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2025/06/08

A revista CAMÕES do Instituto Camões dedica o número 28 ao seu Patrono

 

CAMÕES: Revista de Letras e Culturas Lusófonas

Dossier «Luís de Camões: o futuro do passado»

N.º 28

Número comemorativa do V Centenário do Nascimento de Luís Vaz de Camões


Coordenação:

Professor  Hélder Macedo e Professora Margarida Calafate Ribeiro

Lisboa: edição do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.


Lançamento:

17 JUL. 2024 | às 18h00 | na Torre do Tombo, Lisboa






Artigos: 


Vítor Serrão - "Camões e os altos cumes", p. 58-69.

...


Jun Shirasu
Ensaio visual: A viagem da Caméliap. 11-14.
O "ensaio visual" destaca de um painel de azulejos com c.20 metros de comprimento,
uma seleção conjuntos duplos de azulejos sobre: Japão | Macau | Mekong | Goa/Calicute
Ilha de Moçambique/Cabo da Boa Esperança | Casa de campo Belo, Portugal.

As fotos são da autoria de José Manuel Costa Alves (n. 1950 - f. 2025).











"Junto de um seco, fero e estéril monte," 
Imagem de capa © de André Carrilho
 in “Camões: a global poet for today". Lisboa: Dilúvio, 2023.





para saber +


Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. | MNE, Portugal

Disponíveis online os n.º 1 a 24.











Redação: 16.07.2024, atualizado em 8.06.2025.

2025/01/29

Legado de Camões assinalado no Festival literário Correntes d’Escritas 2025


Capa do Dossiê de comunicação do evento

26.ª edição do Correntes d’Escritas

DESTAQUE PARA CAMÕES no FESTIVAL LITERÁRIO


15 a 22 FEV. 2025 | Na Póvoa de Varzim, distrito do Porto



PRESENÇA DE CAMÕES

“Estando a festejar os 500 anos de Luís de Camões
tínhamos de o assinalar no Correntes d’Escritas 
como o grande poeta português."

Luís Diamantino
Vereador do pelouro da Cultura 
da C.M. da Póvoa de Varzim



19 FEV. 2025 | às 15h00
Na sala principal do Cine-Teatro Garrett, Póvoa de Varzim

“Luís de Camões: conhecer não ter conhecimento”

CONFERÊNCIA DE ABERTURA

escritor, professor, investigador literário e camonista.
Imagem: duas páginas do Dossiê de comunicação 



O CORRENTES D'ESCRITAS | 2025

O Festival, na sua 26.ª edição, vai dedicar parte da sua programação 
ao legado das obras de Luís de Camões e Camilo Castelo Branco.

O certame reúne cerca de 100 autores de expressão ibérica
e reforçará algumas das suas já esperadas atividades, 
como a feira do livro, exposições e sessões nas escolas.
Este ano, o evento estará presente em todas as freguesias do concelho,
contando com a presença de toda a plêiade escritores.

in Póvoa de Varzim, página da Câmara




para saber +


LUSA
in Comunidade Cultura e Arte [online], 29.01.2025

Luís de Camões - Diretório de Camonística





Redação: 29.01.2025

2024/05/09

Colóquio Internacional - O Legado de Camões no século XXI, no King’s College


ALÉM DA PALAVRA: O LEGADO DE CAMÕES NO SÉCULO XXI

&
Um Bilhete para o Mundo: Bem-vindos a Helder Macedo

​COLÓQUIO INTERNACIONAL

1 e 2 NOV. 2024

King’s College London, Council Room, Strand



Formato híbrido:

combinando sessões presenciais (no 1.º dia) e online (no 2.º dia)


A assistência presencial ou online tem um custo.



Organização:

Alexandra Lourenço Dias
Department of Languages, Literatures and Cultures
King’s College London










Envio de proposta de comunicação:

até 30 JUL. 2024




TEMAS

Camões e os Estudos Inter-artes: uma visão comparativa
Diálogos Transdisciplinares: Ciência, História e Filosofia em Camões
Camões no Mundo: explorando estéticas; questões identitárias; transnacionais
Helder Macedo: “Um Bilhete para o Mundo”




"O colóquio "Além da palavra: O Legado de Camões no Século XXI", pretende ser uma celebração académica, artística e cultural em homenagem aos 500 anos do nascimento de Luís de Camões. Este evento, de um dia e meio, oferece uma oportunidade a investigadores, estudantes e membros do público em geral para explorar o legado do ilustre poeta português sob uma perspetiva contemporânea, multidisciplinar e artística. Particular relevo é dado aos Estudos Inter-Artes e aos diálogos entre Literatura, Ciência, História, Filosofia, Estética e outras formas de expressão artística.

