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2025/10/28

Camões na revista Veredas n.º 43 - Passaram ainda além... dos estereótipos: questões de género na obra camoniana



 Passaram ainda além... dos estereótipos:  
  questões de género na obra camoniana  

DOSSIÊ 

v. 43 (2025)
Publicado em 31 ago. 2025

revista semestral


Número coordenado por 
Marcia Arruda Franco e Filipa Araújo


 AS QUESTÕES DE GÉNERO NA PRODUÇÃO CAMONIANA 

Assinalando o V centenário do nascimento de Luís de Camões, 
o número da revista procura estimular a discussão sobre obra do Poeta,
centrando-se em temas que interpelam os leitores da atualidade.

Nesse âmbito, procura-se "fomentar a reflexão crítica sobre 
as questões de género na produção camoniana, 
de modo a resgatar o interesse deste valioso contributo 
para a história cultural do século XVI, este dossiê visa aprofundar 
o estudo da mentalidade que embasou 
a fortuna crítica e/ou poética dessas temáticas, 
seja na atualidade, seja em outros períodos históricos, 
de acordo com valores e desejos dominantes. 

A seleção reúne, assim, propostas de investigação 
que promovem o diálogo interdisciplinar, 
envolvendo diferentes áreas científicas 
como a Literatura, a História, os Estudos Culturais, 
os Estudos Feministas e os Estudos Homoeróticos."
in AIL


Apresentação

Marcia Arruda Franco & Filipa Araújo

DOSSIÊ

Maria Clara Ramos Morales Crespo, & Marcia Arruda Franco

Daniel Batista Lima Borges

Jorge Fonseca

Carlos Silva & Paula Almeida Mendes

Andreiza Oliveira Lemos, Marcia Arruda Franco

Larissa Fonseca e Silva, Marcia Arruda Franco

José Manuel Ventura

Luis Maffei



Texto da chamada para publicação:

"Chamada para publicação ed. 43 (1-2025)

Dossiê: Passaram ainda além... dos estereótipos: questões de gênero na obra camoniana
Prazo para submissão: até 31 de março de 2025

Procurando fomentar a discussão das questões de gênero na obra de Camões, de modo a resgatar o interesse deste valioso contributo para a história cultural do século XVI, este volume tem como objetivo aprofundar o estudo da mentalidade que embasou a fortuna crítica e/ou poética dessas temáticas, seja na atualidade, seja em outros períodos históricos, de acordo com os valores e desejos dominantes. 

Visa-se, assim, lançar nova luz sobre aspetos menos explorados, sugerindo-se, entre outros, 
  • as formas de representação de figuras femininas ligadas à vida e à obra do autor d’ Os Lusíadas
  • a imitação poética da pastorícia homoerótica renascentista na relação preceptor/pupilo e no ambiente da corte; 
  • a expressão da sexualidade e das conceções eróticas quinhentistas. 
Apela-se, em particular, à reflexão sobre as reinterpretações das mulheres camonianas marginalizadas (prostitutas, escravas, serranas...) nas literaturas e nas culturas de língua portuguesa, nomeadamente nos testemunhos da tradição oral.

Convidamos, assim, as investigadoras e os investigadores a apresentarem propostas de artigo neste âmbito, de modo a promover o diálogo interdisciplinar, com base na pluralidade de abordagens teóricas e áreas científicas (Literatura, História, Estudos Culturais, Sociologia, História da Arte, Estudos Feministas, Estudos Homoeróticos, Direito, História da Ciência, Música, Dança, Geografia etc.)."
in Filipa Araújo | Facebook, 6.11.2024



para saber +









Redação: 27.10.2025

2025/05/12

Mesa-redonda "CAMÕES NOS SEUS 500: viver o poeta agora"

 

CAMÕES NOS SEUS 500: 
viver o poeta agora

MESA-REDONDA

Com os convidados
Rita Marnoto, U. Coimbra | Marcia Arruda Franco, USP
Paulo Braz, UFRJ | Luis Maffei, UFF

e moderação de mesa de
Godofredo de Oliveira Neto
Titular da Cátedra, de Letras/UFRJ

12 MAI. 2025, segunda-feira | 17h00 (Brasil)

Evento somente online 
com transmissão pelo canal do CBAE/UFR 
no YouTube.

