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2025/11/10

CAMONISTA - António José Saraiva




  • © Conteúdo integrante desta exposição.

















    António José Saraiva
    n. 1917 - m. 1993
    Para saber mais sobre o ensaísta:
    Dossiê temático (.pdf)
    na DGALB



    CAMONIANA

    • (1938) Ressonância dos Descobrimentos na actividade estética portuguesa no século XVI, in I Congresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo, 5.ª secção, Lisboa.







    A lírica de Camões

    Selecção, explicação e notas António José Saraiva. 
    Lisboa: Livraria Popular Francisco Franco, 1939. 
    – [113 p., [2] p. (20cm); ed. escolar; Col. Os textos explicados, 2].




    • (1939) Écloga de Crisfal. Texto fixado, anotado e explicado por António José Saraiva. Lisboa: Livr. Popular de Francisco Franco. – [Ed. escolar; Col. “Os textos explicados].
    • (1941) Ensaio sobre a poesia de Bernardim Ribeiro. – Trabalho apresentado como dissertação de licenciatura na FLUL, Revista da Faculdade de Letras, Imprensa Nacional, tomo VII, n.º 1-2. Lisboa: Universidade de Lisboa, 1940-41.
    • (1942) Gil Vicente e o fim do teatro medieval. – Dissertação de doutoramento apresentada à FLUL. Lisboa: e.a. / 2.ª ed., Lisboa: Europa-América, 1965. / [3.ª] ed., 1970. / [3.ª/4.ª] ed., Amadora: Bertrand, 1981. / 4.ª ed., revisão de texto Manuel Joaquim Vieira, Gradiva, 1992.
    • (1943) Camões e D. Branca: poesia / Almeida Garrett. Introd., selecção e notas de António José Saraiva. Lisboa: Clássica Ed. – [88 p. (19cm). Col. “Clássicos portugueses. Trechos escolhidos: século XIX – Poesia”]. / 2.ª ed., Lisboa: A. M. Teixeira & Ca (Filhos), 1962. – [90 p. (19cm)]. / 3.ª ed., Lisboa: Clássica Ed., 1970. – [90 p. (19cm)].
    • (1949) XXX, in História da Literatura Portuguesa, 1.ª ed., Lisboa: Europa-América. – Col. Saber. / 2.ª ed., ver. e aumentada, 1950. / 3.ª ed., “inteiramente refundida, 1955. / 4.ª ed., 1957. / 5.ª ed., 1959. / 6.ª ed., 1961. / 7.ª ed., 1963. / 8.ª ed., 1965. / 9.ª ed., Mem Martins: Estúdios Cor, 1966. / 10.ª ed., Mem Martins: Europa-América, 1970. / ... / História da Literatura Portuguesa (das origens a 1970). Amadora: Bertrand, 1979. /…
    • (1955) Luís de Camões, in História da Literatura Portuguesa. – Co-ed. com Óscar Lopes. Porto: Porto Ed. / 2.ªed., corrigida, s.d. / 3.ªed., corrigida, s.d. / 4.ªed., corrigida, s.d. / 5.ªed., corrigida e aumentada, s.d. / 6.ªed., corrigida e atualizada, s.d. / 7.ªed., corrigida e atualizada, s.d. / 8.ªed., corrigida e atualizada, 1975. / 9.ªed., corrigida e atualizada, 1976. / 10.ªed., corrigida e atualizada, 1978. / 11.ªed., corrigida e atualizada, 1979. / 12.ªed., corrigida e atualizada, 1982. / 13.ªed., corrigida e atualizada, 1985. / 14.ªed., corrigida e atualizada, 1987. /… / 17.ªed., corrigida e atualizada – Cap. VIII Luís de Camões, p. 311-349 (bibliografia específica, nas pp. 344-349).

    História da cultura em Portugal. Livro segundo – Renascimento e Contra-Reforma. Lisboa:  Jornal do Foro, 1955. / Lisboa: Gradiva, 2000.

     

    O Humanismo em Portugal. Lisboa: Jornal do Fôro, 1956. / Lisboa: Gradiva, 2012.