Este colóquio prestará também um tributo especial a Helder Macedo, Emérito Professor do King’s College London, cujo trabalho contribuiu significativamente para a compreensão e difusão da obra de Camões. Sob o título "Um Bilhete para o Mundo: Bem-vindos a Helder Macedo", expressão da autoria de Margarida Calafate Ribeiro, pretendemos ver explorada, em debate académico, a viagem que a vida e obra do prestigiado escritor e académico português inspiram."



para saber +

Congressos | Plataforma 9

O legado de Camões no século XXI | Página oficial do King’s College, Conferences & Events

Margarida Calafate Ribeiro
in: A Primavera toda para ti: homenagem a Helder Macedo / A tribute to Helder Macedo
Barcarena: Presença, 2004.









Redação: 9.05.2024

2017/02/04

A recorrência de Camões no ensaísmo de Helder de Macedo




Helder Macedo
Camões e outros contemporâneos
Lisboa: Presença, 2017.



Na coletânea de ensaios Camões e outros contemporâneos, Helder Macedo parte da premissa «contemporâneos são todos aqueles com quem vivemos». 

Desse modo, a sua abordagem literária privilegiará, recorrentemente, a obra de Luís de Camões, mas abrangerá igualmente outros nomes maiores da nossa literatura, dos cantores trovadorescos, a Cesariny, de Bernardim Ribeiro a Herberto Helder, de Sá de Miranda a M. Teixeira-Gomes ou José Saramago, Sophia, José Cardoso Pires ou mesmo o «grupo do Café Gelo».

Um livro constituído por vinte e quatro textos ou capítulos, representativos do rigor e inovação do ensaísta, autor de estudos camonianos como Camões e a viagem iniciática (1980; 2.ª ed., 2013), estudos que encontram o seu enquadramento no capítulo em que o autor expões a sua visão crítica da história da literatura portuguesa. Nessa contextualização histórico-cultural, o leitor poderá conhecer em traços globais e gerais as "convergências e divergências" entre os autores, obras e temas abordados em cada capítulo.

A coletânea divide-se em quatro partes. A primeira, intitulada “Camões e a modernidade da tradição”, integra ensaios, entre outros, sobre Camões e Sá de Miranda. A segunda, “História, memória e ficção”, inclui, entre outros, textos sobre Fernão Lopes e António Vieira, para além de outros sobre as personagens D. Quixote e Dulcinia, as “ficções da identidade” em Fernando Pessoa e Cesário Verde e ainda sobre “A Balada da Praia dos Cães” de José Cardoso Pires. A terceira parte, constituída por “Testemunhos”, compreende oito textos sobre Sophia, Cesariny ou Herberto Helder. A quarta e última parte é dedicada ao referido “enquadramento analítico" de "oito séculos de literatura portuguesa”.

A coletânea de ensaios foi lançada no dia 2 de fevereiro, de 2017. A descobrir.






2016/04/11

Camões é o poeta da "utópica demanda de felicidade na terra", diz Helder Macedo

Helder Macedo (1935-)







"Poucos poetas mereceriam menos o destino póstumo de monumento nacional do que Camões. Fixá-lo numa imagem de grandeza esteriotipada é neutralizar a grandeza real de quem preferiu ao conforto das ideias recebidas a precária demanda de experiências ainda sem nome. Ao dignificar a experiência como base do conhecimento, Camões é um poeta moderno. Como os outros grandes perenes da literatura renascentista (Cervantes na prosa, Shakespeare no teatro, poucos mais), quando fala do seu tempo e para o seu tempo, está também a falar do nosso tempo e para o nosso tempo. Disto resulta que possa haver um Camões diferente (ou um Shakespeare, ou um Cervantes) de cada renovada perspectiva de leitura, muitas delas legítimas, nenhuma delas definitiva. Mas também significa que há sempre na obra de Camões alguma coisa que escapa a qualquer discurso crítico que pretenda afirmar mais do que interrogar as multifacetadas complexidades da sua obra. 

