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2026/05/10

Grande Edição Comentada e Ilustrada de Os Lusíadas por A Bela e o Monstro edições e o jornal Público



Os Lusíadas - Grande Edição 
Comentada e Ilustrada

FASCÍCULO 0 - Introdução + OFERTA DE CAPA


Com duas versões à escolha:

Os Lusíadas - Grande Edição Comentada e Ilustrada 
 Com capa de José de Guimarães
Colecção Completa: 10 fasc. + capa | €135,90


Os Lusíadas - Grande Edição Comentada e Ilustrada
Com capa de Júlio Pomar
Colecção Completa: 10 fasc. + capa | €135,90

Edição:

em parceria com o jornal Público.
Com o apoio do Camões, I.P., RTP, UCCLA 
e o patrocínio dos Museus e Monumentos de Portugal, 
Município de Porto de Mós e Garland.

Uma edição especial, criativa e apaixonante

"Esta edição especial — única na forma, no conceito e no espírito 
— convoca vozes e mãos de todos os cantos do mundo onde se fala português. 
Cada um dos dez cantos da epopeia é interpretado, com imaginação e profundidade, 
por escritores, artistas plásticos e estudiosos da lusofonia, 
que aceitaram o desafio de dialogar com Camões e trazer novas luzes à sua obra maior.
Comentários, ensaios inéditos, poemas e interpretações visuais, 
criados expressamente para esta edição, 
convidam o leitor a uma redescoberta envolvente e plural. 
São fruto de uma total liberdade criativa e entrega apaixonada, 
que revelam a vitalidade contemporânea da língua e obra de Camões."



"500 anos depois… Camões volta com companhia.
Prepara-te para uma edição d’Os Lusíadas  como nunca viste antes.
Provocadora. Livre. Criativa.
Uma viagem pelas margens da língua portuguesa e da imaginação, 
onde o presente encontra novas vozes e mãos 
para ressignificar a memória viva de Camões."

In A Bela e o Monstro, 10.06.2025

É uma edição de muito grande qualidade

"É uma edição de muito grande qualidade, Os Lusíadas em fascículos publicados mensalmente pelo Público. Uma boa surpresa que fica para a longa história das edições do poema.

Editado por João Pinto de Sousa (A Bela e o Monstro) em co-autoria literária com o livreiro bibliógrafo Luís Gomes, agora em Óbidos, reúne canto a canto comentários especializados e ilustrações inéditas de 12 artistas do espaço lusófono (uma boa ideia) de Francisco Vidal no fascículo zero a Gabriela Carrascalão - o comissário para as artes visuais é Ricardo Barbosa Vicente. Além de muita iconografia histórica, e, a abrir, dois retratos de Camões por Júlio Pomar e José de Guimarães. 

Começou a ser distribuído a 26 de julho e irá até março de 2026, em suaves prestações mensais de 6,90€ (salvo o fasciculo zero com a capa) ou a col. completa por 135,90.
E são 3500 exemplares de tiragem, apenas.

Colaborei com a cedência do "Luis de Cá", de 1973, que foi muito mais tarde uma serigrafia (Ed. La Différence, Atelier Arcay, Paris, 2001)."
Alexandre Pomar

Como adquirir?

Pré-reserva da edição completa 
através da Loja do Público.

O envio CTT será efectuado mensalmente 
após a data de lançamento de cada fascículo 
no último sábado de cada mês

Data de lançamento de cada fascículo:

28/06/2025
Fascículo 0 - introd. + capa

26/07/2025 | Fascículo 1
30/08/2025 | Fascículo 2
27/09/2025 | Fascículo 3
25/10/2025 | Fascículo 4
29/11/2025 | Fascículo 5
27/12/2025 | Fascículo 6
31/01/2026 | Fascículo 7
28/02/2026 | Fascículo 8
28/03/2026 | Fascículo 9
25/04/2026 | Fascículo 10


Fascículo 0

Com comentários de Anxo Angueira e Paulina Chiziane, 
prefácio de José Augusto Cardoso Bernardes 
Comissário das Comemorações dos 500 Anos de Camões.
introdução de Isabel Almeida, 
e ilustrações de Francisco Vidal.

