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2025/12/02

Apresentação do livro "As plantas na obra poética de Camões" de Jorge Paiva por Maria de Fátima Silva


 "As Plantas na Obra Poética de Camões" 

 APRESENTAÇÃO DO LIVRO 

de Jorge Paiva

por Maria de Fátima Silva


3 DEZ. 2025 | às 15h00 | No Auditório da Reitoria da U. Coimbra


Organização:

Imprensa da Universidade de Coimbra 




"A Imprensa da Universidade de Coimbra 
apresenta o livro "As Plantas na Obra Poética de Camões", 
do biólogo e investigador Jorge Paiva, 
que em setembro passado [2025] completou 92 anos de idade."

"A obra resulta da investigação do autor sobre 
a presença da botânica na poesia camoniana. 
Apesar de a lírica de Camões ter um volume de versos superior, 
é n’Os Lusíadas que se encontra quase o dobro das espécies vegetais referidas. 

Viajante pelo mundo tropical indo-pacífico, Camões 
registou nas suas obras plantas e árvores exóticas, 
não comuns na produção lírica europeia, 
onde predominam flores herbáceas.

Neste livro, Jorge Paiva analisa 
essa dimensão botânica na escrita camoniana, 
evidenciando a diversidade vegetal que atravessa os seus textos 
e propondo um olhar renovado sobre a obra do poeta."

Fonte: Luís de Camões 500, no Facebook, 1.12.2025



As plantas na obra poética de Camões / de Jorge Paiva
Coimbra: Imprensa da Universidade, set. 2025


para saber +


in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 16.09.2025
- Consulte aqui a nota biográfica sobre o Autor,
ligação à obra online, ligação à versão digital da exposição,
sinopse da obra, etc.







Redação: 1.12.2025

2025/09/16

As plantas na obra poética de Camões, estudo de Jorge Paiva


As plantas na obra poética de Camões

OBRA

de Jorge Paiva

Coimbra: Imprensa da Universidade, set. 2025


16 set. 2025, terça-feira

Disponibilizado em acesso aberto no site da IUC

166 p.






Jorge Américo Rodrigues de Paiva
N. Cambondo, Cazengo, Angola, 17.09.1933.
Professor, cientista (botânico e taxonomista) e camonista.

Licenciado em Ciências Biológicas (1958) pela U. de Coimbra
e doutorado em Biologia pelo Dep. de Recursos Naturais e Medio Ambiente da U. Vigo (1993).

Como bolseiro do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), 
trabalhou durante três anos em Londres, 
nos Jardins de Kew e na Secção de História Natural do Museu Britânico. 

Foi investigador principal no Dep. de Botânica da U. Coimbra.

Como ambientalista é reconhecido pela sua defesa do ambiente.


 O cientista completa 92 anos nesta quarta-feira!


Entre o Ocidente e o Oriente: 
as plantas ornamentais e as plantas medicinais

No âmbito das comemorações oficiais dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, cuja Comissão Nacional é dirigida pelo Professor José Augusto Cardoso Bernardes, da Universidade de Coimbra, a edição desta obra do cientista e camonista Jorge Paiva está programada desde o início.

Entre Lisboa e o Extremo Oriente, o poeta Luís de Camões passou ou viveu no Norte de África, em Goa, Ternate, Macau e na lha de Moçambique. Tendo em conta essa deambulação geográfica de Camões - poeta, soldado e também viajante, o biólogo Jorge Paiva afirma que na lírica camoniana “maioritariamente escrita em Portugal e centrada no amor e paixão, as plantas referidas são, quase na totalidade, europeias, mediterrânicas e, geralmente, utilizadas pelos poetas desde a Antiguidade Clássica”. Em contrapartida, “como Os Lusíadas foram escritos, quase na sua totalidade, no Oriente e centrados nos Descobrimentos, grande parte das plantas referidas neste poema são asiáticas, particularmente especiarias e medicinais”.