[...] A peregrinação registada na sua obra aponta para qualquer coisa de tão indefinível, mas revolucionariamente tão moderna, quanto é o direito à felicidade na terra. “Contentei-me com pouco” – disse este “homem de naturaleza terrível” para quem até o excesso sempre foi pouco – “só por ver que cousa era viver ledo”. O momento fundador da nossa contemporaneidade foi o brado revolucionário de Saint-Juste, “Le bonheur est possible”, a nossa utopia é ainda o sempre tão traído direito à felicidade na terra consagrado na constituição americana. O Camões nosso contemporâneo foi, assim, um poeta mais da dúvida do que da convicção, da rotura mais do que da continuidade, da experiência mais do que da fé, da imanência mais do que da transcendência, de uma sexualidade indissociável da espiritualidade do amor. E foi também, no fim da sua utópica demanda de felicidade na terra, o poeta da fragmentação que encontrou no lugar da felicidade que desejara. Não haveria, para ele, a final contemplação harmoniosa d’il sole e l’altre stelle porque a sua poesia inaugurou a percepção do mundo moderno, o mundo da diversidade, o nosso mundo de incertezas."  (p. 33-34)




Fonte:
Helder Macedo (2010), “Luís de Camões: o testemunho das cartas”, in Floema, n.ª 7, jul.-dez. 2010, p. 33-41.



1973/11/30

CAMONISTA - Helder Macedo










  Helder Macedo, 1935-

  Helder [Malta] Macedo é crítico, ensaísta, professor do King’s College, em Londres, poeta e romancista português.
  Foi professor titular da Cátedra Camões no King's College, em Londres, entre 1982 e 2004.


  Saiba mais sobre o autor na Wikipédia 
e no CES da Univ. de Coimbra. 





CAMONIANA

Vídeo, no Youtube, do programa Grandes Portugueses da RTP1.

Clique na legenda para visualizar.


  • (1976) Appetite into reason: love as experience in the lyric poetry of Camões, in Camões: some poems. Translation by Jonathan Griffin, essays by Jorge de Sena and Helder Macedo. London, Berkeley: The Menard Press, 1976. / 2.ª ed., 1978.
  • (1977) Do significado oculto da Menina e Moça. Lisboa: Moraes.
  • (1979) Menina e Moça: o texto e o contexto, Arquivos do Centro Cultural Português, Paris, XIV, 143-161. – Separata.





  Camões e a viagem iniciática

  Lisboa: Moraes, 1980.

  Ed. rev. e aum., Lisboa: Abysmo, 2013.

  – Contém “A lírica”, p. 9; “A épica”, p. 57; e “O testemunho das cartas”, p.109.

  – V. recensão crítica em: ABDALA 2013.




  • (1980) Camões protagonista de Os Lusíadas, Quaderni Portoghesi, Pisa, n.º 7-8. – Separata.
  • (1980) O braço e a mente: o poeta como herói n‘Os Lusíadas’ – [Comunicação apresentada em “Camões e a Civilização do Renascimento”, Paris, out. 1980], Arquivos do Centro Cultural Português, Paris, XVI, 1981. – Separata.
  • (1981) Homem formado só de carne e osso, Camões, Lisboa, n.º 2-3.
  • (1983) Jorge de Sena: “A Grã-Canária e a Ilha do Amor”, Quaderni Portoghesi, Pisa, 13-14. – Separata.
  • (1983) The purpose of praise: past and future in The Lusiads by Luís de Camões. – Lição inaugural da Cátedra Camões de Português, 1982. London: King's College.
  • (1989) Menina e Moça: ou saudades / Bernardim Ribeiro. Ed. e introd. de –. Lisboa: Círculo de Leitores. / 1.ª ed., Lisboa: Dom Quixote, 1990. / 2.ª ed., Lisboa: Dom Quixote, 1999.
  • (1990) Camões and his lyrics, in Luís de Camões: epic & lyric. Transl. By Keith Bosley; ils. Lima de Freitas, William Blake and Fragonard; essays by C M Bowra, Helder Macedo and Luís de Sousa Rebelo. Manchester : Carcanet.
  • (1990) The Lusiads: epic celebration and pastoral regret, Portuguese Studies, London, n.º 6. – Separata.
  • (1991) Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro e a Escola Bernardiniana, Estudos Portugueses: Homenagem a Luciana Stegagno-Picchio. Lisboa: Difel.
  • (1992) Os Lusíadas: celebração épica como crítica pastoril, in Actas da V Reunião Internacional de Camonistas [Encontro em São Paulo, 1987]. São Paulo: USP-Fac. Filosofia, Letras e Ciências Humanas. – BNP: CAM. 1769 V.
  • (1992) Reconhecer o Desconhecido. – Comunicação [“plenary address”] no XIII Encontro de Professores Universitários Brasileiros de Lingua Portuguesa, UFRJ, Rio de Janeiro, jul.-ago. 1990). Actas, 1992. / Versões rev. e aum., em língua inglesa: Recognizing the Unknown: perceptions in the age of european expansion. – [Conferência no Centro Camões, Columbia University, New York, 18.04.1991], Portuguese Studies, n.º 8, 1992. – The Discoverers and the Discovered in the Age of Expansion, Camões Center Quarterly, New York, Vol 4, n.º 1-2, 1992.
  • (1993) Os Lusiadas: the ambiguous epic of Luis de Camões. – [Comunicação para a conferência sobre The Renaissance Epic, Institute of Romance Studies, Univ. of London, 6.03.1992], Journal of Institute of Romance Studies, London, vol. 2, London.
  • (1995) A Imprensa Judaica de Ferrara no Século XVI: A Menina e Moça de Bernardim Ribeiro. – Comunicação, no Congresso Internacional América 92: Raizes e Trajectórias, São Paulo e Rio de Janeiro, agosto 1992, Actas.
  • (1995) Profecia e Plausibilidade no Renascimento Português”, Cleonice clara em sua geração (studies in honour of Cleonice Berardinelli), Rio de Janeiro, 1995.
  • (1996) RIBEIRO, Bernardim, Dicionário de Literatura Portuguesa. Org. E dir. Álvaro Manuel Machado. Lisboa: Presença.
  • (1997) A Cantiga de amigo by Bernardim Ribeiro?, in MACPHERSON, Ian; Ralph Penny (eds.) The Medieval Mind: Hispanic Studies in honour of Alan Deyermond. London: Tamesis Books.
  • (1997) Entre Mim Mesmo e Mim ou o drama em gente de Bernardim Ribeiro – Comunicação, no II Encontro de Centros de Estudos Portugueses no Brasil, Rio de Janeiro, ago-set. 1994, Anais, Rio de Janeiro.
  • (1998) Love as knowledge: the lyric poetry of Camões. – [Comunicação, no  Taylor Institution, Oxford, 1998], Portuguese Studies, London, n.º 14.



