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2025/03/21

Camões no festival "Alcobaça Inspira: Arte, Literatura e Paixão" 2025


"Alcobaça Inspira: Arte, Literatura e Paixão"

FESTIVAL


24 MAR. a 6 ABR. 2025 | No concelho de Alcobaça

Organização:

Município de Alcobaça


"O festival tem como tema central os 
"500 Anos do Nascimento de Luís Vaz de Camões", 
autor maior da cultura portuguesa, 
cujas obras refletem um forte senso de orgulho e identidade nacional, 
onde se destaca a trágica história da paixão de Inês de Castro e D. Pedro.

O festival divide-se entre a programação escolar, 
que pretende inspirar e educar os alunos do nosso território, 
e a programação para o público em geral, 
que terá lugar nos principais espaços culturais da cidade, 
com destaque para o Panorama, o novo multiusos."

Hermínio Rodrigues
Presidente do Município de Alcobaça 



PROGRAMA

Destacamos as atividades camonianas



24 MAR. a 6 ABR. 2025

No PANORAMA, em Alcobaça
Das 14h às 22h | sábado e domingo: 14h às 20h
Exposição: “As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões”
Aguarelas de Ursula Beau
Projeto expositivo e textos: 
Ana Margarida Dias da Silva; Maria Teresa Gonçalves; Jorge Paiva (CFE, DCV)
Exposição cedida pela Sociedade Broteriana.


26 MAR. 2025, quarta-feira

às 20h30 | No Cine-Teatro de Alcobaça João D'Oliva Monteiro
CAMÕES, 1946 / de Leitão de Barros
Drama, 118 min, P/B, M/12 | Portugal
Elenco: António Vilar, José Amaro, Igrejas Caeiro, Paiva Raposo.

"Um filme sobre a vida aventureira 
do maior escritor da língua portuguesa, Luís Vaz de Camões. 
Os conturbados amores, os problemas financeiros 
e o declínio inglório de uma personalidade complexa. 
Esta foi, à época, a maior produção cinematográfica em Portugal, 
uma espécie de desígnio nacional artístico, 
que juntou meios como até à data nunca houvera 
e um naipe de grandes atores, 
destacando-se António Vilar no papel do vate, e Eunice Muñoz. 
O filme foi exibido no Festival de Cannes de 1946."
Do Programa


27 MAR. 2025, quinta-feira

às 18h00 | No Museu do Vinho
Vernissage: 
Exposição: “(des)velamentos de Pedro e Inês”
Exposição Coletiva de Arte Contemporânea
25 mar. a 7 jun. 2025
Terça a domingo: 10h – 12h | 14h – 17h
No Museu do Vinho de Alcobaça
***
Curadoria de Alberto Guerreiro.
Cristina Henriques e João Leirão, Gianmarco Donaggio, 
Joana Guerra, Jorge Prata, Maria De Fátima Silva, Nélia Caixinha, 
Nélson Ferreira e Pedro Teixeira da Mota (Texto). 
***
"O Município de Alcobaça por via do Museu do Vinho de Alcobaça 
patenteia a presente exposição de arte contemporânea 
cujo carácter multidisciplinar tem como objetivo 
contemplar o perene e mítico Amor de Pedro e Inês.
***
Fundado na realidade 
e tão impregnado na tradição espiritual portuguesa 
assim como em diversas partes do mundo, 
nove contributos artísticos pretendem salientar 
o carácter transcendental deste mito verídico e dinâmico 
através de um conjunto de várias manifestações artísticas: 
pintura, fotografia, instalação, vídeo e a palavra."


às 19h00
Conferência inesiana
por Jorge Pereira de Sampaio

 

28 MAR. 2025, sexta-feira

às 21h30 | 60 min.. | M/6
No PANORAMA, em Alcobaça
Espetáculo musical: MAR DE CAMÕES"
O concerto marca a inauguração do 
PANORAMA - o novo espaço cultural da cidade de Alcobaça.
Com: 
Katia Guerreiro, Joana Amendoeira, Filipe Gonçalves, Elisa Rodrigues, 
Selma Uamusse, Natália Luiza, Baltasar Marçal e Tiago Torres da Silva.

"Um espetáculo onde a poesia de Camões, 
o Mar e a portugalidade são os protagonistas. 
Um concerto que trilha o caminho de Portugal e da sua língua 
com a participação de grandes vozes e atores, 
acompanhados de um ensemble de 20 músicos."
Do Programa


29 MAR. 2025, sábado

às10h30 | No Auditório da Biblioteca Municipal
Sessão de autores: Vanda Furtado Matos
apresenta os livros “Pedro e Inês” e “Joana”

Pedro e Inês: uma história de amor 
Texto de Vanda Furtado Marques / Ilustração de Ana Isabel Lopes Mateus.
S.l.: s.n., 2017.

15h30 | 30 min | M/4 | No PANORAMA, em Alcobaça
INÊS DE CASTRO - Espetáculo de Teatro de Marionetas
pela companhia S.A. Marionetas

"Este espetáculo apresenta-nos a vida e os amores de Inês de Castro 
numa tragicomédia que não deixa de fora 
nem os factos verídicos deste romance medieval 
nem as lendas criadas à sua volta ao longo dos séculos. 