    As duas máscaras de Camões (a propósito de um livro de Aquilino) 
    in: O comércio do Porto. 14.10.1958. 
    – Reprod. em Para a história da cultura em Portugal, vol. II, 1962.





    • (1958) Fernão Mendes Pinto [: estudo e antologia]. Lisboa: Europa-América. – [Texto adaptado a português moderno e comentado; Col. Saber].  2.ª ed., 1971.
    • (1958) Fernão Mendes Pinto ou a sátira picaresca da ideologia senhorial. Lisboa: Jornal do Foro. – [Separata da História da cultura em Portugal. Livro Terceiro].
    • (1959) Camões e Petrarca, Seara Nova, n.º 1362 (abril 1959), p. 105, 114, 115 e 129.

    Luís de Camões: estudo e antologia

    Lisboa: Europa-América, 1959. 

    – [Col. Saber]. / “2.ª ed, revista”, 1972. / 3.ª ed., revista [especialmente com cap. respeitante à biografia de Camões],  Amadora: Bertrand, 1980. 


    Luís de Camões

    Lisboa: Gradiva, 2024.

    1.ª ed. na Gradiva:  Luís de Camões. Lisboa, out. 1997. – [170, [1] p. (21cm); Col. Obras de António José Saraiva, 15]. / 2.ª ed., Lisboa: Gradiva, jun. 2024.


    • (1961) Breve explicação sobre as minhas teses camonianas, Colóquio/Letras, n.º 12 (fev. 1961), p. 53 a 55. – Reprod. em Para a história da cultura em Portugal, vol. II.
    • (1961-62) Peregrinação e outras obras / Fernão Mendes Pinto. Texto crítico, pref., notas e estudo –. Vol. I, Lisboa: Sá da Costa Ed.; Vol. II, 1962; Vol. III, 1974; Vol. IV, 1984. – [? 2.ª ed., 1981. / ? 3.ª ed., 2008]. – Em fascículos: ilustrações de Carlos Marreiros.
    • (1961) Os Lusíadas, o Quixote e o problema da ideologia oca, Vértice, vol. XXI, n.º 213 (jun. 1961), Coimbra, p. 391-404. – 
    • (1962) História da cultura em Portugal. Livro Terceiro – A ressaca do renascimento. Lisboa:  Jornal do Foro.
    • (1963) Camões. Lisboa: Jornal do Fôro. – [196 p., [2] f. (24cm)].
    • (1963-1971?) Camões, Luís Vaz, in Dicionário de História de Portugal. Dir. Joel Serrão. Lisboa: Iniciativas editoriais.
    • (1964) A ideologia inerente à composição de Os Lusíadas, Vértice, revista de cultura e arte, vol. XXIV, n.º 252-253 (set. 1964), p. 518-524. – Em coautoria com Óscar Lopes. – Reprod. em História da Literatura Portuguesa. 




    O Renascimento 

    [cap. VIII – Luís de Camões, p. 78-100], 
    in História ilustrada das grandes literaturas: VIII História da literatura portuguesa: 1.º volume: das origens ao Romantismo
    – Lisboa: Estúdios Cor, 1966, p. 41-100.




    • (1972) Os tempos verbais e a estrutura de Os Lusíadas, Colóquio/Letras, n.º 8 (jul. 1972), p. 32-48.
    • (1974) Camões e o pecado original, Vida Mundial, n.º 1832 (24.10.74), Lisboa.




    Os Lusíadas / Luís de Camões

    Org. António José Saraiva. Porto: Figueirinhas, 1978.
     – [558, [2] p., (21cm)]. 
    – [2.ª ed., 1982. / 3.ª ed., 1988. / ? 1989, ?1993]. – [558, [2] p. (21cm)]. 
    / 2.ª ed., 1999. – introd., notas e vocabulário do Prof. António José Saraiva. – [511p. a 2 colns (21cm)].  / 3.ª ed., 2006. – [511p. a 2 colns (21cm)]. / 4.ª ed., 2014. – introd., notas e vocabulário de António José Saraiva. – [533, [2] p. a 2 colns (21cm)].