São cerca de 100 plantas de vários continentes mencionadas por Camões na sua obra escrita e publicada século XVI. E, segundo o estudioso, “na época em que Camões viveu, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura eram mais as plantas medicinais do que as alimentares e, na poesia, as ornamentais ou com relevância mitológica”. Deste modo, n'Os Lusíadas são referidas c.60 plantas, “muitas asiáticas e aromáticas”, e na poesia lírica encontramos c. 40 espécies, principalmente “europeias, campestres ou ornamentais”.

Durante a sua estadia na Ásia, nomeadamente na colónia portuguesa em Goa, para além de ter podido observar as plantas medicinais asiáticas ao vivo na natureza, Camões conhecia também essas plantas através do seu convívio com o amigo Garcia de Orta, o autor de Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, que terá lido.

Na sua obra As plantas na obra poética de Camões, o biólogo também interpreta outras referências camonianas a árvores, ervas e flores originárias de terras como o Brasil e Timor, que o Poeta nunca visitou.

Camões esteve em ilhas do oceano Índico, lembremos, por exemplo, a sua estadia na Ilha de Moçambique no seu regresso ao Reino, e também em algumas ilhas tropicais asiáticas do oceano Pacífico; passou ainda por várias ilhas atlânticas. Talvez essa vivência o tenha levado a idealizar a Ilha dos Amores na sua epopeia: "uma ilha coberta de floresta, com lagos, rios e formosos outeiros”, comoo refer Jorge Paiva, cantando, assim, em verso o “encontro idílico entre a tripulação capitaneada por Vasco da Gama e deusas da mitologia grega”.



CAMONIANA



"E apesar de já ter publicado um artigo com as plantas na obra de Camões,
este livro que agora estou a escrever tem muitas novidades,
sobre plantas que nunca tinham sido identificadas e eu consegui identificar,
porque já tenho muita prática e andei nos sítios onde andou o Camões.
Estudo as plantas tropicais, conheço as plantas asiáticas, as europeias…
enfim, só assim consegui fazer este trabalho que sairá agora no livro,
e que julgo que tem muitas coisas inéditas.
Cada vez que leio Camões é uma descoberta. Foi uma mente brilhante!"
4'33'' | Jorge Paiva - Entrevista
in VoiceMED n.º 56 /jan.-fev. 2025, Newsletter da FMUC.


"Garcia de Orta e as plantas na obra poética camoniana"
Lisboa: Edições Colibri, 2015, 229-250. 



Professor Jorge Paiva
"As plantas na obra poética de Camões (épica e lírica)"
Coord. António M. L. Andrade, Carlos de Miguel Mora, João M. N. Torrão.
Aveiro, Coimbra, São Paulo: UA Ed. / Imprensa da U. Coimbra / ANNABLUME, 2015,
p. 95-139. | [PDF]



VERSÃO DIGITAL
Disponível para descarregar | PDF
A exposição é composta por painéis; em cada painel poema-aguarela,
a planta está identificada pelo seu nome vulgar e o nome científico.
Destaca-se a sua menção no texto camoniano.
Org. Sociedade Broteriana

Painel com poema-aguarela, da versão digital da exposição
As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões | PDF





para saber +

Jorge Paiva
bio por Fátima sales

LUSA /Redação
in Observador, 16.09.2025

Luís de Camões - Diretório de Camonística, 8.03.2025

in Agenda, U. Coimbra

in cabal do Youtube da Universidade de Coimbra, 7.03.2024

Ana Bartolomeu
In Notícias UC, 6.03.2025

Catarina Sousa
Áudios, 00:20 e 00:16, in RUC - Rádio UC, 05.03.2025

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 22.06.2024

in Diário de Coimbra [online], 18.06.2024


in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.05.2024









Redação: 16.09.2025

2025/03/08

Exposição "As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões"


"As Plantas na Obra Poética de Luís Vaz de Camões: aguarelas de Ursula Beau"

EXPOSIÇÃO


5 a 31 MAR. 2025

Na Casa-Museu Elysio de Moura | Colégio de Santo António da Pedreira, Coimbra
A exposição pode ser visitada 
às segundas, quartas, quintas e sextas | das 14 às 17 horas, 
com marcação prévia via e-mail.

