Pesquisar na e-CAM:

2026/08/24

Camões e o Jau

  

 "Camões na Gruta de Macau" com o Jau, 1853 
Óleo sobre tela, por Francisco Augusto Metrass.
Museu do Chiado / Arte Contemporânea, Lisboa





Referências

  • Braga, Duarte Drumond (2026) Camões, el maricón, in Hoje Macau, "Voz das Margens", 13.02.2026. - Ver e-CAM.
  • Moser, Maria Isabel de Mello (1992) "Camões e a lenda tradicional do Jau", comunicação, na secção Luís de Camões da Sociedade de Geografia de Lisboa. - Lisboa, SGL, 13.05.1992.
  • Moser, Maria Isabel de Mello (1989) "Camões e a lenda tradicional do Jau", Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Série 107, n.º 7-12 (1989) 121-128.



POESIA

  • Viana, António Manuel Couto (1991) "A Jau", poema, in Suplemento da Revista Latina, Macau, maio de 1991, p. 59. - [Poema datado de 10 jun. 1986]. - Ver e-CAM.
  • Andrade, Eugénio de (1980) "Lamento de Luís de Camões na morte de António, seu escravo", poema, "Escrita da Terra / Epitáfios", in Poesia e Prosa, vol. I, Lisboa: INCM, 1980. / 2.ª ed., Poesia. Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005, p. 242. - [Data de escrita do poema: 27-12-1979]. - Ver e-CAM.

FICÇÃO




 TEATRO 


António Manuel Couto

  • VIANA, por António Manuel Couto (1986) encenação da peça Camões e o Jau em Macau [autoria do texto ?]. In: Independência: revista de Cultura Lusíada / Sociedade Histórica da Independência de Portugal, n.º 4 (1986), Lisboa, p. 3-4. - [Dir. J. A. Pestana de Vasconcelos. - Lisboa : S.H.I.P.].

Casimiro de Abreu

[imagem]
Camões e o Jau: cena dramática
de Casimiro [José Marques] de Abreu
Lisboa: Tipografia do Panorama, 1856.

Peça representada no teatro D. Fernando em 18 de Janeiro de 1856.

  • Abreu, Casimiro [José Marques] de (1980) Camões e o Jau. – Reprodução fac-similada da 1.ª ed., 1856. - Apresent. Aldio Leite Corrêa; estudo prévio de Maximiliano de Carvalho e Silva. Niterói: Comissão Esp. do IV Centenário da Morte de Luís de Camões.
  • Abreu, Casimiro de (1972) Casimiro José Marques de Abreu's play, Camões and the Man of Java: together with Author's Prologue and an Introduction by the Translator, Edgar C. Knowlton Jr., in Boletim do Instituto Luís de Camões, vol. VI, n.º 1-2 (Primavera e Verão de 1972), Macau: Imp. Nacional, p. 123-138. - 📕 prólogo  📘 peça traduzida. - Ver e-CAM.
  • Abreu, Casimiro de (1972) Camões e o Jáo: cena dramática. Rio de Janeiro: Serviço Nacional de Teatro, 1972.

  • Abreu, Casimiro de (s.d.) Poesias completas / de Casimiro de Abreu: Canções do Exílio – Camões e Jau – Brasilianas – Cânticos, As Primaveras e Páginas em prosa. -  Nova edição rigorosamente revista, com um prefácio de Murillo Mendes. Rio de Janeiro: Edições Spiker, s.d. -  222 p. (14x21 cm).
  • Abreu, Casimiro J. M. de (1902) Obras completas: - "Novissima edição, precedida de uma uma noticia sobre o auctor por M. Said Ali. - Rio de Janeiro, S. Paulo: Laemert & C.ª Editores. - [PDF2]
  • Abreu, Casimiro J. M. de (s.d.) Obras completas: "colligidas, anotadas, precedidas de um juizo critico dos escritores nacionaes e estrangeiros e de uma noticia sobre o autor e seus escritos por J. Norberto de Souza Silva". - "Nova edição ornada com o seu retrato". - Rio de Janeiro: Livraria de B. L. Garnier Éditor. - [PDF2]
  • Abreu, Casimiro J. M. de ([1883]) Obras completas"contendo As Primaveras as com treze inedictos; Camões e Jáo; Dous romances em prosa  precedidos de um estudo biobibliográfico-crítico e de várias notas bibliográficas pel' Dr. Jr. Je. de Carvalho Filho, Director do Collegio Amorim Carvalho. - Novissima edição popular e única completa. Rio de Janeiro: Typ. da Escola de Serafim José Alves – Edictor.
  • Abreu, Casimiro J. M. de (1867) As primaveras. - “2.ª ed. (3.ª de Lisboa) accrescentada com novas poesias”; O Camões e o Jáo [p. 195-211] e dois romances em prosa: o juízo crítico de varios escriptores brazileiros e um Prologo por M. Pinheiro Chagas". - Lisboa: Typ. do Panorama. - [PDF] | Reed.: Lisboa: Imp. Joaquim Germano de Sousa Neves, 1871. / 1875. | Reed: Lisboa: Mattos Moreira & Cardoso, 1882. | ... | São Paulo: Livraria Editora Martins; Instituto Nacional do Livro, 1972. - [PDF]
  • Abreu, Casimiro de (1856) Camões e o Jau: cena dramática. Lisboa: Tipografia do Panorama.
  • ABREU, Casimiro de (1855) Camões e o Jáo: scena dramatica / por Casimiro Abreu. – Mss. autographo, assignado pelo poeta e datado de 1.12.1855. – Incompleto, e parece o primeiro esboço da composição. – Em que arquivo se encontra?