Camões é nosso

"Antes de entrar nos cantos da epopeia, abrimos espaço para a pergunta mais urgente: De quem é Camões?

No Fascículo 0 da Grande Edição Comentada e Ilustrada d’Os Lusíadas, inauguramos a nossa viagem com textos inéditos de Paulina Chiziane e Anxo Angueira, que interrogam a figura de Camões a partir das margens geográficas, linguísticas e históricas da lusofonia.

Este primeiro fascículo propõe um prólogo coletivo à leitura da obra, com textos inéditos de uma das mais reconhecidas autoras moçambicanas e do destacado autor galego, bem como uma introdução da camonista Isabel Almeida, prefácio a cargo de José Augusto Cardoso Bernardes, e ilustrações de Francisco Vidal.

Este é o ponto de partida de uma edição que não pretende fixar significados, mas abrir caminhos. Um reencontro coletivo entre geografias distantes que partilham a mesma pergunta: de quem é, afinal, Camões?
A resposta é o nosso ponto de partida: Camões é nosso.

Fascículo 0 da Grande Edição Comentada e Ilustrada d’Os Lusíadas disponível a partir do dia 28 de junho nas bancas com o Público. Pré-reserva de edição completa disponível através do link na bio."
A Bela e o Monstro

Fascículo 1 - Canto I

"Camões invoca as Tágides 
e apresenta a missão épica de cantar os feitos heróicos
dos portugueses, desde logo por Vasco da Gama. 

No Olimpo, os deuses discutem o destino dos Lusos: 
Baco opõe-se-lhes por inveja, Vénus protege-os por amor ao heroísmo. 
O poema propõe-se como um instrumento de consagração da identidade nacional, 
exaltando o valor, a fé e o engenho como virtudes fundadoras. 

O fascículo conta com os contributos dos portugueses 
Afonso Cruz, Hélia Correia, Lídia Jorge, António Carlos Cortez e António Faria."


Fascículo 2 - Canto II

"Os portugueses enfrentam hostilidades em Mombaça, 
onde são vítimas de conspirações árabes incitadas por Baco. 
Vénus intervém junto de Júpiter, 
e Mercúrio avisa Vasco da Gama a tempo, salvando a frota. 
Em Melinde, os nautas são finalmente bem recebidos, 
preparando-se o relato da história de Portugal. 

O fascículo reúne também textos dos moçambicanos 
Luís Carlos Patraquim, Hirondina Joshua e Álvaro Fausto Taruma, 
ilustrados por Eugénia Mussa."

"O Canto II leva a armada de Vasco da Gama 
entre tempestades, presságios e o encontro com o Adamastor.

Com comentários de 
Álvaro Fausto Taruma, Hirondina Joshua e Luís Carlos Patraquim, 
e ilustrações de Eugénia Mussa."
in A Bela e o Monstro | Facebook, 29.08.2025

 

Fascículo 3 - Canto III

"Vasco da Gama começa a relatar a história de Portugal ao rei de Melinde, 
traçando uma linhagem de heróis, desde os fundadores até aos reis da expansão. 

O canto celebra a memória como fonte de identidade 
e como bússola para a acção ética e política. 

Os macaenses 
Yao Jingming, Miguel Senna Fernandes, Carlos Morais José e Ana Jacinto Nunes 
colaboram neste terceiro fascículo."


Fascículo 4 - Canto IV


"Camões evoca o período entre 1383 e 1497, 
narrando a história da 2.ª Dinastia até à partida de Vasco da Gama. 

De grande relevo é o sonho profético de D. Manuel, 
onde o Rio Ganges anuncia, como providencial, a missão divina dos portugueses. 

A narrativa, feita na voz do próprio Gama, dá conta dos preparativos da viagem. 
O canto termina com a fala crítica do Velho do Restelo, 
símbolo da razão e da memória, denunciando 
a vaidade e a corrupção associadas ao império e à fama ilusória. 

O fascículo 4 reúne os contributos dos artistas são-tomenses 
Conceição Lima, Orlando Piedade [comentários] 
e René Tavares [ilustração]."


Fascículo 5 - Canto V

"O episódio do Adamastor, titã simbólico 
que personifica os medos e obstáculos do desconhecido, 
está no centro deste canto. 

