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2025/10/01

Oferta Formativa para Docentes

Didática (Início) 


OFERTA FORMATIVA




em instituições académicas, de agora e mais antigos.




para saber +







Redação: atualizado em 1.10.2025

Cursos de Estudos Camonianos

 Didática (Início)

  


OFERTA FORMATIVA PARA DOCENTES/ESTUDANTES

CURSOS DE ESTUDOS CAMONIANOS




 

"O que deve ensinar-se hoje sobre Os Lusíadas numa Faculdade de Letras? O que tem ainda para nos dizer um texto fundado em valores éticos e estéticos tão afastados do nosso tempo? Como levar jovens universitários a interessarem-se verdadeiramente por um autor que há 500 anos foi poeta e soldado? Estas perguntas acodem ao meu espírito sempre que, em cada semestre, inicio a lecionação da cadeira de Estudos Camonianos. São perguntas de base, que dão depois origem a muitas outras, relacionadas com métodos de ensino, apoio bibliográfico e critérios de avaliação."
José Augusto Cardoso Bernardes
A oficina de Camões, in Revista de Estudos Literários 9 (2019), p. 289




Lista de alguns cursos, seminários, cadeiras monográficas... de Estudos Camonianos e respetivos Programas ao longo dos tempos:


USP - Para a História Não Oficial de Camões: Novas Abordagens de Estudos Camonianos, criado em 14.12.2021, por Marcia Maria de Arruda Franco e Maria Micaela Dias Pereira Ramon Moreira. [info no blogue LC]

FLUC - Estudos Camonianos, 1.º ciclo - licenciatura, 2022-2023, por José Augusto Cardoso Bernardes.

FLUL - Estudos Camonianos, 1.º ciclo de estudos, 2021-22.

FCSH-UNL:  Seminário em Estudos Camonianos, 2.º ciclo de estudos, 2021-22

USC: Fac. de Filologia, GalizaLiteratura Portuguesa 1, Bloco III, tema 11: A mitificação de Luís de Camões e a pluridimensionalidade da sua obra, cadeira do 2.ª ano de licenciatura, 2019-2020, por Maria Isabel Morán Cabanas

FCSH-UNLSeminário de Estudos Camonianos, 2.º ciclo de estudos, 2016-2017, por Luiz Fagundes Duarte.

FCSH-UNLSeminário de Estudos Camonianos, curso de mestrado, 2016.

UFPR, Brasil: Luís de Camões [HL090], disciplina optativa - área Literatura Portuguesa, 2018 - 2.º semestre, por Marcelo Sandmann.

UFPR, BrasilLuís de Camões [HL090], disiciplina optativa - área Literatura Portuguesa, 2016-17, por Marcelo Sandmann.

FCSH-UNLLiteratura Portuguesa Renascentista, 2015, por Luiz Fagundes Duarte.

FCSH-UNLCultura Portuguesa Renascentista, 2015, por Cecília Barreira

FLUL - Estudos camonianos, 1.º ciclo de estudos, por Vanda Anastácio.

UM - Estudos Camonianos, curso de mestrado, 2016, por Maria Micaela Ramon Moreira.

FLUC - Literatura Portuguesa 4, 2007-2008, integra estudos camonianos, por Albano António Cabral Figueiredo e Paulo Jorge da Silva Pereira

FLUC - Estudos Camonianos 1 e 2, disciplinas de opção, 2007-2008, por Manuel Ferro.

FLUC - Estudos Camonianos I e II, disciplinas de opção, 2005-06, por José Augusto Cardoso Bernardes e Manuel Ferro.

FLUP - Luís de Camões, disciplina opcional  do 1.º ciclo de estudos, 2005-06, por Luís Fernando de Sá Fardilha.


Criação da(s) Cadeira(s) de Estudos Camonianos / Camonologia:


FCSH-UNL, Portugal: Maria Leonor Buescu fundou a disciplina de Estudos Camonianos nesta Faculdade [ano académico posterior a 1978].

FLUC: Criada a cadeira de Estudos Camonianos em Coimbra no ano letivo de 1977-78, sob proposta de Aníbal de Castro que a regeu (1977-2004). Outros regentes da cadeira:  José Carlos Seabra Pereira, José Augusto Cardoso Bernardes.

FFCL - USP, Brasil: Criada a disciplina de Camonologia nos cursos de Letras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Univ. de São Paulo, 1961.

FLUL, Portugal: Por vontade lusobrasileira ocorreu a inauguração da Cadeira de Estudos Camonianos, em 4 de novembro de 1924. - o Dr. José Maria Rodrigues proferiu então a "Lição inaugural da cadeira de Estudos Camonianos: Importância e dificuldade destes estudos", publicada um ano depois pela Imprensa da Universidade de Coimbra.
Outros regentes da cadeira nesta Faculdade: Hernâni  Cidade, Maria  Vitalina  Leal  de Matos, Isabel Almeida.



para saber +



A Academia de Platão em Atenas - Mosaico em Pompeia, c. séc. I






Redação: atualizado em 30.09.2025

2022/09/01

Estudos Camonianos, 1.º ciclo - licenciatura, 2022-2023, por José Augusto Cardoso Bernardes, CIEC



Estudos Camonianos

Ano lectivo: 2022-2023

Código: 01012232
Área Científica: Literatura de Lingua Portuguesa
Língua de Ensino: Português
Modo de Ensino: Presencial
Duração: Semestral
Créditos ECTS: 6.0
Tipo: Opcional

Nível: 1º Ciclo - Licenciatura

Docente responsável: José Augusto Cardoso Bernardes




Métodos de Ensino

Os métodos de ensino privilegiarão a análise de textos de Camões e a discussão das principais orientações dos estudos camonianos, com particular incidência naquelas que vieram a público ao longo do século XX.

