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2026/05/24

Exposição "Onde terá segura a curta vida? Camões e a vida como viagem"





    Onde terá segura a curta vida?    
     Camões e a vida como viagem    

  EXPOSIÇÃO 

Com curadoria de 
Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale
Projeto de museografia de Francisco Aires Mateus
Coordenação de Diogo Ramada Curto

 11 - 21 ABR. 2025 - Inauguração
 No Ségur Hall, da Sede da UNESCO, em Paris, França 
(outras datas, a confirmar: 14 abril, às 9:00 - 18 abril, até às 17:30)



5 MAI. 2026 | Pisos 1 e 3 da BNP
 Na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisbooa 

Entrada livre



Organização:


Curadores:
Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale

Arquitetura: Francisco Aires Mateus
Desenho gráfico: Atelier Pedro Falcão
Fotografia: Nicolas Lafon

Textos:
Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale
Revisão de textos: Teresa Antunes

Montagem e instalação: Stripeline e Área de Exposições da BNP

Estrutura de Missão para as Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões
Comissário-geral José Augusto Cardoso Bernardes
Comissários-gerais-adjuntos: Diogo Ramada Curto e Joaquim Coelho Ramos
Diretor-executivo: Vasco Silva
Comissariado Curatorial: 
Isabel Almeida, Manuel Corte--Real (em representação do MNE), 
Manuela Pargana da Silva (em representação do MECI), 
Maria de Lurdes Fernandes e Vanda Anastácio.




 CATÁLOGO 


No rasto de Camões - [Catálogo]
ed. Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale
Lisboa: BNP, 2026

ÍNDICE













  ACERCA DA EXPOSIÇÃO  


A existência como viagem

"A exposição Onde terá segura a curta vida? Camões e a vida como viagem parte da biografia e da obra de Luís de Camões para pensar a existência como viagem: uma travessia instável, feita de partidas, deslocações, perdas e reencontros. Longe de fixar Camões como figura heroica, monumental e intocável, a exposição convoca-o como homem vulnerável, errante e migrante, cuja biografia misteriosa e obra sensível e inteligente continuam a interpelar o nosso presente.

[...] A viagem surge, então, como metáfora transversal da exposição. [...] Os textos de Camões formam o eixo da exposição, apresentam-se em várias obras e afirmam-se no espaço expositivo em diálogo com as obras. [...]

Onde terá segura a curta vida? Camões e a vida como viagem convida o visitante a experimentar, sentir e pensar a vida como travessia. Entre naufrágios e portos provisórios, fragilidade e perseverança, a exposição aproxima Camões das experiências do nosso tempo — migrantes, deslocados e viajantes em busca de segurança nesse curto intervalo que é a vida."
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição

Uma viagem insegura e breve

Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida
Que não se arme, e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?
Luís de camões
𝑂𝑠 𝐿𝑢𝑠𝑖́𝑎𝑑𝑎𝑠, Canto I, est.106

“A vida de Luís de Camões (1524-1580), à imagem da sua obra mais conhecida, Os Lusíadas, foi marcada por travessias marítimas, deslocações e surpresas, erros e sorte, obstáculos e conquistas. Cheia de dobras, ao querermos aproximarmo-nos do seu rosto e dessa vida, percebemos que nos escapam no nevoeiro da história. No entanto, este é um traço reconhecível: é viajante e de um país que é cais, de partidas e chegadas.

Nesta exposição, ao pensar a vida como viagem, a partir da obra e da biografia de Camões, expomos a fragilidade humana e o naufrágio como possibilidade de cada existência em todos os tempos, mas também a necessidade de abrir os horizontes e descobrir outras visões do mundo, ter encontros inesperados, e exercitar a perseverança e a esperança que permitem continuar a navegar. Essa condição de viajante é tanto histórica como atual: deslocados, em busca de segurança nesse curto intervalo que é a vida.”
Ministério da Cultura de Portugal

"A vida de Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas, 
foi marcada por viagens, incertezas e conquistas. 
A exposição aborda a vida como travessia, 
revelando a fragilidade humana, o risco de naufrágio 
e a necessidade de perseverança, esperança e abertura ao mundo. "
Agenda da BNP

"Esta mostra insere-se nas Comemorações do 
V Centenário do Nascimento de Luís de Camões 
e propõe uma reflexão sobre a viagem como condição da existência humana, 
tendo a obra e a figura do poeta como eixo central."