Após a profecia onírica do Canto IV, 
surge agora uma nova profecia, dita pela criatura monstruosa 
que Vasco da Gama encontra ao dobrar o Cabo das Tormentas. 
Adamastor, símbolo da natureza indomável e da paixão desmedida, 
conta a sua origem trágica. 

Este confronto marca a prova iniciática da viagem: 
só enfrentando este “monstro interior” é possível transcender 
a condição humana e alcançar o destino da missão. 

Nas últimas estrofes do canto, o Poeta lembra amargamente 
a falta de incentivo à poesia, em Portugal, 
e reafirma a sua decisão de, contra ingratidões e indiferenças, 
levar avante o projecto épico. 

Os cabo-verdianos Dina Salústio, José Luiz Tavares, 
Germano Almeida, Kiki Lima e Yuran Henrique 
assinam textos e ilustrações neste fascículo."


"Entre naufrágios anunciados e o encontro com Adamastor, 
Camões escreve a fronteira entre o medo e o mito. 
O Canto V leva-nos ao centro da tormenta, 
onde sentimos a viagem a tornar-se lenda.

De Cabo Verde, Dina Salústio, Germano Almeida e José Luiz Tavares 
comentam esta travessia intensa e luminosa, 
acompanhados pelas ilustrações de Yuran Henrique."
in A Bela e o Monstro | Facebook, 25.11.2025

Fascículo 6 - Canto VI

"Depois do episódio de Adamastor, 
a viagem prossegue desde Melinde até Calecute. 

Vasco da Gama ascende de herói histórico a símbolo mítico.

Entretanto, ocorre um novo Consílio dos Deuses: 
Baco, avô simbólico dos portugueses, tenta impedir o sucesso luso, 
instigando Neptuno a desencadear uma tempestade.

Enquanto isso, Fernão Veloso conta a aventura cavaleiresca dos Doze de Inglaterra.
 
No final da história, desencadeia-se uma terrível tormenta, 
que cessará com a intervenção de Vénus.

O Poeta faz-se ouvir no termo do canto, 
numa reflexão sobre o heroísmo. 

Neste fascículo, os escritores guineenses 
Ernesto Dabó e Odete Semedo dialogam com este canto, 
ilustrado por Nu Barreto."

Fascículo 7 - Canto VII

"Vasco da Gama e a sua frota chegam finalmente à Índia, mais precisamente a Calecute. 
O rei local, o Samorim, recebe os portugueses com curiosidade,
mas também com desconfiança. 

Baco, temendo que os portugueses se estabeleçam,
convence os mercadores mouros a difamá-los, 
acusando-os de serem piratas e sem intenções legítimas de comércio. 

Este canto simboliza o início de uma nova fase da epopeia, 
onde os desafios políticos e comerciais serão tão difíceis quanto os perigos da navegação. 

O fascículo que marca a chegada à Índia 
conta com contributos que vêm de Goa, 
pela mão e pena de Ave Cleto Afonso, Valentino Viegas 
e pela arte de Subodh Kerkar."

Fascículo 8 - Canto VIII

Lançamento em 28.02.2026


"O Canto VIII evoca os heróis da história de Portugal 
através da descrição das bandeiras da armada de Vasco da Gama, 
ligando-os a Luso, mítico filho de Baco. 
A exaltação heróica contrasta com a traição que os portugueses enfrentam na Índia,
orquestrada por Baco, temeroso de perder o culto oriental. 
No fim, Camões interrompe a narração para lamentar a corrupção. 
É um canto onde a memória gloriosa se cruza com a crítica amarga ao presente. 

No fascículo 8, as palavras dos angolanos 
Ana Paula Tavares, José Luís Mendonça e Pepetela 
surgem lado a lado com a arte expressiva de Cristiano Mangovo."

Fascículo 9 - Canto IX

Lançamento em 28.03.2026


"Baco incita os indianos a resistirem aos portugueses, 
mas Vénus intervém, e com o seu filho Cupido/Eros prepara 
a Ilha dos Amores como recompensa para os navegadores. 