Organização:

Cátedra Machado de Assis
Colégio Brasileiro de Altos Estudos, UFRJ


para saber +








Redação: 5.05.2025

2025/03/10

Conversa camoniana entre Marcia Arruda Franco e José Augusto Cardoso Bernardes

 

Conversas Camonianas

CONVERSA

entre Marcia Arruda Franco e José Augusto Cardoso Bernardes

 1.ª sessão do ciclo do de Conversas Camonianas
Org. Estrutura de Missão das para as Comemorações 
do V Centenário do Nascimento de Camões.

5 MAR. 2025 | 16h00-17h00 | Auditório da BNP, em Lisboa.

Entrada livre
Marcia Arruda Franco
professora da Universidade de São Paulo (USP)
e investigadora com obra publicada sobre Camões 
e outros autores do século XVI, 
publicou Camões e Garcia de Orta: em Goa e em Portugal (2019)
e as obras de assunto camoniano: 
Vidas de Camões no século XVII (2024)
e Cartas em Prosa e descrição do hospital de Cupido (2024).

José Augusto Cardoso Bernardes
Comissário-geral das Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Camões, 
conduz a conversa com 
a investigadora e camonista brasileira.

Momentos do evento.
 - magens da  Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões
In Luís de Camões 500, no Facebook, 8.03.2025

para saber +

in Agenda, BNP.

in Luís de Camões - Diretório de Camonística

in Luís de Camões - Diretório de Camonística




Redação: 10.03.2025

2024/10/11

Congresso Internacional Reescrever o século XVI trata as questões de Gênero em Camões

 

Congresso Internacional Reescrever o século XVI: Questões de Gênero em Camões, do peito feminil ao homoerotismo

CONGRESSO INTERNACIONAL



15 e 16 OUT. 2024

Em formato híbrido: 
Presencial: Prédio de Letras da Universidade de São Paulo | Online


Organização:

Grupo de Pesquisa "Reescrever o século XVI", Universidade de São Paulo/ CNPq

Grupos de Trabalho "Camões no Mundo" e "Camões, muda poesia e emblemática", CIEC/Universidade de Coimbra

O evento realiza-se com o apoio institucional de:
 U. São Paulo / Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas / Dep. de Letras Clássicas e Vernáculas, 
no âmbito do Grupo de Pesquisa "Reescrever o século XV"I (CNPq/USP).



Submissão de propostas:

Enviar resumo da intervenção e nota curricular 

Data limite: 31 ago. 2024

Participações em português e inglês, 
não sujeitas a pagamento de inscrição.





"[...] permanece inquestionável o interesse renovado suscitado pela sua poesia, no que tange às questões de gênero, uma vez que é multifacetada a sua representação do “peito feminil”, também ilustre, assim como do tema homoerótico.

Na poesia lírica, Camões soube dialogar com a tradição petrarquista, explorando a combinação de atributos herdados dos modelos peninsulares e dos códigos classicizantes no âmbito da imitatio renascentista, mas conseguindo fugir tanto à deificação da mulher que implica a sua redutora desumanização quanto ao esquecimento da tópica bucólica do amor entre pastores e pastoras. É sobejamente conhecido o caráter pioneiro de cantar, ainda que de um ponto de vista colonialista, a beleza de uma mulher negra e escrava nas endechas a Bárbora. O amor entre homens e mulheres foi cantado pelo poeta mas também o amor entre iguais foi encenado no seu drama pastoril e satirizado no Convite que fez a certos fidalgos em Goa.

No teatro, Camões soube dar protagonismo a figuras femininas pertencentes a diversos estamentos da sociedade de corte. Na poesia de salão, ou de circunstância, damas da nobreza e realeza ibérica e portuguesa foram cantadas, como a Princesa de Portugal. Nas cartas em prosa, a prostituta de Lisboa ou das Índias é alvo da sátira camoniana. Na lírica, a mulher de muitos amantes é figurada como Circe, fera humana e loba. Mas importa também lembrar relevantes sinais de retratos não convencionais e até de empoderamento feminino n’ Os Lusíadas. Além da intervenção política da “fermosíssima Maria”, a ninfa Tétis rejeita o gigante Adamastor, que é transformado em rocha e condenado à tortura de a ver nadar livremente em seu redor. A deusa Tétis, por sua vez, não acompanha o Gama na viagem de retorno a Portugal. A Deusa Giganteia com uma centena de bocas difunde a gesta portuguesa pelo globo. Cumpre igualmente sublinhar o conteúdo das palavras dirigidas a Bóreas pela ninfa que o repreende, no episódio da Tempestade (Lus.VI, 89, 4-8). Deste modo, privilegia-se o enamoramento e os jogos de sedução a que assistimos na Ilha dos Amores, numa postura que condena o amor forçado, o assédio e a violação, aproximando-se da visão moderna sobre a vivência amorosa por meio da emulação de mitologemas, imagens e figuras antigas mas também por uma intervenção cívida em prol da mulher no século XVI.

