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2026/08/27

CAMONISTA - Roque Machado





[RETRATO]

Roque [José] Machado 
n. Nagoá, de Vernã, Salcete, na Índia.
Médico da marinha mercante, ensaísta e camonista indo-português

Diplomado pela Escola Médica de Goa em 1918, 
exerceu medicina a bordo do vapor ‘Lourenço Marques’ e depois no ‘Índia’. 
Em 1957, completou 25 anos ao serviço da Companhia Nacional de Navegação. 

Ficou conhecido pelo seu trabalho de erudição sobre a obra camoniana.

Em 1934, publicou uma monografia histórica sobre o tratamento 
e a recepção de Camões na Academia das Ciências de Lisboa.

Em 1947, em A Flora da Índia nos 'Lusíadas', apresentou um estudo pormenorizado
sobre as referências botânicas e a flora dos territórios indianos 
presentes na grande epopeia de Camões.

Em Deus na Épica e na Lírica de Camões (1958),
realiza uma análise sobre a dimensão espiritual, religiosa 
e a presença de Cristo e da divindade na poesia de Camões.

CAMONIANA

  • (1958) Deus na épica e na lírica de Camões. Lisboa : s.n. - 78, [1] p. ; 20 cm.
  • (1950) A ilha dos amores. Lisboa: s.n. [Lisboa: Tip. Impr. Artística]. - 127 p. : il. ; 20 cm.
  • (1948) Vasco da Gama na história  e na epopeia. S.l.: s.n. [Lisboa: Tip. Impr. Artística]. - 64 p. ; 19 cm.
  • (1947) A flora da Índia nos Lusíadas. Lisboa: s.n. [Tip. Impr. Artística]. - 133 p. ; 19 cm.
  • (1938) Cristo nos Lusíadas: ensaios. S.l. : s.n. [Tip. Impr. Artística]. - 112 p. ; 19 cm
  • (1937) Altas questões camoneanas: a propósito da nova edição comentada de «Os Lusíadas» pelo ilustre professor da Universidade de Lisboa, Sr. Dr. Agostinho Fortes.- Lisboa: s.n. [Tip. Impr. Artística]. - 58 p. : il. ; 20 cm. - Ilustrado com um retrato do autor em anterrosto.
  • (1936) Carta ao almirante Gago Coutinho sobre questões Camoneanas. - ... |  2.ª ed., Lisboa: [s.n.], 1960. - 59 p., [1] f. : il. ; 19 cm.
  • (1936) Vasco da Gama nos Lusíadas. Lisboa: Imprensa Artística. - 63 p. ; 19 cm.
  • (1935) De quem é o peito ilustre Lusitano, a quem Neptuno e Marte obedeceram?. S.l. : s.n. [Lisboa:  Soc. Nacional de Tipografia]. - 16 p. ; 26 cm.
  • (1935) Ensaio síntese de uma camoneana: de quem é o peito ilustre lusitano, a quem Neptuno e Marte obedeceram?. - S.l. : s.n. [ Lisboa: Centro Tip. Colonial]. - 8 p. ; 23 cm.
  • (1934) Camões perante a Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Sociedade Nacional de Tipografia. - 14, [1] p. ; 27 cm.



para saber +


Aleixo Manuel da Costa
Dicionário de literatura goesa
ICM e F.O., 1997








Redação: 27.08.2026

2026/08/26

CAMONISTA - Francisco Miranda de Andrade


  Francisco Miranda de Andrade  
n. Barcelos, 1902-1999
Professor, ensaísta e camonista.

Licenciou-se em Filologia Românica (do curso de Ciências Histórico-Geográficas), 
com a tese Camões e o Platonismo, a 29 de janeiro de 1926, 
na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Frequentou o curso da Escola Normal Superior de Lisboa,
após o qual seguiu a carreira de professor de liceu.

Foi diretor do Correio do Minho, de 1946 a 1949,
e colaborou noutros jornais: O Comércio do Porto
Diário Ilustrado e Comércio do Minho.
Colaborou também em muitos revistas portuguesas: 
Ocidente, LaborRevista de HistóriaBarcellos, Quatro Ventos.
E ainda no Boletim da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos
e no Boletim da Câmara Municipal do Porto. 