A tensão mítica reflecte a tensão política. 
O poeta não deixa de semear lições e fazer apelos 
em prol da qualidade ética e moral da acção humana. 
O amor e a sensualidade, tantas vezes reprimidos, 
surgem como forma de comunhão e reconhecimento da virtude. 

Camões celebra o heroísmo através da união entre o prazer e o saber. 

O canto IX é reinterpretado pelas vozes dos brasileiros 
Alexei Bueno e Silviano Santiago 
e é ilustrado por Cássio Markowski."
Com introdução por Isabel Almeida.

Fascículo 10 - Canto X

Lançamento em 25.04.2026



"Na Ilha dos Amores, conjugam-se a união erótica 
e a visão profética das glórias e desgraças futuras de Portugal. 
A deusa Tétis revela o futuro império, exaltando conquistas, 
mas alertando para a decadência moral. 

O canto final, o mais longo d’Os Lusíadas
funde erotismo, conhecimento e crítica ética. 

O fascículo 10 conta com os contributos dos timorenses 
Luís Cardoso de Noronha, Benjamim Corte-Real e Gabriela Carrascalão. 

A encerrar, o posfácio é da autoria de José Pires Laranjeira 
e de Isabel Almeida."






Imagens da cerimónia de apresentação da "Grande Edição...", 1 jul. 2025
📷 Luís Silva / Mosteiro dos Jerónimos
que contou com a presença de
a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, 
o Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, 
o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Jorge de Albuquerque Veiga, 
o Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, Alexandre Pais, 
a Diretora do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Margarida Donas Botto, 
o Comissário-Geral da Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís Camões 500, José Augusto Cardoso Bernardes, 
a Administradora do jornal Público, Cristina Soares | o Editor, João Pinto de Sousa 
e a Professora Universitária e Camonista, Isabel Soares. 
O evento contou ainda com uma actuação musical dos The Suma.



Imagens de publicidade, no Facebook de A Bela e o Monstro


para saber +


"500 anos depois… Camões volta com companhia"
In A Bela e o Monstro, 10.06.2025


Reprodução da página promocional do Público
in Alexandre Pomar




Redação: 11.06.2025, atualizado em 9.05.2026

2025/12/11

Auto das anfitriãs - livro e espetáculo


Auto das anfitriãs

LIVRO e TEATRO


TEATRO

"AUTO DAS ANFITRIÃS"

de Inês Vaz e Pedro Baptista
a partir de Luís de Camões

Interpretação:  Cire Ndiaye, Inês Vaz, João Grosso, José Neves
Cenografia: Pedro Azevedo | Figurinos: Béhen
Desenho de luz: Manuel Abrantes
Sonoplastia e desenho de som: Filipe Baptista


27 MAR. a 12 DEZ. 2025 | vários locais e datas

Em cena na Sala Estúdio Valentim de Barros, em Lisboa, 
até dia 13 de abril, 
segue depois em digressão nacional.

Produção:

 Teatro Nacional Nacional D. Maria II


"No âmbito dos 500 anos 
das comemorações do nascimento de Luís de Camões, 
o Teatro Nacional D. Maria II apresenta o espetáculo 
AUTO DAS ANFITRIÃS 
em vários locais e datas, a partir de 27 de março. 

Partindo do AUTO DOS ANFITRIÕES, 
uma das três peças de teatro escritas por Camões 
(por sua vez inspirada num texto do autor latino Plauto), 
esta é uma história sobre deuses 
que enganam humanos, desconfiança, amor e usurpação.⠀⠀

Após o espetáculo de dia 29 de março, pelas 19h30, 
será lançado um livro com o mesmo título."


"Desde o início que nos interessou muito pensar na figura da Almena e da Brómia, 
que estão presentes quer no Plauto, quer no Camões. 
A Almena é um agente sem muita autonomia. Obviamente que ela também se revolta, 
mas sobre uns padrões de moralidade que nos fez questionar: 
"como é que nós nos relacionamos com isto? Nós não nos revemos nisto. 
Então, bora lá pensar sobre isso e pôr o centro nas figuras femininas da peça.""
Inês Vaz e Pedro Baptista
criadores de Auto das Anfitriãs


LANÇAMENTO DO LIVRO

"Auto das Anfitriãs"

a partir de Luís de Camões
de Pedro Baptista e Inês Vaz
coleção “Textos de Teatro” 
Lisboa: edição TNDM II / Bicho-do-Mato, 2025.