Quais as individualidades femininas que se libertaram da “lei da morte”?

Que memória persiste dessas figuras verdadeiramente excepcionais? 

Como conseguiram escapar à sentença tradicional que as destinava ao casamento ou ao convento, constituindo verdadeiras excepções a regras? 

Que testemunhos deixaram? 

Como desafiaram as convenções sociais com as suas ideias e os seus exemplos inspiradores?

Como foram retratadas pelas artes e pelo registro historiográfico? 

Como pode a crítica literária fomentar o resgate das questões de gênero na obra de Camões para a história cultural do século XVI, fora da interpretação iluminista e romântica, incluindo a tópica sodomita e a amizade socrática entre preceptor e discípulo?


Este congresso se concentra nas questões de gênero presentes na obra camoniana e também convida ao estudo da mentalidade que embasou a fortuna crítica e/ou poética dessas temáticas, seja no momento atual, seja em outros períodos históricos nos quais foi interpretada de acordo aos valores e desejos dominantes em cada época. Lembremos a interpretação que fez escola no século passado, de José Maria Rodrigues: a corte de Camões à princesa D. Maria como a causa da sua desdita. Antes interessa mostrar a corte de mulheres letradas em torno da filha caçula de D. Manuel.

Convidamos as investigadoras e os investigadores a apresentarem propostas de comunicações neste âmbito, de modo a promover o diálogo interdisciplinar, com base na pluralidade de abordagens teóricas e áreas científicas: Literatura, História, Estudos Culturais, Sociologia, História da Arte, Estudos Feministas, Estudos Homoeróticos, Direito, História da Ciência, Música, Dança, Geografia etc.."

In: "Texto da chamada" para comunicações, in Plataforma 9 | [em .PDF]




"[...] permanece inquestionável o interesse renovado suscitado pela sua poesia, no que tange às questões de gênero, uma vez que é multifacetada a sua representação do “peito feminil”, também ilustre, assim como do tema homoerótico. 

Quais individualidades femininas empoderadas pelo poeta se libertaram da “lei da morte”? Que memória persiste dessas figuras excepcionais, como a Princesa de Portugal, a fermosíssima Maria ou Francisca de Aragão? Qual a função das figuras mitológicas, de ninfas e deusas, como Tétis, Circe, a Deusa Giganteia ? Como avaliar a fala da Ninfa a Bóreas? O que significa cantar a beleza de uma escrava negra? Ou as suas cartas em prosa nomearem damas lisboetas do bordel que o poeta crismou Mal-Cozinhado?

Quem são os amigos nomeados e destinatários de suas cartas em prosa? Quais personagens da História Antiga e Mitologia são lugares homeróticos citados por Camões? Heliogábalo, Sardanapalo, Nero, Jacinto, os mitos de Apolo, Orfeu despedaçado, Hércules, entre outros – que função adquirem na economia erótica camoniana? 

Por que não testar a hipótese ficcional de Pode um desejo imenso, de Frederico Lourenço, ao propor o amor platônico entre Camões e António de Noronha, e desnudar o homoerotismo pastoril renascentista em éclogas? 12 poemas integram o projeto da Antologia Homoerótica de Camões, entre a USP e a UMINHO, no conjunto de projetos de pesquisa de Reescrever o século XVI (CNPq/USP)."
In: Marcia Arruda Franco | Facebook, 18.07.2024