 MÚSICA 




 Homenagem a Camões: lamentações de Jau: 
 melodia para piano 
Maria Cornelia de Mello de Castro Pacheco
Lisboa: s.n. [Lith. R. das Flores], 1870.
Na BNP, em Lisboa1 partitura (2 p.) ; 37 cm
[PDF]



 ICONOGRAFIA 





  “Camões na Gruta de Macau”, 1900  
Ilustração de Roque Gameiro & Manuel Macedo
e fotogravura de P. Marinho. 
In: Os Lusíadas / LUiz de camões, "Grande Edição ilustrada",
revista e prefaciada por Sousa Viterbo.
Lisboa: Empreza da História de Portugal Sociedade Editora,1900.








para saber +











Redação: início em 24.08.2026







Sonetos a Dinamene, de Guilherme de Almeida


Guilherme de Almeida | © Foto na Casa Guilherme de Almeida

Sonetos a Dinamene

de
Guilherme de Almeida 


O poeta brasileiro Guilherme de Almeida 
recriou e dialogou com a estética de Camões, 
especialmente na obra Camoniana (1956).
Em 1945, tinha publicado na revista luso-brasileira Atlântico 
um conjunto de seis sonetos
dedicados inteiramente a Dinamene.
Reproduzimo-los abaixo.

  SONETOS A DINAMENE  


"Entendei que segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos"
Luís de Camões

I

Dama dos olhos verdes, quando outr'ora
A mi viestes esquiva e mui a mêdo,
Eu vos bem-disse, porque amor ignora
Que é grande mal o bem que se vai cedo.

Ora vos ides qual me viestes, e ora
Não mais qual era por aqui me quedo,
Eu na mor desventura e vós, Senhora,
De ledo coração e ânimo ledo.

Se a dor ao infeliz glórias empresta,
Se malfadado fui para o não serdes,
Bem haja a vossa insídia desonesta,

ó Senhora fatal dos olhos verdes!
E bem haja a saudade que me resta
Do muito que vos quis sem me quererdes!

II

Não sei se por virtude ou por fraqueza
Me fui de vós, Senhora, enamorando,
Que de amar só cuidava, mal cuidando
Ter Amor em ser fraco a fortaleza.

Mas tanto que de vós fui dócil prêsa,
Fêz-se-me a vida um mar já mau, já brando,
E igualmente que rindo, suspirando,
Com tanta fé segui quanta incerteza.

Entanto qual me viestes tal partistes.
Meus dias, pelo mal que me fizestes,
Mais fremosos se fazem de tão tristes.

Vós nada me deixais, pois dês que viestes
De mi tanto vos dei, que não pedistes,
Quanto vos eu pedi, que me não destes.

III

Alma que de meu corpo te apartaste,
Corpo que de minh'alma te partiste,
E que dest'arte em dois me repartiste
E n'uma só desdita a ambos juntaste.

Qual vida é igual à morte que inventaste?
Qual morte mais do que tal vida é triste?
Que humano ser tão desumano existe
Que haja sua igualdade em tal contraste?

