journée

10h-12h
 Lire & commémorer Camões: bibliothèques, fonds, patrimoines 
Modération: 
Teresa Castro, Délégation en France de la FCG

Caminhos de busca: a Camoniana Digital da Biblioteca Nacional de Portugal
Isabel Almeida, FLUL

No rasto de Luís de Camões
Vanda Anastácio, FLUL

O projeto expositivo de Camões na Biblioteca Nacional de Espanha
Aurélio Vargas Díaz-Toledo, U. Complutense de Madrid

12h-14h. Pause déjeuner

14h. 

 Luís de Camões, vies posthumes 

Modération: 
Isabel Almeida, FLUL

« Novas artes, novo engenho »: apresentação do n° 221 da revista Colóquio
Joana Matos Frias, FLUL

14h45-16h15

 Traces et présences parisiennes – livres, iconographies, objets 

Modération
José Manuel da Costa Esteves, U. Paris-Nanterre

Deux, trois épisodes méconnus de la vie d’un poète voyageur à Paris
Ilda Mendes dos Santos, U. Sorbonne Nouvelle

Camões dans le fonds de la Bibliothèque Gulbenkian à Paris
Cristina Costa, Ana Paula Jorge, Isabel de Barros
Bibliothèque Gulbenkian

16h30-17h00

 Visite de l’exposition 
«Lire, traduire et éditer Camões» à la Bibliothèque Gulbenkian 


19h. 

 Concert à l’Ambassade du Portugal 

3, rue de Noisiel
75116 Paris

Récital en dó≠ Mineur
João Costa Ferreira (piano), 

Dans le cadre du programme Musicorama, 
une initiative de l’Ambassade du Portugal 
et de l’Institut Camões Paris 
avec le soutien de TBS.

Réservation indispensable auprès de l’Ambassade.

 Mardi 19 mai 

9h00. Accueil

9h15-10h45. 

 Éditer & relire Camões: perspectives I 

Modération:
Saulo Neiva , U. Clermont-Auvergne

Do texto ao comentário: « por mares nunca de antes navegados »
Zulmira Santos, FLUP 

Editar o texto de Camões: a questão do comentário
Hélio Alves, FLUL

Editar os poetas: Camões e Góngora ‘frente a frente’ (1613-1639)
Aude Plagnard, U. Montpellier Paul-Valéry / IUF

10h45-11h00. Pause café

11h00-12h30. 

Éditer & relire Camões : perspectives II

Modération: 
Leonardo Tonus, U. Sorbonne Nouvelle

De la Bibliothèque Impériale aux usages de Camões 
et aux sauvetages contre-archivistiques de Frey Ioannes Garabatus et Jorge de Sena: 
Les Quybyrycas ou les dis-locations de l’épique
Maria Benedita Basto, U. Sorbonne Université

Giulio, Camões, Giambologna: natureza e arte
João R. Figueiredo, FLUL

Reler Camões no tempo da crise ecológica
Matteo Pupillo, U. Évora / Sorbonne Université

12h30-14h. Pause déjeuner

14h-15h45. 

 Traduire Camões – Mondes & Langues 

Modération: 
Zulmira Santos, FLUP

Traduções, reescritas, manipulações: Camões em italiano
Valéria Tocco, U. Pisa

Encontros Falhados. Camões na Grécia
Sofia Morabito, U. Pisa

Re-traduire les Lusiades en vers français aujourd’hui
Isabel Violante, U. Paris 1 Panthéon-Sorbonne

Pause-café et visite libre de l’exposition

16h30. 

 Mots de clôture 

Jorge Barreto Xavier
Conseiller culturel de l’Ambassade du Portugal 
et Directeur du Centre culturel portugais à Paris

José Augusto Bernardes
Commissaire Général des Commémorations des 500 ans de Camões




Portrait de Luís Vaz de Camões. - Paris, 2025, par l’artiste grapheur Glaçon
© Glaçon, Paris, 2025

para saber +



in Fondation Calouste Gulbenkian - Délégation en France









Redação: 13.05.2026

2026/03/29

Congresso internacional "Obras y ecos de Luís de Camões" na Universidade dos Andes


 Obras y ecos de Luís de Camões 

 COLÓQUIO INTERNACIONAL 


4 e 6 MAR. 2026 | Na Universidad de los Andes

Organização:

Universidad de los Andes
no âmbito da Cátedra de Estudos Portugueses Fernando Pessoa 
e da Faculdade de Artes e Humanidades.