Temas sugeridos



1
Damas, princesas e rainhas na obra & vida de Camões

2
Imitação da pastorícia homoerótica renascentista nas éclogas e discurso bucólico

3
Cavaleiros, Clérigos, Navegadores, Humanitas e o homoerotismo na sociedade de corte

4
Alegorias femininas na mitologia  da sua obra

5
Os erotismos da Ilha de Vênus – concepções do amor e do desejo

6
As amadas de Camões para comentaristas, editores, críticos e historiadores historiadores do século XVI ao presente

7
Do bordel à servidão patriarcal: prostitutas, escravas, serranas e meninas na sátira amorosa de Camões

8
Releituras do peito feminil camoniano na literatura, pelas outras artes



Oradores confirmados:

Cristina Costa Gomes | U. Lisboa
Filipa Araújo | CIEC, U. Coimbra)
Luís Maffei | U. Federal Fluminense
Manuel Ferro | U. Coimbra
Marcia Arruda Franco | U. São Paulo
Micaela Ramon | U. Minho
Paulo Braz | U. Federal do Rio de Janeiro
Pedro Serra | U. Salamanca
Vanda Anastácio | U. Lisboa

Ana Carolina Alvarenga | USP
Gustavo Borghi  | USP
Paulo César Ribeiro Filho  | USP
Larissa Fonseca e Silva  | USP
Luciana Brandão  | USP
Maria Clara Crespo  | USP
Larissa Stocco Gomes  | USP
Sérgio Felisberto Junior  | USP





PROGRAMA





Dia 15 de outubro | Na sala 107 (Presencial)

Com gravação e transmissão em tempo real


13h30
Inscrições de ouvintes


14h00 às 14h20
Abertura pela organização:
Grupo de Pesquisa CNPq/USP, Reescrever o século XVI e CIEC

Pausa de 10 minutos

1. Mesa de Abertura do Congresso | 14h20 às 15h30

Moderação: Marcia Arruda Franco

"Camões e a "feminil fraqueza", variantes na ilustração d' Os Lusíadas"
por Filipa Araújo | CIEC - UC

Francisca de Aragão
por Vanda Anastácio | CEC - FLUL


(Pausa de 5 minutos)

2. Sessões de comunicação 

Sessão 1 | 15h35 às 16h40

Moderação: Lourival da Silva Burlamaqui Neto

"O peito lusitano e o peito feminil no coro da praia de Os Lusíadas
a (in)constância sob o signo de Dido (e Eneias)"
por Marcello Peres Zanfra | USP

 "D. Teresa de Leão no canto I de Os Lusíadas"
por Lourival da Silva Burlamaqui Neto | USP

 "O lugar das amadas na construção da vida camoniana: 
notas para a leitura da 'Vida do Poeta' (1639), de Manuel de Faria e Sousa"
por Gustavo Luiz Nunes Borghi | USP

Sessão 2 | 16h40 às 17h45

Moderação: Larissa Fonseca e Silva

"O avesso do bordado - Inês de Castro, de Canto, de Manto:
Releitura de Camões por Fiama Hasse Brandão"
por Andreiza Valéria de Oliveira Lemos | USP

"D'amor feridas": A diferença entre amor e desejo na Ilha dos amores"
por Rayana Rezende Gomes Demetrio de Vasconcelos Barros

"Releituras contemporâneas da Ilha de Vênus 
em Gonçalo M. Tavares e Yara Nakahanda Monteiro"
por Larissa Fonseca e Silva | USP


(Pausa de 5 minutos)

3. Mesa de Fechamento da 1.9 Jornada (17h50 às 19h) 

Moderação: Vanda Anastácio

"Homoerotismo na bucólica camoniana : "As doces cantilenas que cantavam"
por Maria Clara Ramos Morales Crespo

"Homoerótica camoniana: do Hospital de Cupido a D. António de Meneses"
por Marcia Arruda Franco | USP


Dia 16 de outubro | On-line


1. Mesa de Abertura da 2a Jornada (10h às 12h)

Moderação: Filipa Araújo

"Imago mentis: A amada como fantasma"
por Valeria Tocco | U. Pisa

'Baise m'encor, Rebaise-moi et Baise': Louise Labé as Renaissance Cougar?"
por Laurence Grove | U. Glasgow

"O ´romance de Leanor´"
Manuel Ferro | CIEC - UC



(Pausa para Refeição)