    • (1979) A épica medieval portuguesa. Lisboa: ICALP-ME. – [Col. Biblioteca Breve]. / 2.ª ed., 1991.(1980) Camões e a Espanha, in Homenaje a Camoens, Universidade de Granada. Granada: Universidad - Secretariado de Publicaciones. – Provável Reprod., com o mesmo título, em Diário de Notícias, 27.04.1980.
    • (1980) Camões e a política, Comércio do Porto, 10.10.1980, Porto.
    • (1981) Camões e a burguesia, Diário de Notícias, 17.10.1980. – Reprod. em AA.VV – Estudos sobre Camões: páginas do Diário de Noticias dedicadas ao poeta no 4.º centenário da sua morte. Lisboa: INCM - Editorial Notícias, 41-47.
    • (1981) A “Fábrica” d'Os Lusíadas, in Arquivos do Centro Cultural Português, Paris: FCG.
    • (1982) Os Lusíadas / Luís de Camões; Ed. org. por António José Saraiva; il. José Rodrigues. Porto: Figueirinhas. – [558, [3] p., 10 f. il. : il. (44 cm)].
    • (1984) O objectivismo de Os Lusíadas, in Actas / IV Reunião Internacional de Camonistas. Ponta Delgada: Univ. Açores, 15-26.
    • (1984) Sobre a gramática de Os Lusíadas, Boletim Filologia, n.º 29, Lisboa, Centro de Linguística da Universidade, p. 231-233.
    • (1986) [Aparas:] Os Lusíadas e a Espanha, Jornal de Letras, Lisboa, 9.10.1986.
    • (1987) Função e significado do maravilhoso n’Os lusíadas, Colóquio/letras, n.º 100 (nov. 1987), p. 42-50.
    • (1990) Poesia e drama: Bernardim Ribeiro, Gil Vicente, Cantigas de amigo. Lisboa : Gradiva. / Reed., 1996, Gradiva e Expresso.
    • (1992) Estudos sobre a arte d’ Os Lusíadas. Lisboa: Gradiva. / 2.ª ed., 1995. / 3.ª ed., 2002.
    • (2000) Luís de Camões, in História e antologia da literatura portuguesa – Século XVI, n.º 16 (dez. 2000), p. 11-14, Lisboa: FCG. – Em coautoria com Óscar LOPES.
    • (2001) Poesia Maneirista, in História e Antologia da Literatura Portuguesa – Século XVI, n.º 19 (set. 2001), pp. 11-15, Lisboa: FCG. – Em coautoria com Óscar LOPES.
    • (2002) “Luís de Camões”, in História da literatura portuguesa. – CD-Rom. Óscar Lopes, António José Saraiva; com colab. Leonor Curado Neves et al.. Porto: Porto Ed.
    • (2004) Peregrinação / Fernão Mendes Pinto. Il. Carlos Marreiros; notas António José Saraiva. Lisboa: Expresso.

     
      




    Redação: 29.12.2021

    2024/09/24

    Reedição de "Os Lusíadas" anotados e comentados por António José Saraiva



    Os Lusíadas | de Luís de Camões

    Edição anotada e comentada 

    por António José Saraiva


    Com prefácio de Isabel Barroso Soares

    e desenhos de Pedro Sousa Pereira


    OUT. 2024 | Na Gradiva



    EM PRÉ-VENDA: de 27 set. a 7 out. 2024


    552 p. (14,50 x 20,50 cm)

    ISBN 978-989-785-317-3










    "Antecedida por uma detalhada introdução, com um breve estudo sobre o poema épico e, no final, com um capítulo explicativo do vocabulário utilizado pelo Poeta, esta edição de uma das mais brilhantes epopeias da literatura do renascimento europeu é um texto fundamental para a sua compreensão profunda e de importância vital para alunos, professores e todos os leitores que queiram compreender detalhadamente a obra de Luís Vaz de Camões.

    Prefaciada por Isabel Barroso Soares, diretora do Colégio Moderno, a obra conta ainda com desenhos interpretativos dos cantos da epopeia assinados por Pedro Sousa Pereira. Um trabalho de ilustração que procurou juntar a obra de Luís de Camões ao trabalho de comentário de António José Saraiva."


