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2016/11/10

OS LUSÍADAS: THE LUSIADS, Edição bilíngue português-inglês anotada, tradução de Sir Richard Francis Burton



A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA e a COMPASSO DOS VENTOS EDITORA

 têm o prazer de convidar V. Exa. 
para o evento de lançamento da edição bilíngue português-inglês do livro 

OS LUSÍADAS - THE LUSIADS, de Luís Vaz de Camões, 

com tradução e notas de Sir Richard Francis Burton, 
que se realiza no dia 15 de novembro de 2016, terça-feira, pelas 18 horas, 
no AUDITÓRIO DO EDIFÍCIO NOVO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 
(Praça de São Bento, Lisboa, Portugal)
R.S.F.F. +351 919 820 900 franciscadafranca@compasso-dos-ventos.pt




OS LUSÍADAS: THE LUSIADSEdição bilíngue português-inglês anotadaTradução de Sir Richard Francis Burton


formato 15,8cm x 23cm. páginas 728. ISBN 9789899955844


Os Lusíadas, grande poema épico de Luís Vaz de Camões, foi publicado em 1572, durante o Renascimento em Portugal. A Eneida, de Virgílio, que narra a fundação de Roma e outros feitos heroicos de Eneias, e a Odisseia, de Homero, que narra as aventuras de Ulisses em sua viagem de retorno à Ítaca, foram certamente as maiores influências de Camões.



Em dez cantos, subdivididos em estrofes de oitavas rimas, Os Lusíadas trata das viagens dos portugueses por “mares nunca dantes navegados”.

O poema de Camões é composto de cinco partes: Proposição, Invocação, Dedicatória, Narração e Epílogo. 
Na Proposição, o autor nos apresenta o tema de seu poema: a viagem de Vasco da Gama às Índias e as glórias do povo português, comandado por seus reis, que espalharam a fé cristã pelo mundo.
A segunda parte – Invocação – consiste na invocação das musas do rio Tejo, as Tágides, mais uma indicação de que Camões retirou o seu modelo da cultura greco-latina. 
Na Dedicatória, o poeta, após inúmeros elogios, dedica a obra ao rei Dom Sebastião, a quem confia a continuação das glórias e conquistas de Portugal que serão narradas em seguida. 
Na Narração, o poema propriamente se desenvolve e onde é contada a navegação de Vasco da Gama às Índias e as glórias da história heroica de Portugal. 
O Epílogo consiste de um lamento do poeta, que, ao deparar-se com a dura realidade do reino português, já não consegue deslumbrar novas glórias e conquistas no futuro de seu povo e ressente-se de que a sua “voz enrouquecida” não seja escutada com mais atenção.

Em uma inédita tradução em Portugal, a Compasso dos Ventos apresenta uma das melhores versões para o inglês realizada por SIR RICHARD FRANCIS BURTON que traduziu obras clássicas que contribuíram para ampliar a visão ocidental sobre os povos do Oriente, entre as mais conhecidas o “Kama Sutra” (1883); o livro das Mil e Uma Noites, sob o título “Noites Árabes” (1885), cuja tradução causou frénesi entre os vitorianos devido a uma série de notas polémicas consideradas, e também por seu erudito "Ensaio Final", onde apresenta a história, os usos e costumes, os princípios e a religião de vários povos, além de relacioná-los com outras culturas. Traduziu também “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões, para o inglês, em 1880.
Fonte: página da Editora no Facebook, 26.09.2016.





Jorge Rio Cardoso será o mediador da mesa de debates no evento.

Professor, escritor, licenciado em Economia e mestre em Gestão e Políticas Ambientais pela Universidade Nova de Lisboa, concluiu o seu doutoramento em Ciências Sociais na Universidade de Aveiro. É articulista em jornais de referência como o Expresso e o Jornal de Negócios. Desenvolveu, desde 1985, a carreira de economista no Banco de Portugal e, em simultâneo, a carreira docente (na UNL e na Univ. Técnica de Lisboa. Desde 2008, com o  livro O método ser bom aluno – ‘Bora lá?, abraçou a causa de combate ao insucesso e ao abandono escolar.






Luís Filipe Sarmento participará da mesa de debates no evento.
Escritor, tradutor e realizador de televisão, estudou Filosofia na FLUL. Também jornalista, editor, realizador de cinema e vídeo, é professor de escrita criativa, de História dos Modernismos e Estética. 
Com cerca de 20 obras, das mais recentes destaca-se, com várias edções, Crónica da vida social dos ocultistas (2007).