Com o apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., 
do Camões - Centro de Língua Portuguesa em Bogotá 
e da Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.

"O Colóquio Internacional "Obras e Ecos de Luís de Camões" propõe uma reflexão crítica sobre as múltiplas recepções, releituras e ressonâncias contemporâneas da obra de Camões.

Através de abordagens que dialogam com a poesia brasileira, a tradição ibérica e a teoria literária, as apresentações exploram a forma como a voz de Camões continua a ser reconfigurada nos imaginários modernos que giram em torno do sonho, do amor, do riso e da morte. 

O evento procura, assim, considerar não só a relevância duradoura de um clássico, mas também a sua capacidade de gerar novos significados no presente."

O evento, organizado no âmbito do curso "Camões e a épica humanista" lecionado por Nicolás Barbosa e o "Seminário de Edição" lecionado por Jerónimo Pizarro, reúne investigadores da obra camoniana especialmente os dedicados à circulação da obra do Poeta no espaço transatlântico.

  PROGRAMA  


 4 de março 2026 

Salón R-112, Bloque R, Universidad de los Andes

  Sueños, risa y muerte  

15h30 – 15h35 – Apertura

15h35 – 16h00
La risa amarga: cartas del soldado Luís Vaz de Camões
por Isabel Soler, U. Barcelona

16h00 – 16h25
 ¿Cómo sueña Camões?
por Luis Maffei, U. Federal Fluminense

16h25 – 16h50
Sobre el arte de liberarse de la muerte: 
ecos de Camões en la poesía de Alexei Bueno
por Mauro Dunder, U. Federal de Río Grande do Norte

16h50 – 17h00
Discusión

 6 de março de 2026 

No Salón B-201, Bloque B, da U. Andes

 “Amor, respiración y poesía” 


15h30 – 15h35
Apertura

15h35 – 16:00
“Adamastor en el diván: sobre ‘queixumes de amor’ y literatura”
por Ana Clara de Medeiros, U. Brasília

16h00 – 16h25
“La máquina del mundo reconfigurada: 
Camões en la respiración de la poesía brasileña”
por Sabrina Sedlmayer, U. Federal de Minas Gerais

16h25 – 16h45 
Discusión y clausura

para saber +



Evento, em Camões 500 Anos

Congressos, em Plataforma 9






Redação: 28.03.2026

2026/03/28

Colóquio “Camões Sem Fim” no Real Gabinete Português de Leitura


 “Camões Sem Fim” 

 COLÓQUIO 

"Encerramento das comemorações do 
5° centenário do nascimento de Luís de Camões"

Colóquio com sessões presenciais.

22 - 23 JUN. 2026
No Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, Brasil


Organização:

Professora Doutora Gilda Santos, RGPL
Real Gabinete Português de Leitura
Com o apoio da Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.


O evento decorre na sede do Real Gabinete Português de Leitura, 
com sessões presenciais abertas ao público, 
distribuídas por dois dias, da parte da da manhã e da tarde.

As intervenções serão registadas em vídeo 
e os textos apresentados serão reunidos na revista Convergência Lusíada
publicado em formato online.