Curadoria:

Ana Margarida Dias da Silva | Milton Pedro Dias Pacheco, 

Projeto expositivo e Textos: 
Ana Margarida Dias da Silva | Maria Teresa Gonçalves | Jorge Paiva

Organização:

Sociedade Broteriana e Casa-Museu Elysio de Moura

Com a colaboração de
Centro de Ecologia Funcional, do Dep. de Ciências da Vida 
e do Centro de História da Sociedade e da Cultura.





A iniciativa integra a programação da 
e as comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões.

Poemas de Camões são ilustrados com aguarelas, 
da autoria de Ursula Beau e provenientes do acervo da Sociedade Broteriana
que representam espécies da flora espontânea de Portugal.

 A exposição é concebida a partir da
seleção de poemas de Camões com alusões a estas plantas,
as aguarelas de Ursula Beau (1906-1984) sobre as mesmas plantas,
e o trabalho de investigação sobre o tema
do Doutor Jorge Paiva, do Dep. de Ciências da Vida, U. Coimbra.





"E apesar de já ter publicado um artigo* com as plantas na obra de Camões, 
este livro que agora estou a escrever tem muitas novidades, 
sobre plantas que nunca tinham sido identificadas e eu consegui identificar, 
porque já tenho muita prática e andei nos sítios onde andou o Camões.

Estudo as plantas tropicais, conheço as plantas asiáticas, as europeias… 
enfim, só assim consegui fazer este trabalho que sairá agora no livro, 
e que julgo que tem muitas coisas inéditas. 
Cada vez que leio Camões é uma descoberta. Foi uma mente brilhante!"

4'33'' | Jorge Paiva - Entrevista
in VoiceMED n.º 56  /jan.-fev. 2025, Newsletter da FMUC.


* O artigo do Professor Jorge Paiva:

"As plantas na obra poética de Camões (épica e lírica)"

Coord. António M. L.  Andrade, Carlos de Miguel Mora, João M. N. Torrão.
Aveiro, Coimbra, São Paulo: UA Ed. / Imprensa da U. Coimbra / ANNABLUME, 2015, 
p. 95-139.  | [PDF]







VERSÃO DIGITAL
Disponível para descarregar | PDF

A exposição é composta por painéis;
em cada painel poema-aguarela, 
a planta está identificada
pelo seu nome vulgar e o nome científico. 
Destaca-se a sua menção no texto camoniano.

Projeto expositivo e textos: 
Ana Margarida Dias da Silva (CHSC, DCV), Maria Teresa Gonçalves (CFE,
DCV, SB) e Jorge Paiva (CFE, DCV).
Grafismo: José Augusto Reis
Organização: Sociedade Broteriana
Com o apoio do Dep. de Ciências da Vida, Centre for Functional Ecology


"Graças a uma profícua parceria com a Universidade de Coimbra e a Sociedade Broteriana, a Rede de Bibliotecas Escolares disponibiliza a versão digital desta exposição, em grande formato, para que as escolas possam, caso assim o entendam, imprimi-la com qualidade.

A exposição permitirá aos agrupamentos de escolas partilhar, celebrar e promover, não só a obra poética de Camões, bem como, divulgar a botânica e a língua portuguesa."
in Portal RBE > Projetos > Camões, Engenho e Arte > Recursos



"As plantas na obra poética de Camões (épica e lírica)"

"Na época camoniana, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura, não eram tanto as plantas comestíveis ou ornamentais, mas mais as plantas medicinais. 

Como Os Lusíadas foram escritos, quase na totalidade, no Oriente e centrados nos Descobrimentos, têm como base plantas asiáticas, particularmente especiarias e medicinais; a Lírica como foi, maioritariamente, escrita em Portugal e centrada no amor e paixão, as plantas referidas são europeias e ornamentais. 

Numa e noutra obra o poeta raramente cita as mesmas plantas, mas quando isso acontece, fá-lo com significados diferentes. 