2. Mesa 1 | 13h30 às 15h30

Moderação: Paulo Braz

"Camões e a 'Pretidão de amor' ou a reinvenção da cor do desejo: 
reflexões estéticas e apropriações político-ideológicas (sécs. XIX-XXI)"
por Paulo Pereira | FLUC

"Peitos inumanos, amores bárbaros"
por Paulo Braz | UFRJ

"Camões destro, Camões sinistro - Nữa mão sempre o quê?, e noutra o quê mais?"
por Luiz Maffei | UFF


(Pausa de 5 minutos)


3. Sessão de comunicações | 15h35 às 16h35

Moderação: Gabriel Fallaci

"Súplica e Sedução: uma leitura dos episódios femininos em Os Lusíadas, de Luís de Camões"
por Jonas Jefferson de Souza Leite

Camões: uma poesia transgressora do amor elevado
por Gabriel Fallaci Fernando | USP

Minando por vias decoloniais a autoridade literária de Os Lusíadas, de Camões
Marcos Vinicius Rodrigues


4. Sessão de Encerramento do Colóquio | 16h40 a 18h40

Moderação: Marcia Arruda Franco

"Diogo de Sá e Luís de Camões: a vida de dois humanistas navegadores"
por Cristina Costa Gomes | CEC - FLUL

Dimensões Queer na Poesia Lírica de Camões: Uma análise de alguns sonetos
por Simon Park | U. Oxford

José Emílio-Nelson & Camões: Relação e Géneros
por Pedro Serra | USAL
























para saber +

"Texto da chamada" para comunicações, in Plataforma 9
[em .PDF]

Marcia Arruda Franco | Facebook, 18.07.2024

Programa  | in CIEC no Facebook, 24.09.2024












Redação: 16.07.2024, atualizado em 26.09.2024

2024/03/16

Camões nas Índias Orientais, seminário por Marcia Arruda Franco

 

Camões nas Índias Orientais: 

sátira política, prisões, drogas e homoerotismo

SEMINÁRIO

CNPq - Universidad de São Paulo, Brasil

21 Mar. 2024 | Quinta-feira | 12h 

Sala A12



Um seminário no âmbito das celebrações do meio milénio do nascimento de Camões
 ministrado pela Professora Doutora Marcia Arruda Franco, 
que se destaca nos estudos de investigação sobre Sá de Miranda e Luís de Camões.

O Departamento de Filologia Moderna - Área de Filologia Galega e Portuguesa, 
da Universidade de Salamanca , acolhe, entre março e maio de 2024, 
a estadia da professora e investigadora, que ministrará dois seminários, 
tratando a épico burlesca do século XVII e a temática camoniana.





  1. Projeto Reescrever o século XVI.
  2. Marcia Arruda Franco. Conheça o seu trabalho verbete da investigadora como camonista.
  3. Capa da obra Camões e Garcia de Orta em Goa e em Portugal (Séculos XVI e XIX)
    De Marcia Arruda Franco, Coimbra: CIEC-FLUC, 2019.








2022/07/23

CAMONISTA - Marcia Arruda Franco








Marcia Arruda Franco
N. 21.10.1960
Camonista, investigadora, professora, editora literária.


Marcia Arruda Franco é doutorada em Letras Vernáculas – Literatura Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997) e pós-doutorada pela Universidade de Lisboa (2003).

Atualmente leciona na área de Letras na Universidade de São Paulo (USP), onde é responsável pela disciplina Para a História Não Oficial de Camões: Novas Abordagens de Estudos Camonianos




Desde 2019 que coordena o projeto multidisciplinar, na parceria USP-UMINHO, Reescrever o século XVI, o qual tem como objetivo principal "estudar o século XVI através de revisitações críticas de fontes quinhentistas, bem como analisar a recepção do Quinhentismo nas literaturas brasileira e portuguesa."
No âmbito de trabalho deste projeto, está em desenvolvimento a conceção e edição da Antologia Homoerótica Camoniana (AHC), a partir dos 10 poemas de Luís de Camões dedicados a D. António de Noronha, segundo a hipótese ficcional da obra Pode um desejo imenso (Lisboa: Livros Cotovia, 2002 / 6.ª ed. rev. e integral, 2015) de Frederico Lourenço.
Este projeto antológico envolve estudantes da graduação e da pós-graduação, das duas instituições parceiras, mas também do ensino médio em projetos vinculados à USP. A AHC está em elaboração, pois, por uma equipe de jovens camonistas da UMinho e da USP, muitos deles discípulos da Professora Marcia Arruda Franco.