É o autor, provavelmente, da primeira tese académica portuguesa 
sobre a obra camoniana, com uma proposta inovadora:
Camões e o platonismo: um problema de crítica literária, 1926.




CAMONIANA


  • (1980) Notas camonianas, Boletim da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos, n.º 24, 3-16. - Há em separata. Texto redigido no "Porto, março de 1980."
  • (1959) Ao ritmo da vida: estudos e crónicas [PDF]. Braga : [s.n.], 1959. - 159 p. - Ver os seguintes estudos:  "Um busto de Camões em Paris", pp. 19-21; "Encontro com Afrânio Peixoto" [em dez. 1936. Texto redigido em "1947"], pp. 83-90.



Encontro com Afrânio Peixoto em Lamego, em dezembro de 1936

"[...] e recordo-me de que eu próprio, um tanto nervosamente, depois de citar Vieira e Aquilino, também exaltei o magnífico cultor da língua portuguesa, o estilista admirável, o mestre do camonismo contemporâneo, a quem pedi licença para oferecer um modesto e despretensioso trabalho meu sobre o lirismo filosófico de Camões."
Francisco Miranda de Andrade

Camões, poeta da fé. A poesia sacra de Camões

"Quase como resposta, saía em 1926, dois anos após a publicação da conferência de [Mendes dos] Remédios, uma obra que viria a abrir aqueles caminhos: Camões e o platonismo de Miranda de Andrade, estudo que se conta entre os primeiros trabalhos sobre Camões apresentados a concurso para provas académicas em Portugal. 

Sob a influência de Leonardo Coimbra e dos mestres da Faculdade de Letras do Porto, a quem o autor dedica esta tese de licenciatura, Andrade afirmava propor pela primeira vez nos estudos camonianos que o agostinismo fora uma das vias de acesso ao platonismo pelo poeta [pp. 66-77]. Salientando o pioneirismo desta indagação, “Não nos consta que alguém tivesse já abordado o assunto da hipótese que vamos expor” [p. 66], Andrade modalizava que “Não nos persuadimos, todavia, que fôsse a obra de Santo Agostinho a única fonte do platonismo do poeta” [p. 77], admitindo igualmente a via petrarquista: “Dessa forma, por mais duma vez os belos espíritos de Camões e de Petrarca se encontraram: – não só na imitação superior duma arte poética, mas também nas próprias fontes de pensamento e objecto de estudo” [p. 70]."
Felipe de Saavedra
in Boletim de Estudos Clássicos 70, 
Coimbra: Universidade de Coimbra, 141-178.



 'Camões e o platonismo: um problema de crítica literária' 
de Francisco Miranda de Andrade 

 100 anos da 1.ª edição: 1926- 2026 

 Sessão de lançamento da edição comemorativa 


Com a presença de 
Tiago Miranda de Andrade, Presidente da Fundação Miranda de Andrade 
e neto do autor; 
Jorge Sobrado, Vereador da Cultura e Património da Câmara Municipal do Porto;
 José Augusto Cardoso Bernardes, Comissário-Geral das comemorações 
dos 500 anos do Nascimento de Luís de Camões 
e Joel Cleto, Historiador e Consultor de História & Património da Fundação.

© Fotos no Facebook da Fundação Miranda de Andrade


para saber +


in e-CAM



in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997
Reprod. em DGLAB, Autores.






Redação: 26.08.2026

2026/06/30

CAMONISTA - José Carlos Canoa













José Carlos Canoa
Docente, Camonista

n. Lourinhã, 1967.

Licenciado em Estudos Portugueses (1990) 
pela U. NOVA de Lisboa
e doutorando pela mesma Universidade.

Atualmente é docente de língua portuguesa
no IPOR - Instituto Português do Oriente, em Macau.

