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2025/01/13

A Arte em Santarém no tempo de Camões - uma vila-capital da cultura portuguesa, conferência por Vítor Serrão



A Arte em Santarém no tempo de Camões
uma vila-capital da cultura portuguesa

CONFERÊNCIA

pelo Professor Vítor Serrão

24 JAN. 2025 | às 18h30 | Teatro Taborda, Santarém





"A ARTE EM SANTARÉM NO TEMPO DE CAMÕES"

Se parece incontestável que Santarém é a Capital do Gótico nacional, tal como foi baptizada em 1924 pelo historiador de arte Vergílio Correia, não é menos verdade que a vila tagana viveu no século XVI uma das suas fases de maior brilho cultural e artístico. No recente livro 'Camões: Altos Cumes, Scabelicastro e Correlatos' (Edições Cosmos, 2024, em colaboração com Mário Rui Silvestre), considero mesmo 'a sempre enobrecida Scabelicastro' (como lhe chama Camões n'Os Lusíadas) uma das capitais desse ‘largo tempo do Renascimento’ em que os ventos humanísticos de Itália eram fonte de inspiração dos nossos literatos e artistas.

Apesar das perdas substanciais de património, tanto edificado como de equipamento decorativo, sem contar com os acervos documentais que não sobreviveram aos cataclismos da História, a Santarém do século XVI é um alfobre de valências significativas no campo cultural. Terra de Ana de Sá Macedo, a mãe de Camões (e também, com grande probabilidade, lugar de nascença do vate), a cidade de hoje estima-se por ainda ter um acervo relevante de edifícios marcados pela estética do classicismo italiano. É o caso da arquitectura da igreja da Misericórdia (de Miguel de Arruda) e da ermida da Senhora do Monte, da escultura do Santíssimo Milagre (pelo espanhol Diego de Çarça), das pinturas de Diogo de Contreiras e Ambrósio Dias (Almoster, Santa Clara, Santa Cruz da Ribeira, Romeira), da presença de ilustres mecenas imbuídos de cultura 'ao romano' como o escritor Francisco de Holanda (de passagem em 1549-1551 após regressar de Roma), os cronistas Manuel de Sousa Coutinho (Frei Luís de Sousa) e Fernão Lopes de Castanheda, o poeta e antonianista D. Manuel de Portugal (que transformou a sua quinta de Vale Figueira num centro de ´literati´), os Coutinho de Vaqueiros (também amigos de Camões), os Costa, os Macedo, os Brito, os Menezes...

É preciso saber avaliar o património escalabitano de artes e letras quinhentistas sob uma forma unívoca, no seu conjunto, e não do modo desagregado com que tem sido visto. Dessa leitura global perpassa a ideia de uma vila onde se impunha tanto a importância estratégica, junto ao curso do maior rio português e não longe do Paço Real de Almeirim, como a presença de uma élite cultural «aggiornata'.

As investigações levadas a cabo, ao mesmo tempo que alargaram saberes sobre a figura de Camões, avançam com uma série de proposições sobre as vivências culturais de uma Santarém que, apesar dos ventos adversos, era um espaço estimulante de liberdade criadora.

Vitor Serrão
in Facebook, 12.01.2025

para saber +



Rua do Maestro Luís da Silveira, n.º 4
2000-117 Santarém | PORTUGAL

+351 243 321 150 | circuloscalabitano@gmail.com 







Redação: 12.01.2025

2024/03/14

A Arte no tempo de Camões, conferência por Fernando António Baptista Pereira

 





A Arte no Tempo de Camões

CONFERÊNCIA

por Fernando António Baptista Pereira

14 de Março, 19h30
Biblioteca Municipal de Oeiras


Uma iniciativa de Nova Acrópole – Cascais
instituição associada à 
EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DA MATRIZ PORTUGUESA – CAMÕES 500 ANOS












2024/01/22

A arte portuguesa no tempo de Camões, curso por José Manuel Tedim




 Arte Portuguesa no Tempo de Luís Vaz de Camões

CURSO


22 e 29 JAN. 2024  e 5 FEV. 2024 | às 18h30

 Sala de Âmbito Cultural do  El Corte Inglés de Gaia. – Piso 6.




Sinopse:

"No ano em que nasceu Luís Vaz de Camões, 1524, viviam-se tempos de mudança na cultura artística portuguesa.

Os tempos do tardogótico, de sabor exuberante e naturalista, começavam a ser ultrapassados pelos ares que traziam de Itália novas formas de olhar para a arte. Homens como Francisco de Holanda e António Campelo, contactaram com o próprio poeta das epopeias de influência clássica, acabando por fazer parte da sua formação humanista e renascentista. Além disso, e como afirma Vítor Serrão, Camões tem contacto próximo com Gaspar Dias, Fernão Gomes, Jerónimo Corte-Real, António Fernandes e, provavelmente, Diogo de Contreiras.

Para além destes pintores do tardo-renascimento português, importa valorizar o papel de tantos outros que, desde as primeiras décadas do séc. XVI, apostavam em valores estéticos que propunham o afastamento da cultura de sabor medievalista e goticista."


Programa:

1.ª Sessão – 22 JAN.: Renascença em Portugal: Arte portuguesa entre os maneirismos de Antuérpia e os novos ares oriundos de Itália. A Renascença Coimbrã.

2.ª Sessão – 29 JAN.: Os bolseiros em Itália e as primeiras reações à tradição tardogótica. Ação de Francisco de Holanda e António Campelo, entre muitos outros.

3.ª Sessão – 5 FEV.: Os diferentes diálogos da arquitetura portuguesa entre a Renascença e os projetos “chã” da segunda metade to séc. XVI.





José Manuel Tedim
Professor do Dep. de Turismo, Património e Cultura da Universidade Portucalense, 
na área da Licenciatura e Mestrado em Conservação e Restauro e 
é colaborador do Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes, no Porto.





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