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2024/01/01

Moeda de coleção concebida pelo escultor José Aurélio celebra Camões no meio milénio do seu nascimento




Luís de Camões, 1524

MOEDA DE COLEÇÃO

Design de José Aurélio, escultor


Valor: 5 €

Data de emissão: 5 JUN. 2024 (previsão)

Limite de emissão: 30.000


"No âmbito da comemoração dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, 
poeta português do século XVI e autor de Os Lusíadas, 
que tanto contribuiu para a história da literatura e da língua portuguesas, 
pretende-se assinalar esta efeméride mediante a emissão de uma moeda comemorativa."









No anverso:

"Apresenta no campo central a efígie estilizada do poeta cego, 
com uma coroa de louros e uma gola típica do século XVI,
circundado à esquerda pela legenda «Luís de Camões» 
e à direita pelo ano «1524»."


No reverso:

"Apresenta no campo central, 
o escudo nacional à esquerda do valor facial, 
circundado pela legenda «República Portuguesa», o ano «2024» 
e por baixo a legenda «Casa da Moeda» e a indicação do autor."




  1. Anverso e reverso da moeda de homenagem a Luís de Camões cunhada pela Casa da Moeda.  - Imagem na página do Facebook, onde a moeda é mostrada em movimento.
  2. Plano numismático 2024 da Casa da Moeda. - Imagem na página do Facebook.
  3. Série Portugal Universal: Luís de Camões, da Casa da Moeda.  - Imagem na página do Facebook.




Fontes da informação e das imagens:



2017/05/02

O busto de Camões no átrio principal do Palácio de São Bento, 12.05.1999.



Busto de Camões, bronze e pedra lioz, 1999
 - por José Aurélio (1938-).




"Busto de vulto pleno, em bronze, assente sobre peanha de pedra lioz com inscrição incisa contendo citação literária, nome e datas de nascimento e morte da personalidade representada, e ainda indicação das circunstâncias protocolares da sua incorporação no Parlamento português: 

“NENHUM QUE USE DE SEU PODER BASTANTE 
PARA SERVIR A SEU DESEJO FEIO

IN OS LUSÍADAS CANTO VII
LUIZ DE CAMÕES
1513 - 1580
OFERTA
DO
GOVERNO DE MACAU
À
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
1999”.

"Concebida pelo escultor José Aurélio, esta obra caracteriza-se por uma incomum relação orgânica entre o busto e o suporte, com os volumes dispostos em simetria vertical e assentes na tangência de dois semicírculos, o que induz uma sensação de iminente oscilação horizontal. 

O implícito movimento pendular confere dinamismo ao conjunto, desafiando o equilíbrio das massas, aligeirando o peso e a solidez dos materiais, animando a oposição de cores e enriquecendo as formas geométricas depuradas. 

O minimalismo do registo superior sintetiza a efígie do poeta luso, pormenorizadamente documentada no desenho de Fernão Gomes e na descrição de Manuel Severim de Faria. 

Ao dispensar a verosimilhança fisionómica própria do retrato e recorrer aos pormenores mais expressivos da iconografia camoniana – a pala sobre o olho perdido em Ceuta, quando combatia as tribos kabilas, e a gola de canudos, típica do vestuário cortesão quinhentista e geradora de um interessante jogo de ondulações e de claro-escuro –, este busto assume-se como a imagem-signo de um dos maiores símbolos da cultura nacional. 

A metade inferior reitera a identidade da figura e transcreve um dístico épico (Cant. VII, Est. 85), cuja mensagem é significativa para o exercício do poder na instituição a que a obra foi oferecida.

Esta peça escultórica encontra-se no Átrio Principal do Palácio de São Bento, onde foi descerrada em cerimónia oficial, a 12 de maio de 1999, sete meses antes de Macau deixar de ser administrado por Portugal." 

Fonte: ComunicAR [digital], da Assembleia da República, jun. 2014.


Referências



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