Com a presença de 
Inês Vaz, Pedro Baptista e Diogo Bento.
 
Lançamento da edição 
integrado na programação do Tributo a Valentim. 



"Camões escreve 
Auto chamado dos Enfatriões 
a partir da peça Anfitrião de Plauto.

Das três obras de teatro que escreveu, 
esta foi a que se inspirou no teatro romano. 
Uma história sobre deuses que ludibriam humanos, 
sobre desconfiança, amor e usurpação.

500 anos volvidos do nascimento do autor, 
celebramo-lo numa releitura 
assinada por Inês Vaz e Pedro Baptista.

O livro 'Auto das Anfitriãs' será lançado a 30 de março, 
inserido na coleção Textos de Teatro.

Antes, a 27 de março, 
o espetáculo subirá ao palco 
da Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda, em Lisboa, 
e seguirá depois em digressão no âmbito do Próxima Cena."


AGENDA dos ESPETÁCULOS


MARÇO - ABRIL

27 mar. - 13 abr. 2025
Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda, Lisboa.

MAIO

2 - 3 mai. 2025
Centro de Artes e Espectáculos de Vale de Cambra.

8 - 9 mai. 2025
Teatro Cinema de Fafe.

15 - 16 mai. 2025
Teatro-Cine de Gouveia

22 - 23 mai. 2025
Centro Cultural de Mirandela.

29 - 30 mai. 2025
Teatro-Cine de Pombal

OUTUBRO

1 out. 2025
Centro Cultural de Paredes de Coura.

NOVEMBRO

6 - 7 nov. 2025
Centro Cultural de Celorico da Beira

13 - 14 nov. 2025
Casa das Artes de Miranda do Corvo.

 20 - 21 nov. 2025
Centro das Artes de Sines.

27 - 28 nov. 2025
Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa.

DEZEMBRO

4 - 5 dez. 2025
Pax Julia Teatro Municipal, em Beja.

11 dez. 2025, às 10h30, para as escolas) 
12 dez. 2025, às 21h30, para o público em geral







para saber +

In Teatro Nacional D. Maria II, 29.01.2025






Redação: 14.03.2024

2025/09/16

As plantas na obra poética de Camões, estudo de Jorge Paiva


As plantas na obra poética de Camões

OBRA

de Jorge Paiva

Coimbra: Imprensa da Universidade, set. 2025


16 set. 2025, terça-feira

Disponibilizado em acesso aberto no site da IUC

166 p.






Jorge Américo Rodrigues de Paiva
N. Cambondo, Cazengo, Angola, 17.09.1933.
Professor, cientista (botânico e taxonomista) e camonista.

Licenciado em Ciências Biológicas (1958) pela U. de Coimbra
e doutorado em Biologia pelo Dep. de Recursos Naturais e Medio Ambiente da U. Vigo (1993).

Como bolseiro do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), 
trabalhou durante três anos em Londres, 
nos Jardins de Kew e na Secção de História Natural do Museu Britânico. 

Foi investigador principal no Dep. de Botânica da U. Coimbra.

Como ambientalista é reconhecido pela sua defesa do ambiente.


 O cientista completa 92 anos nesta quarta-feira!


Entre o Ocidente e o Oriente: 
as plantas ornamentais e as plantas medicinais

No âmbito das comemorações oficiais dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, cuja Comissão Nacional é dirigida pelo Professor José Augusto Cardoso Bernardes, da Universidade de Coimbra, a edição desta obra do cientista e camonista Jorge Paiva está programada desde o início.

Entre Lisboa e o Extremo Oriente, o poeta Luís de Camões passou ou viveu no Norte de África, em Goa, Ternate, Macau e na lha de Moçambique. Tendo em conta essa deambulação geográfica de Camões - poeta, soldado e também viajante, o biólogo Jorge Paiva afirma que na lírica camoniana “maioritariamente escrita em Portugal e centrada no amor e paixão, as plantas referidas são, quase na totalidade, europeias, mediterrânicas e, geralmente, utilizadas pelos poetas desde a Antiguidade Clássica”. Em contrapartida, “como Os Lusíadas foram escritos, quase na sua totalidade, no Oriente e centrados nos Descobrimentos, grande parte das plantas referidas neste poema são asiáticas, particularmente especiarias e medicinais”.