É membro investigador da RCnA&A
e do IELT 





CAMONIANA




 José Carlos Canoa | 10.06.2026, na Gruta de Camões  


in Jornal de Noticias [online], 6.06.2026

Versão áudio: Ep. 23 🔈 6.06.2026
Episódios breves com professores e personalidades da vida pública portuguesa 
sobre a relação que têm com Camões.
Produção: TSF / JN



 A Gruta de Camões / 賈梅士洞, 2014 - por Im Hok Lon 
          
2-3 JUN. 2026 | Na FLUL e na BNP, em Lisboa
Curadoria: Diogo Ramada Curto
Evento promovido diretamente pela Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos do Nascimento de Camões.
"O congresso convocará figuras que investigam em Portugal e no estrangeiro
e terá por principal objetivo identificar e reconfigurar a agenda dos estudos camonianos.
Serão constituídos 10 painéis temáticos,
que terão por base os aspetos mais debatidos dos estudos camonianos."
Consulte aqui a informação atual no site oficial.



12 mar. 2026, quinta-feira | em formato presencial, em Goa
14 mar. 2026, sábado | via ZOOM
16 mar. 2026, segunda-feira | Extensão presencial em Damão
Parceiros do Congresso:
Rede Camões na Ásia & África | Fundação Oriente na Índia | U. Goa
Comissão Organizadora:
Prof. Doutor Felipe de Saavedra, Coord. RCnA&A
Loraine Alberto, RCnA&A e U. Goa | Dhruv Usgaonkar, U. Goa
Doutora Irene Silveira, U. Goa | Elias Colaço, Comunidade Indo-portuguesa de Macau
Delfim Correia da Silva, leitor do Camões, IP. na U. Goa.


Sessão por José Carlos Canoa
investigador da RCnA&A e docente do IPOR
No âmbito da Rota das Letras - Festival Literário de Macau
The Script Road - Macau Literary Festival / 15.ª EDIÇÃO
Literatura | Cinema | Teatro | Música | Artes Visuais
15 MAR. 2026, domingo, às 16h00, na Casa Garden 2, em Macau
Organização: Ricardo Pinto
Rota das Letras - Festival Literário de Macau
The Script Road - Macau Literary Festival





15h30  | Anf. III
  MESA-REDONDA:  
  Ensinar Camões além-fronteiras  
com João Paulo Videira, Moçambique | José Carlos Canoa, Macau
Ana Relvas, Luxemburgo | Roberta Kappaunn, Brasil
Moderação de Doris Wieser.
27, 28 e 29 NOV. 2025, quinta (19h), sexta e sábado  (das 09:30 às 18h00)
Na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Comissão Executiva: Filipa Araújo, Martinho Soares, Rui Mateus.
Org. Faculdade de Letras da U. Coimbra,
Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos,
Centro de Literatura Portuguesa, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos.
Com o alto patrocínio da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos
do Nascimento de Camões e da Reitoria da Universidade de Coimbra.



VÍDEO da reportagem | 1:59 | por Hermes Trabuco | imagem de Rodrigo Guimarães
in TDM, Macau, 21.11.2025

Camões na Biblioteca Camilo Pessanha do IPOR

Exposição Bibliográfica Camoniana, 2025
Com curadoria de José Carlos Canoa
 21 nov.  a 30 dez. 2025 | No Café do Oriente | IPOR, em Macau
Org. IPOR - Instituto Português do Oriente



Imagem na página do Facebook do IPOR - Instituto Português do Oriente

Isabel Rio Novo, à conversa com José Canoa, apresentou o seu livro  
Fortuna, Caso, Tempo e Sorte: biografia de Luís Vaz de Camões
28 jun.  2025, sábado, às 17h00,
No Auditório Dr. Stanley Ho do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong
Organização  do IPOR - Instituto Português do Oriente
com o apoio de Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
e do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.
VÍDEO: 
in TDM - Teledifusão de Macau, 28.06.2025



Imagem no perfil de Gilberto Lopes no Facebook, 21.06.2025
A presença em Macau do poeta Luís de Camões
foi o tema do programa televisivo "Estado da Região" 
conduzido pelo jornalista Gilberto Lopes | TDM,  25 jun. 2025.
Com Sara Augusto e José Carlos Canoa.
Na Rádio Macau, sábado ao meio-dia,
e domingo depois do Telejornal no Canal Macau.
VÍDEO, 60 min., disponibilizado online em 25.06.2025.