 PROGRAMA 

CAMÕES SEM FIM
22 e 23 de junho de Real Gabinete Português

 22 jun. 2026, 2º feira 

10hh00
Abertura

10h30
Coord. Gilda Santos

Camões - Sobre os rios que vão e lo fio de memória
Ana Paula Tavares
FLUL, distinguida com o Prémio Camões 2025

A presença de Camões na arte do Brasil joanino
por Paulo Knauss
U. Federal Fluminense

14h00
Coord. Márcio Muniz

Aqui a terna espera: Camões lê Saramago
por Sara Grunhagen, U. Aberta

"... despois de ser morta foi Rainha": 
a Inês sem fim de Jorge de Sena, leitor de Camões
por Rodrigo Xavier, U. Federal do Rio de Janeiro

15h30
 Coord. Mônica Fagundes

A morte de Camões:
acerca de um topos da biografia camoniana
Vanda Anastácio, FLUL

Até onde os olhos alcançam:
Camões e o triunfo imagético do imperador Maximiliano I
Júlio Bandeira
historiador de arte 
e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil

 23 jun. 2026, 3º feira 

10h30
Coord. Sérgio Nazar

Proposição e anti-proposição n'Os Lusíadas
por Helena Buescu, FLUL

Camões, no começo e no fim
Antonio Carlos Secchin
poeta, ensaísta 
e membro da Academia Brasileira de Letras.

14h00
Coord. Sofia Sousa e Silva

O mundo dos cancioneiros
por Isabel Almeida, FLUL

Camões nos palcos brasileiros
por Márcio Muniz
U. Federal da Bahia

15h30
Coord. Luis Maffei

As Rimas de Camões: novos leitores, novos desafios
por Maria do Céu Fraga, U. Açores

Camonianas no MHN
Cícero Almeida
diretor do Museu Histórico Nacional

16h30

  RECITAL  

pelo Conjunto Música Antiga
da Universidade Federal Fluminense

  MOSTRA BIBLIOGRÁFICA CAMONIANA   

Exibição de parte do acervo bibliográfico camoniano 
do Real Gabinete Português de Leitura, 
"sublinhando a dimensão patrimonial e artística das celebrações".


para saber +

centrodeestudos_pplbpllb | Instagram, 12.03.2026









Redação: 29.03.2026

2026/03/12

III Congresso do Meio Milénio do Nascimento de Camões, em Goa e Damão - 2026

 


III Congresso do Meio Milénio 
do Nascimento de Camões




12 mar. 2026, quinta-feira | formato presencial, em Goa

14 mar. 2026, sábado | via ZOOM

16 mar. 2026, segunda-feira | extensão cultural a Damão

Parceiros do Congresso:

Rede Camões na Ásia & África
Universidade de Goa
Instituto Camões

Com o apoio de

Comissão Organizadora:

Felipe de Saavedra, coord. RCnA&A
Loraine Alberto, RCnA&A e U. Goa
Irene Silveira, RCnA&A e U. Goa
Delfim Correia da Silva, CLP Camões Goa 



  Encontro com Camões em Goa  

"Luís de Camões, que foi não só o maior poeta da língua portuguesa como também um dos maiores da tradição ocidental, viveu em Goa em períodos importantes da sua vida criativa, especialmente entre 1559 e 1562, sob os vice-reinados de Dom Constantino de Bragança e de Dom Francisco Coutinho, ambos seus patronos e protetores, mas também em 1566 e 67, caído então em desgraça e preso preventivamente por ordem do vice-rei Dom Antão de Noronha.

A capital do Império Português do Oriente foi determinante para a vida literária do Poeta: foi em Goa que ele compôs o Auto de Filodemo, bem como muitas poesias e cartas extantes, e uma parte significativa de Os Lusíadas. Meio milénio após o seu nascimento, a obra de Camões, ainda que seja hoje conservada apenas parcialmente, permanece como um marco essencial para as culturas goesa e portuguesa, e para o mundo de língua portuguesa em geral.

O III Congresso do Meio Milénio do Nascimento de Camões prossegue a série de reuniões científicas de alto perfil iniciadas em Ternate, Indonésia, em março de 2022, e prosseguidas em fevereiro de 2024 em Macau, e em junho de 2025 na Ilha de Moçambique, todos eles lugares de estadia prolongada de Camões na Ásia e no Índico.

Em Goa tiveram lugar as sessões presenciais. Entre outras iniciativas suscitadas pelo Congresso, estiveram patentes duas exposições visuais e houve leituras públicas da poesia de Camões pelos estudantes da Universidade de Goa.