Ante a razão por que a razão cativa
No próprio cativeiro acha confôrto,
E às vezes se abandona, outra se esquiva,

Chego a quedar-me ante mi mesmo absorto,
Alma sem corpo, que não sei se é viva,
Corpo sem alma, que não sei se é morto.


IV

Naquela soidão, naquela altura
Onde os olhos nos montes apascento,
E é o sonho, no seu doce alheamento,
Mais verde de esperança que a verdura;

Onde a vida adormece, e de mistura
Aos sentidos se afaz o entendimento,
Ali me vos figura o pensamento,
Branda de pensamento e de figura. 

E se vos vejo queda, ou se cuidosa,
Gentil agora, agora desdenhosa,
Fecho, por melhor ver o olhar tristonho,

Que é minha condição êste desejo,
Não de vos ver, mas de sonhar que vejo,
Não de sonhar, mas de vos ver em sonho.

V

Dura pena que dura sem medida
Por um crime d'amor breve e fortuito;
De flor ditosa desditoso fruito,
Este colhido, aquela fenecida;

Lágrima não chorada, que pendida
Ficou à espreita n'um olhar enxuito,
Vendo em tão pouco bem e mal tão muito
Tão curta vida e morte tão comprida!

Como mudar-me posso de lembrar-me,
Se com lembrar-me apenas de mudar-me
Nisso estou ocupando o pensamento t

Sofro mais do que sou do que hei sido,
Pois não é tanto mal o mal sofrido
Como é lembrar o mesmo sofrimento.

VI

Quando na estimação dos meus errores
Ponho o meu aplicado pensamento,
E nisso em que busquei contentamento
Contento-me em buscar os desfavores;

Quando vendo-me estou dos seus rigores
Vencido, e inda feliz do vencimento,
Tenho pena do seu merecimento,
Se é que de pena são merecedores. 

Por o que toca ao sonho, e não à vida
(Que aquele era presente, esta esquecida),
Cuido que adormeci de olhar aberto,

Pois tanto era o que olhava, mas não via!
Tão perto o que era longe parecia!
Tão longe parecia o que era perto!

Guilherme de Almeida

"Sonetos a Dinamenne"
Dir. António Ferro, Amílcar Dutra de Menezes
Lisboa: Secretariado da Propaganda Nacional; 
Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa e Propaganda, 1942.


Guilherme de Almeida
[Guilherme de Andrade e Almeida]
n. Campinas, SP, 24.07.1890 - SP, 11.07.1969.

Poeta e ensaísta brasileiro.

Biografia | Bibliografia

Entre vários livros de poesia, Guilherme de Almeida publicou
uma coletânea "versada em linguagem propositadamente arcaizada"
intitulada CAMONIANA,
"Com uma apresentação de Afrânio Peixoto"
Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1956.


para saber +


Elfi Kürten Fenske
in Templo Cultural Delfos, ago. 2015.


Guilherme de Almeida

Rosi Mariana Kaminski 
A permanência da tradição maneirista: 
uma leitura de sonetos de Camões e de Guilherme de Almeida. 
in Guairacá (Guarapuava), Guasrapuava, v. 10, 1993.

in Formas fixas, blogue, 3.06.2020

in Formas fixas, blogue, 13.08.2016







Redação: 24.08.2026

DINAMENE, DINAMENES - A musa asiática celebrada




 O Arrependimento do Amor / 《愛的遺憾》/ The Regret of Love | 2026 
por Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 / Mineral pigments on silk
400 x 180 cm

Ver e-CAM

 Um drama amoroso e poético camoniano 
recriado ao longo do tempo 


A relação entre Luís de Camões e a jovem chinesa Dinamene que este amou durante a sua estadia no Oriente, concretamente em Macau, e que terá perecido no naufrágio do Mekong — constitui um episódio bastante debatido da vida e também da obra do poeta.

Episódio com traços romanescos, ele inpirou e continua a inspirar numerosas recriações poéticas, ficcionais, dramáticas e também artísticas, como a música e as artes plásticas.

Objeto de artigos e de breves monografias, atualmente está a ser estudado por jovens investigadores, de origem chines e portuguesa, nas suas dissertações académicas.

Neste verbete, daremos conta de alguns nomes de autores e títulos de obras nessas várias áreas.


PARA UMA CONSTITUIÇÃO DO CORPUS DINAMENIANO
EM CAMÕES



Os sonetos (inventariados por Afrânio Peixoto)
Outros géneros cultivados por Camões?




