à memória de Alexei Bueno
"Eu fui um louco que viveu cem annos
Compondo um gigantesco manuscripto..."
Alexei Bueno
Poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.
n. 26 mar. 1963 - faleceu aos 63 anos, em 27 jun. 2026
Com uma extensa produção literária que se reparte por
poesia, ensaio crítico, tradução e edição de clássicos da língua portuguesa.
e CAMONISTA
Alexei Bueno, como estudioso e apaixonado pela obra de Camões
participou na IX Reunião Internacional de Camonistas
O tempo de Camões, Camões no nosso tempo
que decorreu em Lisboa nos dias 2 e 3 de junho de 2026
na Faculdade de Letras e na Biblioteca Nacional de Portugal.
Um evento organizado por Isabel Almeida.
O ilustre conferencista, membro da Academia Brasileira de Letras
apresentou a comunicação intitulada
Camões no Brasil republicano: muito além da Metrópole
A comunicação estava integrada no 12.º painel – CAMÕES NO BRASIL
moderado por Gilda Santos, do Real Gabinete Português de Leitura.
Dois registos fotográficos de momentos de confraternização do evento:

Durante o jantar do evento, Alexei Bueno escuta o poeta e tradutor Zetho Gonçalves
Os Lusíadas / Luís de Camões - ebook
Introdução e notas Alexei Bueno.
3. ed., rev. e atual. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.
Alexei Bueno foi estudioso e admirador de Luís de Camões,
dedicando-lhe quer uma conhecida edição comentada de Os Lusíadas (1993, 2018),
quer a produção poética inspirada ou de homenagem ao Poeta:
Sonetos de Camões (1998, 2019) e Camões, além do desconcerto (2024),
coletânea que contém o extenso poema composto por 500 versos,
"Camões, em nós, por nós", uma profunda e comovida
homenagem a Camões nos 500 anos do nascimento do Poeta.
Esta obra integra também "Camões, 500 Anos: o tempo acorrentado" (2024) texto
resultante do discurso proferido por Alexei Bueno na abertura das
celebrações do meio milénio de nascimento de Camões
no Real Gabinete Português de Leitura, no Brasil.
PRÓLOGO
"Este pequeno livro inscreve-se, muito diretamente, nas comemorações do meio milênio de Camões. Seus dois textos principais, o primeiro e o último, o poema Camões, em nós, por nós, assim como o discurso “Camões, 500 anos, o tempo acorrentado”, nasceram integralmente da efeméride. Entre eles colocamos — já que nos pareceram estar no lugar certo — dois poemas líricos anteriores, inspirados igualmente pelo Poeta, o soneto “A última visão”, e “Camões, além do desconcerto”, cujo título adotamos para o conjunto.
Não imagináramos, em nenhum momento, escrever um poema para tal data gloriosa, mas o primeiro poema se impôs, nasceu por si próprio, o que é muito da índole dos poemas, num estado de quase transe, que durou uma semana. A única coisa que há de voluntária nele é o número de 500 versos — um para cada ano da efeméride —, que nos ocorreu no meio do processo, ou 125 quadras, por ele ter surgido em quadras de heptassílabos.
Os poemas líricos não exigem explicação, apenas reitero que as palavras que designam os povos então estranhos aos europeus seguem a exata nomenclatura da época, do mesmo modo, apenas como exemplo, pelo qual os japoneses se referiam aos lusitanos como “Bárbaros do Sul”, a eterna estranheza entre gentes e culturas que sempre existiu e ainda existe, e que está exposta, de forma provavelmente insuperável, na literatura grega.
No discurso “Camões, 500 anos, o tempo acorrentado”, que o autor foi convidado a proferir, cremos estar descrita detalhadamente a nossa ligação profunda e de toda a vida com o autor d’Os Lusíadas, motivo da existência da presente publicação.
A. B.
Prólogo da obra Camões, além do desconcerto
Escrito em 20-5-2024
para saber +
Notícia obituária no Facebook, 27.06.2026
Notícia do falecimento de Alexei Bueno | Facebook, 27.06.2026
in O Mirante [online], 3.10.2024
in blogue Alexei Bueno, 31.10.2017
Redação: 27.06.2026



