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2024/09/06

Camões na Escola, por José António Gomes

 

3 volumes.

O poeta para os mais jovens

por José António Gomes


Em visita recente a uma escola de 1.º ciclo, ante um grupo de crianças de 3.º e 4.º anos de escolaridade habituadas à leitura (pequena burguesia urbana), descubro – confesso o meu escândalo – que ninguém sabia quem era o maior poeta português. E o nome de Camões não soava familiar. Algo vai mal, pensei. E recuei à minha meninice. Lembro-me bem de, na instrução primária, me terem familiarizado com a figura de Camões e com as lendas a ele associadas. Lembro-me de, no livro de leitura da primária, constar o famoso sonetilho de João de Deus, em pentassílabos, que começava assim: “Camões comparado / Aos mais escritores / Nem entre os maiores / Foi sempre igualado”. 

Lembro-me do retrato desenhado do vate com o inevitável olho direito vazado, coisa a que nenhum miúdo ficava indiferente. E lembro-me de, com 9 anos, ter colecionado cromos para uma caderneta que continha uma narrativa gráfica, com texto do conhecido José de Oliveira Cosme (célebre autor de As Lições do Tonecas) e desenhos de Carlos Alberto. Sob o título Camões (Agência Portuguesa de Revistas, 1966), oferecia-se uma biografia romanceada e fantasista do poeta, que o apresentava como valente soldado, grande amador de damas, aventureiro e, sobretudo, enorme poeta.

Aí pude ler os primeiros fragmentos da épica e principalmente da lírica. Comecei a copiá-los para bilhetinhos com a intenção de os oferecer, na catequese, a esta ou àquela menina... Pois se também Camões tinha querido a tantas... – imaginava eu. Certo é que, já no liceu, ninguém, aos 10-11 anos, estranhava que se lesse um ou outro poema breve da lírica ou um fragmento de Os Lusíadas. Aos 13 e 14 anos, já se liam redondilhas, este ou aquele soneto. Com 14-15 anos, vinha a leitura de Os Lusíadas.

Por entender que todas as crianças em idade de frequentar o 1.º e o 2.º ciclos do ensino básico têm o direito e o dever de começar a familiarizar-se com Camões, mesmo sem entenderem tudo o que estão a ouvir ou a ler, organizei, em 2009, a pequena antologia Poesia de Luís de Camões para todos (Porto Editora), conceção gráfica de António Modesto e peritextos brevíssimos de enquadramento por mim redigidos. Algumas cantigas (como “Descalça vai...” ou “Perdigão”), alguns sonetos (como “Sete anos de pastor...” e “Amor é um fogo...”), em suma, um total de 18 poemas em letra bem legível, superiormente ilustrados por Ana Biscaia. Alguns escolhidos por terem sido musicados, e assim poderem ser escutadas e cantadas as cancões (de José Afonso por exemplo). E sem faltarem as “Endechas a Bárbora”, que tanta sedução e estranheza me haviam provocado na velha caderneta de cromos da infância.

Defendo, pois, que na escola (e em família) se leiam e memorizem pequeninos fragmentos da lírica e da épica; escreva-se no quadro uma metáfora ou um ou dois versos do poeta por dia; afixe-se na sala de aula o seu retrato; exiba-se Os Lusíadas como livro importante e simbólico na casa e na escola. Fomente-se a curiosidade. Não se passe por cima do significado do 10 de Junho. Em suma, familiarize-se a criança com Camões desde cedo, muito cedo. E não se desvalorize a sua disposição para a fantasia e o sonho. Desperte- se, isso sim, a curiosidade pela singular aventura humana do poeta, mesmo sabendo que quase tudo (mas não tudo) se ignora sobre a sua vida. E, para tal, recorra-se aos livros. Não se receie a fantasia nem a lenda. Lá virá, em devido tempo, a idade do primado da razão e da cientificidade. 