Resultados de Aprendizagem:

No final do semestre, o aluno deve:

a) Identificar as questões essenciais referentes ao contexto e ao texto camoniano;
b) conhecer as orientações principais dos estudos camonianos;
c) tomar posição fundamentada sobre a interpretação dos textos de Camões e sobre o papel desempenhado pelo autor na dinâmica histórico-cultural dos países de Língua Portuguesa.

Programa:

1. Luís de Camões: a figura e o seu contexto histórico;
2. Os textos de Camões: a sua materialidade; os sentidos; a dinâmica das interpretações;
3. Camões na cultura portuguesa, do século XIX aos nossos dias.
4. Camões: a sua sobrevivência nas literaturas de língua portuguesa.

Métodos de Avaliação:

Avaliação Final
Exame: 100.0%

Avaliação Periódica
Outra: 25.0%
Mini Testes: 25.0%
Frequência: 50.0%


Bibliografia

Alves, H. J. dos S. (2001) Camões, Corte-Real e o sistema da épica quinhentista. Coimbra: CIEC.

Bernardes, J. A. C. (1999) Luís de Camões [Cap. V], in História Crítica da Literatura Portuguesa. Vol. I. Humanismo e Renascimento. Lisboa: Editorial Verbo.

Castro, A. P. de (2007) Páginas de um honesto estudo camoniano. Coimbra: CIEC.

Fraga, M. do C. (1997) Os géneros maiores na poesia de Camões. Coimbra: CIEC.

Marnoto, R. (1997) O Petrarquismo português do Renascimento e do Maneirismo. Coimbra: CIEC.

Matos, M. V. L. de (1987) Introdução à poesia de Luís de Camões. Lisboa: Instituto de Língua e Cultura portuguesas.

Saraiva, A. J. (1997) Luís de Camões: estudo e antologia. Lisboa: Publicações Europa/América.

Silva, V. M. de A. e (2008) A lira dourada e a tuba canora. Lisboa: Livros Cotovia.








2021/12/14

Para a história não oficial de Camões: novas abordagens de Estudos Camonianos - cadeira na USP


Para a História Não Oficial de Camões: Novas Abordagens de Estudos Camonianos


Área de Concentração: 8150
Criação: 14/12/2021
Nr. de Créditos: 8
120 horas

Docentes Responsáveis:
Marcia Maria de Arruda Franco
Maria Micaela Dias Pereira Ramon Moreira




Objetivos:

  • Reescrever a história oficial de Camões nas histórias literárias, a partir da revisitação de gêneros menos estudados de sua obra, como o retrato, as cartas em prosa, o teatro e o bucolismo homoerótico. 
  • Confrontar a centralidade deste poeta na história da literatura portuguesa pela revisitação das margens do cânone quinhentista. 
  • Estudar o aparato crítico produzido em torno da sua obra desde o século XVI, como comentários poéticos, vidas do poeta, edições de sua obra e seus paratextos. 
  • Entender a produção de Camões como autor central da literatura portuguesa por meio da análise do discurso histórico-literário. 
  • Examinar os lugares chave de sua recepção, do XVI ao XXI.

Justificativa:

Um Camões não oficial precisa ser desengavetado para varrer o pó dos arquivos quinhentistas. É preciso acabar com a crença de que Camões seja um gênio, o único, o melhor, o maior, e estudá-lo como mais um entre muitos pares, colocando a questão do cânone lírico. Logo, justificam-se os estudos à margem do cânone, sobre o retrato da prisão e determinados gêneros, formas e lugares, em que o discurso baixo ou medíocre, do erotismo à prostituição, foi a opção de escrita. Um Camões pouco estudado na Índia exerce a sátira política na poesia oral, vocalizando em performance a sua zombaria ao desconcerto do mundo. 
Enfim, o curso se justifica por reunir um corpus não muito estudado da obra camoniana, e por se propor a estudá-lo dentro do paradigma comunicacional dos estudos literários em perspectiva multidisciplinar. Aqui, trovas, sonetos, autos, cartas em prosa são estudados como manifestações da sátira camoniana. 
A emulação renascentista do homoerotismo antigo, pelo pacto ficcional da pastorícia entre figuras históricas e pastores, mostra-se forma de amor homoerótico cantada no registro adequado à ordenação retórico-poética do bucolismo no tempo de Camões, sem prejuízo de poesias eróticas que despertaram o desejo nas ledoras da sociedade de corte e mais tarde nas leitoras da sociedade burguesa. 
Camões, como seus contemporâneos, cultiva a poesia visual, compõe labirintos de versos, acrósticos abecedários, motes acrósticos, poesia lúdica comprometida com a sátira social, com a corte amorosa e com o ensino da história antiga. 
Frequenta em Lisboa o ‘mal cozinhado’, ‘Babel’ onde “mouros, judeus, castelhanos, leoneses, frades, clérigos, casados, solteiros, moços e velhos” pagodeavam, não sem arruaças. Camões não oficial teve doença venérea (Faria e Sousa dixit), experimentou na Índia drogas, afrodisíacos, triagas: lugares e imagens de sua poesia. 
Ofuscado pelo Camões oficial, herói do colonialismo português, o Camões não oficial está nos impressos e manuscritos quinhentistas e seiscentistas seus e de seus contemporâneos à espera de projetos editoriais e políticas educacionais.