Houve igualmente uma sessão virtual aberta aos pesquisadores do mundo inteiro e uma extensão cultural a Damão, para contactos com a comunidade lusodescendente local.

O Congresso terminou com uma visita guiada a Bombaim, incluindo o assentamento português e a Ilha de Elefanta."



   PROGRAMA   

CAMÕES EM GOA 2026

12 MAR. 2026, quinta-feira
Universidade de Goa
09h00 – 13h00


Boas-vindas
dos participantes pelas estudantes de português Sanikaa Verlekar e Tanushree Rai

     Os participantes receberam um diploma e uma obra de inspiração camoniana    
da autoria do artista Shailesh Dabholkar

 A Diretora da Fac. de Letras da Universidade de Goa com o Padre Délio Mendonça, SJ 

  Saudação de abertura  
por Anuradha Wagle, Diretora da Faculdade de Letras,
aqui no ato simbólico de plantar os estudos camonianos na Universidade 

  Discurso inicial  
por Felipe de Saavedra, coordenador da RCnA&A

Camões na Goa contemporânea, ecos na escrita e na literatura
por Aren Noronha
estudante de pósgraduação da U. Goa

As confluências intertextuais entre Os Lusíadas e o Mahabharata
por Dhruvan Nair
estudante de pósgraduação da U. Goa

Entre a epopeia e a tragédia: Pedro e Inês em Camões e Montherlant
por Irene Silveira Almeida
U. Goa

Reimaginando a profecia
por Loraine Ethel Barreto Alberto
U. Goa


15h00 – 17h00
                   No Centro de Língua Portuguesa               

Monarquia eletiva imaginada
por Wang Yuan
U. Pequim

A Indonésia em Os Lusíadas 
por Danny Susanto
U. Indonésia

Balanço e encerramento
por Felipe de Saavedra, coordenador da RCnA&A

17h30
Visita guiada à Exposição.

20h00
     JANTAR    


  "Os Rostos de Camões" 

  EXPOSIÇÃO  

Encerramento da exposição
que esteve patente de 19 jun. 2025 a 12 mar. 2026
no CLP do Camões em Goa.

Com curadoria de 
Savia Viegas e Delfim Correia da Silva.
Foi também lançado o livro homónimo 
que reuniu os 8 artistas plásticos goeses
participantes na exposição coletiva:

Francis Desousa
Nishant Saldanha
Savia Viegas
Shailesh Dabholkar
Viraj Naik
Vitesh Naik
Verodina Ferrao
Yolanda de Sousa Kammermeier

       "Sopa de letras", 2025 - Cerâmica, 18x35 cm       
por Verodina Ferrao
Reprod. da imagem divulgada com o programa do evento.


CLP - Camões em Goa
Os rostos de Camões:
Publicado por ocasião da exposição comemorativa
500 anos de Luís de Camões OS ROSTOS DE CAMÕES
19 de junho de 2025 - 12 de março de 2026
Ed. Delfim Correia da Silva e Savia Viegas.
 Com os ensaios: 
"Camões, Portuguese, Goan and Universal" de Delfim Correia da Silva;
"Luís de Camões between Europe and Asia", de Kenethe David Jackson;
"Os Rostos de Camões", de Savia Viegas;
Pref. de Isabel Raimundo, Consul-Geral de Portugal em Goa.
Goa: Centro de Língua Portuguesa - Camões em Goa, 2026.


  SESSÃO DE LEITURA DE POEMAS  

Leitura de poemas de Camões em várias línguas
pelos estudantes de português 
da Faculdade de Letras da Universidade de Goa.

Aren Noronha leu oitavas d'Os Lusíadas em inglês,
Dhruvan Nair leu em malayalam,
Leanne Fernandes leu em português,
e Delaney Rodrigues leu em concanim.
Joann D'Silva leu o poema "Amor é fogo que arde..."
Sanikaa Verlekar e Tanushree Rai leram textos em francês.