Como Camões viveu a sua grande paixão durante os treze anos que esteve em Coimbra (1531-1544), de onde partiu aos vinte anos, a maioria das plantas referidas na Lírica são plantas dos campos do Mondego. O mesmo acontece n’Os Lusíadas nos episódios da “Ilha dos Amores” (Canto IX, 18 – X, 95) e de “Inês de Castro” (Canto III, 118-135).

Num trabalho sucinto, não é possível abranger a vasta obra completa de Luís de Camões. Assim, abordaremos algumas das plantas mais invulgares referidas n’Os Lusíadas e praticamente todas as citadas na Lírica. Aliás, é n’Os Lusíadas que o poeta mais plantas menciona (cerca de cinco dezenas), na maioria asiáticas e aromáticas. 

Na Lírica refere muito menos espécies de plantas (cerca de três dezenas e meia), maioritariamente, europeias campestres e ornamentais."

Resumo do artigo do Professor Jorge Paiva
Coimbra, 2015, p. 95




para saber +


in Agenda, U. Coimbra

Ana Bartolomeu
In Notícias UC, 6.03.2025

in cabal do Youtube da Universidade de Coimbra, 7.03.2024

Catarina Sousa
Áudios, 00:20 e 00:16, in RUC - Rádio UC, 05.03.2025

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 22.06.2024






Redação: 8.03.2025

2024/12/30

"As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões", exposição a partir das aguarelas de Ursula Beau

 

"As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões"

EXPOSIÇÃO

a partir das aguarelas de

Ursula Beau


29 NOV. 2024 a 28 FEV. 2025

Na Sala 1 do Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova

Entrada gratuita 

a exposição pode ser visitada na Sala 1 do Centro Cultural Raiano, de 29 de novembro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025, nom seguinte horário: de terça a domingo, 9h-13h e 14h-17h.



Inaugurada em 29 de novembro de 2024,
a exposição é dedicada às plantas na obra poética de Camões
e insere-se nas Comemorações do V Centenário do nascimento do Poeta.

A partir de aguarelas de Ursula Beau (1906-1984), 
pertencentes à Sociedade Broteriana, da U. Coimbra, 
e do trabalho de investigação consagrado ao tema
pelo Doutor Jorge Paiva, do Dep. de Ciências da Vida
foram selecionadas várias plantas referidas n’ Os Lusíadas e nas Rimas.

A associação de trechos poéticos onde a planta é glosada
com as aguarelas de Ursula Beau é complementada com 
a indicação do nome científico, do nome vulgar 
e do nome utilizado pelo Poeta.




A exposição está integrada no programa do
Festival Internacional de Músicas Antigas

Idanha-a-Nova
UNESCO City of Music
22.11— 7.12.2024

O festival resulta da parceria entre 
a Arte das Musas e o município de Idanha-a-Nova, 
no distrito de Castelo Branco.





para saber +

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 21.06.2024

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.05.2024

Fora do Lugar 

Fora do Lugar | Facebook





Redação: 1.12.2024

2024/06/21

Exposição “As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões" organizada pelo Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra

 



“As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões”

EXPOSIÇÃO

Aguarelas de Ursula Beau


17 jun. a 31 jul. 2024 | Inauguração: às 16h30

No Colégio de São Bento, Coimbra

Organização:

DCV - Departamento de Ciências da Vida
com a colaboração da Sociedade Broteriana  e o Jardim Botânico
 da Universidade de Coimbra








Palavras de boas vindas pelo
Prof. Miguel Pardal
Diretor do DCV, UC


às 17h | No Colégio de São Bento, Coimbra
Apresentação da exposição e palestra

 “Especiarias, aloés e outras plantas em Camões” 

por Jorge Paiva (DCV) e Rita Marnoto (FLUC)


às 13h15 |  no Jardim Botânico

Sprint botânico "Plantas Camonianas"

O dia da inauguração da mostra incluiu também
um sprint botânico onde os participantes viajaram "pela flora lírica e épica de Camões",
como explicou João Farminhão (JBUC), o guia da visita.