NÃO FALTAM LIVROS PARA A INFÂNCIA E A JUVENTUDE que ajudem na consecução desse propósito. No 1.º período do ano letivo em que Os Lusíadas iriam ser abordados, esse ilustre professor e metodólogo que foi Luís Amaro de Oliveira (que tertuliava com Régio, Manoel de Oliveira e Agustina, na Póvoa de Varzim, e era especialista em Cesário) recomendava aos seus estudantes de 14/15 anos – que sorte ter sido um deles – a leitura de Os Lusíadas de Luiz de Camões Contados às Crianças e Lembrados ao Povo (1930), a adaptação em prosa de João de Barros, com chancela da Sá da Costa e belas ilustrações de Martins Barata – um clássico da literatura infantojuvenil republicana, ainda que saído já em tempo de ditadura.

No 2.o período, conhecida a diegese, o acesso à obra e à sua estrutura tinha o caminho aplanado. E aí, entre mil coisas essenciais, aprendia-se história, mitologia, retórica, estilística e o que era a sintaxe poética e latinizante do poema. Precisamente dividindo orações – coisa que tanto engulho incompreensível causa a não pouca gente. E em simultâneo degustava-se, pela mão de Luís Amaro de Oliveira, a expressividade e beleza da linguagem, os sentidos, a humanidade e a sobre-humanidade dos diferentes episódios.

Nos dias que correm, não faltam adaptações que podem configurar uma pré-leitura de Os Lusíadas, talvez necessária. Por exemplo, “em oitava rima de matriz camoniana”, o belo texto Os Lusíadas para Gente Nova (Gradiva, 2012), de Vasco Graça Moura; e também Os Lusíadas Contados aos Jovens (Europa- América, 1982), de Adolfo Simões Müller, com ilustrações de Fernando Bento. Dois casos mais: Os Lusíadas em Prosa (Areal, 2000), de Amélia Pinto Pais; e Era uma vez um rei que teve um sonho – Os Lusíadas contado às crianças (Dinalivro, 2007), de Leonoreta Leitão









E convirá não esquecer a adaptação para banda desenhada de José Ruy, Os Lusíadas (Âncora, 2009), que faz uso do texto camoniano e cuja 1.ª edição data dos anos 80. Refira-se ainda A Batalha de Aljubarrota (Civilização, 1985), narrativa literária ilustrada por expressivas aguarelas de Marques Cruz, com texto de Luísa Dacosta. Inspirado em Fernão Lopes e no Canto IV de Os Lusíadas, o narrador conta e descreve, numa prosa emotiva e sensorial, o famoso recontro de Aljubarrota.


NO CAMPO DAS BIOGRAFIAS ROMANCEADAS, merecem leitura atenta Luís de Camões (Edinter, 1998, ilustrações de António Martins), de José Jorge Letria, que publicou ainda Luís de Camões: o Talento, a Pobreza e a Coragem (Glaciar, 2021), com imagens de Marta Torrão. Leia-se também o último livro editado em vida por Maria Alberta Menéres, Camões, o Super-herói da Língua Portuguesa (ASA, 2010), com imagens de Fernanda Fragateiro e José Fragateiro. Todos se distinguem pela poeticidade que contamina a narração e pelas discretas mas conseguidas pistas que abrem para uma primeira leitura de Camões, até por incorporarem trechos do poeta no texto principal. Um antecedente existia já: Aventuras do Trinca-Fortes: pequena história de Camões e do seu poema (Tavares Martins, 1946), de Adolfo Simões Müller, com belas ilustrações de Júlio Resende a partir da 2.ª edição, de 1953. 



