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2026/05/06

De Luís de Camões a Martim de Castro do Rio: no labirinto do Maneirismo, livro de Eduardo Manuel Dias



 De Luís de Camões a Martim de Castro do Rio: 
  no labirinto do Maneirismo   

de Eduardo Manuel Dias
mestre em literatura portuguesa pela FLUC
e docente no AE da Lousã

Prefácio por Helena Rebelo

Lisboa: Edições Colibri, jan. 2026



1 ABR. 2026 - Apresentação da obra
no Auditório da Biblioteca Municipal Comendador Montenegro, na Lousã

      Com a apresentação de Helena Rebelo, U. Madeira e CLLC da U. Aveiro     
© Imagem do jornal Trevim, n.º 1585 (16.04.2026)

Evento comemorativo do V centenário do nascimento de Luís de Camões

O labirinto como metáfora do problema de autoria

"Em todas as épocas, há poetas que, pela sua grandeza, acabam por ofuscar outros. Na época do Maneirismo português, Luís de Camões é o modelo de todos os outros poetas, que acabaram ofuscados por este brilho. 

Para mencionar o trabalho inquinado do crítico, Manuel de Faria e Sousa abriu caminho a que a obra camoniana fosse crescendo à custa das obras destes outros poetas. Assim, foi necessário empreender um trabalho de base para outorgar, a seu dono, cada composição poética encontrada nos cancioneiros de mão, anónimos e perdidos, nas bibliotecas nacionais e estrangeiras detentoras deste património linguístico e literário. 

O labirinto é a metáfora do problema de autoria, simbolizado também pelo nó górdio. Por esta razão, o presente livro resulta de um percurso de pesquisas e leituras, que procuraram trazer à ribalta Martim de Castro do Rio. 

É tido como um poeta menor, é certo, mas, com a sua originalidade e muita qualidade própria, deve ser do conhecimento do grande público a obra que deixou."

Conhecimento da produção literária de finais de Quinhentos

“Trata-se essencialmente de uma edição das Obras de Martim de Castro do Rio, que resulta de uma aturada investigação levada a cabo a partir dos cancioneiros de mão e precedida de um estudo que, depois de estabelecer a biografia do autor fundamentando-a num rico acervo documental, insere a sua obra no contexto do Maneirismo português. […]

Constitui por isso um contributo muito relevante para o conhecimento da produção literária de finais de Quinhentos, carreando, por outro lado, elementos muito importantes para a dilucidação dos problemas de crítica textual levantados pela Lírica camoniana […].”
Professor Doutor Aníbal Pinto Castro


"EXTRAVASAR Livro(s) - por Ângelo Rodrigues" dedicado à obra de Eduardo Manuel Dias
Episódio, vídeo, 37:48
disponível no canal do Youtube, produzido (Stream em direto) em 21.04.2026.




                       Eduardo Manuel Dias                      
n. 1969
Professor e investigador

Licenciado primeiro em Ensino de Português e Francês (1994), na U. Minho,
e de seguida em Línguas Modernas – Português e Espanhol (2015), na FLUC. 
Mestre em Literatura Portuguesa (1998), na FLUC, 
com dissertação orientada pelo Professor Aníbal Pinto Castro,
homónima do livro impresso em 2026.

Docente de Português, Francês e Espanhol no ensino básico e secundário. 

Cofundador, em 2019,  da rádio escolar Serranitos, onde continua a dinamizar alguns programas, contribuindo para a formação de alunos como radialistas. 
Colabora com regularidade no jornal Trevim.

para saber +


Mariana Domingos
in: Jornal Trevim, n.º 1585 (16.04.2026)






Redação: 5.05.2026

2025/11/10

Apresentação do livro das Odes de Camões na Casa Garden, junto ao Jardim Luís de Camões, em Macau

 

© Conteúdo integrante desta exposição.








AQUILEIDA, a trilogia de Aquiles, e mais onze odes de Luís de Camões

Nova edição integral e ilustrada.

APRESENTAÇÃO


Organização cronológica, introdução e paráfrases 

Tradução para chinês mandarim
por Zhang Weimin

Edição bilingue: português - chinês


Macau: uma edição da RCnA&A, 1.ª edição, set. 2024.

Impresso em Lisboa. | Distribuição da Canto Redondo



Apresentação, com debate

12 OUT. 2024, sábado | às 15h00 | Na Casa Garden, Macau






VÍDEO | 3:49
TDM Canal Macau, no Facebook, 11.10.2024

Rafael Marçal



"As odes no Meio Milénio de Camões"

"As composições poéticas que aqui se oferecem à fruição dos públicos de língua portuguesa e de língua chinesa são as odes que o poeta Luís de Camões (c.1525-c.1580) compôs durante o florescimento do movimento cultural europeu renascentista, assim chamado por assentar na continuidade e na renovação das culturas da Grécia e Roma antigas.