  Luís de Camões  
  No meio milénio do seu nascimento  
  (1525-2025)  

  EXPOSIÇÃO  

da autoria de Felipe de Saavedra
mostrada em Goa no dia 12 de março de 2026, 
no âmbito do III Congresso do Meio Milénio 
do Nascimento de Luís de Camões.


  CAMÕES: 
UMA VIDA EM IMAGENS  
ITINERÁRIO DIDÁTICO 
elaborado pela RCnA&A - Rede Camões na Ásia & África
com o apoio do IPOR - Instituto Português do Oriente
© RCNA&A 2024-2026

A exposição foi concebida no âmbito das 
celebrações dos 500 anos do nacimento de Luís de Camões, 1525-2025,
e consiste em posters cronológicos, 
com os marcos biográficos do Poeta descritos por texto e ilustração.

Com ilustração e ligações/links 
(ir deslizando o cursor do rato para baixo).


   PROGRAMA   

CAMÕES EM GOA 2026

14 MAR. 2026, sábado
Em registo vídeo (receção)

📹 21:09
1.
  SAUDAÇÃO INICIAL  

500 anos de Camões: sentidos de uma comemoração
Presidente da Comissão Nacional Portuguesa 
para as Celebrações dos 
500 anos do nascimento de Luís de Camões.

📹 11:35
2.
Influência de Camões na lírica de Rui de Noronha
Abudo Machude
"Luís de Camões (1524-1580) e Rui de Noronha (1909-1943) são dois importantes poetas de língua portuguesa separados no tempo e no espaço, mas próximos um do outro pelo diálogo permanente dos seus textos.

A presente proposta de trabalho tem como objetivo principal demonstrar a influência da poesia lírica de Camões sobre a poesia lírica de Rui de Noronha, poeta moçambicano do século XX.

Assim, em termos metodológicos, partindo de uma análise baseada na intertextualidade, serão tomados, a título exemplificativo, os poemas ‘Alma minha gentil que te partiste’ (Camões, Rhythmas, 1595, Soneto XIII) e ‘Por Amar-te Tanto’ (Rui de Noronha, Sonetos…).

Os resultados deste estudo mostram uma forte influência de Camões na poesia lírica de Rui de Noronha no concernente à forma (soneto) e ao conteúdo (a predominância da temática do amor platónico)."
📹 35:59
3.
O ano em que Camões embarcou da Índia Portuguesa para Macau
Eduardo Ribeiro
Investigador independente
"Com a premissa de que Camões esteve em Macau, esta comunicação examina os vários indícios que apontam a data de partida do vate de Goa para os Mares do Sul da China, e essa data é abril de 1562.

Esses indícios estão evidenciados quer na Década VIII (versão extensa) de 1615, quer no Primeiro Soldado Prático, de 1569, ambas as obras de Diogo do Couto.

Contudo, há outros, que complementam o testemunho do dialogista/cronista, e que apontam, ainda, para o nome do capitão da Nau do Trato com quem Camões foi para Macau, o cargo que o Poeta foi a desempenhar na Viagem, e a quem ele ficou a dever o emprego."

📹 36:15
4.
Camões no 'Boletim do Instituto Luís de Camões' de Macau
José Carlos Canoa
RCnA&A / IPOR - Macau
Publicado em Macau entre 1965 e 1981 (com os números agrupados em 14 volumes, que estão disponíveis em formato digital no site da Biblioteca Pública do Instituto Cultural), o Boletim do Instituto Luís de Camões (BILC) funcionou como uma pilar da identidade luso-macaense e plataforma para estudos críticos, incluindo estudos sobre o poeta Luís de Camões e a sua relação com Macau.