Luís de Camöes
Dinamene : Alma minha gentil 
"estudo de Afrânio Peixoto seguido de 44 poesias de Luís de Camões"
1.ed., Lisboa: Oficinas Gráficas da Bibiblioteca Nacional, 1926
[169, [7] p. : il. ; 18 cm]

Luís de Camões
Dinamene: celebrada serás sempre em meu canto
Introd. e notas de Afrânio Peixoto 
Sep. [100 exemplares] da Revista da Academia Brasileira, vol. 17, p. 261-327.
Rio de Janeiro: Benjamim Costallat & Miccolis, 1925
[70, [2] p. ; 24 cm].


ESTUDOS

  • Azevedo Filho, Leodegário A. de (2019) Dinamene: alma minha gentil, que te partiste.  Rio de Janeiro: ABRAFIL [Revista da Academia Brasileira de Filologia], 2009. - [60 p. ; 21 cm].
  • Correia, João Frade (1946) Dinamene ou o drama psicológico de Camões. S.l. : s.n. [Castelo Branco: Tip. Semedo]. - [110, [1] p. ; 20 cm].
  • Gonçalves, Luiz da Cunha (1951) Quem era a "Alma minha gentil" e a "Dinamene" de Camões. - Sep. Memórias Classe Letras, 5. - Lisboa: Academia da Ciências. - [14, [1] p. ; 24 cm].
  • Ribeiro, Eduardo (2021) Camões e a moça china, Fénix – Revista dos Amigos do Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro, Anual, n.º 1 (2021), p. 24-26.

OBRAS LITERÁRIAS e ARTÍSTICAS


 LITERATURA 



Maicon Tenfen
Dinamene
Projeto gráfico de 
Vilmar Schuetze e Jean Valim; 
ilustrações de Rubens Belli.
Ituporanga, Santa Catarina, Brasil: Ronin / Ed. Salto Grande Ltda, 2021.

Ver e-CAM.



Carlos Morais José
O Arquivo das Confissões: Bernardo Vasques e a Inveja: romance
Macau: Livros do Oriente, 2016.
2.ª ed., Lisboa: Arranha Céus, set. 2018.
Trad. para língua inglesa:
The Archive of Confessions: Bernardo Vasques and Envy
Trad. David Brookshaw. Macao: PraiaGrande Edições, 2019.

Ver e-CAM.


Mário Cláudio
Os naufrágios de Camões: romance.
Lisboa: Dom Quixote, 2016.

Maria João Lopo de Carvalho
 Até que o amor me mate: as mulheres de Camões
Amadora: Oficina do Livro, 2016.


Antônio R. Amaral
Camões e Dinamene. - [Drama em 3 atos].
Cenários e gravuras desenhados por Vicente Passos. 
S.l.: s.n. [ed. de autor?], s.d. [1947].
[54, [10] p. : il. ; 20 cm].

Cf. nótula sobre a obra na secção "No Mundo das Letras",
em "Letras e Artes", Suplemento de "A Manhã"
Rio de Janeiro, Ano 2, n.º 46, 29.06.1947, p. 3. | [PDF]


Poesia
Guilherme de Almeida | © Foto na Casa Guilherme de Almeida
"Sonetos a Dinamene" de Guilherme de Almeida 
O poeta brasileiro Guilherme de Almeida 
recriou e dialogou com a estética de Camões, 
especialmente na obra Camoniana (1956).
Em 1945, tinha publicado na revista luso-brasileira Atlântico 
um conjunto de seis sonetos
dedicados inteiramente a Dinamene.
Reproduzimo-los abaixo.

Ver e-CAM


 ICONOGRAFIA 



 O Arrependimento do Amor - pormenor com o afogamento de Dinamene 
《愛的遺憾》/ The Regret of Love | 2026  
Leong Kit Man / 梁潔雯
Seda, pigmentos minerais / 絹本、礦物顏料 / Mineral pigments on silk

Ver e-CAM


      "Perda de amor", 2020 - Aguarela por Scarlett Ma     
que ilustra  a sua obra: Para Camões: um diálogo com o poeta 
através da música e da pintura, atravessando 400 anos     
         致賈梅士 /    用樂與繪,與詩人跨越400年的心靈對話    
Livro e CD.
Edição, ilustração, compilação de Scarlett Ma / Ma Ying Ying / 馬 瑩瑩
Composição e interpretação das canções do CD da obra por Scarlett Ma.
O seu livro-CD ilustrado reúne vários poemas e canções
algumas destas inspiradas e outras traduzidas
dos sonetos de Luís de Camões.
Tradução: Cindy Yan.
Macau: Instituto Cultural de Macau, set. 2020
Ver e-CAM