A investigadora, com ampla obra publicada em livro e em periódicos académicos da especialidade, colabora também com o CIEC da Universidade de Coimbra. Das suas áreas de interesse, destacamos para os Estudos Camonianos: Sá de Miranda, Luís de Camões, Garcia de Orta e a época do Renascimento.

Marcia Arruda Franco publicou vários livros de ensaios em Portugal e no Brasil, entre eles: Sá de Miranda, um poeta no século XX (2001), Sá de Miranda: poeta do século de ouro (2005), Poesias / Francisco de Sá de Miranda (2011), Camões e Garcia de Orta em Goa e em Portugal (2019), Reescrever o século XVI: para uma história não oficial de Camões (2022), volume coletivo coorganizado com Paulo César Ribeiro Filho.



 

CAMONIANA / Século XVI


FRANCO, Marcia Arruda
  • (1990) Um século de leituras mirandinas. – Dissertação de Mestrado em Letras; com orient. De Cleonice Serôa da Mota Berardinelli. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio, Brasil.
  • (1997) Sá de Miranda e as questões poéticas do século XVI. – Tese de Doutorado em Letras Vernáculas: Literatura Portuguesa. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
  • (1997) “Aquele único exemplo” – os signos irônicos do império português, Revista do IFAC, n.º 4 (dez. 1997), 64-67.
  • (1998) O “emprego indiano” em dois sonhos épicos, in Congresso Internacional de Estudos Camonianos, Rio de Janeiro: UERJ/SBLL, 1999, 381-387. – [Sep. de Anais do / Congresso...].
  • (1999) Camões, leitor de Sá de Miranda, Veredas: Revista da AIL, Porto, n.º 2, 29-47.
  • (1999) Camões, leitor de Sá de Miranda. Porto: Fundação Eng. António de Almeida, p. 29-47.
  • (2000) Botânica, Amor e Poesia, Camões e garcia d'Orta em Goa e em Portugal (sécs. XVI e XIX). – Relatório de pesquisa.
  • (2001) Sá de Miranda, um poeta no século XX. Braga: Angelus Novus - IPLB.
  • (2002) Botânica e Poesia: Camões e Garcia d'Orta em Goa, Revista Camoniana, Bauru/SP, n.º 12, p. 111-134. – [Comunicação, I Congresso Internacional de Lexicografia e Literaturas Lusófonas, 2000].
  • (2002) Botânica, Poesia e Mulher: Psicoativos e afrodisíacos nos Colóquios dos Simples e drogas e na obra de Camões, Estudios Portugueses, Salamanca, n.º 2, p. 55-71.
  • (2002) Sextina III ou Canção do próprio canto, in SILVESTRE, Osvaldo; Pedro Serra (org.) – Século de ouro: antologia crítica da poesia portuguesa do século XX. Lisboa/Coimbra/Braga: Angelus Novus & Cotovia, p. 86-93.(2003) Camões e Orta na corte do vice-rei conde de Redondo, Revista Camoniana, Bauru/SP, n.º 13, p. 47-63.
  • (2005) Fiama Camonista, Metamorfoses, Lisboa/Rio de Janeiro, v. 6, p. 43-54.
  • (2005) Sá de Miranda: poeta do século de ouro. Coimbra: Angelus Novus.
  • (2005) Camões e Orta lidos pelo Conde de Ficalho, in OLIVEIRA, Paulo Motta e Annie Gisele Fernandes (org.) Literatura Portuguesa Aquém-Mar. Campinas: Komedi, p. 73-90.
  • (2005) Camões na cultura popular brasileira. – Apresent. de trabalho/conferência ou palestra.
  • (2005) Uma zombaria de Luís de Camões esquecida nas Rimas, in BERNARDES, José Augusto Cardoso (org.) Camões: matrizes e projecções ibéricas. Santa Barbara/ Coimbra: Center of Portuguese Studies / CIEC.
  • (2006) Resumos de Os Lusíadas. Entreclássicos/Camões, São Paulo, 22 jul. 2006.
  • (2007) As duas versões do Auto do Filodemo de Camões. – Apresent. de trabalho/conferência ou palestra
  • (2007) Da distância entre o presente e o passado: três releituras novecentistas de Sá de Miranda, in OLIVEIRA, Paulo Motta et al. (Org.). Literatura Portuguesa: história, memória e perspectivas. São Paulo: Alameda, p. 65-73.
  • (2009) O cenário mediterrâneo da Ilha de Vênus n’Os Lusíadas, Portogallo e Mediterraneo, Atti del Congresso Internazionale (a cura di Maria Luisa Cusati), Napoli, p. 181-192.
  • (2010) Os primeiros cultores da maneira italiana em Portugal, ABRIL – Revista do Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana da UFF, vol. 3, n.° 4 (abril 2010), p. 117-132.
  • (2010) Camões em duas canções da MPB [Música Popular Brasileira], Floema (UESB) , n.º 7 (jul. - dez. 2010), p. 137-153.
  • (2010) Dossiê Camões. 11.ª ed. Vitória da Conquista: Edições UESB. – [174 p.].