Destaque-se Barbi-Ruivo: o meu primeiro Camões (Dom Quixote, 2007), de um dos poetas contemporâneos em cuja escrita a ressonância camoniana mais se reconhece: Manuel Alegre. Observando as sugestivas ilustrações de André Letria, o leitor é conduzido, no capítulo I, pela voz autoral que, em registo autobiográfico, discorre sobre a sua descoberta da poesia de Camões. No II, propõe uma viagem pelos episódios mais marcantes do texto épico. O capítulo III alinha os elementos biográficos. Saúde-se o facto de, pelo meio do discurso da voz que conta, surgirem poemas ou fragmentos textuais de Camões. Barbi-Ruivo funciona, assim, como espécie de guia para uma primeira leitura do “príncipe dos poetas”.



Poderíamos ainda apontar as criações de matriz biográfica em banda desenhada, que não são poucas: Camões: sua vida aventurosa (1972), de José de Oliveira Cosme & Carlos Alberto, reeditado pela Bonecos Rebeldes, em 2022; Camões aos Quadradinhos (Agência Portuguesa de revistas, anos 70), de Rui Pimentel & Jorge Serrão; Com a Pena e com a Espada – Camões e Afonso de Albuquerque (Futura, 1983), de Adolfo Simões Müller & Fernando Bento; e ainda Camões: de vós não conhecido nem sonhado? (Plátano, 2008), de Jorge Miguel.

Como se vê̂, recursos não faltam para familiarizar os mais jovens com Camões e para os motivar para a leitura da sua escrita inigualável.


José António Gomes
O poeta para os mais jovens,
in JL – JL / Descartável “Educação: Camões na Escola”,
n.º 1401 (de 12 a 25 jun. 2024), p. 2-3.


Fontes do texto do artigo:


Versão em papel do JL
Versão disponível online do descartável "Educação" do JL - PDF
Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal, Serviço de Actividades Culturais.





para saber +




José Carlos Canoa
in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 29.01.2022

José Carlos Canoa
in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 6.09.2024





Redação: 6.09.2024

2024/06/12

Camões na Escola, por José Augusto Cardoso Bernardes

 


Luis de Camões, Fernando Pessoa e D. Sebastião na Brasileira, 1979
por João Abel Manta
Fotografia in © Museu de Lisboa

Camões na Escola: celebrações e desafios

Texto do

Professor Doutor José Augusto Cardoso Bernardes


provável que as celebrações dos 500 anos do nascimento do nosso poeta maior venham a centrar-se no Camões desconhecido. Há os enigmas que vêm do passado e que, em boa parte, continuam por resolver. E o nosso tempo tem também questões novas para colocar a quem investiga neste domínio. A avaliar pelo que sucedeu em ocasiões análogas, as reuniões científicas (colóquios e congressos) devem procurar alcançar dois objetivos: descobrir matéria nova e ajustar a imagem do poeta à realidade atual. 

Para além do âmbito estritamente académico, há́, contudo, outras vertentes que não podem ser esquecidas. Uma delas diz respeito à presença de Camões na Escola. 

Há que admitir, em primeiro lugar, que não se trata de um assunto menor. Se o poeta ocupa lugar central na vida cívica portuguesa é porque a sua obra é dada a ler aos adolescentes desde há́ muitas décadas. Ao contrário do que sucede com a generalidade dos autores, o autor d’ Os Lusíadas e da Lírica está na Escola desde que ela existe como instituição pública. Houve momentos em que essa presença foi menos intensa. Houve até períodos em que ela surgiu desfigurada. Recordo, em especial, o programa do Ensino Secundário que antecedeu aquele que se encontra em vigor. Nesse programa, de memória menos boa, a Lírica camoniana servia de suporte ao estudo descritivo da autobiografia, tomada como simples modelo de discurso. 

A presença de Camões na escola portuguesa não é matéria que se analise de forma superficial ou acessória. Se quisermos consolidar o que está bem e mudar alguma coisa, temos de prestar atenção à forma como, noutros países, se lida com o ensino da literatura, em geral, e com o ensino dos clássicos, em particular. Temos de começar por aprender com o que se fez no passado e com o que se faz hoje. Em suma: é necessário pesquisa, ponderação científico-pedagógica e espírito de inovação.