São cerca de 100 plantas de vários continentes mencionadas por Camões na sua obra escrita e publicada século XVI. E, segundo o estudioso, “na época em que Camões viveu, as plantas mais conhecidas e citadas na literatura eram mais as plantas medicinais do que as alimentares e, na poesia, as ornamentais ou com relevância mitológica”. Deste modo, n'Os Lusíadas são referidas c.60 plantas, “muitas asiáticas e aromáticas”, e na poesia lírica encontramos c. 40 espécies, principalmente “europeias, campestres ou ornamentais”.

Durante a sua estadia na Ásia, nomeadamente na colónia portuguesa em Goa, para além de ter podido observar as plantas medicinais asiáticas ao vivo na natureza, Camões conhecia também essas plantas através do seu convívio com o amigo Garcia de Orta, o autor de Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, que terá lido.

Na sua obra As plantas na obra poética de Camões, o biólogo também interpreta outras referências camonianas a árvores, ervas e flores originárias de terras como o Brasil e Timor, que o Poeta nunca visitou.

Camões esteve em ilhas do oceano Índico, lembremos, por exemplo, a sua estadia na Ilha de Moçambique no seu regresso ao Reino, e também em algumas ilhas tropicais asiáticas do oceano Pacífico; passou ainda por várias ilhas atlânticas. Talvez essa vivência o tenha levado a idealizar a Ilha dos Amores na sua epopeia: "uma ilha coberta de floresta, com lagos, rios e formosos outeiros”, comoo refer Jorge Paiva, cantando, assim, em verso o “encontro idílico entre a tripulação capitaneada por Vasco da Gama e deusas da mitologia grega”.



CAMONIANA



"E apesar de já ter publicado um artigo com as plantas na obra de Camões,
este livro que agora estou a escrever tem muitas novidades,
sobre plantas que nunca tinham sido identificadas e eu consegui identificar,
porque já tenho muita prática e andei nos sítios onde andou o Camões.
Estudo as plantas tropicais, conheço as plantas asiáticas, as europeias…
enfim, só assim consegui fazer este trabalho que sairá agora no livro,
e que julgo que tem muitas coisas inéditas.
Cada vez que leio Camões é uma descoberta. Foi uma mente brilhante!"
4'33'' | Jorge Paiva - Entrevista
in VoiceMED n.º 56 /jan.-fev. 2025, Newsletter da FMUC.


"Garcia de Orta e as plantas na obra poética camoniana"
Lisboa: Edições Colibri, 2015, 229-250. 



Professor Jorge Paiva
"As plantas na obra poética de Camões (épica e lírica)"
Coord. António M. L. Andrade, Carlos de Miguel Mora, João M. N. Torrão.
Aveiro, Coimbra, São Paulo: UA Ed. / Imprensa da U. Coimbra / ANNABLUME, 2015,
p. 95-139. | [PDF]



VERSÃO DIGITAL
Disponível para descarregar | PDF
A exposição é composta por painéis; em cada painel poema-aguarela,
a planta está identificada pelo seu nome vulgar e o nome científico.
Destaca-se a sua menção no texto camoniano.
Org. Sociedade Broteriana

Painel com poema-aguarela, da versão digital da exposição
As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões | PDF





para saber +

Jorge Paiva
bio por Fátima sales

LUSA /Redação
in Observador, 16.09.2025

Luís de Camões - Diretório de Camonística, 8.03.2025

in Agenda, U. Coimbra

in cabal do Youtube da Universidade de Coimbra, 7.03.2024

Ana Bartolomeu
In Notícias UC, 6.03.2025

Catarina Sousa
Áudios, 00:20 e 00:16, in RUC - Rádio UC, 05.03.2025

in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 22.06.2024

in Diário de Coimbra [online], 18.06.2024


in Luís de Camões - Diretório de Camonística, 10.05.2024









Redação: 16.09.2025

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