Os livros perdidos de Camões na ficção contemporânea

in Felipe de Saavedra, ed., Atas do 
Il Congresso do Meio Milénio do Nascimento de Camões 1525-2025: 
Maputo & Ilha de Moçambique, 6 e 10 de junho de 2025
org. RCnA&A, U. Politécnica e U. Eduardo Mondlane, de Moçambique.
Macau: Rede Camões na Ásia & África, 2026 (no prelo)


Texto publicado em:
REC - Revista de Estudos Camonianos
Macau: Rede Camões na Ásia & África, 1 (2025), 31-46.


Luís Gonzaga Gomes, o camonista de Macau

[PDF], [VÍDEOATA, 07] 
in Felipe de Saavedra, ed., 
Atas do I Congresso Internacional do Meio Milénio de Camões
(Macau 24-25 de fevereiro de 2024), 
Macau: Rede Camões na Ásia & África, 2025, 90-103.

Página do Congresso | Atas, volume integral


 As grandes coleções camonianas dos séculos XIX e XX 

[PDF]

in Felipe de SAAVEDRA, ed., 
Atas do Congresso Internacional 450 anos de ‘Os Lusíadas’,
Ternate/Jakarta: Rede Camões na Ásia & África, 2023, 88-118.

Página do Congresso | Atas, volume integral





2014-2025



Para saber +




Redação: 29.09.2025, atualizado em 30.06.2026

2026/02/18

CAMONISTA - Hélio Alves



Trinta anos de Camões:
ensaios e intervenções 1991-2021


de Hélio J. S. Alves

Lisboa: Caleidoscópio, 2024

362 p.

AGENDA das APRESENTAÇÕES


FEV. 2026

26 fev. 2026, quinta-feira, às 15h00, sala do DEPER, FLUP
Lançamento do livro: "Trinta Anos de Camões: ensaios e intervenções 1991-2021"
de Hélio Alves
Apresentação de Isabel Almeida (FLUL) e Zulmira Santos (FLUP).



5 fev. 2026, às 17h30, no auditório da BNP, em Lisboa.
Lançamento de: Trinta Anos de Camões: ensaios e intervenções 1991–2021, de Hélio Alves, 
com apresentação de Paulo Silva Pereira.



NOV. 2025

14 nov. 2025, sexta-feira, 16h-18h, 
no Campus Nation, U. Sorbonne Nouvelle, Paris.
Sessão de apresentação do livro:
Trinta Anos de Camões: ensaios e intervenções 1991-2021 de Hélio Alves
Mesa-redonda sobre "sur les enjeux de lecture de l'œuvre de Camões aujourd'hui"
com Aude Plagnard e Vanda Anastácio.


MAI. 2025

16 mai. 2025, sexta-feira, às 10h00
Hélio Alves falou de "Camões, de Redondo e de outras coisas mais"
na palestra intitulada "Nos princípios de Camões" de apresentação do livro: 
Trinta Anos de Camões: ensaios e intervenções 1991-2021, de Hélio Alves.
No âmbito da XXXVII Feira do Livro do Redondo, Alentejo.



Uma colectânea de crítica literária, filológica e histórico-cultural

"Este livro consiste numa recolha de reflexões realizadas entre dois regressos do autor a Portugal, o primeiro antes de iniciar a carreira universitária, o último logo depois de mudanças determinantes nela. A migração é o entre-lugar certo para entender Luís de Camões e os seus intérpretes mais voluntariosos e influentes (Manuel de Faria e Sousa, António José Saraiva e Jorge de Sena foram, como ele, emigrantes). A vida noutras paisagens e culturas permite adquirir o distanciamento necessário para, sem deixar de ver a árvore, vislumbrar a floresta.