Por ordem do senhor destas terras 
que as funções sejam feitas de acordo com a verdade dos acontecimentos 
e que os bonecos representem fielmente as damas e os senhores dessas histórias. 
Os animadores dos bonecos durante as funções estão proibidos 
de fazer graças sobre a pessoa do rei e da rainha, 
das damas, dos cavaleiros e dos senhores dessas histórias, 
ou mesmo ao senhor nosso pai, 
sob pena de lhes ser retirada a licença para animar bonecos 
ou receber um castigo maior 
citado pelo rei ou pelo senhor destas terras."
Do Programa


30 MAR. 2025. domingo

às 15h00 | No Armazém das Artes, Alcobaça
Sessão de autores: CAMÕES: UMA REPRESENTAÇÃO POLÉMICA. 
Moeda comemorativa dos 500 Anos de Camões.

"Conversa com o conceituado artista alcobacense, José Aurélio, 
o autor da moeda comemorativa, e outros convidados."





para saber +



SMP TV | Facebook, 19.03.2025

SMP TV, Caldas da Rainha








Redação: 21.03.2025

2025/03/08

Exposição "As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões"


"As Plantas na Obra Poética de Luís Vaz de Camões: aguarelas de Ursula Beau"

EXPOSIÇÃO


5 a 31 MAR. 2025

Na Casa-Museu Elysio de Moura | Colégio de Santo António da Pedreira, Coimbra
A exposição pode ser visitada 
às segundas, quartas, quintas e sextas | das 14 às 17 horas, 
com marcação prévia via e-mail.

Curadoria:

Ana Margarida Dias da Silva | Milton Pedro Dias Pacheco, 

Projeto expositivo e Textos: 
Ana Margarida Dias da Silva | Maria Teresa Gonçalves | Jorge Paiva

Organização:

Sociedade Broteriana e Casa-Museu Elysio de Moura

Com a colaboração de
Centro de Ecologia Funcional, do Dep. de Ciências da Vida 
e do Centro de História da Sociedade e da Cultura.





A iniciativa integra a programação da 
e as comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões.

Poemas de Camões são ilustrados com aguarelas, 
da autoria de Ursula Beau e provenientes do acervo da Sociedade Broteriana
que representam espécies da flora espontânea de Portugal.

 A exposição é concebida a partir da
seleção de poemas de Camões com alusões a estas plantas,
as aguarelas de Ursula Beau (1906-1984) sobre as mesmas plantas,
e o trabalho de investigação sobre o tema
do Doutor Jorge Paiva, do Dep. de Ciências da Vida, U. Coimbra.





"E apesar de já ter publicado um artigo* com as plantas na obra de Camões, 
este livro que agora estou a escrever tem muitas novidades, 
sobre plantas que nunca tinham sido identificadas e eu consegui identificar, 
porque já tenho muita prática e andei nos sítios onde andou o Camões.

Estudo as plantas tropicais, conheço as plantas asiáticas, as europeias… 
enfim, só assim consegui fazer este trabalho que sairá agora no livro, 
e que julgo que tem muitas coisas inéditas. 
Cada vez que leio Camões é uma descoberta. Foi uma mente brilhante!"

4'33'' | Jorge Paiva - Entrevista
in VoiceMED n.º 56  /jan.-fev. 2025, Newsletter da FMUC.


* O artigo do Professor Jorge Paiva:

"As plantas na obra poética de Camões (épica e lírica)"

Coord. António M. L.  Andrade, Carlos de Miguel Mora, João M. N. Torrão.
Aveiro, Coimbra, São Paulo: UA Ed. / Imprensa da U. Coimbra / ANNABLUME, 2015, 
p. 95-139.  | [PDF]







VERSÃO DIGITAL
Disponível para descarregar | PDF

A exposição é composta por painéis;
em cada painel poema-aguarela, 
a planta está identificada
pelo seu nome vulgar e o nome científico. 
Destaca-se a sua menção no texto camoniano.

Projeto expositivo e textos: 
Ana Margarida Dias da Silva (CHSC, DCV), Maria Teresa Gonçalves (CFE,
DCV, SB) e Jorge Paiva (CFE, DCV).
Grafismo: José Augusto Reis
Organização: Sociedade Broteriana
Com o apoio do Dep. de Ciências da Vida, Centre for Functional Ecology


"Graças a uma profícua parceria com a Universidade de Coimbra e a Sociedade Broteriana, a Rede de Bibliotecas Escolares disponibiliza a versão digital desta exposição, em grande formato, para que as escolas possam, caso assim o entendam, imprimi-la com qualidade.

A exposição permitirá aos agrupamentos de escolas partilhar, celebrar e promover, não só a obra poética de Camões, bem como, divulgar a botânica e a língua portuguesa."
in Portal RBE > Projetos > Camões, Engenho e Arte > Recursos



"As plantas na obra poética de Camões (épica e lírica)"

"Na época camoniana, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura, não eram tanto as plantas comestíveis ou ornamentais, mas mais as plantas medicinais. 