António Martins Gomes participará da mesa de debates no evento. 
Doutor em Estudos Anglo-Portugueses, é docente da FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Da sua bibliografia destaca-se o estudo "Analogias e contrastes barroquizantes na lírica camoniana" (2010) [in CAMPOS, Maria Cristina Pimentel e Gerson Luiz Roani (ed.), Literatura e Cultura: Percursos Críticos. Minas Gerais: Univ. Federal de Viçosa, 93-102]. Integra o Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) da UNL.


Para saber mais:

2016/09/14

A edição de OS LUSÍADAS de LUÍS DE CAMÕES pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, com o design da FBA, 1572 - 2016

As fotografias (redimensionadas) são de Daniel Santos e foram utilizadas, tal como aqui, para apresentar este projeto/ edição de Os Lusíadas na página da FBA.


Os Lusíadas / de Luís de Camões.

“Edição diplomática que toma por base o exemplar da edição princeps
impressa em Lisboa por António Gonçalves em 1572, 
conservado na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, com a cota Cofre 2. 
Edição da Almedina e do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, 
com coordenação de António Olaio, 
design gráfico de João Bicker / FBA. 
e estabelecimento de texto de Rita Marnoto.”

Coimbra: Almedina - CA-UC, 2016.

“Composto em caracteres FBA Lusa Italic, desenhados por Daniel Santos/FBA. 
e Adobe Jenson Pro Regular, desenhados por Robert Slimbach. 
Impresso e acabado na Norpint – a casa do livro, 
no mês de março de dois mil e dezasseis.” 

ISBN 978-972-40-6542-7.





Lançamento

A cerimónia de apresentação da obra, realizou-se a 31 de março de 2016 (quinta-feira, às 18 horas), no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, uma unidade orgânica da Universidade que trabalha no campo da arte contemporânea, relacionando-se com a arquitetura, o cinema e as artes performativas.
O evento contou com a presença do ministro da cultura, João Soares.

A edição

O livro é publicado pela editora Almedina, sediada em Coimbra, havendo a possibilidade de ser distribuído no Brasil.

Uma nova edição de “Os Lusíadas”, sem ilustrações e com um apurado tratamento gráfico e tipográfico, mantendo a grafia original, num projeto organizado pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

A edição desta obra épica de Luís de Camões é coordenada pelos docentes António Olaio e Rita Marnoto, da direção do Colégio das Artes (CAUC) da Universidade de Coimbra, e conta com design do ateliê FBA e distribuição da editora Almedina, sendo um projeto que usa a “tipografia como forma de caracterização do livro”, esclareceu António Olaio. A obra surgiu a partir de “uma ideia quase de arte conceptual, de fazer um livro como objeto, fazendo-o ressurgir” através de um trabalho centrado no “afinamento” da tipografia, disse à agência Lusa o também artista plástico, que falava à margem da apresentação da Semana Cultural da Universidade de Coimbra – evento  onde está integrado o lançamento do livro.

Segundo António Olaio, há um “ressurgimento do livro”, que “não é uma afirmação óbvia de uma atualidade plástica, nem é um 'fac-símile'”. O artista plástico e diretor da CA-UC aclarou que “a atitude da FBA não foi de brincar plasticamente com a tipografia”, para não cair “no perigo de ser uma atitude iconoclasta”, optando antes por um trabalho de “afinamento de tipografia, com uma delicadeza muito grande”. A fonte utilizada, sublinha, “é nova”, mas baseada e inspirada na “leitura de fontes renascentistas”, sendo que houve um “trabalho muito complexo de elaboração” da fonte. “É um livro que também celebra a ideia de livro e a dimensão portátil dos livros”, frisou.

António Olaio referiu ainda que se optou por editar o livro “com a grafia da primeira edição”, publicada originalmente em 1572, por considerar que,“talvez, [se saiba] melhor qual a grafia da primeira edição do que a atual, apesar das variações que possa haver no português da época”.

Referências

  • FBA (2016) Os Lusíadas – projeto de design da obra camoniana, para o Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Design João Bicker, tipografia Daniel santos. Informação constante no site da empresa, a Ferrand, Bicker e Associados (FBA), sediada em Coimbra e fundada em 1998.



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