Conteúdo:

1 – Retratos de Camões e a Arte de Retratar
2 – A questão do cânone lírico camoniano – fortuna editorial, prólogos e poemas paratextuais
3 – As 4 Vidas do Poeta no século XVII
3 – Cinco cartas em prosa e os dois códices da BNL
4 – Camões verbivocovisual: labirintos, acrósticos, abecedários e sátira ao Desconcerto do mundo
5 – Homoerotismo, bucolismo e Antologia Homoerótica sugerida por Frederico Lourenço
6 – Trovadorismo, autos e performance na sociedade de corte
7 – A recepção de Camões no século XVIII – Verney e Voltaire
9 – A personagem Camões no discurso ficcional e na história literária oitocentistas
10 – As comemorações do III centenário de Camões
11 – Afrânio Peixoto, Gilberto Freyre e a recepção camoniana nos modernismos do Brasil
12 – Releituras na contemporaneidade portuguesa

Forma de Avaliação:

Trabalho escrito, peso 2
Seminário remoto: peso 1
Participação em aula remota: peso 1

Observação:


I. Porcentagem da disciplina que ocorrerá no sistema não presencial (1-100%) 
100%

II. Detalhamento das atividades que serão presenciais e das que serão desenvolvidas via remota, com discriminação do tempo de atividade contínua online
Todas serão remotas.

III. Especificação se as aulas, quando online, serão síncronas ou assíncronas
As aulas serão síncronas.

IV. Descrição do tipo de material e/ou conteúdo que será disponibilizado para o aluno
Textos digitalizados, powerpoints e lista bibliográfica.

V. Qual plataforma será utilizada
A plataforma a ser utilizada será o Google Meet

VI. Definição sobre a presença na Universidade e, quando necessária, discriminar quem deverá estar presente (professora/professor; aluna/aluno/ambos)
Não será necessária a presença na universidade, salvo se a biblioteca estiver aberta e o aluno precise consultar o acervo.

VII. Descrição dos tipos e da frequência de interação entre aluna/aluno e professora/professor (somente durante as aulas; fora do período das aulas; horários; por chat/e-mail/fóruns ou outro)
Durante as aulas; fora dos períodos das aulas, a qualquer horário, via encontro virtual em sala criada no Google Meet para tal, e-mail, whatsapp do grupo da disciplina.

VIII. Qual será a forma de controle da frequência nas aulas
As aulas serão síncronas e a presença será contabilizada de acordo com a presença virtual a cada sessão, conforme formulário enviado pelo Google Meet.

IX. Informação sobre a obrigatoriedade ou não de disponibilidade de câmera e áudio (microfone) por parte dos alunos
O microfone e câmera deverão estar desligados durante a exposição do professor e abertos durante o debate e seminários.

X. A forma de avaliação da aprendizagem (presencial/remota)
A avaliação será por meio de trabalho escrito, apresentação remota de seminários e participação nos debates remotos que se seguem à exposição do professor a cada sessão de aula remota.



Bibliografia:


1- Manuscritos

  • [MISCELANEA DE TEXTOS LITERÁRIOS EM PROSA E EM VERSO E VÁRIAS CARTAS, COMPILADA POR PEDRO ALVARES VAREJÃO] [ MANUSCRITO] – COD 9492 da Biblioteca Nacional de Portugal, 1551 a 1600. 197 fols. (cópia digital)
  • [TEXTOS LITERÁRIOS, DE CARÁCTER HISTÓRICO, GENEALÓGICO, APONTAMENTOS SOBRE VÁRIAS MATÉRIAS, ETC., REUNIDOS POR MANUEL SEVERIM DE FARIA] [ MANUSCRITO] – COD 8571 da Biblioteca Nacional de Portugal, 1551 a 1650. 333 fols. (cópia digital) 