 “Dinamene a Musa Chinesa de Camões”, 2026 - Aguarela 
por Zélia Reis Ferreira
Processo artístico de criação:
Ver e-CAM, 26.08.2026



  Camões e Dinamene, 2017 - de José de Guimarães  
Serigrafia: papel Artesanal, color, 56 x 71 cm.
Lisboa : Centro Português de Serigrafia.
© Imagem no CPS.


  Ah minha Dinamene..., 1982 - de José de Guimarães  
1 gravura: serigrafia, papel, color. ; 75x56 cm.
A obra está catalogada em 
Volta ao mundo: obra gráfica = Around the world: graphic works
de José de Guimarães, com textos Raquel Henriques da Silva.
Lisboa: INCM - BNP, 2019, p. 158.
© Imagem na plataforma P55.ART.


"Luís de Camões", 2007 - Ilutração de Danuta Wojciechowska
in Ana Oom - Luís de Camões, da Col. "Nomes com história"
Lisboa: Zero a Oito, 2007.

 TEATRO 


AH! MINHA DINAMENE! 

TEATRO | 2018
Obra com encenação de José Maria Dias, 
música de Jorge Salgueiro, violoncelo Marco Madeira.
Produção: 
Teatro Estúdio Fontenova.
in e-CAM, 21.08.2026


 MÚSICA 


Ah! Minha Dinamene!
 de Jorge Salgueiro, 
op. 264, poema de Luís Vaz de Camões. 
Palmela: Jorge Salgueiro, 2018.
DINAMENE 2 |  No Youtube, vídeo - 03:29
Composto para a criação do Teatro Estúdio Fontenova AH! MINHA DINAMENE! 
com encenação de José Maria Dias, 
música de Jorge Salgueiro, violoncelo Marco Madeira.


Canção "Dinamene
Faixa 2 da trilha Sonora de "A página perdida de Camões" 
letra por Luciano Milici
cantada pela Banda Polifônicos.
No Youtube, vídeo - 04:08

Dinamene 

Não reclame, alma minha
se meu beijo é salgado e mortal
a vida ensina,
porcelana da China,
que a eternidade é feita de sal

Dinamene, minha Dina
Dinha minha...menina

Não suspire, alma minha
quando ouvir minha voz cantar
poemas e cenas
coisas pequenas
que não explicam o que é amar

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,

Repousa lá no Céu eternamente

E viva eu cá na terra sempre triste.

Não demore, alma minha
quando nosso barco naufragar
no rio infinito
da ninfa e do mito
um dia poderei voltar

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Não me esqueça, alma minha
daquele rock dançado a dois
do rio chinês
do amor português
que foi seu, nessa vida e depois

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Se lá no assento etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.

Dinamene, minha Dina
Dinha minha....menina

Poster do "filme" na página de fâs do Facebook, 5.07.2012

Ver e-CAM1 e e-CAM2


 FILMOGRAFIA 



O poeta Luís de Camões e Dinamene, personagens do filme "Taprobana", 2014

TAPROBANA

CURTA-METRAGEM
Portugal: 23 min; Super-16 mm transferido para HD/cor.
Realização de Gabriel Abrantes
Com Jani Zhao, Natxo Checa, João Pedro Vale, Alexandre Melo.
Produção: A Mutual Respect Productions | Portugal
Vimukthi Jayasundara | Sri Lanka
CPH DOX:LAB | Dinamarca.
Ver e-CAM









Redação: 21.08.2026, atualizado a 23.08.2026

Banda sonora de 'A Página Perdida de Camões' pela Banda Polifônicos

  

Trailer da obra no Youtube

  A Página Perdida de Camões  

  TRILHA SONORA  

pela Banda Polifônicos


BOOK-TRAILER

Produção, Direção e Edição: 
Renato Siqueira

Direção de fotografia: Marcelo Scano
Direção de câmera: Beto Perocini
Produção de áudio: UiStudio by Fabio Fabris.  

Elenco:
Renato Siqueira, Ruben Espinoza, Cibelle Martin, 
Adriano Arbol, Carolina Nagayoshi, Marcela Pignatari, 
José Mattos, Luciano Milici, Vynni Takahashi, Bruno Milici. 