Viagens do olhar: retrospecção, visão e profecia no renascimento português.


Em coautoria com Fernando Gil. 

Porto: Campo das Letras, 1998.

Ed. americana: 

The traveling eye: retrospection, vision, and prophecy in the portuguese Renaissance.

Dartmouth: Univ. of Massachusetts, 2008.





  • (2000), A Sixteenth Century Portuguese novel and the Jewish press in Ferrara, European Judaism, 33, 1.
  • (2001) Vasco da Gama e as Musas. – [Comunicação de encerramento do Congresso Internacional Vasco da Gama: Homens, Viagens e Culturas, 4-7 nov. 1998]. Lisboa: CNCDP.
  • (2002) Luis Vaz de Camões: la Penna e la Spada, Il Portogallo della Origini al Seicento. Ed. Luciana Stegagno Picchio. Florence: Passigli Ed.
  • (2003), Conceptual oppositions in the poetry of Camões, Portuguese Literary & Cultural Studies, n.º 9.
  • (2003), The rethoric of prophecy in Portuguese Renaissance literature, Portuguese Studies, n.º 19.
  • (2004) Camões e o novo atrevimento, Humanismo para o nosso tempo: estudos de homenagem a Luís de Sousa Rebelo. Lisboa: FCG.



  Camões: uma antologia de Helder Macedo e Fernando Gil.

  Lisboa: FCG, 2004. 

Antologia de textos poéticos, líricos e épicos,  de Camões criada para a 2.ª edição dos “Clássicos na Gulbenkian”, uma festa da literatura organizada tematicamente (a viagem, na sessão da manhã; o poder, à tarde; o amor, à noite) por Maria João Seixas, Helena de Vasconcelos, Conceição Caleiro e Paula Moura Pinheiro. Para ter entrada gratuita, os espectadores tinham que chegar com qualquer obra de Camões na mão ou comprar a antologia (à venda por cinco euros).



  • (2007) Camões: o testemunho das cartas – [Comunicação, VII Reunião Internacional de Camonistas, Coimbra, 23-26 nov. 2005], Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas, Coimbra/São Paulo, n.º 7.
  • (2007) Luís de Camões: introducción, in Poesía de Luís de Camões. Madrid, Espasa Calpe - Cordoba: Editorial Almazura. – Col.  Biblioteca de Literatura Universal.
  • (2008) Os Lusíadas e ‘a resistência de Baco’, in A Razão Apaixonada: estudos em homenagem a Fernando Gil.  Lisboa: INCM.
  • (2010) Obras / de Bernardim Ribeiro. Coorg. com Maurício Matos. Lisboa: Presença. – 382 p. (21 cm).
  • (2010) Luís de Camões: o testemunho das cartas, Floema, n.º 7 (jul.-dez.), 33-41.
  • (2013) Segundo o amor tiverdes – [Crítica a: Dicionário de Camões, coord. de Vítor Manuel de Aguiar e Silva. Lisboa: Caminho, 2011], Colóquio/Letras, Lisboa, n.º 182 (jan. 2013), 171-178.


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