"a exposição reúne um conjunto diverso de obras 
que cruzam artes visuais, cinema, música e literatura."

"Através de uma abordagem multidisciplinar, 
"Onde terá segura a curta vida?" 
convida o público a redescobrir Camões como figura universal e intemporal, 
propondo uma viagem sensorial, intelectual e emocional 
em torno da fragilidade da existência, da errância e da construção de sentido."


ÁLBUM DA INAUGURAÇÃO em PARIS | 2025


© Imagem do Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025
  Dalila Rodrigues, Ministra da Cultura, na cerimónia de abertura em Paris.  
© Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025
Na cerimónia de abertura em Paris, estiveram presentes
Diogo Ramada Curto (Comissário-gerais Adjunto das comemorações camonianas)
[...], Dalila Rodrigues (Ministra da Cultura)
José Augusto Cardoso Bernardes (Comissário-geral das comemorações camonianas)
[...], Joaquim Coelho Ramos (Comissário-geral Adjunto das omemorações)

© Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025
Na abertura em Paris, Dalila Rodrigues, a Ministra da Cultura de Portugal,
acompanhada pela equipa da curadoria, com direção de Diogo Ramada Curto:
Filipa Oliveira, Anísio Franco e Paulo Pires do Vale.

© Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025

   Reportagem de Guilherme Monteiro sobre a Exposição na UNESCO   


 as OBRAS e os ARTiSTAS 


 PISO 1 


Mário Linhares
     "A Viagem de Camões", 2025, por Mário Linhares     
© Imagem da UNESCO / Ministério da Cultura de Portugal, 



Rui Sanches
          "A Luís de Camões", 2025, por Rui Sanches          
Escultura. - Madeira e mármore 8255 × 150 × 160 cm)
por Rui Sanches
Coleção da Biblioteca Nacional de Portugal.
© Imagem reproduzida no catálogo.


 PISO 2 


Dorita de Castel-Branco
 "Cabeça de Camões", 1972, por Dorita de Castel-Branco
Bronze (87 × 36 × 48 cm)
Coleção da Biblioteca Nacional de Portugal
© Imagem no Facebook de Alberto Júlio Silva.


 PISO 3 


José Almeida Pereira
          Camões (segundo José Malhoa), 2014          
Óleo sobre tela (127 × 65 cm) por José Almeida Pereira
Coleção privada © Imagem reproduzida no catálogo.

"O percurso inicia-se no problema da identidade, na tentativa de traçar um diário visual da sua vida e viagens (por Mário Linhares, logo à entrada da Biblioteca Nacional), e através do retrato de José Almeida Pereira, que retoma e desfoca uma obra anterior de José Malhoa, assumindo a impossibilidade de fixar um rosto definitivo de Camões. O retrato, à imagem da identidade, surge como construção frágil e mutante, ecoando a consciência do próprio poeta sobre o desacerto da representação e a instabilidade do «eu». A identidade, como a vida, revela-se aqui sempre em processo, uma aventura."
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.


Alberto Carneiro

“Metáforas da água ou as naus a haver por mares nunca de antes navegados”, 1993-94 
Escultura, madeira de tola, mogno e ocomé (54 × 260 × 930 cm)
obra de Alberto Carneiro. 
Coleção do Centro de Arte Alberto Carneiro, em Santo Tirso
Foto no Facebook do artista, 14.06.2018.