"Eu Renato Siqueira (cineasta), mais meu amigo Luciano Milici (escritor) com parceria da Editora Évora nos unimos e desenvolvemos este projeto inovador que intitulamos como "Book Trailer Cinematográfico"  e com ele já estamos revolucionando o mercado brasileiro de livros."
Renato Siqueira


BANDA SONORA - 7 faixas


Faixa 1
A Página Perdida | Vídeo, 04:45

Faixa 2
Dinamene  | Vídeo, 04:09
A canção "refere-se à amada chinesa de Camões."

Faixa 3
Máquina do Mundo | Vídeo, 03:24
A canção "sintetiza o estranho artefato citado na obra 
e em Os Lusíadas."

Faixa 4
Cabo das Tormentas | Vídeo, 02:31
A canção "refere-se não só ao psicopata presente na obra, 
como também ao personagem mítico de Os Lusíadas."

Faixa 5
LunaSole | Vídeo, 02:59
A canção "refere-se à estranha irmandade 
presente no livro.

Faixa 6
Selene | Vídeo, 03:00
A canção "refere-se à misteriosa policial, 
personagem do livro."

Faixa 7
Enigmas | Vídeo, 03:11
A canção "refere-se ao universo misterioso
 a ser decifrado no livro."






   A página perdida de Camões: o enigma d'Os Lusíadas | Obra de ficção  
de Luciano Milici. com Ilustrações de Valdivan Milici
Brasil: Editora Évora, 2012



para saber +





Luciano Milici | Facebook

in e-CAM, 23.08.2026

in e-CAM, 23.08.2026





Redação: 23.08.2026

"A página perdida de Camões", romance de suspense de Luciano Milici

 

A página perdida de Camões:
o enigma d'Os Lusíadas

 LIVRO DE SUSPENSE

de Luciano Milici

Ilustrações de Valdivan Milici

Brasil: Editora Évora, 2012

Amostra do romance.

O livro foi lançado a 27 nov. 2012, às 19h30
na Livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera
Av. Ibirapuera, 1303, Moema, São Paulo

Abertura da noite de lançamento de "A Página Perdida de Camões" 
- Show da banda Polifônicos | No Yotube, vídeo - 33:17
"O autor Luciano Milici agradece a presença dos convidados, homenageia sua esposa Sheila Milici e, então, introduz a banda Polifônicos, resposável por musicar as letras feitas por Luciano para a trilha sonora do livro "A Página Perdida de Camões". São sete músicas."

Trailer da obra no Youtube

"O jovem pesquisador, mestre em enigmas e fã de literatura, Santiago Porto, recebe de uma misteriosa e bela mulher a missão de desvendar a história real do poeta Luis Vaz de Camões e encontrar o seu maior segredo: a página perdida, um fragmento inédito de Os Lusíadas procurado por seitas e homens perigosos desde a publicação da epopeia há 440 anos. Oculta por enigmas, anagramas e charadas, sua descoberta pode revelar a localização da lendária Máquina do Mundo."
Sinopse

A enigmática e aventureira vida de Camões

"Não é preciso conhecer Camões para ler este livro. Mas é impossível não se interessar por ele após terminá-lo. Poeta, fanfarrão, galante e herói, Luís Vaz de Camões amou intensa-mente, sem pudores ou medo. Amou a pátria, as mulheres, a vida e as letras. O que mais sobrou para ser amado?

Sua vida, envolta em mistérios, abre brechas à ficção. Cada passo conhecido do Príncipe dos Poetas Portugueses permite o desdobramento em inúmeras possibilidades que, bem correlacionadas e entrelaçadas, alimentam a imaginação e a fantasia.

Como em O jardim das veredas que se bifurcam, do mestre Jorge Luis Borges, no qual cada caminho escolhido é a realização de todos os outros simultaneamente, a vida de Camões dá ao autor de ficção espaço para questionamentos que, por si sós, desencadeiam realidades interessantes, ordenadas e - paradoxalmente - caóticas: Por onde andou o poeta? Por que esteve preso tantas vezes?

Como perdeu seu Parnaso, obra inédita e rara? Como pode conhecer tanto sobre astronomia, filosofia e ciências? Amou todas as mulheres cujas identidades protegeu em seus poemas por meio de anagramas? Como exatamente perdeu seu olho? Por que enfrentou o empregado real Gonçalo Borges, que já se encontrava em batalha injusta contra dois misteriosos mascarados? Quem eram esses dois homens sinistros em pleno dia de Corpus Christi? Deixou mesmo sua amada Dinamene morrer para salvar seus manuscritos?

