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2026/08/29

O autorretrato do artista ou o outro – o poeta Luís de Camões. Receções iconográficas no séc. XXI

Autorretrato, 2019 - por Shailesh Dabholkar

Índia, aguarela, 35x35cm

coleção particular de Jason Keith Fernandes







Obra apresentada no projeto “Azulejo 2019” da exposição “Mundo Goa”,

com a curadoria de Vivek Menezes,

no âmbito do Serendipity Arts Festival, na Índia.




 

A reprodução fotográfica dessa obra fará parte da capa do livro
PATRIMÓNIOS CONTESTADOS
Coord. Miguel Bandeira Jerónimo; Walter Rossa.

Com apoio da Cátedra UNESCO em Diálogo Intercultural em Patrimónios de Influência Portuguesa, Instituto de Investigação Interdisciplinar e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra; Camões IP.

Lisboa: Público - Comunicação Social S.A., abril 2021.


Shailesh Dabholkar
Fotografia do artista nas redes sociais

A aguarela de Shailesh Dabholkar centraliza a questão da identidade, a sua e a dos lusos, ao reconfigurar o retrato do poeta nacional português numa obra de autoria além-fronteiras, na diáspora portuguesa.

"Azulejo 2019" constituiu um projeto multidisciplinar de artes visuais” concebido por Vivek Menezes e que fez parte do programa do Festival de artes Arts Serendipity 2019. A obra de Shailesh Dabholkar integra o conjunto de trabalhos apresentados por 25 jovens artistas goeses inspirados na arte do azulejo.

Continuando a sua viagem semiótica, a imagem (reprodução fotográfica, fornecida por Vivek Menezes, da aguarela original) foi selecionada de entre as várias que chegaram dos diversos autores do livro Patrimónios contestados (2021) aos seus coordenadores editoriais, Miguel Bandeira Jerónimo e Walter Rossa. Na ficha-técnica da obra coletiva, explica-se que “Jason Keith Fernandes propôs esta aguarela da sua coleção particular que tem, per si, uma extraordinária força polissémica, ainda maior se levarmos em conta que é o autorretrato de um jovem artista hindu goês”, Shailesh Dabholkar, o qual lhes enviou a seguinte declaração:
“The image features a poetic conversation between
the man and nature around him,
with the small bird uplifting the poet's spirit.”


para saber +

Acerca do Artista, no Twitter:

A exposição “Azulejo 2019”, 
in “Mundo Goa”, 
apresentada no Serendipity Arts Festival, na Índia 

Acerca do livro, 
e apresentação, com capa e sobrecapa.

Acerca do Curso on-line 


Irene Silveira Almeida & Loraine Ethel Barreto-Alberto
IIS University Journal of Arts, 15-1 (2026), Jaipur, 529-538.




Redação: 12.09.2021, atualizado em 29.08.2026

2026/08/26

Camões nas aguarelas de Zélia Reis Ferreira


 “O Poeta de Portugal”, 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
do processo de criativo da artista.

 Vida e Obra de Luís Camões 

  COLEÇÃO DE AGUARELAS  

de Zélia Reis Ferreira

2026

Da história de Lisboa...

Num projeto anterior, Zélia Reis Ferreira criou "um acervo de interesse histórico" da capital em parceiria com o Hotel InterContinental de Lisboa. O desafio foi executado em público, à vista dos hóspedes ou visitantes das instações hoteleiras, e culminou com uma coleção de cerca de 50 aguarelas. Os temas das obras abrangeram desde "Olissipo (Lisboa romana), passando por Al-Ushbuna (Lisboa árabe)", pelo "período de 1147, a conquista de Lisboa aos mouros",  por 1755, data do "Terramoto de Lisboa, até aos dias de hoje".

Diz-nos a artista (na sua página do Facebook), que a iniciativa permitiu encher o "grande hotel de 5 estrelas de renome iternacional que é o InterContinental de Lisboa com um acervo em exposição criado no local e exclusivo desta grande capital e sua história."

... à vida e à obra do poeta Luís de Camões...