2- Geral 

  • ALMEIDA, Aníbal. O Rosto de Camões. Lisboa. INCM, 1996. 199 p.. 
  • ALMEIDA, Isabel. Cartas de Camões, In: SILVA, V. A, coord., Dicionário de Camões, Lisboa, Caminho, 2011. 
  • ALMEIDA, Isabel. Guerra e Paz: leituras seiscentistas de Camões. Colóquio Letras, n.º 197 (jan.-abril 2018), p. 9-23. 
  • AGUIAR E SILVA, Vitor, coord. Dicionário de Luís de Camões. Alfragide, Portugal: Editorial Caminho, 2011. 
  • ANASTÁCIO, Vanda, ed. e notas. Teatro completo. Luis de Camões. Porto, Caixotim, 2005. 
  • ANASTÁCIO, Vanda. Visões de Glória: uma introdução à poesia de Pêro de Andrade Caminha. Lisboa, FCG, 1998. 2 vols. 
  • AZEVEDO FILHO, Leodegário A. de. “Problemática geral da lírica de Camões”. In: Sonetos de Luís de Camões. Texto estabelecido por -, a partir de manuscritos quinhentistas. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 2004, p.23-55. 
  • AZEVEDO, Maria Antonieta Soares de. “Ainda o manuscrito do Duque de Lafões e o retrato de Camões por Fernão Gomes”. Em Panorama, revista portuguesa de arte e turismo, IV série, nº 42-3, Setembro de 1972, pp. 75-95. 
  • AZEVEDO, Maria Antonieta Soares de. “Uma nova e preciosa espécie iconográfica quinhentista de Camões”. ibid., pp. 96-103. 
  • BERARDINELLI, Cleonice, ed. e notas. Sonetos de Camões. Corpus dos sonetos camonianos. CCP, Lisbonne, Paris; FCRB, Rio de Janeiro, 1980. 
  • BRANDÃO, Fiama Hasse Pais. O Labirinto camoniano e outros labirintos. Lisboa, Teorema, 1985. 
  • BRANDÃO, Fiama Hasse Pais. Obra Breve – Poesia reunida. Lisboa, Assírio e Alvim, 2006. 
  • CAMÕES, Luís de. Obras Completas: Autos e cartas. Lisboa, Sá da Costa, 1946. Vol.III.
  • CAMÕES, Luís Vaz de. Obras Completas: Luís de Camões. Redondilhas e Sonetos. (A lição das primeiras edições e variantes). Prefácio e Notas: Hernani Cidade.Lisboa: Colecção de Clássicos Sá da Costa, 1946. Vol.I 
  • CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas [1572]. Porto: Porto Editora, 3ª ed., 2015. 
  • CAMÕES, Luís de. Rhythmas. Lisboa, Manoel de LYRA, 1595. Cópia Digital Pública. 
  • CAMÕES, Luís de. Rimas. Lisboa, Estevão Lopes, 1598. Cópia Digital Pública. 
  • CAMÕES, Luís de. Rimas Varias. Comentadas por Faria e Sousa. Lisboa, INCM, 1980. 2 Vols.(Edição fac-similada da edição príncipe de 1689). 
  • CAMÕES, Luís de. Primeira, Segunda e Terceira Parte das Rimas. Nessa nova impressão emmendadas e acrescentadas pello Lecenceado Ioão Franco Barreto, Antonio Craesbeck de Mello, Impressor da Casa Real, 1666. Cópia Digital Pública. 
  • CAMÕES, Luís de. Segunda Parte das Rimas. Emendadas e acrescentadas pello Lecenceado Ioão Franco Barreto, Antonio Craesbeck de Mello, Impressor da Casa Real, 1669. Cópia Digital Pública 
  • CAMÕES, Luís de. Terceira parte das Rimas. Edição de Alvares da Cunha, Lisboa, Antonio Craesbeck de Mello, Impressor da Casa Real, 1668. Cópia Digital Pública. 
  • COUTINHO, B. XAVIER, ”Os mais antigos retratos e a cegueira Camões”, separata de O Tripeiro. Agosto de1972. 
  • CUNHA, Carlos M. F. da. A construção do discurso da história literária na literatura portuguesa do século XIX. CEHUM, Universidade do Minho, 2002. 
  • CUNHA, Carlos M. F. da. “O Camões do Estado Novo”. In: FRAGA, Maria do Céu et al. Camões e os Contemporâneos. Braga: CIEC; Universidade dos Açores; Universidade Católica Portuguesa, 2012. 
  • CUNHA, Xavier da. “Uma carta inédita de Camões, Boletim das Bibliotecas e Archivos Nacionaes, Ano 1, n.º 1 (1904), 26-46. 
  • Dicionário de Camões. Coordenação de Vítor Aguiar e Silva. São Paulo, Leya, 2011. 
  • FLOEMA Caderno de Teoria e História Literária. Dossiê Camões. 11. ed. Vitória da Conquista: Edições UESB, 2010. v. 1. 174p. 
  • HOLANDA, Francisco de “Do tirar pelo natural”, ed. de José da Felicidade Alves. LIVROS HORIZONTE. 
  • HUE, Sheila Moura. “Em busca do cânone perdido”. Revista Camoniana, Bauru, São Paulo, 3ª série, Vol. 12, p.171-193, 2002. 
  • HUE, Sheila Moura. Introdução à Antologia de poesia portuguesa do sécuo XVI. Camões entre seus contemporâneos. Rio de Janeiro, 7Letras, 2004. 
  • KOSSOVITCH, Leon. “Contra a ideia de Renascimento”, In: NOVAES, Adauto, org. Artepensamento. São Paulo, Companhia das Letras, 1994, pp.59 a 68. corpus atribuído a Gregório de Matos e Guerra. São Paulo, EDUSP, 2012. 
  • LOURENÇO, Frederico. Amor. In: Dicionário de Luís de Camões. Lisboa, Editorial Caminho, 2011. 
  • LOURENÇO, Frederico. Pode um desejo imenso. Lisboa: Editora Cotovia, 2002. 
  • LUIZ DE CAMÕES REVISITADO. 
  • LUND, Christopher C., ed. Anedotas portuguesas. E memórias biográficas da arte quinhentista, e estórias e ditos galantes que sucederão e se disserão no paço [Contendo matéria biobibliográfica inédita de Luís de Camões e outros escritores do século XVII]. Leitura do texto, introdução, notas e índices por -., Almedina, 1980. 
  • MACEDO, Helder. Camões e outros contemporâneos. Lisboa, Editorial presença, 2017. 