A partir da coleção de aguarelas de Ursula Beau (1906-1984) 
doadas à Sociedade Broteriana / DCV da U. Coimbra, 
foram selecionadas 13 aguarelas de plantas que estão mais mais relacionadas com 
as referidas na obra camoniana, n’ Os Lusíadas e na Lírica
Compementarmente, os investigadores 
Ana Margarida Dias da SilvaMaria Teresa Gonçalves Jorge Paiva
associaram o trecho poético onde a planta é glosada, 
com a indicação do nome científico, do nome vulgar e do nome utilizado pelo poeta. 
Será ainda exposto um conjunto de especiarias referidas por Camões.




"De acordo com Jorge Paiva, professor aposentado do DCV/FCTUC, «na época camoniana, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura não eram as plantas comestíveis ou ornamentais, mas sim as plantas medicinais». Os Lusíadas foram escritos, quase na totalidade, no Oriente e centram-se nos Descobrimentos, logo, as plantas asiáticas, particularmente as medicinais e as especiarias, surgem em maior destaque. A Lírica, maioritariamente escrita em Portugal e centrada no amor e na paixão, refere plantas europeias, particularmente as suas flores.

Como Camões viveu a sua grande paixão durante os 13 anos que esteve em Coimbra (1531- 1544), de onde partiu aos 20 anos, a maioria das plantas referidas na Lírica são plantas dos campos do Mondego, que refere também, saudosamente, n’ Os Lusíadas, no episódio de “Inês de Castro” (Canto III, 118-135) e no episódio da “Ilha dos Amores” (Canto IX, 18 – X, 95).

«Não é fácil determinar com exatidão todas as plantas citadas por Camões na sua obra (Épica e Lírica), pois a maioria das vezes refere-as de forma poética e utilizando, como o próprio afirma, derivações com extraordinários malabarismos linguísticos», acrescenta Jorge Paiva.

“As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões”
in Sociedade Broteriana, Notícias, 15.04.2024




para saber +


Sara Machado
in Universidade de Coimbra, Notícias, 13.06.2024


in Sociedade Broteriana, Notícias, 15.04.2024

in Diário de Coimbra [online], 18.06.2024

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.05.2024










Redação: 22.06.2024

2024/05/10

Poesia e Natureza na obra de Camões, conferências por Jorge Paiva e Zulmira Santos


500 ANOS DE CAMÕES: POESIA E NATUREZA

Conversas e Conferências

com Jorge Paiva e Zulmira Santos


12 JUN 2024 | 18:00

Auditório do Museu, Parque de Serralves, Porto

Iniciativa integrada nas Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões











PROGRAMA

18H00
Abertura da sessão
Helena FreitasDiretora do Parque de Serralves.


18H15
As plantas na Obra Poética de Camões (Épica e Lírica)
por Jorge Paiva, U. Combra

“Na época em que Camões viveu, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura, não eram tanto as plantas comestíveis, mas mais as plantas medicinais e, na poesia, as ornamentais. 

Como “Os Lusíadas” foram escritos, quase na sua totalidade, no Oriente e centrados nos Descobrimentos, as plantas referidas neste poema são quase todas asiáticas, particularmente especiarias e medicinais; a Lírica como foi, maioritariamente, escrita em Portugal e centrada no amor e paixão, as plantas referidas são, quase na totalidade, europeias.

Numa e noutra obra o poeta raramente cita as mesmas plantas, mas quando isso acontece, fá-lo, geralmente, com significado diferente.”


18H45
“Mil árvores estão ao céu subindo”: a natureza na “Ilha dos Amores” 
Zulmira Santos, FL U. Porto

"As plantas têm vindo a ser um tema estudado na obra de Camões simultaneamente na lírica e na épica, sobretudo no estabelecimento da diferença entre o «ocidente» e o «oriente». 

Esta breve apresentação terá como objetivo refletir sobre os diferentes sentidos simbólicos das «paisagens» escolhidas pelo poeta na descrição da Ilha dos Amores, procurando integrá-las numa tradição literária e cultural."








Imagem no site da Instituição






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