Os textos de temática camoniana abrangem ensaios historiográficos sobre a presença do poeta, análises da sua obra, registos de comemorações e traduções para inglês. Há dois números temáticos consagrados a Camões e que celebram duas efemérides camonianas: o de 1972, que celebra o IV  Centenário da Primeira Edição dos Lusiadas (Vol. VI, n.º 1-2; n.º 3-4), apresentando três traduções para inglês de peças dramáticas inspiradas em Camões. O de 1980 é um “número especial comemorativo do IV centenário da morte de Camões” (Vol. XIV, n.º 1-4) e apresenta 14 textos da autoria de Pe. Manuel Teixeira, C. R. Boxer, Carlos Estorninho, Beatriz Basto da Silva, Graciete Batalha, Carmem Fernandez, Clara Maria Nunes, Túlio L. Tomaz, José dos Santos Ferreira.

Esta publicação cultural, com periodicidade anual, não foi apenas uma revista académica, mas a expressão da necessidade de diálogo entre culturas, utilizando o nome e o legado de Camões como elo de união entre as culturas do Oriente e do Ocidente.

📹 14:41
5.
Desta barra fora: canções de comunidades indoportuguesas
Kenneth David Jackson
U. Yale
"No porto de Damão, ainda hoje se pode ouvir um crioulo português semelhante ao crioulo norteiro descrito há mais de cem anos nos estudos linguísticos pioneiros de Hugo Schuchardt e Sebastião Dalgado, falado por vários milhares de pessoas, como comprova a análise linguística de Clements (1996) e Hugo Cardoso (2010).

Os crioulos indo-portugueses ainda seriam um sincretismo das suas fontes intercontinentais, no qual as contribuições europeias temáticas e léxicas se traduzem semioticamente num discurso euroasiático.

As canções publicadas por António Francisco Moniz Júnior em Notícias e documentos para a história de Damão (1900-1904) fazem parte do acervo de canções crioulas levantado por viajantes e estudiosos, muitas delas reproduzidas no CD Desta Barra Fora (1998)."

6.
Desejada parte oriental: 
a Índia metafórica e a Índia experimentada em ‘Os Lusíadas’
Luiza Nóbrega
U. Federal do Rio Grande do Norte, Brasil
"A centralidade primacial da Índia em Os Lusíadas é ponto pacífico indiscutível, e já bastante repisado ao longo dos séculos. Não se pode, porém, dizer o mesmo quanto à importância crucial da incidência metafórica da Índia na estrutura semântica do poema; nem quanto ao amplo e prodigioso conjunto de aspectos que compõem essa incidência.

Por outro lado, muito embora o contexto histórico que envolve a Índia em Os Lusíadas — seja aquele ao qual remete o enunciado (o tempo da viagem descobridora), ou aquele ao qual remete a enunciação (o tempo da escrita do poema) — tenha sido bastante explorado, também é verdade que certos factos, com seus pormenores, e suas respetivas implicações, no que concerne à gênese e à semântica do poema, permaneceram e, de certo modo, ainda permanecem, à sombra no conjunto geral dos estudos camonianos.

A tais relevantes temas, entre outros de igual relevância, já ao longo de cinco décadas tenho dedicado os meus estudos sobre Os Lusíadas. E são esses dois tópicos que proponho abordar no III Congresso Camoniano da Rede Camões na Ásia & África, em Goa / Damão."

📹 52:36
7.
"Camões, o dramaturgo e sua dramaturgia"
Márcio Ricardo Coelho Muniz
 Instituto de Letras 
da U. Federal da Bahia
"Nos estudos que desenvolvo sobre a dramaturgia quinhentista portuguesa, tenho me interessado particularmente por certa consciência do fazer dramático revelada por alguns autores.

Não são poucos os textos em que encontramos marcas ou estratégias metadramáticas a desvelar práticas teatrais de quem tem não só domínio da cena, mas também ciência de seu labor dramático.

Testemunhos de Gil Vicente, Afonso Álvares, António Ribeiro Chiado, António Prestes e alguns anônimos, comprovam que muitos dramaturgos estavam atentos ao teatro que se produzia à época, referenciavam-se com frequência, recorriam a estratégias dramáticas similares, defendiam modos do fazer teatral semelhantes e demonstravam conhecer e respeitar o gosto do público a que se dirigiam. 