  • MACEDO, Helder. “Camões and his Lyrics”, in Luis de Camões, Epic & Lyric. Manchester, Carcanet Press LTDA, 1990. 
  • MACEDO, Helder. “Luís de Camões: o testemunho das cartas”. Floema Especial. Dossiê Camões, 2010. 
  • MOURA, Vasco Graça. Retratos de Camões. Guerra e Paz. Lisboa, 2014. 
  • “Retrato vós não sois meu”, [...] no livro O Penhasco e a Serpente e outros ensaios, Quetzal, 1987, pp. 67-72. 
  • “O retrato pintado a vermelho”, INCM e Fundação do Oriente, 1989. 
  • MUHANA, A. F, ed. - Poesia e pintura ou pintura e poesia. Tratado Seiscentista de Manuel Pires de Almeida. São Paulo, Edusp, 2002. 
  • Para a edição crítica da poesia lírica de Camões: Entrevista a Maurízio Perugi por Rita Marnoto. Colóquio Letras, n.º 197 (jan.-abril 2018), pp. 52-60. 
  • PEREIRA, Maria Helena da Rocha. Camoniana Varia. Coimbra, CIEC, 2007. 
  • PEREIRA, José Carlos Seabra. “Ainda Acteón na ‘Écloga dos Faunos’ e a cisão na lírica Camoniana.”, in Reunião Internacioanl de Camonistas, 6, 2012, Coimbra. Actas. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012. v. 1, p. 109-119. 
  • PETRARCA, Francesco. Canzoniere. Introduzione e note di Alberto Chiari. Milano, Mondadori, 2009. 
  • PETRARCA, Francesco. Mi secreto. Secretum meum (1342). México, Frente de Afirmación Hispanista, A. C., 1998. 
  • PETRARCA, Francesco. Os Triunfos. São Paulo, Hedra, 2006. 
  • PICHIO, Luciana Stegagno. Ars combinatoria e algebra in una lirica di Camões, in: Studj romanzi, Roma, XXXV, 7-39, 1974. 
  • PICCHIO, Luciana Stegagno, Camões lírico: variantes de tradição e variantes de autor. Exemplos para o estudo da movência em textos camonianos. Actas da V Reunião Internacional de Camonistas. São Paulo, USP/FFLCH, p.285-309,1987. 
  • PIEPER, Renate. “Cartas, avisos e impresos: Los medios de comunicación en el imperio de Carlos V”, in: Carlos V y la quiebra del humanismo político en Europa (1530-1558), [Congreso internacional, Madrid, 3-6 de julio de 2000]. Coord, por José Martinez Millán, 2001, p. 431-442. Vol.4. 
  • PIMPÃO, Álvaro Júlio da Costa. Rimas, Autos e Cartas. Porto: Livraria da Civilização, 1978. 
  • PINHO, Sebastião Tavares. Decalogia camoniana. Coimbra, CIEC, 2007. 
  • POESIE DELLO STILNOVO, a cura di Marco Berisso. Milano, BUR, 2006. 
  • PORTUGAL, Fernando F. de. “As duas versões de uma carta camoniana”, Revista da Biblioteca Nacional, séries 2, 3.2 (1988, 7-20 (9-10). 
  • QUENTAL, Antero de. “No Tricentenário de Camões”. In: Prosas. Lisboa: Couto Martins, s.d. 
  • RODRIGUES, José Maria. “Carta inédita de Camões e Comentário de uma carta inédita”, Lusitânia, Lisboa, 1925, fasc. V/VI, 141-144 e 145-157. 
  • MIGUEL, José; TORREJÓN, Martínez. “‘Strewing words in the wind’: Desire, rhetoric and frustration in Camões's ‘Égloga dos Faunos’”. Modern Humanities Research Association. Cambridge, 1996.
  • Portuguese Studies, Caderno 12, p. 25-39. 
  • RIBEIRO, Márcio Moitinha. A Poesia Pastoril: As Bucólicas de Virgílio. 123 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Letras, Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. 
  • RICHARDS, Jeffrey. Sexo, desvio e danação: as minorias na Idade Média. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1993. 
  • RODRIGUES, Marina Machado. Uma Abordagem Filológico-literária da Écloga Camoniana "A quem darei queixumes namorados". 279 f. Tese (Doutorado) - Curso de Letras, Estudos Literários, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006.
  • RODRIGUES, Marina Machado. “A propósito das epígrafes à Écloga V, de Luís de Camões”. Revista da Academia Brasileira de Filologia, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p.123-127, 2010. 
  • SARAIVA, António José; LOPES, Óscar. História da Literatura Portuguesa. 17. ed. Porto: Editora Porto, 2005. 
  • SARAIVA, José Hermano. Vida Ignorada de Camões. 2. ed. Lisboa: Publicações Europa-América, 1978. 
  • SENA, Jorge de. “Jorge de Sena – 1977”. In: Camões e a Identidade Nacional. Lisboa: INCM, 1983. 
  • SOUSA, Luana Neres de. A Pederastia Em Atenas no Período Clássico: relendo as obras de Platão e Aristófanes. 113 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de História, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2008. 
  • SPAGGIARI, Barbara. “O método lachmanniano”. Fundamentos da Crítica textual. Rio de Janeiro, Lucerna, 2004. 
  • WILLIS, Clive, ed. “The correspondence of Camões (with Introduction, Commentaries, Translation and Notes) by -. Edited by the Department of Portuguese, King’s College London. Printed and Published by W. S. Maney & Son LTD / For the Modern Humanities Research Association. Special offprint sponsored by CNCDP. Extract from PORTUGUESE STUDIES, VOl. 11 – 1995. 
  • ZUMTHOR, P. A Letra e a Voz: A literatura medieval. Trad. Jerusa Pires Ferreira e Amalio Pinheiro. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. 
  • ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: Casac Naify, 2ª ed., 2007.