    "Acompanhada de pequenos textos explicativos que comentam cada uma das estrofes [- São excelentes paráfrases! è o nosso livro de mesa de cabeceira.], esta edição anotada de Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões junta-se à restante obra do ensaísta, investigador, professor e crítico literário que a Gradiva tem vindo a reunir revelando e mantendo vivos os textos de um dos mais brilhantes pensadores da cultura portuguesa."












    para saber +


    in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 29.12.2021











    Redação: 24.09.2024

    2017/08/30

    As primeiras biografias de Camões

    As primeiras biografias

     

    1.ª - por Pedro Mariz

    “A mais antiga biografia, escrita na época dos netos da geração de Camões, é da autoria de Pedro Mariz e antecede a ed. de 1613 [d’Os Lusíadas], comentada por Manuel Correa, amigo de Camões, já falecido, a qual inclui alguns comentários biográficos.” (António José Saraiva)
    O texto, intitulado “Ao estudioso da lição poética”, foi reimpresso na edição das Rimas de 1616, com alterações, e foi transcrito (com atualização de ortografia e pontuação) e estudado por Maurício Matos [Brasil, 1973-], disponível online aqui, em formato Word.

    2.ª - por Manuel Severim de Faria

    A segunda biografia foi publicada por Manuel Severim de Faria [1583-1655] em Discursos vários políticos, 1624.

    3.ª - por Manuel de Faria e Sousa

    Manuel de Faria e Sousa [1590-1649], o maior comentador da obra camoniana de todos os tempos, publicou duas biografias: uma em 1639, na introdução à edição d’Os Lusíadas (em castelhano), outra, postumamente, em 1685, intitulada “Vida del Poeta”, na edição às Rimas várias de Camões, também em castelhano.




    Algumas referências

    • Os Lusíadas / Luís de Camões. Introd., notas, fixação do texto e vocabulário de António José Saraiva. 2.ª ed. Porto: Figueirinhas, 1999. – 1.ª ed., 1978, p. 51.
    • MATOS, Maurício (2005) A mais antiga biografia de Camões, Revista Camoniana. Bauru, v. 17 (2005), 197-206.




    2016/08/10

    As duas máscaras de Camões ou o cavaleiro-humanista - por António José Saraiva

    Visão de um cavaleiroc. 1504, por Rafael.
    National Gallery, Londres.




    “Seja como for, parece-nos que a esfinge camoniana cabe neste esquema: um fidalgo pobre, de família decaída, que teve uma educação esmerada como os que se destinavam ao sacerdócio. Como tantos outros que não conseguiam amesendar-se nas conezias ou nas abadias, na administração da casa real, ou nas capitanias do ultramar, desceu todos os degraus da miséria e achou-se agarrado pelas rodas que trituravam o homem pobre e inadaptado, triste quixote que o moinho de vento atirou ao chão, mas que nunca por isso perdeu as peneiras e os modos altaneiros.
    Jamais foi capaz de compreender que o mundo da cavalaria estava morrendo. Mas no meio de seu naufrágio conservou o sentimento de quem era letrado, desses a quem competia entender e explicar o mundo. Esta era a sua grande força. Embarcado numa expedição militar, achava disponibilidade mental para escrever uma canção prodigiosa como a que começa “Junto de um seco, duro, estéril monte”. “Numa mão sempre a pena e noutra a espada”, tal foi, segundo as suas próprias palavras o seu ideal de vida.
    Camões foi, em resumo, um cavaleiro-humanista, duas coisas perfeitamente inconciliáveis. Sob pena de não percebermos nem a sua vida nem a sua obra, temos de unir essas duas máscaras, que se negam uma à outra”.


    António José Saraiva (1917-1993)

    António José Saraiva, “As duas máscaras de Camões”,
    in Para a história da cultura em Portugal, Vol. II,
    3.ª ed., Lisboa: Europa-América, 1972, 153.
    [publicado originalmente in Comércio do Porto, 14.10.1958.]


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