Estudiosos, literatos e historiadores defendem suas próprias versões a respeito de cada detalhe da vida de Camões. Com o propósito de entreter, comemorar os 440 anos da publicação do primeiro exemplar de Os Lusíadas e mostrar, a quem ainda não conhecia, o lado rock'n'roll do poeta, misturei cons-pirações, serial killer, mistérios seculares verdadeiros, poesia, aventura e muita música. Então, ocultei segredos milenares, incluí citações, referências, enigmas numéricos, anagramas, homenagens e sarcasmo com a antiga fórmula clássica - usada pelo próprio Camões - do imitatio/transformatio para compor esta narrativa, que se passa nos dias presentes, mas que altera radicalmente o passado, abrindo, ao leitor, novas possibilidades, teorias e correlações que, se não podem ser desmentidas, caminham juntas com a vida aceita de Camões. Por que não?

Aceite este convite para reinventarmos juntos a aventureira, misteriosa e enigmática vida do maior poeta da língua portuguesa, e ajude o jovem Santiago Porto, o protagonista, a encontrar a página perdida de Camões."
Luciano Milici
Da Introdução

Um livro...

"Oi, Fernando. Sou Luciano Milici, o autor do livro. A obra em questão não é um filme, mas um livro. A ideia é completamente inédita e nada se assemelha a Dan Brown, confome todos os leitores acadêmicos e leigos percebem. 
Leia sobre A Máquina do Mundo e Dinamene e você verá que há muito mais mistérios do que Dan Brown tentou chupinhar de Umberto Eco. 
E, por último, o fato de ter mais a se explorar não significa que o resto não possa ser explorado."
Luciano Milici
Comentário no Youtube, 29.06.2012

... com banda sonora e booktrailer

"Luciano Milici, de São Caetano, distribuirá autógrafos do livro A Página Perdida de Camões, na terça-feira, na livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera. Ocasião marca comemoração de ano de Portugal no Brasil e vai contar com a apresentação da banda Polifônicos. O grupo vai tocar sete canções com autoria de Milici e melodia dos músicos relacionadas ao enredo da obra.

Publicada pela editora Generale, com 392 páginas, a ficção é sobre um jovem que trabalha com documentos raros da literatura, e recebe a missão de encontrar uma página perdida dos Lusíadas, obra do poeta Luís Vaz de Camões. Enquanto isso, um serial killer tortura e mata suas vítimas deixando como pista trechos do poema português.

O autor conta que teve que conciliar o trabalho como diretor de marketing e e-commerce e encontrar tempo para dedicar-se à produção do livro. Foram dez anos de pesquisa e quatro meses no processo da escrita. "A minha intenção é levar um pouco da história de Camões aos que não conhecem e passem a admirá-lo, além de gerar discussão entre os amantes do poeta", completa.

A obra conta com booktrailer de cinco minutos divulgado desde o mês de junho, com direção de Renato Siqueira e a participação de 12 atores, entre eles o filho Bruno, 8 anos.
Encontro Lusitano."
in Diário do Grande ABC, coluna "Estilo Angélica", 24.11.2012
Reprod. no Facebook.

O AUTOR

Luciano Milici
é um escritor brasileiro,
guionista, ghostwriter e criador de conteúdos, 
conhecido pela criação de "Setealém".
Conta-se que em 1994, Milici teria tido uma experiência extraordinária
num autocarro, o qual o teria conduzido para um lugar chamado "Setealém". 
A partir desse relato, seria criada a lenda urbana, agora famosa na internet.

Especializado em histórias de terror e suspense, 
é autor dos livros A página perdida de Camões (2012) 
e Diário de um Exorcista (2013). 
Este último foi adaptado para um filme lançado na Netflix.


para saber +


in e-CAM, 23.08.2026



Luciano Milici | Facebook

Redação
in Jornal Mundo Lusíada - o mundo mais próximo de si
[Portal de notícias para a comunidade portuguesa]
26.11.2012

Redação
"Os mistérios de Camões e Os Lusíadas"
in Jornal "O Liberal" de Belém - PA, 18.02.2013, p. 3






Redação: 21.10.2025, atualizado a 23.08.2026

Etiquetas