n. Barcelos, 1902-1999
Professor, ensaísta e camonista.
Licenciou-se em Filologia Românica (do curso de Ciências Histórico-Geográficas),
com a tese Camões e o Platonismo, a 29 de janeiro de 1926,
na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Frequentou o curso da Escola Normal Superior de Lisboa,
após o qual seguiu a carreira de professor de liceu.
Foi diretor do Correio do Minho, de 1946 a 1949,
e colaborou noutros jornais: O Comércio do Porto,
Diário Ilustrado e Comércio do Minho.
Colaborou também em muitos revistas portuguesas:
Ocidente, Labor, Revista de História, Barcellos, Quatro Ventos.
E ainda no Boletim da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos
e no Boletim da Câmara Municipal do Porto.
É o autor, provavelmente, da primeira tese académica portuguesa
sobre a obra camoniana, com uma proposta inovadora:
Camões e o platonismo: um problema de crítica literária, 1926.
CAMONIANA
- (1980) Notas camonianas, Boletim da Biblioteca Pública Municipal de Matosinhos, n.º 24, 3-16. - Há em separata. Texto redigido no "Porto, março de 1980."
- (1959) Ao ritmo da vida: estudos e crónicas [PDF]. Braga : [s.n.], 1959. - 159 p. - Ver os seguintes estudos: "Um busto de Camões em Paris", pp. 19-21; "Encontro com Afrânio Peixoto" [em dez. 1936. Texto redigido em "1947"], pp. 83-90.
- (1951) A lição de Camões: estudo sobre o valor moral de «Os Lusíadas») [PDF]. Braga: Livraria Cruz. - 45 p.
- (1926) Camões e o platonismo: um problema de crítica literária [PDF]. - Tese de Licenciatura apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Barcelos: Companhia Editora do Minho. - 99 p.
Encontro com Afrânio Peixoto em Lamego, em dezembro de 1936
"[...] e recordo-me de que eu próprio, um tanto nervosamente, depois de citar Vieira e Aquilino, também exaltei o magnífico cultor da língua portuguesa, o estilista admirável, o mestre do camonismo contemporâneo, a quem pedi licença para oferecer um modesto e despretensioso trabalho meu sobre o lirismo filosófico de Camões."
Francisco Miranda de Andrade
Ao ritmo da vida: estudos e crónicas, 1959, p. 84.
Camões, poeta da fé. A poesia sacra de Camões
"Quase como resposta, saía em 1926, dois anos após a publicação da conferência de [Mendes dos] Remédios, uma obra que viria a abrir aqueles caminhos: Camões e o platonismo de Miranda de Andrade, estudo que se conta entre os primeiros trabalhos sobre Camões apresentados a concurso para provas académicas em Portugal.
Sob a influência de Leonardo Coimbra e dos mestres da Faculdade de Letras do Porto, a quem o autor dedica esta tese de licenciatura, Andrade afirmava propor pela primeira vez nos estudos camonianos que o agostinismo fora uma das vias de acesso ao platonismo pelo poeta [pp. 66-77]. Salientando o pioneirismo desta indagação, “Não nos consta que alguém tivesse já abordado o assunto da hipótese que vamos expor” [p. 66], Andrade modalizava que “Não nos persuadimos, todavia, que fôsse a obra de Santo Agostinho a única fonte do platonismo do poeta” [p. 77], admitindo igualmente a via petrarquista: “Dessa forma, por mais duma vez os belos espíritos de Camões e de Petrarca se encontraram: – não só na imitação superior duma arte poética, mas também nas próprias fontes de pensamento e objecto de estudo” [p. 70]."
Felipe de Saavedra
in Boletim de Estudos Clássicos 70,
Coimbra: Universidade de Coimbra, 141-178.
'Camões e o platonismo: um problema de crítica literária'
de Francisco Miranda de Andrade
100 anos da 1.ª edição: 1926- 2026
Sessão de lançamento da edição comemorativa
Com a presença de
Tiago Miranda de Andrade, Presidente da Fundação Miranda de Andrade
e neto do autor;
Jorge Sobrado, Vereador da Cultura e Património da Câmara Municipal do Porto;
José Augusto Cardoso Bernardes, Comissário-Geral das comemorações
dos 500 anos do Nascimento de Luís de Camões
e Joel Cleto, Historiador e Consultor de História & Património da Fundação.
© Fotos no Facebook da Fundação Miranda de Andrade
para saber +
in e-CAM
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in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. IV, Lisboa, 1997
Reprod. em DGLAB, Autores.
Redação: 26.08.2026

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