Poesias / Francisco de Sá de Miranda


Edição e introdução de Marcia Arruda Franco

Coimbra: Angelus-Novus / Centro de Literatura Portuguesa, 2011.

Coleção "Biblioteca Lusitana".



  • (2011) Afrânio Peixoto, Júlio (camonista), verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Alfragide: Caminho, p. 20-22.
  • (2011) O cânone literário português e Camões, verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Alfragide: Caminho, p. 219-228.
  • (2011) Desconcerto do Mundo, verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Alfragide: Caminho, p. 312-316.
  • (2011) Horacianismo em Camões, verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Alfragide: Caminho, p. 417-419.
  • (2011) Labirintos, verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Alfragide: Caminho, p. 457-459.
  • (2011) “Ficalho, Conde de, Flora dos Lusíadas”, verbete, in Dicionário de Luís de Camões. Org. Vítor Aguiar e Silva. Alfragide: Caminho, p. 384-387.
  • (2012) Sá de Miranda e Camões, in FRAGA, Maria do Céu et al. (org.) Camões entre os contemporâneos. Braga: CIEC - UC, Univ. dos Açores, Univ. Católica Portuguesa, p. 203-216.
  • (2014) Convite que fez Camões em Goa a certos Fidalgos, e-lyra: revista de rede internacional Lyracompoetics, n.º 4 (out. 2014), 21-45.
  • (2015) A Zombaria de Camões à Entrada de Francisco Barreto em Goa. – Apresent. de trabalho/conferência ou palestra.
  • (2017) Labirinto do autor, queixando-se do mundo, corre sem vela e sem leme. Convergência Lusíada [digital], vol. 23, n.º 27 (jan.-jun. 2012): Sobre Luís de Camões.
  • (2017) Fadas e encantamentos no teatro quinhentista português, E-Scrita: revista do curso de letras da UNIABEU, vol. 8, n.º 3, p. 129-143. – Em coautoria com Paulo César Ribeiro Filho.(2018) A correspondência entre António Ferreira e Sá de Miranda, Texto Poético, vol. 14, n.º 24 (jan.-jun. 2018), p. 4-27.
  • (2019) A quinta carta em prosa de Camões: ?Por que nem tudo seja falar-vos de siso?, ABRIL, n.º 11, Niterói, p. 43-56.








Camões e Garcia de Orta em Goa e em Portugal (Séculos XVI e XIX)

De Marcia Arruda Franco
Coimbra: Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos – FLUC, 2019.
Coleção Monografias, 2.





Índice


Teorética, pp. 11-17.