3- Própria: 

1- FRANCO, Marcia Arruda. Verbetes
in: SILVA, Vitor Aguiar (coord.) -  Dicionário de Camões. Lisboa: Caminho, 2011 e São Paulo: Leya, 2012. 
  • 1- O desconcerto do mundo na obra de Camões, 
  • 2- Cânone literário português e Camões, 
  • 3- Horacianismo em Camões, 
  • 4- Afrânio Peixoto, Júlio de; 
  • 5- Ficalho, Conde de, Flora dos Lusíadas. 
  • 6- Labirintos. 

2- O ABC em motes para Ana Hatherly. In: Ida Alves; Rogério Barbosa. (Org.). Encontros com Ana Hatherly. 1ed.Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2015, v. 1, p. 91-106. 

3- Sá de Miranda e Camões. In: Maria do Céu Fraga, et alii. (Org.). Camões entre os contemporâneos. 1ed.Braga: CIEC, UC, Universidade dos Açores, Universidade Católica Portuguesa, 2012, p. 203-216. 

4- O Emprego Indiano Em Dois Sonhos Épicos. In: I CONGRESSO Internacional DE ESTUDOS CAMONIANOS, 1999, Rio de Janeiro. I Congresso Internacional de Estudos Camonianos. RIO DE JANEIRO: Eduerj, 1997. p. 381-387 

5- O cenário mediterrâneo na Ilha de Vênus n'Os lusíadas. In: Portogallo e Mediterraneo, 2009, Napoli. Cusati, Maria Luisa. Org Atti del congresso Internazionale 4 a 6 ottobre 2007. Napoli: Universitá degli studi di Napoli, 2009. p. 181-192 

6- OUTROS QUINHENTOS NA POESIA TOTAL DE WALY SALOMÃO. Colóquio. Letras, v. 194, p. 143-157, 2017. 

7- Convite que fez Camões a certos fidalgos em Goa, e.lyra, v. 4, p. 21-45, 2014. 

8- Labirinto do autor queixando-se do mundo, corre sem vela e sem leme. Convergência Lusíada, v. 27, p. 11-27, 2012. 

9- Camões em duas canções da MPB. Floema (UESB), v. 7, p. 137-153, 2010. 

10- A rota das especiarias em textos do século XVI. Floema (UESB), Vitória da Conquista, v. 1, p. 51-69, 2005. 

11- Camões e Orta na corte do vice-rei conde de Redondo. Revista Camoniana, Bauru/SP, v. 13, p. 47-63, 2003. 

12- Botânica e Poesia: Camões e Garcia d'Orta em Goa. Revista Camoniana, Bauru /SP, v. 12, p. 111-134, 2002. 

13- Botânica, Poesia e Mulher: Psicoativos e afrodisíacos nos Colóquios dos Simples e drogas e na obra de Camões. Estudios Portugueses, Salamanca, v. 2, p. 55-71, 2002. 

14- Camões e Orta lidos pelo Conde de Ficalho. In: Oliveira, Paulo Motta e Fernandes, Annie Gisele. (Org.). Literatura Portuguesa Aquém-Mar. Campinas: Komedi, 2005, p. 73-90 

15- Uma zombaria de Luís de Camões esquecida nas Rimas. In: Bernardes, José Augusto Cardoso. (Org.). Camões: matrizes e projecções ibéricas. Santa Barbara/ Coimbra: Center of Portuguese Studies / Centro Camoniano de Coimbra, 2005. 

16- Fiama Camonista. In: Jorge Fernandes da Silveira. (Org.). Metamorfoses. 1ed.Lisboa: Caminho/Cátedra Jorge de Sena-UFRJ, 2005, v. 6, p. 43-54. 

17- Camões no modernismo paulista. (no prelo da Colóquio Letras 2019) 

18- A quinta carta em prosa de Camões; porque nem tudo seja falar-vos de siso, palestra proferida na Jornada de LP 2018 “Para a história não oficial de Camões: novas propostas de estudos camonianos”.


Para saber +



2019/09/01

Na Galiza, a cadeira de Literatura Portuguesa I, lecionada por Maria Isabel Morán Cabanas, consagra a Luís de Camões o principal bloco temático




Universidade de Santiago de Compostela
Faculdade de Filologia, Dep. de Filologia Galega

Disciplina: Literatura Portuguesa 1

Tipo de cadeira: Matéria Ordinária Grau
Titulação: Línguas e Literaturas Modernas (Português). Maior de Língua e Literaturas Lusófonas.
Minor em Estudos Lusófonos I (Módulo Complementar).
Ano: 2º ano.
Nº Créditos: 6 (equivalente a 150 horas de carga letiva)
Duração: Quadrimestral

por
Maria Isabel Morán Cabanas



A mitificação de Luís de Camões e a pluridimensionalidade da sua obra


1. Comentário ao gráfico e sentido do tema

Podemos dizer que este é o tema a que maior atenção pretendemos prestar de todo o nosso temário pela vasta recepção de Camões na cultura portuguesa e na literatura universal e de todos os tempos. 
Até é tradição nas universidades que apresentam titulações de estudos lusófonos a existência de cadeiras especificas ou monográficas de Estudos Camonianos (na Faculdade de Letras de Lisboa criou-se pela primeira vez em 1924, regentada desde o início por camonistas de tanto prestígio como Afrânio Peixoto ou Hernâni Cidade; e em 1963 [sic] criou-se a a disciplina de Camonologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

2. Epígrafes dos pontos a desenvolver

1. Mitificação da figura de Camões e canonização da sua obra.
1.1. Dados, hipóteses e iconografias.
1.2. Concepção do valor das letras ao serviço à pátria
1.3. Tradição crítica