Nesta minha comunicação buscarei incluir Camões entre esses dramaturgos que têm ciência de seu fazer teatral, levantando e comentando estratégias metadramáticas presentes em seus Autos, e defendendo um Camões dramaturgo, atento ao que produziam seus pares e ao que desejava seu público."
📹 13:51
8.
"Heroísmo, honra e império nos épicos ibéricos"
Saloni Jha
mestre em Português pela U. Goa
e em Espanhol pela U. Jawaharlal Nehru de Nova Deli
"Esta comunicação apresenta uma análise comparativa de dois épicos centrais da tradição ibérica, o Cantar de Mio Cid e Os Lusíadas de Luís de Camões, centrando-se nos valores do heroísmo e da honra em diferentes contextos históricos, religiosos e imperiais. Apesar de estarem separados por quase quatro séculos, ambas as obras constroem figuras heroicas cujas ações são moldadas pelo serviço, dever, fé e poder.

No Cantar de Mio Cid, Rodrigo Díaz de Vivar representa um modelo medieval de heroísmo baseado na lealdade feudal, na honra pessoal e no serviço militar ao rei e à Cristandade. O seu exílio e a posterior recuperação da honra revelam uma sociedade marcada pela luta territorial, pelo conflito religioso e pela dinâmica da Reconquista, onde a honra está fortemente ligada à obediência, à reputação familiar e à vitória em batalha. O poema reflete um mundo em que a identidade se constrói em oposição ao Outro religioso e racial, sobretudo no contexto cristão-muçulmano.

Em contraste, Os Lusíadas apresenta Vasco da Gama como um herói renascentista cuja missão já não se limita à terra ou ao reino, mas se estende à expansão marítima e à construção do império. Camões enquadra a viagem como um projeto nacional e providencial, combinando a mitologia clássica com a ideologia cristã. É dada especial atenção à representação dos encontros com povos não‑europeus, incluindo referências a reinos hindus e às tentativas de estabelecer com eles alianças contra o poder islâmico.

Estes episódios revelam atitudes coloniais iniciais e relações de poder complexas entre os europeus e as culturas recém-contactadas. Ao colocar estes dois épicos lado a lado, o estudo mostra a transformação do heroísmo ibérico: do guerreiro feudal ao navegador imperial, da defesa territorial à expansão ultramarina.

A investigação analisa ainda como a honra, a religião, a diferença racial e o mito contribuem para a construção da identidade heróica, mostrando como a poesia épica reflete as mudanças de valores e as ambições da sociedade ibérica desde o período medieval até ao início da modernidade."
📹 37:20
9.
"Camões, três óperas românticas e Goa"
Vítor Amaral de Oliveira
U. Católica de Lisboa
"Camões é personagem da ópera romântica L’esclave de Camoens, de Henry de St. Georges (1799-1885) que existe em três versões, uma das quais em tradução italiana.

Análise do percurso das versões e das suas diferenças e de um apontamento cénico passado em Goa, num contexto político e social europeu bem determinado. "


Fotografia de grupo no III Congresso do Meio Milénio do Nascimento de Camões, em Goa. 





Chamada para Comunicações


"A Comissão Organizadora convida todos os interessados a enviar para congresso @ camoens.pt as propostas de comunicação, de mesas-redondas ou de constituição de painéis, eventualmente integradas nos seguintes temas, sendo outros igualmente possíveis:

 Camões em Goa e na Índia, roteiro camoniano 

 Camões no Índico e no Oriente: 
 Arábia, Malaca, Ternate, Macau, Camboja/Vietname e Moçambique 

 Camões e a literatura goesa 

 Camões e as artes plásticas, a música e as artes do espetáculo 

 Camões no ensino 

 Crioulos de base portuguesa 

 Literatura comparada 

As propostas deverão detalhar o modo de participação (comunicação individual, mesa-redonda, painel), a modalidade presencial ou virtual, e incluir o resumo curricular dos participantes e o sumário da comunicação.

Esta chamada estará aberta até ao dia 30 de setembro de 2025."



Redação: 1.10.2025, atualizado em 13.04.2026

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