PARTE I – CAMÕES E ORTA NO SÉCULO XIX
  • Ficalho e a sua geração, 21-24.
  • A crítica das Ciências Naturais na ordem da cultura: A Relíquia, 25-33.
  • Camões e Garcia d’Orta lidos pelo conde de Ficalho, 35-52. [v. anos 2005, 2011]
  • Paisagem mediterrânea na ilha dos amores, 53-62. [v. ano 2009]
PARTE II – NO SÉCULO XVI
  • Camões e Garcia d’Orta a partir dos paratextos de os Colóquio, 65-85.
  • Botânica, amor e poesia: psicoativos, afrodisíacos e a mulher, 87-109. [v. anos 2000. 2002]
  • A rota das especiarias em textos do século XVI, 111-129.
  • Fiama camonista, 131-143. [v. ano 2005]
  • A zombaria de Camões a Dom Francisco Barreto, 145-162. [v. ano 2015]
  • Camões e Orta na corte do Vice-Rei, o Conde de Redondo, 163-168.
  • Convite para uma ceia toda em trovas, 169-181. [v. ano 2014]
  • O tema do desconcerto do mundo, 183-189. [v. ano 2011]
CODA
  • Labirinto do autor, queixando-se do mundo, 193-202. [v. anos 2011, 2017]
APÊNDICE
  • Colóquio do Anfião, 205-207.
  • Colóquio do Bangue, 209-2010.
  • Colóquio da Datura e dos Duriões, 211-213.



  • (2019) Camões no modernismo paulista, Colóquio/Letras, n.º 202 (set. 2019), Lisboa, p. 137-148.
  • (2021) Poesia e Filosofia. Pneumo-fantasmologia em alguns sonetos do dolce stil novo renovado. de Sá de Miranda, Românica, Lisboa, 24, p. 95-106.





Reescrever o século XVI: para uma história não oficial de Camões

Org. Marcia Arruda Franco, Paulo César Ribeiro Filho.

São Paulo : FFLCH/USP, 2022.




Publicação de Márcia Arruda Franco no volume, para além da coorganização e do prefácio:

  • (2022) “Carta que um amigo a outro manda de novas de Lisboa” – A quinta carta em prosa de Camões: por que nem tudo seja falar-vos de siso: proposta de edição de –, in idem, ibidem, p. 231-237.
  • (2022) “Sobre o gênero cartas em prosa no Renascimento e as cartas em prosa de Camões” (p. 238-249) – Artigo seguido do seguinte “Apêndice”: “Cartas em prosa de Camões manuscritas, in idem, ibidem, p. 250-262.


Do prefácio desta obra, da autoria dos organizadores, Marcia Arruda Franco Paulo César Ribeiro Filho:
"Neste ano em que se comemoram os 450 anos de Os Lusíadas, pareceu-nos importante trazer à luz outra face de Luís de Camões. A presente publicação decorre das VI Jornadas de Literatura Portuguesa - Para a história não oficial de Camões: Novas propostas de estudos camonianos (2018), e do Grupo de Pesquisa Reescrever o século XVI (CNPq/USP).

Por história não oficial de Camões e do século XVI entendemos aqueles lugares iconográficos e textuais que são pouco estudados em virtude de ameaçarem não só a figura oficial do poeta incontornável da cultura portuguesa, mas também as navegações portuguesas como símbolo da sua identidade cultural e do seu papel civilizatório." (p. 6)






Com referido supra, no âmbito do projeto Reescrever o século XVI, está em desenvolvimento a edição da Antologia Homoerótica Camoniana (AHC):


"A Antologia Homoerótica Camoniana (AHC), que vem sendo desenvolvida desde 2019, insere-se num projeto internacional, “Reescrever o século XVI”, desenvolvido em cooperação entre a Universidade do Minho (Portugal) e a Universidade de São Paulo (Brasil). 

Investigar o homoerotismo na poesia do passado remoto, de forma a rastrear a forma como a Imitatio renascentista leva os poetas da época a revisitar os lugares do homoerotismo antigo, implica 

1) distinguir o que se entende por prática homoerótica na sociedade de corte no início dos tempos modernos 

2) determinar a sua tematização na poética renascentista, de acordo com a Imitatio. 

Assim, este projeto parte de uma leitura do romance de Frederico Lourenço, Pode um desejo imenso (2002), no qual Camões-personagem é preceptor de D. António de Noronha, jovem a quem teria dedicado 10 poemas líricos de teor homoerótico. A partir da perspetiva filológica e histórico-cultural, os poemas serão lidos, independentemente do seu lugar no cânone lírico, em clave homoerótica, editados e anotados, de forma a poderem ser publicados numa breve antologia, que envolve estudantes da graduação e da pós-graduação, das duas instituições parceiras, mas também do ensino médio em projetos vinculados à USP."

Fonte: Site da AHC.





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