Camões como autor não é o que tem parecido ser. Não é tão independente, ousado ou desinteressado como se tem dito, nem é o cantor do povo que direita e esquerda nele quiseram ver. Queixa-se insistentemente de que a poesia, a cultura e as artes são desdenhadas em Portugal, mas aquilo que incomoda Camões pessoalmente é a falta do «favor com que mais se acende o engenho», isto é, a falta de subvenção mecenática – e não, como erradamente se tem visto, a «apagada e vil tristeza» da pátria. Queixa-se, como é fama, de ser vítima de infortúnios e miséria; foi, porém, tratado pela Coroa de modo invulgarmente favorável.

Grande poeta épico e lírico, capaz duma fluência e energia inigualáveis, Camões levanta, ao mesmo tempo, problemas terríveis. Trinta Anos de Camões é uma colectânea de crítica literária, filológica e histórico-cultural que pretende contribuir para uma compreensão mais genuína da sua poesia, ao arrepio das interpretações excepcionalistas e exclusivistas predominantes desde há séculos."
Da sinopse no site da Caleidoscópio

Uma leitura crítica da obra de Luís de Camões

"A obra reúne ensaios produzidos ao longo de três décadas e propõe uma leitura crítica de Luís de Camões que questiona interpretações consolidadas da sua figura e da sua obra. Partindo da experiência da migração, entendida como um espaço de distanciamento crítico, o livro revisita temas como o mecenato, a relação do poeta com a Coroa e o modo como a sua poesia tem sido historicamente interpretada, contrariando leituras excepcionalistas e ideologicamente marcadas.

Trinta Anos de Camões. Ensaios e Intervenções 1991–2021 apresenta-se como uma colectânea de crítica literária, filológica e histórico-cultural que procura contribuir para uma compreensão mais rigorosa e historicamente situada de um dos autores centrais da literatura portuguesa."
in: Camões 500 Anos, Notícia.


Portugal desde 1640... até hoje

"Radica no Portugal da dinastia brigantina o predomínio e estabilização dum etnocentrismo que mascara as divisões internas à nação e constitui esta como una, eleita e predestinada por Cristo em Ourique. Se Camões se tornou o poeta por excelência desta representação ideológica de Portugal, tal aconteceu certamente porque as imagens do homem e do poeta a serviam melhor do que qualquer alternativa viável. 

A imagem do país condicionou-se fortemente por efeitos de unanimidade criados pela Restauração, transformando uma sociedade, caracterizada pela formação de clientelas claramente divergentes e muitas vezes ferozmente rivais, numa nação idealizada em torno do seu rei, duma política centralizada e duma simbologia uniforme. 

A partir de 1640, tudo o que pudesse indiciar variação ou diferença passou a ser interpretado como fractura na unanimidade nacional, como sinal de fraqueza no corpo político e, portanto, como objecto de repressão, condenação e silenciamento."

Excerto de Trinta Anos de Camões.
Lisboa: Caleidoscópio, 2024, p. 247


Hélio J. S. Alves
 n. Coimbra, 1963
Professor, investigador, camonista

Mestre em Línguas e Literaturas Românicas
pela Universidade de Londres (1986)
e doutorou-se em Literatura na U. Évora em 1999,
onde defendeu provas de agregação, em 2008.

É professor de Literatura na FLUL
e director do Centro de Estudos Comparatistas (CEComp). 

Entre outros artigos e monografias, publicou
Camões e Tasso, ficções em diálogo (Évora, 1996);
Camões, Corte-Real e o sistema da epopeia quinhentista (Coimbra, 2001);
"O som e a fúria d'Os Lusíadas" /Coimbra, 2006 - p. 49-65);
"Camões e o lirismo confessional na epopeia quinhentista, 
separta da revista Românica 16 (2007), Lisboa;
 Sepúlveda e Lianor : canto primeiro / Jerónimo Corte-Real -
 ed. crítica e comentada de Hélio J. S. Alves (Coimbra, 2014);
Poetas que não eram Camões = Poets who weren't Camões
coautoria de Landeg White e Hélio J. S. Alves (Lisboa, 2018).



