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2024/05/17

A edição monumental do Morgado de Mateus

 

Imagem de divulgação do evento na página do Facebook da Fundação casa de Mateus

A EDIÇÃO MONUMENTAL DE OS LUSÍADAS

Visita guiada à Biblioteca da Casa de Mateus
por José Luís Ferreira
com a leitura de excertos da Obra por José Neves
ator do Teatro Nacional D. Maria II

18 MAIO 2024 - Dia Internacional dos Museus | às 12h00

Biblioteca da Casa de Mateus | Vila Real

Entrada gratuita, 
com pré-marcação em
No Dia Internacional dos Museus e 
assinalando o meio milénio do nascimento de Luís de Camões, 
a Casa de Mateus abre a sua Biblioteca a uma visita em torno da 
Edição Monumental de Os Lusíadas, publicada em 1817 
pelo 5.º Morgado de Mateus. 

É uma das edições d'Os Lusíadas que possui anotações,
pois o Morgado de Mateus comparou criticamente várias edições da epopeia
para fazer a sua edição Monumental.
Essas outras edições também estão presentes na 
Biblioteca da Casa de Mateus.


Referência da Obra:

Os Lusiadas: poema epico / de Luis de Camões.
Nova edição correcta, e dada á luz / por Dom Joze Maria de Souza Botelho...
Paris: na Officina Typographica de Firmin Didot, 1817.




"A Edição Monumental de Os Lusíadas é uma extraordinária aventura editorial. O seu protagonista é D. José Maria, o 5.º Morgado de Mateus, matemático formado na Universidade de Coimbra, militar e diplomata. À admiração pelo poeta e pela obra, juntava a urgência de afirmar a cultura e a língua portuguesas num momento em que as tropas de Napoleão ameaçavam o país, cumprindo o seu desejo imperial.

A edição é composta por um exemplar único em dois volumes, em velino, com caracteres tipográficos únicos e com os desenhos originais, que vinculou ao Morgadio e pode hoje ser apreciado na Biblioteca da Casa de Mateus, e 210 exemplares em papel com 13 gravuras: uma por cada Canto, duas representando Luís de Camões e uma com a efígie de D. José Maria. Integra ainda um estudo intitulado "Vida de Camões", assinado pelo Morgado, e notas do editor. Uma parte importante destes 210 exemplares foi enviada aos mais altos dignitários, desde o Papa às casas reais da Europa, ou às grandes famílias portuguesas cuja instrução devia passar pelo conhecimento da obra. Uma outra parte foi distribuída por bibliotecas públicas e instituições científicas em todo mundo, para que o acesso ao poema não ficasse limitado às classes elevadas."
 Evento, Fundação da Casa de Mateus, 18.05.2024









  1. José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (1758-1825), 5.º morgado de Mateus. - imagem da Edição Monumental, na página do Facebook da Fundação.
  2. Encadernação de um exemplar de Os Lusíadas editado pelo Morgado de Mateus pertencente à Biblioteca da Casa de Mateus. - imagem na página do Facebook da Fundação.
  3. Edição anotada de Os Lusíadas de 1817 pelo Morgado de Mateus. - imagem na página do Facebook da Fundação.
  4. Retrato de Luís de Camões, uma das ilustrações da Edição Monumental do Morgado de Mateus.
  5. Fundação da Casa de Mateus . - Imagem na página do Facebook da Fundação.



para saber +

in Fundação da Casa de Mateus, no Facebook, 
5 de maio de 2020 - Dia Mundial da Língua Portuguesa

in Luís de Camões - Diretório de Camonística

in Luís de Camões - Diretório de Camonística





2016/09/28

FORÇA HUMANA - os versos de Camões reconfigurados em palco

Força Humana

a partir de Os Lusíadas, de Luís de Camões

Dramaturgia, direção e interpretação: António Fonseca e José Neves
Música: Paulo Furtado
Espaço cénico: F Ribeiro
Figurinos: Nuno Gama
Apoio ao movimento: Adriana Queiroz
Direção técnica: João Teixeira
Direção de produção: José Luís Ferreira
Um projeto: Antunes Fidalgo Unipessoal
Em coprodução com Teatro Nacional D. Maria II, Centro Cultural Vila Flor, Centro de Arte de Ovar e CAL - Centro de Artes de Lisboa

Estreia em Guimarães, a 30 de setembro (sexta-feira), às 22h
Na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães.


“Força Humana” parte do desejo de encontrar, na vastidão do poema épico, as pistas de decifração do Portugal contemporâneo. 

Nos quase nove mil versos de Os Lusíadas, poema para ser entoado e não analisado por gramáticos, como disse António José Saraiva, está uma música muito particular que é a língua portuguesa.

A pedra de toque deste projeto assenta assim no trabalho de António Fonseca e José Neves, dois atores do prazer das palavras, dois intérpretes capazes de todas as buscas que uma personagem-povo pode propiciar. 

Depois ainda, a música das palavras dialoga com outras músicas, tão ou mais essenciais, através da partitura de Paulo Furtado, espécie de via múltipla entre uma música que viaja e os sons da contemporaneidade. Ou o espaço de F. Ribeiro povoado pelos figurinos de Nuno Gama, a conferir uma imagem surpreendente, contraditória..." - Fonte: versão digital do programa Guimarães Arte e Cultura 9set. 2016.

Após o espetáculo há conversa com 
António Fonseca e José Neves



In versão digital do programa Guimarães Arte e Cultura 9set. 2016, pp. 16-17.


Para saber mais:


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