Atualmente, Camões é dado a conhecer consecutivamente a alunos do 9.º (épica) e do 10.º ano de escolaridade (épica e lírica). Nem a recente redução que transformou as “metas curriculares” em “conteúdos” afetou significativamente o peso específico do poeta no ensino básico e secundário. Recordemos que é comum dedicar a Camões, pelo menos, 20 aulas no 9.º ano, e 10 no 10.º ano.

Há boas razões para que assim seja. Pela sua qualidade e pela sua densidade estética e existencial, os textos camonianos servem os principais objetivos do ensino da literatura, envolvendo sensibilidade, espírito crítico, conhecimentos de língua e de cultura, em sentido amplo. Mas há outros benefícios importantes. A presença continuada de Camões na Escola cria uma espécie de saber intergeracional que se reflete na esfera cívica. 

Assim se explica, nomeadamente, que personagens e temas como Inês de Castro, o Velho do Restelo, o Adamastor ou a ilha dos amores tenham adquirido significados reconhecíveis por todos: a “linda Inês” representa o conflito entre os direitos individuais e as conveniências do Estado; a figura de “aspeito venerando” que clama na praia, “por entre as gentes”, evoca temores retrógrados; o terrível Adamastor equivale aos obstáculos que exigem coragem e capacidade de superação; a ilha dos amores, por fim, remete para utopias de plenitude, baseadas no Amor sem culpa e no Conhecimento sem reservas.

MAS QUANDO FALAMOS da presença de Camões na escola portuguesa, não vale a pena fingir que tudo está bem. Sabemos, por exemplo, que a forma como o poeta é ensinado deixa, por vezes, um rasto negativo nos alunos. É necessário pensar nos motivos que explicam esse rasto de desagrado. É útil avaliar se é de natureza ocasional ou sistemática. É certo que conhecemos muitos testemunhos, mas não se sabe até que ponto eles são representativos. Do mesmo modo, não sabemos o que dita a negatividade desses testemunhos: os textos escolhidos serão os mais apropriados? o dito rasto fica-se pela épica ou estende-se à Lírica, do mesmo modo? os objetivos fixados para o estudo de Camões são adequados aos alunos de hoje? a forma como as matérias camonianas são tratadas na aula é atrativa? o grau de entusiasmo e de conhecimento com que os professores falam do poeta é adequada e suficiente?

Se quisermos encarar a discussão destes assuntos com seriedade e coragem, temos de ir ainda mais longe. Refiro apenas três aspetos:

1. Sabemos bem que, por motivos de vária ordem, muitos jovens (e também os que deixaram de ser jovens) resistem a tudo o que requer trabalho perseverante. Importa verificar, portanto, se o convívio prolongado com textos de difícil compreensão não será contraproducente. Desde logo, porque qualquer soneto ou qualquer estância de Camões reclama tempo e implica explicações (vocabulares, histórico-contextuais, etc.). 

2. Para mais, pela sua natureza, a poesia camoniana impõe um transporte de sensibilidade e de cultura para épocas que se afiguram já muito longínquas. Esse processo de alteridade, que envolve valores, pode originar vivências pedagógicas de sucesso; mas pode conduzir também a experiências frustrantes e erosivas. Ora, parece útil equacionar os fundamentos e as causas de umas e de outras. Justifica-se, sobretudo, identificar e promover a difusão das experiências mais eficazes.

3. Há 50 anos, Os Lusíadas (e também a Lírica, embora em menor escala) eram ensinados a turmas homogéneas. E essa circunstância atenuava as dificuldades sentidas na motivação, na transmissão dos conteúdos e na adesão dos públicos escolares. 