Atualmente, a artista plástica Zélia Reis Ferreira desenvolve um projeto visual contínuo dedicado a retratar momentos fundamentais da vida e da obra épica do poeta Luís de Camões, utilizando a aguarela como principal técnica de expressão. 

O conjunto de obras centra-se em episódios biográficos, desde a juventude, o seu encarceramento na Cadeia do Tronco em Lisboa e, sobretudo, a sua trajetória como poeta-soldado por terras do Oriente, onde conhece a sua companheira Dinamene, compõe parte da sua epopeia nos penedos da colina de Patane, em Macau, e o seu conhecido naufrágio quando regressa a Goa, na Índia. Alguns episódios de Os Lusíadas, como o do Velho do Restelo, do GIgante Adamastor ou bélicos, também foram objeto do seu interesse artístico. A coleção pode ser apreciada como uma biografia ilustrada, que transforma em imagens os momentos mais marcantes da vida do Poeta, e como uma ilustração da obra magna do mesmo. 

... em aguarelas.

A artista partilha publicamente o desenvolvimento e o processo de criação das suas aguarelas quer no lobby do InterContinental Lisbon quer nas redes sociais, contando com o apoio institucional e a divulgação de entidades como o Hotel InterContinental Lisbon.

Zélia Reis Ferreira sonha e as aguarelas camonianas nascem. De origem angolana e com raízes em Faro, a artista plástica, "uma vez mais" tenta "transcrever para aguarela com um 'olhar angolano' mais uma pequena e parte da História desta "grande nação" Portugal, com uma grande história", diz-nos nos textos que acompanham as suas partilhas artísticas no Facebook.

  Zélia Reis Ferreira durante o seu processo de trabalho no Hotel InterContinental Lisbon  
© Todas as imagens mostradas neste verbete são do Facebook da Artista.

Zélia Reis Ferreira
[Zélia Maria do Carmo Reis Ferreira]
n. Benguela, Angola 1.10.1961

Artista plástica angolana
com raízes em Faro, no Algarve.

Formada no Instituto Diderot de Belas Artes, em Bruxelas, Bélgica
onde aprendeu pintura de aguarelas, carvão, trompe l’oeil, 
falso mármore, arquitetura e decoração de interiores. 

Tem participado em exposições individuais e coletivas 
em Angola, Portugal, Bélgica, França e Emirados Árabes Unidos,
de que ese destacam as seguintes:

“Angola… Aguarelas no nosso coração” (2021), exposição individual de aguarelas,
na Sala dos Atos do Cabido, na Sé Catedral de Faro. | Vídeo, 2:49.

 “Península Ibérica” (2000), exposição individual de aguarelas
no Centro Cultural Espanhol “Pablo Iglesias”, em Bruxelas.

“Março Mulher” (2017) exposição individual dedicada à mulher angolana, em Faro.

 “Loanda – Aquarelas da Nossa Memória” (2015), exposição individual 
de aguarela e óleo, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda.

Foi distinguida com Medalha de Ouro pela sua obra “Sorrisos” 
na ArtShopping Paris, no Carrousel du Louvre (2017),
onde participou representando Angola, e
também com a sua obra “Cupido” na INDEX Dubai, 
nos Emirados Árabes Unidos(2018).

A obra de Zélia Reis Ferreira destaca‑se 
"pela capacidade de preservar, através da pintura, 
fragmentos da história e da memória coletiva angolana."


 ÁLBUM 


 A VIDA DO POETA 


 "Luís de Camões sob a tutela de seu tio D. Bento de Camões", 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

 "Camões foi Preso na Cadeia do Tronco", 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

      “A Gruta de Camões ”, 2026 - Aguarela      
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

 “Luís Vaz de Camões o Náufrago, 1566”, 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

 “Dinamene a Musa Chinesa de Camões”, 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

 Camões e o Jau, 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

 A OBRA ÉPICA 


 Vasco da Gama, 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira

 "O Velho do Restelo", 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

 Luís de Camões Narra a História de Portugal - Episódio bélico, 2026 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:

  "Adamastor", 2019 - Aguarela, 100x50 cm.  
por Zélia Reis Ferreira
© Imagem no Facebook, 29.03.2026

para saber +





in Lea.co.ao 



Redação: 26.08.2026

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