2. Obra lírica:
1.1. Elaboração, questões editoriais. 
1.2. Concepção e códigos
1.3. Temática: à volta de amor e destino

3. Obra épica: Os Lusíadas
3.1. Revisão da concepção e valores do género épico: caracterização e modelos
3.2. O programa de intenções dos Lusíadas
3.3. Estrutura funcional e figuras em destaque:
3.3.1. Excursos do poeta: reflexões, invocações e diálogos.
3.3.2.História de Portugal: Inês de Castro; o rei D. Manuel
3.3.3. Viagem: Vasco da Gama; o Velho do Restelo; Adamastor; a Ilha dos Amores. 
3.3.4. Presença dos deuses: Vénus versus Baco

4. Obra dramática: composição e recepção. 

5. Recepção da obra e da figura camoniana.


3. Materiais para o estudo

  • GUIA ou ROTEIRO DE LEITURA DA LÍRICA CAMONIANA, elaborado pela professora da cadeira, que será entregue aos alunos da matéria em forma impressa, no qual se sublinha a relevância de certos textos. A antologia que será seguida nas aulas é a preparada por Manuel Ferreiro, Carlos P. Martínez Pereiro e Francisco Salinas Portugal sob o título Doce canto em terra alheia?, Laiovento, A Coruña, 1994.
  • GUIA ou ROTEIRO DE LEITURA DE OS LUSÍADAS elaborado pela professora da cadeira, que será entregue aos alunos da matéria em forma impressa, no qual se localizam e comentam certos episódios desta obra épica aos que deve prestar-se maior interesse.

4. Método de trabalho aconselhado

Convém ter em conta unha perspectiva comparatista no tratamento de todos os temas e subtemas, lembrando aspectos que já foram comentadas anteriormente e cotejando-os de modo crítico. 
Devem revisar-se os topoi e as conjunturas sociopolíticas que desde os inícios da nossa focagem da Idade Média e da Renascença foram tidas em conta e observar atentamente a sua expressão na obra camoniana.

5. Actividade a desenvolver

  • Análise de textos camonianos de diversa temática (focalizações da mulher/amor e destino) e correspondentes aos género lírico e épico.
  • Busca na rede da sua recepção em diversos campos e ao longo do tempo e visualização de imagens de diversa natureza que nos ilustram sobre a mitificação e consolidação do cânone camoniano (artes plásticas, cinema, etc.)
  • Estabelecimento de um colóquio a partir de figuras míticas da obra camoniana sobre o tema das descobertas na literatura portuguesa da Renascença e a visão do Outro: a cada grupo de 2/3 pessoas será atribuída uma dessas figuras (Velho do Restelo / Adamastor / D. Sebastião / D. Manuel I)

6. Competências trabalhadas

Todas as aplicáveis ao estudo da Renascença: 2.1.b, c, d, e, f, g, h, j, k, l / 2.2. / 2.3. / 2.4.

7. Dificuldades principais

Não se destaca nenhuma dificuldade.

8. Bibliografia para ampliar o tema

  • FILGUEIRA VALVERDE, José, Camões, Coimbra, 1981. [comentários dalguns textos líricos e certos episódios dos Lusíadas]
  • MORÁN CABANAS, Maria Isabel, "D 'Os Lusíadas a Os Calaicos: o discurso da épica camoniana na literatura galega", in Maria do Céu Fraga José Cândido de Oliveira Martins João Amadeu Carvalho da Silva Maria Madalena Teixeira da Silva Manuel Ferro (eds.), Camões e os seus contemporâenos, Braga: Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos Universidade dos Açores Universidade Católica Portuguesa, 2013, pp. 667-677.
  • MORÁN CABANAS, Maria Isabel, “O Adamastor d'Os Lusíadas na poesia de Bocage: entre mares e amores”, in Annabela Rita e Dionísio Vila Maior (eds), O Processo Criativo em Questão nas Ciências, nas Letras e nas Artes, Esfera do Caos, Lisboa, no prelo.
  • SENA, Jorge de, A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI, Portugália Editora, Lisboa, 1970.[estruturação em planos dos Lusíadas e reflexões sobre a arquitetura discursiva da obra]
  • SILVA, J. M. Aguiar e, A lira dourada e a tuba canora: Novos ensaios camonianos, Cotovia, Lisboa, 1994. [recolha de ensais sobre diversos questões ligadas à lírica e à épica camonianas e revisão das suas fortunas críticas]
*** Lembre-se particularmente o prólogo da edição da antologia camoniana Doce canto em terra alheia? que referimos acima




Fonte: Morán Cabanas, Maria Isabel - Literatura Portuguesa I: guia docente e materia didático: 2019/2020. Santiago de Compostela: USC, 2019, p. 29-31.





2018/04/25

FLUC - Estudos Camonianos I e II, disciplinas de opção, 2005-2006


Estudos Camonianos I e II

(Disciplinas de Opção)
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
Programa 2005/2006

1º Semestre - Estudos Camonianos I

Docente: Doutor José Augusto Cardoso Bernardes

Objectivos

A cadeira de Estudos Camonianos I destina-se a todos os estudantes interessados em conhecer (em registo introdutório) os principais temas e problemas que dizem respeito à figura e à obra de Camões, numa perspectiva literária e sociocultural.