Como Os Lusíadas foram escritos, quase na totalidade, no Oriente e centrados nos Descobrimentos, têm como base plantas asiáticas, particularmente especiarias e medicinais; a Lírica como foi, maioritariamente, escrita em Portugal e centrada no amor e paixão, as plantas referidas são europeias e ornamentais. 

Numa e noutra obra o poeta raramente cita as mesmas plantas, mas quando isso acontece, fá-lo com significados diferentes. 

Como Camões viveu a sua grande paixão durante os treze anos que esteve em Coimbra (1531-1544), de onde partiu aos vinte anos, a maioria das plantas referidas na Lírica são plantas dos campos do Mondego. O mesmo acontece n’Os Lusíadas nos episódios da “Ilha dos Amores” (Canto IX, 18 – X, 95) e de “Inês de Castro” (Canto III, 118-135).

Num trabalho sucinto, não é possível abranger a vasta obra completa de Luís de Camões. Assim, abordaremos algumas das plantas mais invulgares referidas n’Os Lusíadas e praticamente todas as citadas na Lírica. Aliás, é n’Os Lusíadas que o poeta mais plantas menciona (cerca de cinco dezenas), na maioria asiáticas e aromáticas. 

Na Lírica refere muito menos espécies de plantas (cerca de três dezenas e meia), maioritariamente, europeias campestres e ornamentais."

Resumo do artigo do Professor Jorge Paiva
Coimbra, 2015, p. 95




para saber +


in Agenda, U. Coimbra

Ana Bartolomeu
In Notícias UC, 6.03.2025

in cabal do Youtube da Universidade de Coimbra, 7.03.2024

Catarina Sousa
Áudios, 00:20 e 00:16, in RUC - Rádio UC, 05.03.2025

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 22.06.2024






Redação: 8.03.2025

2024/06/21

Exposição “As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões" organizada pelo Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra

 



“As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões”

EXPOSIÇÃO

Aguarelas de Ursula Beau


17 jun. a 31 jul. 2024 | Inauguração: às 16h30

No Colégio de São Bento, Coimbra

Organização:

DCV - Departamento de Ciências da Vida
com a colaboração da Sociedade Broteriana  e o Jardim Botânico
 da Universidade de Coimbra








Palavras de boas vindas pelo
Prof. Miguel Pardal
Diretor do DCV, UC


às 17h | No Colégio de São Bento, Coimbra
Apresentação da exposição e palestra

 “Especiarias, aloés e outras plantas em Camões” 

por Jorge Paiva (DCV) e Rita Marnoto (FLUC)


às 13h15 |  no Jardim Botânico

Sprint botânico "Plantas Camonianas"

O dia da inauguração da mostra incluiu também
um sprint botânico onde os participantes viajaram "pela flora lírica e épica de Camões",
como explicou João Farminhão (JBUC), o guia da visita.









A partir da coleção de aguarelas de Ursula Beau (1906-1984) 
doadas à Sociedade Broteriana / DCV da U. Coimbra, 
foram selecionadas 13 aguarelas de plantas que estão mais mais relacionadas com 
as referidas na obra camoniana, n’ Os Lusíadas e na Lírica
Compementarmente, os investigadores 
Ana Margarida Dias da SilvaMaria Teresa Gonçalves Jorge Paiva
associaram o trecho poético onde a planta é glosada, 
com a indicação do nome científico, do nome vulgar e do nome utilizado pelo poeta. 
Será ainda exposto um conjunto de especiarias referidas por Camões.




"De acordo com Jorge Paiva, professor aposentado do DCV/FCTUC, «na época camoniana, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura não eram as plantas comestíveis ou ornamentais, mas sim as plantas medicinais». Os Lusíadas foram escritos, quase na totalidade, no Oriente e centram-se nos Descobrimentos, logo, as plantas asiáticas, particularmente as medicinais e as especiarias, surgem em maior destaque. A Lírica, maioritariamente escrita em Portugal e centrada no amor e na paixão, refere plantas europeias, particularmente as suas flores.

Como Camões viveu a sua grande paixão durante os 13 anos que esteve em Coimbra (1531- 1544), de onde partiu aos 20 anos, a maioria das plantas referidas na Lírica são plantas dos campos do Mondego, que refere também, saudosamente, n’ Os Lusíadas, no episódio de “Inês de Castro” (Canto III, 118-135) e no episódio da “Ilha dos Amores” (Canto IX, 18 – X, 95).

«Não é fácil determinar com exatidão todas as plantas citadas por Camões na sua obra (Épica e Lírica), pois a maioria das vezes refere-as de forma poética e utilizando, como o próprio afirma, derivações com extraordinários malabarismos linguísticos», acrescenta Jorge Paiva.

“As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões”
in Sociedade Broteriana, Notícias, 15.04.2024




para saber +


Sara Machado
in Universidade de Coimbra, Notícias, 13.06.2024


in Sociedade Broteriana, Notícias, 15.04.2024

in Diário de Coimbra [online], 18.06.2024

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.05.2024










Redação: 22.06.2024

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