"No centro do espaço, a escultura imersiva de Alberto Carneiro, Metáforas da água ou as naus a haver por mares nunca de antes navegados, convoca a obra de Camões no próprio título e o mar/a nau como experiência física e simbólica: instável e ameaçador, mas também cheio de possibilidades de saída, de encontros e de horizontes mais largos. A obra convida o visitante a entrar num território onde a travessia marítima se confunde com a própria condição humana — e onde o naufrágio é uma possibilidade para todos. E, ainda assim, um convite a lançar-se, arriscar, aprender e persistir. Navegar é preciso…"
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.

Ângela Ferreira
"Camões não é só vosso. Camões também é nosso.
(Casa de Camões no imaginário popular na Ilha de Moçambique),
Escultura por Ângela Ferreira.
Obra encomendada para a exposição.

"A escultura de Ângela Ferreira, Camões não é só vosso. Camões também é nosso. (Casa de Camões no imaginário popular na Ilha de Moçambique), obra feita para esta exposição, introduz a ideia de porta e limiar. Ao reproduzir a porta da casa onde, segundo a tradição, Camões viveu no seu exílio moçambicano, a obra materializa tensões entre pertença e exclusão, memória e apropriação, centro e periferia. Camões surge como figura transnacional, partilhada e reivindicada para além da ideia de nação."
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.


Horácio Frutuoso
[..]
"Também Horácio Frutuoso transforma as palavras do poeta, mas em imagem: a palavra fragmenta-se, autonomiza-se, ganha corpo, desenha movimento e ocupa o espaço, convidando a uma leitura que é também experiência física — e oferece-se, generosamente, como cartaz, aos visitantes. A linguagem deixa de ser apenas veículo de significado para se tornar gesto e imagem, revelando a força e a fragilidade da língua como território em permanente transformação."
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.


Adrian Paci
                    Centro di Permanenza Temporanea  (2007), filme de Adrian Paci                     

"Neste contexto temporal, político e social, que é o nosso, a exposição aproxima a condição errante de Camões das migrações contemporâneas, e da condição humana de viajantes em busca de porto seguro, através do filme Centro di Permanenza Temporanea (2007), de Adrian Paci. A obra dá forma a uma experiência de peregrinação forçada, de suspensão e impossibilidade: corpos em espera, viagem que não é permitida, vidas mantidas num horizonte de promessa não cumprida. A pergunta de Camões «Onde terá segura a curta vida?» ressoa aqui com renovada urgência."
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.


Domingos Sequeira 
 "Os últimos momentos de Camões", obra desaparecida de Domingos Sequeira 
Moldura dourada, século XIX
© Imagem do Ministério da Cultura de Portugal, in Facebook, 17.04.2025

"Reforçando a ambiguidade, o desconhecimento e o mistério que envolvem a vida e a morte de Camões, convocamos uma outra história: o desaparecimento da pintura Os últimos momentos de Camões, de Domingos Sequeira — evocada através da presença de uma moldura vazia, um vazio emoldurado que torna visível a perda e intensifica a relação com o passado ausente e desconhecido. A ausência transforma-se em matéria expositiva e interroga-nos: como lidar com o que já não existe? Com o passado, com a biografia de alguém, com a verdade histórica e a mitificação, com as leituras que a cada momento histórico se podem fazer do que passou?"
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.



Jorge de Sena 
"Camões Dirige-se aos seus contemporâneos"
poema dito pelo próprio.

"A inquietação ecoa ainda no poema de Jorge de Sena, «Camões dirige-se aos seus contemporâneos», onde Camões toma a palavra com violência para criticar os que o maltrataram e tomaram o lugar que lhe pertence na história. A voz do passado regressa para interpelar o presente, mostrando que o legado camoniano é continuamente disputado, refeito e reativado."
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.




Carminho | Graça Castanheira
               Carminho canta Amália canta Camões, 2025               
Vídeo digital HD, cor, som, 3’
Com a cantora Carminho; vídeo por Graça Castanheira
Obra encomendada para a exposição.
© Imagem reproduzida no catálogo.