Conteúdos

  • O essencial sobre Camões: vida, obra e fortuna histórico-cultural;
  • Os géneros da escrita camoniana: lírica, épica e teatro;
  • A interpretação dos textos ao longo dos séculos XIX e XX;
  • Os estudos camonianos hoje;
  •  A presença de Camões na Cultura e na Escola portuguesas do século XXI.   

Bibliografia essencial

Ativa

Rimas, texto estabelecido e prefaciado por Álvaro Júlio da Costa Pimpão, Coimbra, Livraria Almedina, 1994;
Os Lusíadas, leitura, prefácio e notas de Álvaro Júlio da Costa Pimpão, com “Nota de Apresentação” de Aníbal de Castro, Lisboa, Instituto Camões, 1992 (3.ª edição);
Teatro, Edição de Hernâni Cidade, Lisboa, Círculo de Leitores, s/d.

Passiva

BERNARDES, José Augusto Cardoso, História Crítica da Literatura Portuguesa, vol. II (Humanismo e Renascimento), Lisboa, Editorial Verbo, 1999, cap. VI;
CASTRO, Aníbal Pinto de, “Camões”, in Biblos. Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Verbo, 1995, p. 884-905;
LE GENTIL, Georges, Camões, Lisboa, Portugália, 1969;
MATOS, Maria Vitalina Leal de, Introdução à poesia de Luís de Camões, Lisboa, Icalp,1980;
SILVA, Vítor Manuel de Aguiar e, Camões. Labirintos e fascínios, Lisboa, Cotovia,1994.

2º Semestre - Estudos Camonianos II

Docente: Doutor Manuel Ferro 

“Camões no Barroco” 

Após uma abordagem global da obra camoniana, visa esta cadeira analisar a recepção do Poeta no Barroco português, determinando o modo como foi lido e criticamente julgado, as circunstâncias que condicionaram essa recepção, as imagens que se construíram de Camões e da sua obra, centrando-nos na análise das diferentes edições, nos comentários nelas contidos, nas biografias, nos textos apologéticos ou nos textos de poética.
  1. As edições d’Os Lusíadas e das Rimas.
  2. As biografias de Pedro de Maris, de Manuel Severim de Faria e Manuel de Faria e Sousa.
  3. A exegese da epopeia (Manuel Correia, Faria e Sousa, Fr. Marcos de S. Lourenço, Manuel Pires de Almeida, João Soares de Brito, João Franco Barreto e José de Macedo).
  4. As polémicas entre camonistas e tassistas.
  5. A leitura da lírica (Fernão Rodrigues Lobo Soropita, Manuel de Faria e Sousa e José de Macedo).
  6. A presença de Camões nos textos dos teorizadores barrocos de poética (Francisco Leitão Ferreira).


Bibliografia:

Luís de Camões – Os Lusíadas do grande Lvis de Camoens, Principe da Poesia Heroica. Commentados pelo Licenciado Manoel Correa […]. Em Lisboa, por Pedro Craesbeeck, 1613.
Manuel Pires de Almeida – Os Lusíadas de Luís de Camões comentados por… Ms. ANTT, 1096- C.
António Augusto Soares Amora – Manuel Pires de Almeida: Um Crítico inédito de Camões, São Paulo, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, 1955.
Adma Muhana  Poesia e Pintura ou Pintura e Poesia. Tratado Seiscentista de Manuel Pires de Almeida, São Paulo, FAPESP / EDUSP, 2002.
João Franco Barreto – Micrologia Camoniana. Com introdução de Aníbal Pinto de Castro e leitura e integração do texto de Luís Fernando de Carvalho Dias e Fernando F. Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda/Biblioteca Nacional, 1982.
Luís de Camões – Lusíadas..., comentados por Manuel de Faria e Sousa, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1972 (Ed. facsimilada da de Madrid, por Ivan Sanchez, 1639).
Luís de Camões – Rimas Várias […] comentadas por Manuel de Faria e Sousa […] Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1972 (Ed. facsimilada da de Lisboa, en la Imprenta de Theotonio Damaso de Melo […] Año de 1685).
Manuel Severim de Faria – Discursos Vários Políticos, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1999.
João Franco Barreto  Discurso Apologético sobre a Visão do Indo e Ganges no Canto IV dos Lusíadas, Évora, Typ. Eborense de F. C. Bravo, 1895.
João Soares de Brito – Apologia em que se defende a Poesia do Principe dos Poetas d’ Hespanha Luis de Camoens No canto IV. Da est. 67 à 75. & Cant. 2. Est. 21. & responde às censuras d’hum Critico d’estes tempos, Lisboa, por Lourenço de Anvers, 1641.
Manuel de Galhegos   “Discurso Poético”, in: Gabriel Pereira de Castro, Ulissea, ou Lysboa Edificada, Lisboa, por Pedro de Craesbeeck, 1636, fl. [5] – [8v].
Fr. André de Cristo – Juízo Poético, in: Manuel Mendes de Barbuda e Vasconcelos, Virginidos ou Vida da Virgem Senhora Nossa. Poema Heroico, Lisboa, na Officina de Diogo Soares de Bulhoens, 1667, p. [22] – [ 91].
Fernão Rodrigues Lobo Soropita  – “Prólogo aos Leitores”, in: Luís de Camões, Rimas, Lisboa, por Manuel de Lira, 1595.
Francisco Leitão Ferreira – Nova Arte de Conceitos, 2 Vol., Lisboa, na Oficina de António Pedroso Galrão, 1718 e 1721.
José de Macedo [António de Melo da Fonseca] – Antídoto da Língua Portuguesa, Amsterdam, em casa de Miguel Diaz, [1710].






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