HÁ MUITO QUE ESSE CENÁRIO de tranquilidade se extinguiu. Quem hoje ensina Camões a adolescentes de 14 e 15 anos enfrenta desafios bem difíceis. Começo por lembrar as dificuldades de quem tem de o fazer numa das escolas portuguesas espalhadas pelo mundo (Díli, Praia, Maputo, Luanda).

Mesmo em Portugal, o quadro é já de grande exigência. Para além de serem muito heterogéneas do ponto de vista socioeconómico, as turmas são, muitas vezes, constituídas por alunos de várias nacionalidades, o que implica predisposições culturais muito variadas e níveis de proficiência muito diferentes, tanto na língua como na cultura. Esta situação condiciona a relação pedagógica no seu todo; mas condiciona ainda mais o tratamento de matérias humanísticas, aquelas que mais se prestam à convocação de crenças e ideais de vida.

Surgem assim perguntas inevitáveis: estarão os professores preparados e motivados para enfrentar todos estes desafios? Em concreto: recebem suficiente formação camonística nas Universidades e nas Escolas Superiores de Educação? Dispõem de oportunidade e de estímulo para renovar o entusiasmo e o conhecimento sobre Camões ao longo do seu percurso profissional? 

A avaliar pelo que consta das plataformas de instituições responsáveis pela formação inicial, conclui-se que subsistem lacunas incompreensíveis. Continua a ser possível, nomeadamente, que um professor de Português inicie funções sem nunca ter estudado a obra de Camões. O mesmo sucede na “formação contínua”, uma vez que os centros formativos só muito raramente oferecem cursos orientados nesse sentido.

Ora, como bem sabemos, a pedra de toque do sucesso educativo reside na qualificação e na motivação dos professores. Tanto mais que, falar sobre Camões em sala de aula de forma neutra ou apagada equivale a manter os alunos afastados, indiferentes ou enfastiados. 

Por ocasião dos 500 anos do nascimento do autor d’ Os Lusíadas espera-se, pois, que a questão da sua presença em ambiente escolar seja objeto de atenção mobilizadora e programada. Há muitos temas para investigar, debater e decidir neste domínio concreto. Acima de tudo, seria importante que a oportunidade fosse aproveitada para falar de aspetos que são muitas vezes dados por adquiridos. É necessário proceder a uma análise da situação atual, ressalvando o que nela possa existir de bom e proveitoso. Mas é importante ter em conta as transformações que se têm vindo a verificar no perfil dos adolescentes que hoje se sentam nas nossas salas de aula. Só assim conseguiremos assegurar o objetivo mais importante, do ponto de vista cívico e educativo: que os textos de Camões possam constituir uma oportunidade de encontro benéfico, capaz de deixar memórias positivas nos alunos e de os fazer crescer enquanto seres humanos, nos planos da sensibilidade e da cultura.

J. A. Cardoso BERNARDES
Camões na Escola: celebrações e desafios, 
in JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias / Descartável “Educação: Camões na Escola”, 
n.º 1401 (de 12 a 25 jun. 2024), p. 1-3.





Fontes do texto do artigo:

Versão em papel do JL
Versão disponível online do descartável "Educação" do JL - PDF
Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal, Serviço de Actividades Culturais.




para saber +


José Carlos Canoa
in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 29.01.2022

BERNARDES, José Augusto Cardoso – Edições escolares: as que existem e as que faltam, in JL – Jornal de Letras, n.º 1339 – Tema: Os Lusíadas, 450 anos (jan.-fev. 2022), p. 2-3.

MARNOTO, Rita – A leitura de Os Lusíadas: anacronismo e atualização, in JL – Jornal de Letras, n.º 1339 – Tema: Os Lusíadas, 450 anos (jan.-fev. 2022), p. 1-3.

PINHEIRO, Daniela – Haverá lugar para Os Lusíadas na sala de aula do século XXI?, in JL – Jornal de Letras, n.º 1339 – Tema: Os Lusíadas, 450 anos (jan.-fev. 2022), p. 3-4.






Redação: 6.09.2024

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