Não havendo recebido até hoje uma edição própria que as destacasse da inteira produção poética do Autor, ela surgiu graças à iniciativa do Professor Zhang Weimin, a quem se deveu a inspirada sugestão de verter para a língua chinesa os poemas inscritos neste género, e destiná-los a publicação independente. Neste labor colocou o sábio tradutor uma experiência de quatro décadas de convívio com Camões, iniciada em finais dos anos setenta do século passado, e aprofundada numa familiaridade crescente que lhe tem permitido oferecer com regularidade ao público chinês os maiores tesouros da literatura clássica portuguesa. E em boa hora surgiu esta proposta, a tempo de com ela celebrarmos os quatrocentos e sessenta anos da estância de Camões em Macau, 1564–2024, assim como o início do triénio de celebrações do Meio Milénio do Nascimento do Poeta, 2024–2026.

Camões é um dos maiores expoentes da plurissecular amizade luso-chinesa, e o mais notável de todos os escritores que viveram em Macau. Foi aqui, durante os anos de 1563-1565, quando desempenhava funções oficiais para a Coroa portuguesa, que ele compôs uma significativa parte das composições adscritas ao ciclo asiático da sua produção poética – que engloba também a Índia, a Indonésia e o Médio Oriente – bem como muitas estrofes de Os Lusíadas. Nesse ensejo teve o Poeta estreito contacto com a língua chinesa, mormente devido à afeição que nutriu por uma jovem beldade local, que ele crismou com um nome grego, Dinamene.

Procurou-se então que esta edição das odes de Camões fosse digna da importância da semimilenar efeméride. Consultaram-se todos os manuscritos e edições pertinentes para oferecer ao público um texto melhorado, optando-se quase sempre pelas propostas de Manuel de Faria e Sousa (1590-1649), com exceções assinaladas na ‘Nota Textual’ no final do volume. Para o pleno entendimento da linguagem poética camoniana elaboraram-se paráfrases, que por vezes são interpretativas. No interesse do leitor foram ocasionalmente retocadas maiusculações, virgulações e pontuações, e desfeitas algumas elisões. Foram adicionadas notas à tradução chinesa pelo Professor Zhang.

Pela primeira vez as odes foram ordenadas cronologicamente, tomando como referência as que têm a datação seguramente estabelecida, e agrupando-se as restantes por afinidades temáticas e estilísticas. O corpus das odes foi restaurado, excluindo-se dele duas canções que por longo tempo se lhe acharam impropriamente agregadas, e adicionando-lhe duas odes que vinham sendo indevidamente omitidas nas edições hodiernas. O conjunto constitui a totalidade das composições de Camões pertencentes a esta tipologia que chegaram até nós, enquanto se aguardam novos achados em manuscritos por compulsar. Por fim, cada uma das composições recebeu uma ilustração alusiva ao tema ou ao destinatário, em recriações executadas por Tiago Côrte-Real em estilo maneirista — a fase tardo-renascentista e pré-barroca das belas-artes e da arquitetura, mas não transponível para a literatura como em tempos se pretendeu.

Ao livro resultante destes ciclópicos trabalhos deu-se o título de Aquileida, destacando-se desta forma a trilogia composta pelas odes inspiradas na vida e feitos do guerreiro Aquiles de Ftia, um núcleo coeso que documenta o interesse do Poeta pelo jovem campeão das armas gregas, e que compreende a conceção, a educação e os amores do príncipe tessálio."

Felipe de Saavedra
In: Introdução - "O mundo das odes de Camões" 
(p. 11-12 de 11-31).



  1. Evento na Casa Garden, no sábado, dia 12 de outubro de 2024.
  2. Zhang Weimintradutor da obra camoniana para chinês, e de Felipe de Saavedra, investigador e camonista, na apresentação do Livro das Odes na Casa Garden, em Macau.
  3. Momento do recital de poesia: alunos da MUST dizem odes de Camões em chinês.
  4. Sessão de autógrafos no final.
  5. Ilustração da Ode III - "Fogem as neves frias", p. 65 da Aquileida.

para saber +


Andreia Sofia Silva
in Hoje Macau, Literatura, 16.10.2024

in RCnA&A - Rede Camões na Ásia & África

in Luís de Camões - Diretório de Camonística

Macau, Fundação Rui Cunha, 24-15 de fevereiro de 2024
e com transmissão online | V. Videoatas 2024

Editora Canto Redondo / Canto Redondo no Facebook






Redação: 11.10.2024, atualizado em 13.10.2024.

2022/07/29

Já chegou o primeiro volume do Epistolário Magno de Luís de Camões!



Está convidado para a sessão de apresentação do livro Epistolário Magno de Luís de Camões, vol. 1. Celestina em Lisboa, de Felipe de Saavedra, que terá lugar no próximo sábado dia 30 de julho de 2022, pelas 15 horas, na Livraria Artes & Letras, em Óbidos.

A apresentação da obra estará a cargo de José Camões, e será seguida por uma conversa com o Autor.

Edição de Canto Redondo, veja na livraria Espaço Livro.

Veja divulgação do evento no Facebook.


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