"Os textos de Camões formam o eixo da exposição, apresentam-se em várias obras e afirmam-se no espaço expositivo em diálogo com as obras. De forma mais presente, na voz de Carminho — filmada por Graça Castanheira — que retoma o legado de Amália Rodrigues, e desloca o poeta do campo erudito para a oralidade e para o fado, reinscrevendo Camões no presente como corpo, voz e respiração."
Anísio Franco | Filipa Oliveira | Paulo Pires do Vale
Curadores da exposição
in: Folha de sala, na BNP em Lisboa.

Pois meus olhos não cansam de chorar
Tristezas, que não cansam de cansar-me;
Pois não abranda o fogo em que abrasar-me
Pôde quem eu jamais pude abrandar;

Não canse o cego Amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me,
Enquanto me a voz fraca não deixar.

E se nos montes, rios, ou em vales,
Piedade mora, ou dentro mora Amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas,

Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas.

Soneto de Luís de Camões
e letra de fado


para saber +


“Onde terá segura a curta vida? Camões e a vida como viagem”
in V Centenário do nascimento de Luís de Camões, BNP

in Câmara Municipal d eSanto Tirso, Notícias, 31.03.2025.







Redação: 7.04.2025, atualizado em 24.05.2026

2026/05/15

Lire, traduire, éditer Camões aujourd'hui - o Congresso Internacional de Paris



 Lire, traduire, éditer Camões aujourd'hui 

 RENCONTRE INTERNATIONALE 

Commémorations des 500 ans de Luís de Camões (c. 1524-1580)


18 – 19 May 2026 | Mon, 09:00 – 17:00 Tue, 09:00 – 17:30

Salle Pessoa, Maison du Portugal - André de Gouveia, 
Cité internationale universitaire de Paris
7 P, boulevard Jourdan - 75014 Paris

Organização:

Chaire Solange Parvaux / CREPAL
En partenariat avec l
a Délégation en France de la Fondation Gulbenkian Paris.

Organisé avec l’appui de : 
Luís de Camões 500 - Estrutura da Missão para as 
Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões;
Commission Scientifique de l' Université Sorbonne Nouvellee;
Embaixada de Portugal em Paris et Camões - Centre culturel portugais à Paris.




Iniciativas camonianas do CREPAL

"À la suite de l’action "Camonianas, Lusitanas" réalisée en novembre 2024 avec l’Université de Harvard, le Crepal a organisé un cycle de conférences intitulé "Lire et Relire Camões" à l’Université Sorbonne Nouvelle, du 6 novembre au 4 décembre 2025. Ces initiatives ont bénéficié du soutien de l’Institut Camões.

Aujourd’hui, dans le cadre de la Chaire Solange Parvaux, le Crepal propose cette dernière rencontre autour de Camões, en partenariat avec la Délégation en France de la Fondation Gulbenkian Paris.

Intitulée « Lire, traduire, éditer Camões aujourd’hui », cette rencontre internationale s’inscrit dans la clôture des commémorations camoniennes. Au-delà d’un bilan sur la fortune plurielle de Camões en France, il s’agira d’analyser, de façon prospective, le phénomène des "commémorations" et de discuter la figure de Camões en tant que "lieu de mémoire". La France deviendra ainsi une plateforme d’observation des éditions, de la production scientifique, des traductions et de la diffusion des connaissances camoniennes auprès de publics divers (académiques, artistiques, société civile).

Le programme mettra notamment à l’honneur des lectures d’extraits de la nouvelle traduction française des Lusiades (prévue pour 2027), ainsi qu’une exposition bibliographique accompagnée du catalogue du fonds camonien de la Bibliothèque Gulbenkian. Enfin, des interventions et des tables rondes réunissant des acteurs de divers horizons interrogeront la contemporanéité de l’œuvre de Camões."



  PROGRAMME 

Programme à consulter et à télécharger sur le site.