Cartaz do lançamento da obra, 
provavelmente com apresentação de José Alberto Ferreira.




para saber +


Hélio Alves | Facebook

Hélio J. S. Alves | U. Évora

Vítor Serrão
O Camões de Hélio Alves | Facebook, 2.10.2025







Redação: 2.11.2025, atualizado em 18.02.2026

2026/02/07

CAMONISTA - José Manuel Ventura













José Manuel Rodrigues Ventura
Docente, investigador, camonista.




  CAMONIANA  




8 jun. 2018, sexta-feira, às 21h00
Na Biblioteca Municipal do Entroncamento 
para conversar sobre a sua “Visão crítica e criativa de Camões”.
Evento integrado nas Comemorações do 10 de Junho
que contou também com um momento de declamação de poesia.


Ventura, José Manuel
Tese de Doutoramento em Literatura de Língua Portuguesa. 
Orientação: José Carlos Seabra Pereira, Manuel Simplício Ferro. 
Coimbra: FLUC, 2017.

A receção de Camões em Vasco Graça Moura

"A produção lírica de Vasco Graça Moura, enquanto testemunho inequívoco de um notável fenómeno de recepção criativa, constitui pedra angular para a análise do privilegiado diálogo que estabelece com Camões na sua obra multímoda, quer seja poesia, ficção narrativa, tradução ou ensaio. É justamente o modo como o autor aproveita e recria essa fecunda matriz, em demanda de uma criação de discurso literário original, que se afigura a finalidade primacialmente visada pelo presente trabalho. 

Nesta linha, pretende-se dar conta da complexa rede de nexos intertextuais, apoiada num quadro teórico pertinente, com o propósito de identificar elementos compositivos e semânticos inspirados na grandeza e valor do legado camoniano, que, longe de estar esgotado, permanece como uma das mais fecundas heranças da tradição literária nacional. 

Embora esta dissertação vá incidir essencialmente na área dos estudos literários, também, quando se afigurar oportuno, serão considerados, na devida perspectiva, outras realizações artísticas aduzidas e tidas como relevantes, para descortinar aspectos nucleares do perfil intelectual e do percurso lírico de Graça Moura. 

A amplitude referida permite enveredar por caminhos analíticos e reflexivos mais abrangentes, em grande parte fundamentais para dilucidar o itinerário de uma voz singular das letras portuguesas atuais. 

Decorrente destas pressuposições, reflexões e inferências, serão retiradas conclusões sobre a pertinência da investigação realizada, com o intuito de corroborar a sua oportunidade. 

Nessa medida, o presente trabalho hermenêutico, ancorado na análise de um selectivo corpus textual, pretende tratar o labor poético de Graça Moura, em conexão com outras áreas da sua criatividade, visando, sobretudo em clave camoniana, concatenar as linhas de força determinantes que conferem indubitavelmente uma invulgar coerência à sua produção lírica, matéria ainda não tratada com profundidade na actual bibliografia crítica disponível."


José Manuel Ventura
Cartografias do regresso: o intertexto camoniano em Vasco Graça Moura
in Colóquio Internacional Camões e os seus contemporâneos - Atas, 
dez. 2016, p. 763-773
 


João Soares de Brito: um crítico barroco de Camões
por José Manuel Ventura
Coimbra: Imprensa da U. Coimbra, jul. 2010.

Edição da dissertação de mestrado 
em Literaturas Clássicas: Estudos Portugueses:
João Soares de Brito: um crítico barroco de Camões
Coimbra: U. Coimbra, 1998.


VENTURA, José Manuel
“A sugestão do oriente camoniano em Manuel Alegre”,
in Boletim de Estudos Clássicos, n.º 35 (jun. 2001)
Lisboa, Coimbra: Colibri / Associação Portuguesa de Estudos Clássicos, 
p. 141-149.


VENTURA, José Manuel
A lírica de Camões lida hoje
Coimbra: CIEC, jul. 2001, 



para saber +


in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 4.06.2016









Redação: 7.02.2026

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