Lundi 18 mai


9h. Accueil

9h30 – Ouverture de la journée

10h-12h
 Lire & commémorer Camões: bibliothèques, fonds, patrimoines 
Modération: 
Teresa Castro, Délégation en France de la FCG

Caminhos de busca: a Camoniana Digital da Biblioteca Nacional de Portugal
Isabel Almeida, FLUL

No rasto de Luís de Camões
Vanda Anastácio, FLUL

O projeto expositivo de Camões na Biblioteca Nacional de Espanha
Aurélio Vargas Díaz-Toledo, U. Complutense de Madrid

12h-14h. Pause déjeuner

14h. 

 Luís de Camões, vies posthumes 

Modération: 
Isabel Almeida, FLUL

« Novas artes, novo engenho »: apresentação do n° 221 da revista Colóquio
Joana Matos Frias, FLUL

14h45-16h15

 Traces et présences parisiennes – livres, iconographies, objets 

Modération
José Manuel da Costa Esteves, U. Paris-Nanterre

Deux, trois épisodes méconnus de la vie d’un poète voyageur à Paris
Ilda Mendes dos Santos, U. Sorbonne Nouvelle

Camões dans le fonds de la Bibliothèque Gulbenkian à Paris
Cristina Costa, Ana Paula Jorge, Isabel de Barros
Bibliothèque Gulbenkian

16h30-17h00

 Visite de l’exposition 
«Lire, traduire et éditer Camões» à la Bibliothèque Gulbenkian 


19h. 

 Concert à l’Ambassade du Portugal 

3, rue de Noisiel
75116 Paris

Récital en dó≠ Mineur
João Costa Ferreira (piano), 

Dans le cadre du programme Musicorama, 
une initiative de l’Ambassade du Portugal 
et de l’Institut Camões Paris 
avec le soutien de TBS.

Réservation indispensable auprès de l’Ambassade.

 Mardi 19 mai 

9h00. Accueil

9h15-10h45. 

 Éditer & relire Camões: perspectives I 

Modération:
Saulo Neiva , U. Clermont-Auvergne

Do texto ao comentário: « por mares nunca de antes navegados »
Zulmira Santos, FLUP 

Editar o texto de Camões: a questão do comentário
Hélio Alves, FLUL

Editar os poetas: Camões e Góngora ‘frente a frente’ (1613-1639)
Aude Plagnard, U. Montpellier Paul-Valéry / IUF

10h45-11h00. Pause café

11h00-12h30. 

Éditer & relire Camões : perspectives II

Modération: 
Leonardo Tonus, U. Sorbonne Nouvelle

De la Bibliothèque Impériale aux usages de Camões 
et aux sauvetages contre-archivistiques de Frey Ioannes Garabatus et Jorge de Sena: 
Les Quybyrycas ou les dis-locations de l’épique
Maria Benedita Basto, U. Sorbonne Université

Giulio, Camões, Giambologna: natureza e arte
João R. Figueiredo, FLUL

Reler Camões no tempo da crise ecológica
Matteo Pupillo, U. Évora / Sorbonne Université

12h30-14h. Pause déjeuner

14h-15h45. 

 Traduire Camões – Mondes & Langues 

Modération: 
Zulmira Santos, FLUP

Traduções, reescritas, manipulações: Camões em italiano
Valéria Tocco, U. Pisa

Encontros Falhados. Camões na Grécia
Sofia Morabito, U. Pisa

Re-traduire les Lusiades en vers français aujourd’hui
Isabel Violante, U. Paris 1 Panthéon-Sorbonne

Pause-café et visite libre de l’exposition

16h30. 

 Mots de clôture 

Jorge Barreto Xavier
Conseiller culturel de l’Ambassade du Portugal 
et Directeur du Centre culturel portugais à Paris

José Augusto Bernardes
Commissaire Général des Commémorations des 500 ans de Camões




Portrait de Luís Vaz de Camões. - Paris, 2025, par l’artiste grapheur Glaçon
© Glaçon, Paris, 2025

para saber +



in Fondation Calouste Gulbenkian - Délégation en France









Redação: 13.05.2026

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